Resumo dos projetos da área de Exatas – 4º Simpósio

Número do Projeto: 8274 – CDCC – Exatas

A Sala Solar: Um Espaço Para Introdução e Apreciação da Física Moderna

Coordenador: Cibelle Celetino silva

Co-responsável: Jorge Honel

  1. Introdução. O presente projeto tem como objetivo a atuação do bolsista na atividade de exibição de filmes, documentários e animações relacionados com conteúdos de astronomia, o chamado Cine Observatório, além de participar de outras atividades rotineiras do setor. Desta forma, além do aprendizado de conteúdos específicos de astronomia, o bolsista ganha experiência na utilização do recurso cinematográfico como instrumento de divulgação científica, além de conhecer a dinâmica de funcionamento de um observatório didático.
  2. Visão Geral. Atuando desde fevereiro de 2011, o projeto Cine Observatório ganhou apoio do Programa Aprender com Cultura e Extensão a partir de agosto desse ano. Todos os domingos às 20h, são exibidos filmes, documentários e animações que fazem referência a conteúdos astronômicos. As exibições têm lugar no auditório do Observatório Dietrich Schiel, com capacidade de 50 lugares. A atividade se integra às demais atividades oferecidas pelo Observatório, em especial à de Observação do céu noturno do domingo à noite, que acontece simultaneamente à exibição, constituindo-se também em atividade alternativa, sobretudo em presença de condições meteorológicas desfavoráveis e impeditivas da observação astronômica.

Fiel à finalidade do Programa Aprender com Cultura e Extensão, o projeto promove um diálogo entre a sétima arte e a ciência, estimulando a discussão e a formação de repertório científico e cultural por parte do público e complementando a formação acadêmica do bolsista.

Resultados. Com base nos dados de frequência do público foi possível obtermos os seguintes números, que se referem ao período de agosto de 2013 a julho de 2014:

1) Total de pessoas atendidas no Cine Observatório: 421

2) Média de público por sessão: 8,6 pessoas (17,2% da capacidade do auditório)

Embora o índice de ocupação do Cine Observatório esteja acima da média nacional, em torno de 13% (Earp e Sroulevich, 2008), acreditamos que este número pode melhorar. Podemos atribuir essa frequência um tanto quanto reduzida aos seguintes motivos:

a) Concorrência com a crescente facilidade de obtenção doméstica dos filmes exibidos:

b) Falta de interesse nas modalidades de filmes exibidos

c) Divulgação insuficiente, especialmente junto ao público presente nos dias de Sessão

Podemos implementar ações pertinentes ao item c e avaliar o seu alcance para o próximo período de vigência do programa.


Número do Projeto: 8279 – CDCC – Exatas

Cine Observatório: quando astronomia e arte se encontram

Coordenador: Cibelle Celestino Silva

Co-responsável: Andre Luiz da Silva

  1. Introdução. O presente projeto tem como objetivo a atuação do bolsista na atividade de exibição de filmes, documentários e animações relacionados com conteúdos de astronomia, o chamado Cine Observatório, além de participar de outras atividades rotineiras do setor. Desta forma, além do aprendizado de conteúdos específicos de astronomia, o bolsista ganha experiência na utilização do recurso cinematográfico como instrumento de divulgação científica, além de conhecer a dinâmica de funcionamento de um observatório didático.
  2. Visão Geral. Atuando desde fevereiro de 2011, o projeto Cine Observatório ganhou apoio do Programa Aprender com Cultura e Extensão a partir de agosto desse ano. Todos os domingos às 20h, são exibidos filmes, documentários e animações que fazem referência a conteúdos astronômicos. As exibições têm lugar no auditório do Observatório Dietrich Schiel, com capacidade de 50 lugares. A atividade se integra às demais atividades oferecidas pelo Observatório, em especial à de Observação do céu noturno do domingo à noite, que acontece simultaneamente à exibição, constituindo-se também em atividade alternativa, sobretudo em presença de condições meteorológicas desfavoráveis e impeditivas da observação astronômica.

Fiel à finalidade do Programa Aprender com Cultura e Extensão, o projeto promove um diálogo entre a sétima arte e a ciência, estimulando a discussão e a formação de repertório científico e cultural por parte do público e complementando a formação acadêmica do bolsista. 3. Resultados. Com base nos dados de frequência do público foi possível obtermos os seguintes números, que se referem ao período de agosto de 2013 a julho de 2014:

1) Total de pessoas atendidas no Cine Observatório: 421

2) Média de público por sessão: 8,6 pessoas (17,2% da capacidade do auditório) Embora o índice de ocupação do Cine Observatório esteja acima da média nacional, em torno de 13% (Earp e Sroulevich, 2008), acreditamos que este número pode melhorar. Podemos atribuir essa frequência um tanto quanto reduzida aos seguintes motivos:

a) Concorrência com a crescente facilidade de obtenção doméstica dos filmes exibidos:

b) Falta de interesse nas modalidades de filmes exibidos

c) Divulgação insuficiente, especialmente junto ao público presente nos dias de Sessão Podemos implementar ações pertinentes ao item c e avaliar o seu alcance para o próximo período de vigência do programa.


Número do Projeto: 8464 – CDCC – Exatas

Informática para alunos dos Ensinos Fundamental e Médio

Coordenador: Valter Luiz Líbero

Co-responsável: Luiz Henrique Pereira de Godoy, Octavio Augusto Deiroz

O ensino com o auxílio do computador significa que o aluno, por meio da máquina, pode ter condições de adquirir conceitos sobre qualquer área do conhecimento. Isto significa que, com o uso do computador, temos uma alteração dos métodos tradicionais de ensino, tornando-o informatizado.  No CDCC são desenvolvidas atividades científicas e culturais, em vários setores, dentre eles o de Informática, cuja finalidade é atender a comunidade, com foco em estudantes de ensino fundamental e médio, permitindo a prática de atividades relacionadas ao ensino, à pesquisa e ao desenvolvimento do conhecimento.

O objetivo do trabalho foi obter conhecimentos sobre o perfil dos usuários da sala de informática, conhecer o impacto causado pela presença do computador nas aulas, no trabalho, em casa e no modo como o aluno vê o professor utilizando-se desse recurso no ensino. Também foi realizada a montagem e aplicação de minicursos de Word, Excel e PowerPoint para preparação dos usuários para o básico de utilização do Pacote Office pedido lá fora no mercado de trabalho, utilizando-se, pela primeira vez no CDCC, uma da lousa digital.     No início da vigência das bolsas começou-se a preparar o questionário, a apostila e se fazer a escolha do tema do trabalho pelos bolsistas.

Porém, com o  início da reforma da biblioteca e integração da sala de informática à mesma, e dado os atrasos advindos do contingenciamento financeiro na USP, tornou-se impossível a aplicação do questionário. Com a apostila pronta e o manual de instruções da lousa digital elaborados, foram aplicados poucos minicursos para o público. Os minicursos continuam sendo aplicados pelos novos bolsistas no momento.


Número do Projeto: 8513 – CDCC – Exatas

Educação Ambiental com Ênfase em Resíduos Sólidos

Coordenador: Salete Linhares Queiroz –

Co-responsável: Angelina Sofia Orlandi

O Centro de Divulgação Cientifica e Cultural (CDCC) atua de modo integrado com a rede de ensino, procurando auxiliar o trabalho do professor, contribuindo para a melhoria da educação e a divulgação da ciência. Para enfatizar a discussão entre os participantes sobre a problemática dos resíduos sólidos gerados são realizadas visitas científicas monitoradas a locais  de disposição de tais resíduos. Com o esgotamento da capacidade do antigo Aterro Sanitário Municipal as visitas são realizadas à Central de Valorização de Resíduos de São Carlos, onde está localizado o novo Aterro Sanitário Municipal e à injetora de plásticos do CDCC.

O objetivo desse projeto é desenvolver junto aos alunos e comunidade interessada, um programa de Educação Ambiental voltado para a problemática de Resíduos Sólidos, de modo a permitir  uma reflexão que estimule os valores e atitudes que levam às práticas ambientalmente adequadas. Em 2013, o número de visitas realizadas no segundo semestre foi maior que no primeiro semestre e pode estar relacionado com a abertura do novo Aterro Sanitário Municipal e com o interesse dos professores em conhecê-lo. No entanto no primeiro semestre de 2014, houve uma redução significativa no número de visitas realizadas devido à impossibilidade de fretamento de ônibus pelo CDCC, consequência da reestruturação orçamentária da USP.

No período de vigência do projeto foram realizadas 29 visitas, sendo 22  no segundo semestre de 2013 e 07 no primeiro semestre de 2014, abrangendo 604 participantes em 2013 e 128 em 2014. Essa drástica diminuição no número de visitas se deve à falta de transporte para alunos de escolas públicas, que em 2013 aconteceram 16 visitas para as escolas publicas e 6 particulares e em 2014 somente 5 escolas publicas e 2 particulares realizaram visitas. A visita ao Aterro Sanitário é sempre impactante, principalmente neste momento em que este se encontra no início de suas atividades, possibilitando que os alunos possam, em visitas futuras, comparar e verificar a velocidade de preenchimento das células, ou seja, o aumento na quantidade de lixo gerado.

A participação das escolas públicas nesta atividade está intimamente relacionada com a disponibilização do ônibus para o transporte dos alunos. A redução no número de visitas realizadas está repetindo no segundo semestre deste ano, mesmo sendo este o período em que o tema é abordado nas escolas e que seria esperada uma maior procura por parte dos professores. Considerando a importância do trabalho realizado pelos bolsistas do projeto em sensibilizar os alunos com o tema Resíduos Sólidos, os professores têm solicitado o agendamento da visita, porém este praticamente não tem sido realizado para alunos de escolas públicas, por falta de transporte.


Número do Projeto: 8393 – Parque CienTec – Exatas

Relações com a Natureza: Preservação no Parque CienTec

Coordenador: Fábio Ramos Dias de Andrade

O projeto Relações com a Natureza: Preservação no Parque Cientec, viabilizou a discussão em torno da conservação dos recursos naturais, por meio da conscientização dos estudantes e público em geral do parque, numa região remanescente de Mata Atlântica, de nascentes e de preservação ambiental. O projeto desenvolveu atividades de trilhas florestais, com procedimentos criados pra atender alunos de escolas públicas, particulares e público visitante, que através de uma educação informal, mais didática, num percurso que se desenvolve em meio à vegetação com espécies exóticas e nativas da Mata Atlântica e animais nativos, pretendeu melhor entender as complexas relações meio ambiente e sociedade, valorizando a preservação do ecossistema, o respeito à natureza e os cuidados necessários para a continuidade da existência do local.

Ao mesmo tempo, o projeto formou estudantes da USP em modernas técnicas de preservação ecológica, atividade de trilhas, trabalho em grupo, comunicação e motivação.


Número do Projeto: 8394 – Parque CienTec – Exatas

Física ao Ar Livre

Coordenador: Fábio Ramos Dias de Andrade

O objetivo é apresentar aos visitantes de escolas de ensino fundamental e médio, como os fenômenos físicos, estudados desde a Antiguidade podem ser visualizados por meio de demonstração de equipamentos ludo-científicos baseados em princípios da Física.

Por meio de equipamentos externos instalados no jardim do Parque como vasos comunicantes, antenas parabólicas, esfera de granito, prisma d’água, bolha d’água, gangorra solitária, bicicleta aérea e outros, os alunos visitantes, orientados pelos bolsistas, podem aprender os conceitos estudados em sala de aula, de maneira lúdica e descontraída.

A experiência de atuar em educação informal contribuiu para que os alunos da graduação em ciências exatas tenham a possibilidade de concretizar os conhecimentos adquiridos teoricamente nas disciplinas de formação.

Os equipamentos são apresentados de forma divertida e interativa, com o acompanhamento dos bolsistas, levando o aluno visitante a um aprendizado espontâneo, sem aquela tendência em direcionar o ensino de Física à resolução de problemas repletos de cálculos e fórmulas.


Número do Projeto: 8395 – Parque CienTec – Exatas

Alameda do Sistema Solar e Astronomia

Coordenador: Fábio Ramos Dias de Andrade

O projeto Alameda do Sistema Solar e Astronomia tem como principal objetivo introduzir a ciência, astronomia e pensamento crítico nos alunos e visitantes, dando uma visão geral do universo, nossas mais recentes descobertas e sua influência em nossas vidas.

Incluem atividade diurnas e noturnas. A Alameda do Sistema Solar é um conjunto de esculturas artísticas que representa os planetas e o Sol e a Lua em relação à Terra. Na atividade Astronomia, são feitas sessões no planetário, com o uso de um projetor digital, onde são feitas exibições sobre o cosmos e sua relação com a história das civilizações.


Número do Projeto: 8520 – Parque CienTec – Exatas

Oficina de Física Óptica e Ernergias Alternativas

Coordenador: Fábio Ramos Dias de Andrade

O trabalho visa a apresentar ao público a prática dos conhecimentos científicos sobre física que foram adquiridos ao longo de uma jornada de estudos a qual teve sua origem na escola.

Além disso, por meio da prática, mostrar o funcionamento dos fenômenos naturais ao longo das atividades de Oficina de Óptica e Energias Alternativas.

Durante o período do projeto, os bolsistas atenderam 32.000 alunos e professores do ensino fundamental e médio, da rede pública e particular, além do público avulso. Assim, a maior parte dos visitantes pôde entender como funciona a física nas práticas cotidianas, concluindo que a óptica ultrapassa o conceito teórico dos livros didáticos.


Número do Projeto: 8534 – Parque CienTec – Exatas

Nave Mario Schenberg e Gruta Digital

Coordenador: Fábio Ramos Dias de Andrade

O projeto Nave Schenberg e Gruta Digital pretende apresentar e trabalhar conceitos de astronomia, geologia, biologia, entre outros, a alunos de escolas públicas, particulares e ao público visitante, através de uma linguagem mais didática, que explora o debate das ideias, por meio da utilização de equipamentos simuladores, demonstração de imagens e animações em 3D, proporcionando aos participantes uma imersão no ambiente projetado, reconhecendo assim com a ciência e a tecnologia estão presentes no dia-a-dia das pessoas.


Número do Projeto: 8535 – Parque CienTec – Exatas

Esposição de Matemática 2000

Coordenador: Fábio Ramos Dias de Andrade

Tem como objetivo aproximar o aluno da relação que o mundo tem com a matemática, a interatividade e as aplicações que os experimentos mostram propiciar a despragmatização da matemática.

A exposição deixa mais claro ao aluno o real valor do estudo dessa ciência e como o cotidiano de todos está intimamente ligado a ela, com o avanço da matemática na geração de tecnologia.

Os alunos de graduação em Matemática, Física e demais ciências exatas tem a possibilidade de desenvolver suas capacidades de interação com o público e aplicar os conhecimentos adquiridos e fundamentados nas disciplinas de graduação.


Número do Projeto: 8536 – Parque CienTec – Exatas

Física e o Cotidiano

Coordenador: Fábio Ramos Dias de Andrade

Apresentar conceitos físicos a alunos de escolas públicas, particulares e ao público visitante, através de uma linguagem mais didática, que explora o debate das ideias, por meio da utilização e demonstração de experimentos lúdicos científicos que evidenciam os fenômenos físicos. Desse modo, o projeto mergulha e leva aos alunos um modo divertido e simples de aprender, possibilitando a experimentação, ação e reflexão de todos os envolvidos no processo de aprendizagem.


Número do Projeto: 8728 – EACH – Exatas

Implantação de uma base cartográfica digital pública da EACH/USP/LESTE na Internet com softwares abertos e livres. Parte II

Coordenador: Homero Fonseca Filho

No primeiro ano deste projeto foram prospectados, estudados e testados vários métodos e técnicas de coleta, tratamento e conversão de dados geoespaciais da EACH/USP com possibilidade de se utilizar sistemas e softwares abertos e livres para inserção das feições para compor a base cartográfica digital proposta. O sistema escolhido e utilizado foi o OpenStreetMap. Os métodos e técnicas de coleta, tratamento e conversão de dados foram testados e analisados com critérios de usabilidade (facilidade de uso), acessibilidade e precisão. Dentre os métodos testados o que mais se destacou foi a ferramenta de edição online, Potlatch2.

Com base neste resultado, o segundo ano do projeto (aqui em avaliação) foi dedicado a efetiva inserção dos dados geoespaciais da EACH/USP para compor a base cartográfica da Escola. Também foi dedicado a testar o processo de exportação do mapa do OSM para outros formatos também Interoperáveis e de fácil o uso em outras plataformas. Ambas as etapas do trabalho foram baseados no modelo de produção Crouwdsourcing, ou seja, da construção da base cartográfica utilizando a inteligência e conhecimentos coletivos dos usuários da Escola, ou seja, com ajuda voluntária na produção, neste caso, a construção de uma base cartográfica com Informações Geográficas Voluntárias (VGI).

A escolha deste modelo permitirá, doravante, aos cidadãos e membros da comunidade da EACH colaborar com informações para atualização da base cartográfica. A implantação da base cartográfica em um meio digital como um todo não é uma tarefa difícil, apenas leva uma carga de trabalho grande para deixar a mesma com uma boa qualidade. Para isso, deve-se colocar  “tags? corretas nos locais corretos para uma maior qualidade. Outro ponto importante é a utilização das formas mais próximas do objeto real e classificar cada objeto corretamente, pois, existem vários tipos de ruas, caminhos e passagens, por exemplo.

O sistema OpenStreetMap permite a realização de conversões para vários formatos, porém, é necessário um pouco mais de conhecimento em dados geoespaciais para se realizar essas tarefas. A base cartográfica da EACH/USP está disponível de forma livre e aberta na internet no site do sistema OpenStreetMap. Vide em www.openstreetmap.org   ou em http://www.openstreetmap.org/#map=17/-23.48252/-46.50083


Número do Projeto: 7819 – EEL – Exatas

Movimento com Ciências: Aulas experimentais para alunos da rede pública de Lorena e região I

Coordenador: Carlos Alberto Moreira dos Santos

O objetivo principal desse projeto foi aproximar a Universidade da Escola de Ensino Básico por meio de ações que despertassem o interesse dos alunos em aprender, de forma prazerosa, os conteúdos das disciplinas de ciências Exatas (matemática, física, e química) e biológicas.  Ressalta-se que as atividades desse projeto foram realizadas em conjunto com as de outros dois supervisores visando maior abrangência e interação entre as equipes.

As atividades foram as seguintes: visitas às três escolas estaduais vinculadas aos projetos, a saber: Arnolfo Azevedo e Gabriel Prestes, de Lorena, e Paulo Virgílio, de Cunha- auxílio nas atividades de três projetos de Pré-Iniciação com 24 alunos vinculados a estas três escolas, com bolsas da PRP-USP- auxílio na montagem de experimentos para o Espaço Ciências em criação na Escola de Engenharia de Lorena-EEL- auxílio nas atividades do Show de Física, ainda em criação na EEL- e auxílio nas atividades da Semana de Ciência e Tecnologia.

A Escola Arnolfo Azevedo, por ter participado de projetos anteriores do Movimento com Ciências, encontra-se melhor adaptada ás atividades e serviu de exemplo motivador às demais, pois além de atividades experimentais realizadas em contra turno na E. E. Arnolfo Azevedo e conduzidas pelos próprios alunos (monitores) foi criado o  “Ciência é Show  “para demonstração de experimentos em forma de show para alunos do ensino básico (fundamental e médio), até mesmo em outras escolas. O interesse dos alunos do ensino médio foi crescente durante o período de realização do projeto.

Ao final verifica-se o desenvolvimento de algumas habilidades, tais como, capacidade de trabalho em equipe, desenvoltura para apresentação oral, compromisso e responsabilidade, iniciativa, dentre outros. É importante lembrar que esse trabalho constitui um subprojeto do projeto  “Novos Talentos  “em execução na EEL-USP, no qual, verifica-se a indissociabilidade das ações de ensino, pesquisa e extensão.

Os alunos da Escola Estadual Paulo Virgílio, inspirados nos alunos da Escola Estadual Arnolfo Azevedo conseguiram o compromisso do seu diretor de um espaço para o laboratório de ciências e a realização de uma mostra de ciência na cidade de Cunha para demonstrar as atividades desenvolvidas, sob a supervisão dos alunos de graduação, em conjunto com os alunos de pré-IC. Essa iniciativa foi baseada na participação da Mostra de Ciências na realização da Semana de Ciência e Tecnologia da EEL/USP. Os alunos de graduação, bolsistas da PRCEU, tiveram uma oportunidade ímpar enquanto alunos de engenharia de vivenciarem ações sócio educacionais e perceberem as dificuldades inerentes às áreas de ensino básico e de políticas públicas. Essa experiência representa um diferencial na sua formação como futuro engenheiro em conformidade ao que estabelece a LDB:  “… a educação superior abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e, ainda, nas manifestações culturais.”

Constituem desafios do ensino superior estimular e desenvolver novas formas de aprendizagem e de produção, gestão e aplicação do conhecimento. No entanto, é preciso pensar no sentido pleno da formação no ensino superior, ou seja, na formação do homem em sua totalidade. Este projeto conta com apoio da CAPES através do programa Novos Talentos (Proc. 55254/2013) e foi desenvolvido em conjunto com diversos outros projetos apoiados pela PRCEU-USP.


Número do Projeto: 8248 – EEL – Exatas

Movimento com Ciências: Aulas experimentais para alunos da rede pública de Lorena e região – II

Coordenador: Sandra Giacomin Schneider

O objetivo principal desse projeto foi aproximar a Universidade da Escola de Ensino Básico por meio de ações que despertassem o interesse dos alunos em aprender, de forma prazerosa, os conteúdos das disciplinas de ciências Exatas (matemática, física, e química) e biológicas.  Ressalta-se que as atividades desse projeto foram realizadas em conjunto com as de outros dois supervisores visando maior abrangência e interação entre as equipes.

As atividades foram as seguintes: visitas às três escolas estaduais vinculadas aos projetos, a saber: Arnolfo Azevedo e Gabriel Prestes, de Lorena, e Paulo Virgílio, de Cunha- auxílio nas atividades de três projetos de Pré-Iniciação com 24 alunos vinculados a estas três escolas, com bolsas da PRP-USP- auxílio na montagem de experimentos para o Espaço Ciências em criação na Escola de Engenharia de Lorena-EEL- auxílio nas atividades do Show de Física, ainda em criação na EEL- e auxílio nas atividades da Semana de Ciência e Tecnologia.

A Escola Arnolfo Azevedo, por ter participado de projetos anteriores do Movimento com Ciências, encontra-se melhor adaptada ás atividades e serviu de exemplo motivador às demais, pois além de atividades experimentais realizadas em contra turno na E. E. Arnolfo Azevedo e conduzidas pelos próprios alunos (monitores) foi criado o  “Ciência é Show  “para demonstração de experimentos em forma de show para alunos do ensino básico (fundamental e médio), até mesmo em outras escolas. O interesse dos alunos do ensino médio foi crescente durante o período de realização do projeto.

Ao final verifica-se o desenvolvimento de algumas habilidades, tais como, capacidade de trabalho em equipe, desenvoltura para apresentação oral, compromisso e responsabilidade, iniciativa, dentre outros. É importante lembrar que esse trabalho constitui um subprojeto do projeto  “Novos Talentos  “em execução na EEL-USP, no qual, verifica-se a indissociabilidade das ações de ensino, pesquisa e extensão.

Os alunos da Escola Estadual Paulo Virgílio, inspirados nos alunos da Escola Estadual Arnolfo Azevedo conseguiram o compromisso do seu diretor de um espaço para o laboratório de ciências e a realização de uma mostra de ciência na cidade de Cunha para demonstrar as atividades desenvolvidas, sob a supervisão dos alunos de graduação, em conjunto com os alunos de pré-IC. Essa iniciativa foi baseada na participação da Mostra de Ciências na realização da Semana de Ciência e Tecnologia da EEL/USP.

Os alunos de graduação, bolsistas da PRCEU, tiveram uma oportunidade ímpar enquanto alunos de engenharia de vivenciarem ações sócio educacionais e perceberem as dificuldades inerentes às áreas de ensino básico e de políticas públicas. Essa experiência representa um diferencial na sua formação como futuro engenheiro em conformidade ao que estabelece a LDB:  “… a educação superior abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e, ainda, nas manifestações culturais.”

Constituem desafios do ensino superior estimular e desenvolver novas formas de aprendizagem e de produção, gestão e aplicação do conhecimento. No entanto, é preciso pensar no sentido pleno da formação no ensino superior, ou seja, na formação do homem em sua totalidade.

Número do Projeto: 8267 – EEL – Exatas

Movimento com Ciências: Aulas experimentais para alunos da rede pública de Lorena e região – V

Coordenador: Maria da Rosa Capri

O objetivo deste projeto foi realizar uma experiência de ensino-aprendizagem de química com alunos de 2º ano de ensino médio. A experiência ocorreu numa escola pública de ensino do ciclo básico e técnico. O trabalho promoveu a interação entre alunos de graduação e alunos de ensino médio como estratégia de aprendizagem de química por meio de aulas experimentais.

A disciplina abrange tópicos relacionados à química geral como pH, miscibilidade, cátions e ânions, densidade e mudanças dos estados químicos e físicos da matéria. Um resultado importante da aplicação deste trabalho foi o aumento do interesse dos alunos de ensino médio pelo ensino superior, provocado pela interação com os alunos da graduação. A avaliação geral deste trabalho é de que em sua totalidade os alunos aprovaram os métodos e os objetivos propostos foram plenamente atingidos.


Número do Projeto: 8364 – EEL – Exatas

Movimento com Ciências: Aulas experimentais para alunos da rede pública de Lorena e região VII

Coordenador: Carlos Yujiro Shigue

O Projeto Movimento com Ciências (MCC) tem o propósito de apresentar aos alunos da rede pública como o aprendizado pode ser divertido e interessante, promovendo entre esses alunos a consciência da importância da continuidade do estudo em nível superior.  Este ano, o projeto ampliou as atividades iniciadas na escola  “E.E. Arnolfo de Azevedo”, de Lorena, e replicou as atividades na escola \E. E. Paulo Virgínio\, em Cunha e na escola \E.E Gabriel Prestes\ em Lorena. Essas atividades são baseadas em experimentos realizados para despertar o interesse dos alunos em aprender de forma prazerosa dos conteúdos das disciplinas da ciência de Exatas.

É executado em conjunto com alguns professores da Escola de Engenharia de Lorena, os professores das respectivas escolas, com o apoio das coordenações das escolas e da Diretoria e da Delegacia Regional de Educação de Guaratinguetá-SP. Também foram selecionados alunos monitores das escolas para alunos de pré-IC, por meio de bolsas de Iniciação e Extensão (IEx, PRCEU, PRP) criando assim, uma forma de multiplicar o conhecimento dentro das escolas, disseminando as atividades e aumentando o interesse e motivação dos alunos em carreiras relacionadas as áreas de ciências naturais e tecnológicas.

As atividades foram realizadas, nas respectivas escolas e na Escola de Engenharia de Lorena. Com apresentações do grupo de “Show de Física”, experimentos práticos na área de programação computacional, que despertam interesses nos alunos de pré-IC e nos alunos de graduação, além de auxiliar na montagem de experimentos e demonstrações científicas realizadas nas próprias escolas. Ocorreram também visita na Feira das Profissões da USP em São Paulo e participação na Mostra de Ciências da IV Semana de Ciência e Tecnologia da EEL, nas Olimpíadas de Ciência de Lorena das Escolas Públicas (OCLEP) e de Física de Lorena (OFL), dentre outras atividades.

Com os problemas sócios educacionais atuais, o projeto incentiva a participação dos alunos de graduação em ações de responsabilidade social, também ajuda o aprimoramento de habilidades e competências para apresentações, monitorias, métodos pedagógicos e gerenciamento de pessoas. O Projeto contou em 2014, com o apoio da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária, da Pró-Reitoria de Pesquisa com o programa Pré-Iniciação Científica, da Pró-Reitoria de Pós-Graduação com o Programa de Aperfeiçoamento do Ensino, da CAPES com o Programa Novos Talentos e do Programa de Pós-Graduação em Projetos Educacionais de Ciências da EEL.


Número do Projeto: 8762 – EEL – Exatas

Estudo de Caso: Causas e Consequências do Descarte da Água de Refrigeração dos Destiladores da Escola de Engenharia de Lorena.

Coordenador: Ângelo Capri Neto

Um dos grandes responsáveis pelo alto consumo de água nos laboratórios químicos é o destilador, equipamento necessário para fornecer água destilada/desmineralizada, item essencial para preparação de soluções e limpeza de material. Neste trabalho foi feito um levantamento da qualidade, custo e consumo de água por estes equipamentos na Escola de Engenharia de Lorena, comparando os resultados com um equipamento de osmose reversa e apresenta um projeto de adaptação do sistema de destilação para reaproveitar a água descartada, utilizando as instalações disponíveis na Escola e equipamentos de baixo custo para as adaptações necessárias.

Caso efetivamente implantado, o projeto prevê o reaproveitamento de 45 m3 de água por mês que atualmente são descartadas.  Metodologia – Avaliação da fonte e qualidade da água. -Levantamento da quantidade, localização e regime de operação dos destiladores.  -Cálculos dos gastos de energia e água, utilizando um sistema de osmose reversa como referência. -Elaboração de projeto para a redução do desperdício de água utilizada em destiladores nos laboratórios do Campus I da EEL-USP.

Resultados e Discussão: A água utilizada nos destiladores é proveniente de poço artesiano, sendo bombeada para um reservatório principal e daí distribuída pelas caixas d´água dos prédios do Campus por gravidade. Atualmente apresenta grande quantidade de resíduos sólidos (lama) em função do baixo volume do poço. Das caixas dágua dos prédios, a água é distribuída também por gravidade para uso geral, incluindo a alimentação dos destiladores.

O consumo de água de um equipamento de osmose reversa é de 4000 litros para a produção de 2000 litros de água desmineralizada e um descarte de 2000 litros por mês. Um destilador, para produzir a mesma quantidade de água desmineralizada, consome 47000 litros, sendo 2000 litros de água desmineralizada e 45000 litros de efluente, composto exclusivamente de água limpa utilizada na refrigeração e condensação da água destilada. Existem quatro destiladores em operação para alimentar os laboratórios da área I da EEL.

Os destiladores atualmente ficam dentro dos laboratórios e são alimentados por gravidade com um fluxo constante de água pré-filtrada, sendo parte destilada (cerca de 4,3 %) e a maior parte (95,7%) descartada  diretamente na rede de esgoto. O controle do sistema é feito por supervisão do corpo técnico responsável pelos laboratórios.        Nesta proposta os destiladores são posicionados no mesmo plano das caixas d´água, sendo alimentados por gravidade e controlados por mecanismos automatizados, sem a necessidade supervisão constante por parte do corpo técnico.

A água de refrigeração é de melhor qualidade do que a água da alimentação principal pois é filtrada pelo sistema dos destiladores e, após o uso, é direcionada para as caixas d´água. Como resultado, o descarte de água é reduzido a zero. A solução proposta por este projeto para ser aplicada no novo prédio de laboratórios utiliza os quatro destiladores de 3500W cada e as caixas de água do prédio (já existentes), acrescido de um sistema automatizado de controle de baixo custo.

Conclusões: A água descartada é  “limpa  “, portanto pode ser devolvida para os reservatórios de uso comum. O sistema automatizado tem custo baixo, requer pouca atenção, pode ser monitorado a distância e pode diminuir o desperdício de até 45 m3 por mês. A adoção deste sistema trará benefícios econômicos e ambientais, evitando o desperdício de água nos casos onde não é possível substituir o destilador por osmose reversa.


Número do Projeto: 8071 – EESC – Exatas

Temas da Engenharia com Contextualização Histórica

Coordenador: Ronaldo Carrion

Considerando as descobertas científicas, especialmente aquelas ligadas às engenharias, que vem ocorrendo ao longo dos tempos, busca-se neste trabalho contextualizá-las em seus períodos históricos, levando-se me conta informações relativas aos fenômenos políticos, sociais e culturais existentes no período em questão. Ao mesmo tempo, traça-se um paralelo com a biografia do cientista, autor de determinada descoberta, buscando estabelecer conexões entre suas contribuições e as motivações existentes na sociedade daquela época, bem como seus reflexos no mundo atual.

Uma vez que há grande de demanda por profissionais da área de tecnologia no Brasil, tem-se como objetivo despertar no aluno que vai ingressar no ensino superior o interesse por áreas tecnológicas através de uma abordagem científica com foco na vida do cientista, para que um número maior de alunos passem a considerar a escolha de uma carreira ligada a tal área. Para tanto, pode-se usar as informações coletadas para divulgação em escolas de ensino médio, feiras de profissões e museus de ciência. Também há a possibilidade de se utilizar este trabalho nas disciplinas ministradas pelo docente, no âmbito universitário. Foram produzidos slides de apresentação, visando à divulgação do trabalho de acordo com o objetivo do projeto.


Número do Projeto: 8233 – EESC – Exatas

Uso de Mídias Sociais no Processo de Ensino-Aprendizagem de Engenharia

Coordenador: Edson Walmir Cazarini

Considerando o contexto profissional atual, a prática educativa nos cursos de exatas, especialmente nos cursos de Engenharia de Produção – curso foco nesse projeto de extensão – tem se tornado alvo de estudos para se verificar a forma com que é concebida, instituída e possibilitada aos envolvidos do processo ensino-aprendizagem: professor e aluno.

Assim, usar metodologias didáticas inovadoras que possibilitem a construção significativa da aprendizagem torna-se relevante, no sentido de melhorar o processo de ensinar e aprender, tanto na ótica do professor quanto do estudante, bem como, pensar na melhoria da qualificação profissional, o que implica na contínua aquisição de conhecimentos, atitudes e competências ao longo da carreira. Os resultados, na visão dos alunos, foram positivos e o uso de mídia social contribuiu com o processo de aprendizagem.


Número do Projeto: 8460 – EESC – Exatas

Atividades de Extensão – Projeto Rondon no Antenor Garcia

Coordenador: Tadeu Fabricio Malheiros

O bairro Antenor Garcia no município de São Carlos-SP é caracterizado pela existência de diversos aspectos socioambientais negativos, como a disposição inadequada de lixo e entulho em terrenos baldios e um índice elevado de pobreza e exclusão social parte significativa da população. A comunidade universitária local, muitas vezes alheia a esses acontecimentos, possui grande potencial para intervir nas questões socioambientais do bairro, visando suas soluções e a melhoria da qualidade de vida da população.

O objetivo do presente projeto consiste na aproximação da comunidade do bairro Antenor Garcia com a universidade, através de atividades de formação, integração e construção conjunta de alternativas para o desenvolvimento local, principalmente aquelas relacionadas à atuação das engenharias. Neste sentido, o projeto incluiu a realização de rápido diagnóstico socioambiental do bairro por meio de visitas, diálogo com a população e atores de interesse e consulta a registros de atividades já realizadas.

Também, com envolvimnto de ONG local no bairro e participação de adolecentes, foi elaborado questionário e aplicado no bairro, possibilitando uma visualização de aspectos do bairro a partir da percepção da comunidade local. Esta atividade, realizada de forma participativa, também possibilitou aos jovens melhor conhecerem suas realidades. Este projeto ampliou aproximação entre a comunidade local e a universidade através de extensão universitária e também a utilização dos recursos e conhecimentos criados e adquiridos na universidade, de modo que se devolvam à comunidade os investimentos feitos nos atuais estudantes e futuros profissionais. Também entende-se que houve contribuição à percepção da comunidade sobre as questões relacionadas à cidadania, desenvolvimento e sustentabilidade presentes no bairro e no mundo, tornando-se cidadãos conscientes e multiplicadores das práticas extensionistas.


Número do Projeto: 8462 – EESC – Exatas

Educação ambiental e recursos hídricos na micro-bacia do córrego do Mineirinho

Coordenador: Tadeu Fabricio

A região do grande Santa Felícia é um dos principais vetores de urbanização da cidade de São Carlos – SP, potencializado com uma área recente do campus 2 da Universidade de São Paulo. Dessa forma, há clara necessidade da preservação dos recursos ambientais locais, tendo, como frente essencial para isso, ações de educação ambiental. Como objetivo visa-se a  promoção de ações educativas para turmas do ensino fundamental da Escola Estadual Bento da Silva César. Essas ações buscam dialogar com a comunidade quanto à importância do ambiente local e da necessidade de protegê-lo.

O projeto vem sendo executado desde de agosto de 2012. As atividades são desenvolvidas uma vez por semana, com três turmas do sexto ano, com crianças na faixa etária dos 12 anos. O desafio está em construir uma educação ambiental politizada, por meio de uma linguagem acessível para incentivar a reflexão coletiva e a visão holística da problemática ambiental.

Os trabalhos realizados se baseiam em metodologias que seguem princípios de interlocução e diálogo constante do público alvo, de modo a incentivar estes a tomarem posturas ativas e questionadoras no importante processo de construção de conceitos sobre meio ambiente. Uma concepção libertária de educação emanada de Paulo Freire e da Educação Popular, que tem como fundamento político a democracia radical, que reconhece que cada ser humano detém o direito à participação de seu futuro e à construção da sua realidade.

O projeto também tem como objetivo a aproximação com o bairro Santa Felícia, que se localiza no entorno do Campus 2 da USP São Calos. Não são barreiras simples que separam a Universidade com a comunidade dos bairros do entorno, mas sim, barreiras sociais e econômicas que devem ser enfrentadas por ambos os lados e isso é possível por meio da Extensão.


Número do Projeto: 8641 – EESC – Exatas

Estudo do uso de cacos de vidro de monitores de computador sucateados para fabricação de esmaltes para revestimentos cerâmicos

Coordenador: Eduardo Bellini Ferreira

O setor de revestimentos cerâmicos no Brasil cresce de forma consistente desde 2005 e ocupa a segunda posição mundial, tanto em produção como em consumo, menor apenas que a China. Desenvolver tecnologia para esse setor é uma prioridade para a manutenção do país como protagonista na área. Nesse sentido, a reformulação de um vidrado para esmalte cerâmico usando matérias-primas alternativas é um problema interessante como alternativa para os atuais problemas ambientais. Atualmente, um grande problema ambiental resulta do grande volume de tubos de raios catódicos (CRT) de monitores de computadores descartados.

Como um resíduo eletroeletrônico, este material encontra poucas alternativas viáveis de reciclagem nas proximidades de onde é descartado. Nesse sentido, a reformulação de um vidrado para esmalte cerâmico reaproveitando resíduos de (CRT’s), encontrados em grandes depósitos e formando um grande passivo ambiental, é um problema interessante como alternativa tanto para a reciclagem desse material, como para a produção de revestimentos cerâmicos.  Através da revisão da literatura, observamos que os monitores CRT são compostos por três vidros de composições químicas diferentes: tela, funil e pescoço.

A partir da caracterização química por espectrometria de emissão atômica dos diferentes vidros, observamos que o vidro da tela, em particular, apresenta altas porcentagens de óxidos de metais alcalinos e alcalinos terrosos, e assim possui um grande potencial de reaproveitamento para sintetização de esmaltes cerâmicos. Testamos então a substituição parcial de frita (uma das matérias-primas que compõem a formulação de esmaltes para revestimentos cerâmicos) pelo vidro de telas CRT.

Após a determinação do vidrado mais adequado a ser utilizado, a saber, o esmalte transparente comum, preparou-se suspensões que substituíam a massa de fritas por vidros de telas de monitores com porcentagens entre 10 e 40%. Estas foram preparadas e aplicadas sobre substratos argilosos prensados e posteriormente submetidos ao forno em ciclos de queima semelhantes aos industriais. Entre os processos de caracterização de maior importância envolvidos no desenvolvimento de nossas atividades estão a dilatometria e a calorimetria, a partir das quais foi possível estudar os coeficientes de expansão térmica e adequar as percentagens de vidro CRT compatíveis com a adesão ao substrato cerâmico de revestimento.

Posteriormente, os aspectos de coloração e transparência dos esmaltes foram também caracterizados e analisados. As queimas realizadas com os esmaltes preparados indicaram a necessidade de ajuste do ciclo térmico para permitir a saída de gases da decomposição do calcário proveniente da argila do substrato, e com isso evitar defeitos estéticos na superfície. Portanto, com os devidos ajustes térmicos, os resultados foram equivalentes aos dos esmaltes tradicionais, tornando assim o uso de vidro de tela CRT em revestimentos cerâmicos uma ótima solução ambiental para o reaproveitamento de monitores sucateados.


Número do Projeto: 8689 – EESC – Exatas

Vida saudável comunidade EESC-USP (Campus de São Carlos)

Coordenador: Marcel Andreotti Musetti Co-responsável: Jose Luis Dorici, Luis Antonio Rossi Pereira, Luiza Maria Romeiro Codá, Paulo Cesar Lima Seganti

A atual diretoria da EESC criou o grupo EESC ComVida cujo objetivo é proporcionar alternativas de vida saudável a todos os agentes colaboradores e usuários da Escola de Engenharia de São Carlos, bem como de todo o Campus de São Carlos (Comunidade do Campus de São Carlos). As ações objetivam a promoção do desenvolvimento humano como um todo, estimulando atividades voltadas ao aperfeiçoamento de cada indivíduo, enquanto seres sociáveis, éticos, políticos, espirituais, saudáveis física, psicologicamente e emocionalmente. Em apoio às atividades do grupo EESC Com Vida desenvolveu-se o presente projeto – Apreendendo com Cultura e Extensão, pelo qua visou-se o desenvolvimento de habilidades e conteúdos complementares ao desenvolvidos na estrutura curricular do aluno bolsista, enriquecendo seu repertório de práticas e conteúdos.

Apresentam-se a seguir, como resultados alcançados, todos os eventos (curta duração) realizados durante a vigência da bolsa e que contaram com a participação do bolsista:  Atividades realizadas durante o ano de 2013:

“II Torneio de Pipas e Papagaios

“Ciclo de palestras

“Exposição de fotografias

“Quinta Musical Solidária – parceria SAC Civil

“Cadastro de colaboradores.

Atividades realizadas durante o ano de 2014:  “EESC ComVida na semana de matrículas – contato com pais e calouros

“Apresentação do Grupo EESC ComVida – Semana de Recepção dos Calouros

“FUTCÃOMÃO – Semana de recepção dos calouros

“Questionário para as turmas de calouros

“Questionário para os funcionários docentes e não docentes

“III Torneio de Pipas e Papagaios

“Exposição de fotografias

“Ciclo de palestras

“Habilidades Sociais “(parceria com o dia das secretárias)

“Prevenção ao Uso de Drogas  “(parceria com o DENARC).

“Programação para 2015:  “Oficina de Origami

“Oficina de Fotografias

O método utilizado no desenvolvimento das atividades baseou-se nas práticas de gestão de projetos.


Número do Projeto: 7916 – EP – Exatas

Desenvolvimento da ferramenta CLAWS – Ferramenta Colaborativa de Leitura e Ajuda na Web para Surdos

Coordenador: Lucia Vilela Leite Filgueiras

O projeto de extensão vincula-se às atividades de pesquisa em acessibilidade e tecnologias assistivas e destina-se à comunidade surda, em especial àqueles que se comunicam em Libras. A ferramenta CLAWS – ferramenta colaborativa para leitura e ajuda na web para surdos – foi concebida na dissertação de mestrado de Stefan José de Oliveira Martins, aluno do PPGEE, e premiada no I concurso de Acessibilidade na Web da W3C Brasil. Em geral, pessoas que se comunicam em Libras têm a língua portuguesa como segunda língua e nem sempre a língua escrita é bem compreendida.

A CLAWS tem por principal objetivo facilitar que pessoas surdas, ao navegar na Web, tenham à mão ferramentas de compreensão da linguagem escrita, embutindo no navegador recursos de dicionário e de imagens.  O projeto de extensão tem por finalidade levar o conceito da CLAWS ao uso efetivo pela comunidade surda. Iniciou-se pelo estudo das características da comunicação de surdos, compreendendo as necessidades e dificuldades da comunidade surda e as poucas soluções disponíveis hoje para atender suas demandas.

O levantamento de requisitos e o planejamento de testes de usabilidade permitiram verificar de forma clara os passos para desenvolvimento de um projeto que atenda o usuário final de forma satisfatória, sem ignorar suas necessidades. Com relação aos requisitos de arquitetura, diversas escolhas foram realizadas de forma criteriosa: o navegador alvo (o escolhido foi o Chrome, a arquitetura distribuída (SOA com webservices restful), a linguagem de programação foi possível realizar a comparação entre linguagens e ferramentas de desenvolvimento para navegadores Web, e aprender com maior profundidade as tecnologias envolvidas: HTML, web services, Java, Javascript.

Foram desenvolvidos dois protótipos funcionais: no primeiro, uma extensão do navegador Chrome disponibiliza ao usuário o acesso rápido a dicionários textuais e de imagens, que são as funções mais essenciais da CLAWS. No segundo, a mesma função é executada em uma arquitetura de web services, visando facilitar a distribuição de atualizações à população usuária. Os protótipos desenvolvidos confirmam a adequação das escolhas de projeto. São ainda resultado do projeto os instrumentos para realização dos testes de usabilidade com a população surda, visando avaliar o real impacto da ferramenta.

O projeto foi fundamental para o desenvolvimento dos alunos em um sentido muito amplo, tanto técnico como cidadão. Embora o cronograma tenha sido parcialmente cumprido, a ferramenta implementou as funções mais básicas do trabalho de Martins, que são o resgate do dicionário online e das imagens.


Número do Projeto: 8144 – EP – Exatas

Mentoring 2013 GEG-PoliGNU: um programa de mentoring voltado para calouras das áreas de Exatas

Coordenador: Cíntia Borges Margi

Buscamos apresentar neste pôster o projeto  “Mentoring PoliGen: um programa de mentoring voltado para calouras das áreas de Exatas  “, o programa busca auxiliar na atração e retenção de mulheres nas áreas de ciência e tecnologia. Existe uma desigualdade de gênero nas carreiras de Exatas, ocorrendo uma predominância masculina nesses cursos. Apesar da hipótese geral ser de que não há preconceito ou prejuízo ao gênero feminino nas áreas de ciências, engenharias e tecnologia, ações cotidianas, comentários e anúncios, muitas vezes travestidos de  “humor  “, podem se tornar empecilhos ou desmotivar a presença feminina nessas áreas.

Programas de mentoring com objetivo de incentivar e principalmente, impedir a evasão feminina nessas áreas, são muito comuns nos EUA. Destacando-se: MentorNet (http://www.mentornet.net/), TechBridge (http://www.techbridgegirls.org/), Society of Women Engineers (SWE), Anita Borg Institute For Women and Technology?s Systers Initiative.

O programa é focado nas calouras da Escola Politécnica. Para cada uma das que se interessaram pelo programa, escolheu-se uma mentora/mentor. Esta auxilia com sabedoria, conhecimento técnico, empatia, respeito e apoio a mentee. Além desse apoio que ocorre através de encontros agendados com a mentora/mentor, existe uma lista virtual de discussão.

O programa de mentoring é um projeto do PoliGen, que é o grupo de estudo de gênero da Poli-USP. O programa é uma das iniciativas do grupo na tentativa de discutir e combater a desigualdade de gênero na sociedade e na área de Exatas. Além dessa o PoliGen, sempre busca discutir a disparidade econômica, social dos homens e mulheres na nossa sociedade, buscando empoderar as mulheres e lutando por uma sociedade e uma universidade mais igualitária entre as diversidades, não somente nos gênero, mas também sexual e racial.


Número do Projeto: 8200 – EP – Exatas

Renovando espaços físicos dos restaurantes

Coordenador: Sérgio Leal Ferreira

Como parte do projeto que busca melhorias para o espaço físico dos restaurantes executaram-se as tarefas necessárias para reorganizar o espaço externo do Restaurante Central da Divisão de Alimentação/Nutrição da SAS-USP de modo a torná-lo mais eficiente em seus usos, além da revitalização da área. Para tanto, foi feito:

– O projeto de um armazém para as caixas plásticas pertencentes ao Restaurante, que ainda não possuem um espaço físico adequado para o seu armazenamento e lavagem;

– A delimitação de área para descarte de recicláveis e área de recreação dos funcionários por meio de intervenção artística em painel de alvenaria, a ser realizada pelos próprios funcionários do Restaurante;

– A instalação de lavatório externo para uso dos funcionários.

A metodologia utilizada para a realização do projeto pode ser dividida em duas fases: o trabalho de campo de observação, medições e questionários e o projeto em si.  Primeira fase: Visitas, entrevistas, quantificações e medições da área de intervenção.  Segunda fase: Com as informações recolhidas no trabalho de campo e entrevistas, o projeto de revitalização da área externa do Restaurante foi executado por meio dos softwares de desenho 2D e de maquete eletrônica (AutoCAD e SketchUp, respectivamente). Tanto a fase de trabalho em campo quanto a de projeto foram acompanhadas pelos responsáveis da Divisão de Alimentação/Nutrição, do Restaurante Central e pelo professor coordenador do projeto, por meio de reuniões.


Número do Projeto: 8512 – EP – Exatas

Software livre e editoração eletrônica: oficina LaTeX e metodologias de produção de documentos

Coordenador: Felipe Miguel Pait

Deu-se início ao desenvolvimento do MOOC e a criação do conteúdo do curso. Criou-se um módulo de apresentação da plataforma e introdução do curso com vídeos e ativida- des para os inscritos no curso. Também foram criadas as atividades, questionários e legendas para as vídeo-aulas.


Número do Projeto: 8525 – EP – Humanas

Apoio à escolha profissional aos futuros ingressantes à Universidade – Apresentação da Profissão de Engenheiro

Coordenador: Jose Renato Baptista de Lima

Estabelecer uma política de relacionamento entre a EPUSP e as instituições externas de ensino fornecendo informações de interesse para os estudantes de cursinho, ensino fundamental, médio e técnico da iniciativa pública e privada.


Número do Projeto: 8542 – EP – Exatas

Implementação do Sistema Automatizado Para a Caracterização e Ensaio de Fontes Alternativas de Energia

Coordenador: Ronaldo Domingues Mansano

Co-responsável: Evani Marzagão Beringhs Rio

Objetivo: Avaliar o processo de notificação da Sífilis Congênita pela Prefeitura de São Paulo e Ministério da         Saúde em nascidos vivos no município de São Paulo, 2007-10. Métodos. Levantamento e análise comparativa de informações públicas de duas bases de dados – Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) e Coordenação de Epidemiologia e Informação (CEINFO), no período de 2007-10. Foram avaliados os coeficientes e números absolutos das taxas de incidência da doença em nascidos vivos de mães residentes no município de São Paulo, Brasil.

Os valores foram estimados para o mesmo local e ajustados ano a ano, optou-se por uma avaliação estatística baseada em teste de proporções e por estimativa dos intervalos de confiança para nível de significância de 95%, nos anos em que as diferenças nos valores foram mais expressivas. Resultados. Permanece alta a incidência da doença, os valores divulgados pelos bancos de dados são distintos dificultando a análise dos dados, porém   não apontando diferenças significativas (p’ = 0,5).

Conclusão. 1. Os sistemas estudados mostram-se como ferramentas de gestão importantes para vigilância e controle da doença para tanto necessitam de qualidade das informações. 2. As divergências encontradas dificultam a vigilância da sífilis congênita segundo região, grupo social e etnia. 3. Ajustes no fluxo de informações dos bancos de dados estudados podem auxiliar nos processos de atenção à saúde materno-infantil. 4. Não há evidencias de investimentos técnicos (Prefeitura e Ministério da Saúde) voltados à melhorar os valores apresentados ao público


Número do Projeto: 8596 – EP – Exatas

Evolução da toponímia da costa brasileira, de 1500 a 1750

Coordenador: Jorge Pimentel Cintra

Evolução da toponímia da costa brasileira, de 1500 a 1750  * O objetivo do presente trabalho foi estudar e analisar, de forma interdisciplinar, a evolução da toponímia da costa do Brasil através da cartografia histórica. As expedições exploradoras da costa brasileira foram dando nomes aos diversos locais, construindo assim a toponímia, recorrendo aos santos do calendário, a características físicas dos locais, ao nome dos descobridores, e até mesmo a acontecimentos passageiros. Isso ficou refletido em alguns relatos e principalmente na cartografia antiga.

Ao analisar comparativamente esses mapas antigos, constata-se uma nova dimensão dos topônimos: sua rápida variação com o tempo. Isso é um desafio quando se pretende correlacionar os locais antigos com os atuais. O projeto procurou desenvolver nos estudantes o gosto pela cultura e a interdiciplinaridade, envolvendo história, cartografia (digital e convencional), arte (iconografia dos locais) e linguística.

Materiais: Foram utilizados os mapas disponibilizados pela Biblioteca Nacional, em seu Projeto Cartografia Histórica dos séculos XVI ao XVIII e os mapas da Portugaliae Monumenta Cartografica.

Metodologia de trabalho | atividades – Foram selecionados os mapas mais representativos, resultando em cerca 25 mapas. – Divisão dos mapas entre os bolsistas, cada um analisando os documentos referentes a um determinado período, transcrevendo os diversos nomes ao longo da costa brasileira (paleografia).

Nessa tarefa foi utilizada a planilha Excel : os nomes de cada mapa foram dispostos em sequencia, em colunas, ordenadas por data. A seguir, foram-se intercalando linhas de maneira a emparelhar os nomes referentes à mesma localidade. Acertada uma sincronia podia-se identificar a correspondência entre os nomes intermediários. E o processo se repetiu para os mapas restantes, até o final.

Foi possível assim analisar a variação da toponímia da costa brasileira no período, chegando-se ao resultado esperado.

Em função das greves e paralisações a Escola não pode realizar as Exposições previstas. Esperamos apresentá-los na próxima realização do evento, Arte e Cultura na Poli, aberta a toda comunidade uspiana e ao público em geral.


Número do Projeto: 8610 – EP – Exatas

Agroecologia, engenharia e tecnologias sociais aplicados à melhoria da produção agrícola e das condições de vida de um assentamento agrícola

Coordenador: Arisvaldo Vieira Mello Júnior

Construção de sistema de abastecimento de água em assentamento agrícola de modo a se estabelecer a produção de alimentos em modelo de agricultura familiar usando técnicas agroecolócias procurando utilizar os recursos disponíveis no assentamento e as técnicas conhecidas pelos assentados. O processo foi desenvolvido conjuntamente por um grupo de estudantes universitários pertencentes ao NEATS – Núcleo de Agroecologia e Tecnologias Sociais e os morados do assentamento Dom Pedro Casaldáliga localizado em Cajamar na região Metropolitana de São Paulo (RMSP). O NEATS desenvolve seus trabalhos no âmbito do Escritório Piloto (EP), grupo de extensão da Escola Politécnica da USP, composto por estudantes de engenharia e de outros cursos e que pauta a aplicação de conhecimentos aprendidos em sala de aula em um contexto social.

O trabalho foi desenvolvido seguindo um modelo autogestionário, ou seja, todas as partes envolvidas participassem tanto da etapa de projeto quanto de execução. Com a instalação da bomba e sua operação, o assentamento consegue prover alimentos orgânicos e fornecê-los a escolar públicas, conforme estabelece o Programa Nacional de Alimentação Escolar.


Número do Projeto: 8680 – EP – Exatas

Museu do Departamento de Engenharia Química

Coordenador: André Conçalvez Antunha

Devido à evolução cada vez mais rápida da tecnologia, torna-se necessário substituir certas máquinas e equipamentos. Entretanto, seus valores históricos e até mesmo emocionais impedem que se desfaça deles imediatamente.

Esse projeto possui como objetivo catalogar os equipamento e organizar uma exposição atrativa que refletisse a evolução do ensino prático de engenharia química. Até o momento foram catalogados 11 equipamentos, e apesar de o projeto ter sido encerrado antes que a exposição fosse montada, esse catálogo    pode ser utilizado em futuros projetos do departamento.


Número do Projeto: 8730 – EP – Exatas

12a. Feira Brasileira de Ciências e Engenharia

Coordenador: Roseli de Deus Lopes

Co-responsável: Marcelo Knorich Zuffo

A Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE) é um movimento nacional de estímulo à cultura científica, à inovação e ao empreendedorismo na educação básica (fundamental e média) e técnica, que tem seu ponto máximo com a realização de uma grande mostra de projetos na Universidade de São Paulo.

No início desse projeto, a equipe FEBRACE realizou todas as ações previstas e os alunos bolsistas tiveram a oportunidade de acompanhar todas as fases do projeto, em especial durante a realização da 12ª mostra de projetos científicos que aconteceu  nos dias 18, 19 e 20 de Março de 2014. Durante o período de vigência do Programa Aprender com Cultura e Extensão, foram estabelecidas metas específicas para os bolsistas tais como: relacionamento com instituições apoiadoras-  acompanhamento do processo de submissão para editais de patrocínio- participação do processo de acompanhamento dos alunos premiados- recebimento e organização de documentos- controle de relatórios finais- orientações às dúvidas- apoio logístico aos estudantes expositores na mostra de projetos- apoio na divulgação do evento- atividades de produção e revisão de textos e  agendamento de entrevistas.

A atuação nesse projeto permitiu que os bolsistas envolvidos tivessem contato com situações práticas desafiadoras e favoráveis ao desenvolvimento de diversas competências na área de comunicação, assim como contato com diversos profissionais renomados dos mais diversos veículos de mídia e diversos profissionais da área de marketing e recursos humanos das empresas patrocinadoras e apoiadoras da FEBRACE.

Atuar nesse projeto foi uma grande experiência para os bolsistas, pois, além da atuação na área de comunicação, a FEBRACE propiciou a aproximação entre escolas e universidades e a interação espontânea entre estudantes, professores, profissionais e cientistas, criando espaços de trocas de experiências, de novas oportunidades e de ampliação das fronteiras do conhecimento.


Número do Projeto: 8732 – EP – Exatas

Realidade Aumentada para Jogos, Música, Educação e Saúde

Coordenador: Roseli de Deus Lopes

O Projeto Realidade Aumentada para Jogos, Música, Educação e Saúde teve por objetivo principal desenvolver softwares educacionais utilizando Realidade Aumentada para auxiliar no processo de reabilitação de pessoas com deficiência, além de apoiar o processo de ensino-aprendizagem musical- para isso foram implementadas diversas  ações para o software GenVirtual (programa desenvolvido por pesquisadores do Laboratório de Sistemas Integráveis da EPUSP e testado em pacientes da ABDIM – Associação Brasileira de Distrofia Muscular).

No início desse projeto, o GenVirtual já estava disponível para download, porém, com o uso desse software por diversos terapeutas, houve a necessidade de estabelecer melhorias no software, assim foram estabelecidas metas específicas tais como: configuração dos computadores- suporte aos usuários, implementação de outras funcionalidades ao software, suporte presencial na ABDIM- pesquisa por novos equipamentos e resolução de problemas.

Trabalhar no GenVirtual fez o aluno adquirir muito conhecimento, pois sempre era necessário pesquisar para descobrir um método de realizar as tarefas e de vários dados técnicos para corrigir os problemas e entender como cada parte do projeto funcionava, além do fato do aluno ter o oportunidade de ter contato com pessoas especializadas na área de reabilitação, o que gerou um reflexo positivo não só na formação acadêmica e científica, mas também na formação social do estudante.


Número do Projeto: 8245 – FFCLRP – Exatas

Olimpíadas Regionais de Química: contribuições para o ensino de química e a formação de professores

Coordenador: Joana de Jesus de Andrade

O Centro de Ensino Integrado de Química (CEIQ) tem como objetivo proporcionar atividades de divulgação científica e extensão à população escolar de Ribeirão Preto e região. As principais atividades desenvolvidas são a Olimpíada Regional de Química (ORQ), DQ de Portas Abertas e A Universidade e as Profissões que são projetos oferecidos para escolas de Ensino Fundamental e Médio. Nestes eventos o CEIQ divulga os cursos do departamento, ministra palestras e desenvolve experimentos de química, além de orientar sobre os processos de entrada e permanência na Universidade de São Paulo. Para a organização das ORQ  são realizadas: reuniões prévias para elaboração da palestra e dos experimentos- o contato com as escolas para divulgação dos projetos-  o agendamento, confirmação e  recepção dos alunos e professores em palestras e laboratórios.

Outra prática importante realizada pela equipe do CEIQ é a constante capacitação dos bolsistas, isso ocorre por meio de leituras e discussões sobre divulgação científica, visitas a outros centros e constantes reuniões de planejamento e avaliação do andamento dos projetos. No ano de 2013 e primeiro semestre de 2014 o Departamento de Química recebeu a visita de aproximadamente 2150 alunos e professores vindos de 71 escolas da região de Ribeirão Preto. Essas visitas permitiram aos alunos acesso direto a um conhecimento químico prático e aplicado, diferentemente do caráter muitas vezes apenas teórico da química ensinada nas escolas. Com enfoque em alunos do Ensino Médio as atividades vistas na visita têm contribuído como referencial para a opção profissional futura.

A Olimpíada Regional de Química, além de estimular os alunos a se interessarem pela química, desperta nos participantes uma competitividade saudável, pautada na colaboração e partilha de conhecimentos e sustentada pelo respeito e pelo trabalho em equipe. O objetivo do projeto de aproximar a Química do aluno e relacioná-la com o seu cotidiano foi alcançado e pode ser comprovado através do  “feedback” no final das atividades das visitas. Além de mostrarem interesse por outros cursos da Universidade, esses alunos se sentem mais otimistas com o apoio e incentivo dos monitores que ajudaram na organização da visita, em relação a prestar o vestibular da Universidade de São Paulo.


Número do Projeto: 8422 – FFCLRP – Exatas

Projeto Chico: Chromos da História da Computação

Coordenador: Evandro Eduardo Seron Ruiz

O Projeto CHICO pretende promover o conhecimento e a difusão da Ciência da Computação junto aos estudantes do ensino médio. Os bolsistas deste Projeto auxiliarão na discussão e escolha de temas de Computação para os quais, numa primeira fase, elaborarão um texto explicativo sobre o tema escrito em vocabulário adequado ao público alvo. Na segunda fase do Projeto, estes mesmos bolsistas confeccionarão pôsteres autoexplicativos sobre estes temas. Estes pôsteres ficarão disponíveis para “download” num site da USP vinculado ao projeto, assim como o texto explicativo. Pretendemos também procurar recursos para imprimir estes pôsteres e presentear escolas de ensino médio. Pretendemos assim chamar a atenção dos estudantes do ensino médio para as Ciências de Computação e contribuir com nosso conhecimento para difundir tópicos interessantes desta área.

Ações e detalhamento das atividades: o desenvolvimento do Projeto CHICO compreende duas fases, que são: 1) Fase de Estudo. De uma lista de sugestiva de tópicos da área de Computação proposta pelo coordenador, os bolsistas discutem e elegem um tema de estudo. Esta fase compreende também o levantamento dos referenciais bibliográficos e a elaboração de um texto explicativo sobre o tema estudado. 2) Fase de Divulgação. Após a Fase de Estudo os estudantes, com o auxílio de softwares gráficos, elaborarão um pôster tamanho A0 sobre o tema. O pôster deverá ser hospedado num site do projeto no domínio USP juntamente com o texto explicativo. Este site estará disponível para download dos pôsteres. Os pôsteres poderão ser impressos e presenteados para algumas escolas de ensino médio que demonstrarem interesse pelo Projeto.

Finalidade e relevância para a formação dos alunos envolvidos: Este projeto tem as finalidades de estudar, promover o conhecimento e difundir as Ciências de Computação junto aos estudantes do ensino médio. Os estudantes/bolsistas do projeto recebem uma complementação de sua formação em Computação, desenvolvem habilidades de voluntariado e ações comunitárias e, por sua vez, a comunidade de estudantes do ensino médio ganha conhecimento e estímulos sobre uma área de grande visibilidade e projeção como é a Ciência de Computação atualmente.

Resultados esperados / Indicadores de acompanhamento: Esta será a primeira versão do Projeto CHICO. Os bolsistas desta primeira fase contribuirão para aperfeiçoar as etapas metodológicas do projeto, dentre elas, envolver tópicos de estudo em temas mais amplos que gerarão conjuntos temáticos de pôsteres. Estes mesmos bolsistas serão os primeiros a experimentar softwares para a geração dos pôsteres estruturando assim o caminho dos demais futuros bolsistas. Para esta primeira versão do Projeto, os bolsistas deverão percorrer todas as fases do projeto e gerar pelo menos um pôster. Para este pôster, o estudante auxiliará na obtenção de recursos para imprimi-lo e distribuí-lo entre escolas do ensino médio.


Número do Projeto: 8498 – FFCLRP – Exatas

Materiais didáticos inclusivos para o ensino-aprendizagem de Química

Coordenador: Glaucia Maria da Silva Degrève

O projeto iniciou-se com o objetivo da produção de materiais didáticos para o ensino de química voltados para deficientes visuais (DV), com a finalidade de minimizar as ações de caráter pontual no que diz respeito ao atendimento desta clientela de estudantes no município de Ribeirão Preto. A produção desses materiais possibilita a viabilização do fomento para tais práticas, uma vez que atualmente, as opções encontradas são pouco acessíveis e de alto custo financeiro. Inicialmente, fez-se um levantamento bibliográfico em artigos presentes na Revista QNEsc, bem como em teses e dissertações presentes nos bancos de dados da CAPES e SciELO para se ter noção da atual situação acerca do tema do trabalho.

As propostas encontradas foram então analisadas junto à um corpo de docentes especializados na área da educação inclusiva, bem como em conjunto com professores do ensino médio da rede pública e, ainda, membros da Associação de Deficientes Visuais de Ribeirão Preto (ADEVIRP) com os quais se trabalhou em conjunto ao longo do projeto. Alguns materiais e experimentos encontrados foram, após análise, adaptados e aprimorados para a aplicação em sala de aula, uma vez que muitos dos materiais inviabilizavam a prática empírica para alunos DV, justamente por não trazerem consigo a preocupação da adaptação.

Como prática experimental, após vários testes, realizou-se em uma feira de ciências junto à ADEVIRP, a prática de três experimentos adaptados. A titulação ácido-base olfativa, onde, ao invés de um indicador visual, utilizou-se extrato de cebola devido ao odor característico liberado por este em meio básico. Outro experimento realizado foi o congelamento instantâneo da água com acetato de sódio, além da tradicional fabricação de sabão.

É importante ressaltar que tais experimentos utilizam reagentes de baixo custo e encontrados na escola, o que permite o mantimento e manutenção das técnicas pelos professores a longo prazo com todos alunos, não apenas deficientes visuais, uma vez que os conhecimentos químicos envolvidos não se limitam fisicamente. Desenvolveu-se ainda, um modelo atômico molecular semelhante ao Atomlig® com a diferenciação dos átomos, não por diferentes cores, mas por texturas- o trabalho utilizou materiais de baixo custo, mais uma vez visando o mantimento destes materiais na escola e possibilidade de manutenção dos mesmos, mantendo-os para a posteridade.

Ainda como atividades voltadas à adaptação e elaboração de materiais didático-pedagógicos, realizou-se a correção de uma apostila Braille enviada pelo governo do estado de São Paulo, que continha erroneamente dados sobre elementos da tabela periódica. Também foram utilizados como base, materiais já adaptados pelo Instituto Benjamim Constant. O projeto foi de extrema relevância para a formação inicial de professores, além, da formação humanística na aproximação com a realidade não apenas da escola pública brasileira, mas de uma questão que carece ainda mais de atenção, a educação inclusiva.


Número do Projeto: 8643 – FFCLRP – Exatas

Estudo de método para segmentação de núcleos celulares em imagens microscópicas de tecido epitelial de colo uterino

Coordenador: Joaquim Cezar Felipe

Estudo de métodos para segmentação de núcleos celulares em imagens microscópicas de tecido epitelial de colo uterino   Introdução  Os processos de segmentação de imagens são muito utilizados para a extração de informações importantes das imagens, como a quantificação (área, volume, etc) e localização de elementos (Souza, 2007). Nesse contexto, a presente pesquisa busca encontrar, por meio de análises comparativas, um método eficiente e preciso para a segmentação de imagens microscópicas de tecido epitelial do colo uterino.

Objetivos: O presente trabalho tem como objetivo avaliar métodos automatizados que realizem a segmentação de núcleos de imagens microscópicas de tecido epitelial do colo uterino, comparando com a segmentação feita manualmente. A avaliação foi feita entre dois algoritmos: clustering e um pipeline desenvolvido por Miranda (2011).   Materiais e Métodos  Os algoritmos foram implementados em linguagem C++ de programação em sistema operacional Windows, utilizando as ferramentas OpenCV e SDC Morphology Toolbox para C++ para os métodos de processamento de imagens.  Para a comparação de desempenho da segmentação entre os dois algoritmos, a precisão é dada calculando a porcentagem da intersecção sobre a união, usando a imagem segmentada manualmente como padrão ouro e a imagem gerada pelos algoritmos. Assim, é calculada a média entre cada tipo de imagem dos algoritmos e a média geral de cada um.

O algoritmo com valor médio de precisão mais próximo de um será o que mais se aproxima da segmentação manual.   Resultados  Através dos valores obtidos aplicando os métodos avaliados, podemos verificar que o algoritmo clustering obteve melhor precisão nas imagens do tipo Normal, NIC-1 e NIC-2, individualmente, com valores de média de 0.33, 0.45 e 0.27, respectivamente, sendo que o pipeline apresentou, para essas mesmas imagens, valores de média de 0.25, 0.37 e 0.23, respectivamente. Contudo, nas imagens do tipo NIC-3, o pipeline obteve melhor precisão, com 0.47 de média, que o clustering, com 0.35. E, também, o clustering apresentou melhor média geral que o pipeline, com o valor de 0.35 contra o valor de 0.33 do pipeline.

Conclusões: Para imagens de biópsia de câncer de colo uterino, o algoritmo que apresentará melhor desempenho para a segmentação automática dos núcleos celulares é o algoritmo de clustering, já que a segmentação automática obtida com o mesmo é a que mais se aproximou daquela obtida com a segmentação manual, de acordo com a métrica escolhida.


Número do Projeto: 8134 – FZEA – Exatas

Corantes artificiais na alimentação infantil

Coordenador: Maria Teresa de Alvarenga Freire

Co-responsável: Walter Ferreira Velloso Junior

O uso de corantes em alimentos é uma das questões mais debatidas na indústria de alimentos. Seu emprego está relacionado com questões de hábitos alimentares, sendo que a aparência de um produto é um dos principais fatores responsáveis pela aceitação ou não do alimento (PRADO, M. A,  2003). Além disso, diversos estudos apontam efeitos adversos à saúde humana, como alergias e alterações no comportamento humano, devido a ingestão de produtos que apresentam esse aditivo em sua composição (POLÔNIO, 2008). Uma das principais preocupações está relacionada à saúde infantil, já que este público é um grande consumidor destes produtos. Vale ressaltar também que as crianças apresentam maior suscetibilidade às reações adversas provocadas pelos aditivos alimentares (POLÔNIO, 2008).

Neste trabalho, foi realizada uma pesquisa sobre os corantes artificiais e naturais na alimentação infantil envolvendo a coleta de dados sobre a incidência dos corantes em diversas categorias de produtos industrializados disponíveis no mercado consumidor, e também sobre a freqüência de consumo por crianças de até 12 anos, por meio de questionários distribuídos em escolas de ensino fundamental e via online. Considerando as diversas categorias de produtos avaliadas, constatou-se que a frequência de corantes artificiais (66%) é maior que a dos naturais (34%), e que o amarelo Tartrazina e o Azul brilhante são os mais utilizados dentro da classificação de corantes artificiais e o Urucum e o Carmim de Cochonilha na classificação de corantes naturais.

A pesquisa realizada demonstrou também que os principais produtos consumidos pelo público infantil foram refrigerantes, sucos artificiais em pó, balas, gelatinas, bolos industrializados e sorvetes. Dentre os sabores avaliados destacaram-se morango, laranja, abacaxi e uva. Para estes sabores os corantes artificiais vermelho 40, vermelho ponceau, azul brilhante, amarelo tartrazina e amarelo crepúsculo foram os mais empregados. Tendo em vista os resultados obtidos nesta pesquisa, verifica-se que é importante que o consumidor esteja informado e atento aos rótulos que contêm as informações sobre a composição de produtos, de maneira que possa controlar a ingestão desta classe de aditivos alimentares.


Número do Projeto: 8271 – FZEA – Exatas

Avaliação Ergonômica de Tratores Agrícolas no Município de Pirassunnga – SP

Coordenador: Murilo Mesquita Baesso

A intensificação do uso de máquinas agrícolas começou, no Brasil, a partir da década de 60, fruto do processo de modernização da agricultura. Entre essas máquinas, destaca-se o trator agrícola, que é considerado por alguns autores como sendo a base ou eixo da mecanização agrícola moderna. Mas, com os altos níveis sonoros, a elevada potência e dimensões das máquinas agrícolas, visando maior desempenho nas operações, são causas que aguçam o aumento das doenças auditivas dos operadores no trabalho.  De acordo com a Norma NR 15 a exposição durante 8 horas diárias a níveis de ruído contínuo ou intermitente de 85 dB(A) é considerada segura, mas níveis acima desse limite podem causar hipoacusia. Cunha et al. (2012) afirmaram que mesmo com avanço tecnológico na produção de máquinas agrícolas, o nível de ruído continua acima do permitido para uma jornada de 8 horas de trabalho em tratores sem cabine de proteção, sendo necessário assim o uso de protetores auriculares.


Número do Projeto: 8561 – FZEA – Exatas

Portal Biossistemas: site de formação e informação tecnológica para sustentabilidade agropecuária.

Coordenador: Fabricio Rossi

Importância do Portal Biossistemas: O aumento da utilização do computador e da Internet, no Brasil, pode ser observado de acordo com informações do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI), que através da pesquisa sobre o uso das tecnologias de informação e comunicação no Brasil, publicada em 2013, indicou que em 2012, 46% dos domicílios brasileiros possuíam computador, ante 25% das residências, em 2008.

No Brasil, dentre o total de usuários da Internet, destaca-se que 84% usam a Internet para buscar informações e serviços online, dentre os quais 67% buscam informações sobre bens de serviço, 56% buscam informações sobre diversão e entretenimento, 43% buscam informações relacionadas a saúde ou serviços de saúde, 34% buscam informações em sites de enciclopédia virtual, 29% buscam informações em dicionários gratuitos e 25% buscam emprego.

Considerando-se a expansão do curso de Engenharia de Biossistemas pelo Brasil, observa-se a ausência de canais de comunicação, no Brasil, direcionados especificamente para esse público, na qual cita-se a Revista Brasileira de Engenharia de Biossistemas como sendo a única revista no segmento editada no Brasil (BIOENG, 2014). Apesar da existência de uma revista científica na área de Engenharia de Biossistemas, desde 2007, até maio de 2010 não existiam outros canais dedicados exclusivamente a abordar essa temática, voltando-se para um público mais amplo, sendo este relevante para a consolidação desses novos cursos, visto que é necessária uma demanda constante de ingressantes nos mesmos para garantir suas estabilidades e futuras consolidações.

Nesse contexto, de ausência de informações disponíveis sobre a Engenharia de Biossistemas, foi que surgiu o Portal Biossistemas, que iniciou sua missão com a proposta de divulgar a Engenharia de Biossistemas no Brasil e no mundo, além de apontar um campo de vastas possibilidades de atuação e pesquisa relacionadas a área, retratadas através de notícias, artigos, mídias e outros meios de informação. O Portal Biossistemas, website fundado em junho de 2010 e que visa divulgar a Engenharia de Biossistemas, é constituído por graduandos em Engenharia de Biossistemas, da Universidade de São Paulo. A equipe já publicou duzentos e vinte e três textos, obtendo mais de setenta e seis mil acessos até maio de 2014.

A participação efetiva da Universidade de São Paulo: A partir da comunicação do Professor Fabrício Rossi com os responsáveis técnicos da Seção de Informática da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA), assim como o atual Diretor da FZEA, Professor Dr. Paulo José do Amaral Sobral, consolidaram-se diversas conquistas para o Portal Biossistemas, descritas a seguir: A criação do e-mail institucional <portalbiossistemas@usp.br>, em dezembro de 2013, beneficiou o trabalho do Portal Biossistemas através da possibilidade de atrelar o nome do Portal ao nome da maior universidade da América Latina, permitindo um acréscimo à credibilidade do trabalho desenvolvido pelo Portal Biossistemas. Outro ponto positivo foi a possibilidade de vincular e-mails para os grupos internos da FZEA e USP, que só é possível para discentes, docentes e funcionários com e-mails  “@usp.br  “.

A concessão do domínio <www.usp.br/portalbiossistemas>, através do ofício submetido pelo Diretor da FZEA/USP, Professor Dr. Paulo José do Amaral Sobral também beneficiou o trabalho do Portal Biossistemas através da possibilidade de atrelar o nome do Portal ao nome da maior universidade da América Latina, permitindo um acréscimo à credibilidade do trabalho desenvolvido pelo Portal Biossistemas. Visto que o domínio <www.portalbiossistemas.com> também é de posse do grupo, optou-se por manter como domínio principal o <www.usp.br/portalbiossistemas>, utilizando o outro apenas para redirecionamento para o domínio principal.   Resultados de acesso: Os dados de contabilização de acessos ao Portal Biossistemas são gerados automaticamente pela plataforma do WordPress. No ano de 2013 o portal teve 24.417 acessos.

Outra informação fornecida pela plataforma do WordPress é a identificação da localização, país, de cada visitante do Portal Biossistemas. Observou-se a predominância dos acessos por usuários do Brasil, com aproximadamente 54 mil visitas, e de Portugal, com 1571 acessos. Nota-se que em ambos os países o idioma oficial é o Português, assim como em Angola e Moçambique, o que justifica possíveis buscas desses usuários por assuntos publicados no Portal Biossistemas.

O total de países que já visitaram o Portal Biossistemas é de setenta e seis, incluindo o Brasil.


Número do Projeto: 7978 – IAG – Exatas

O uso de Telescópios na Escola para divulgação da Astronomia

Coordenador: Vera Jatenco Silva Pereira

Co-responsável: Laerte Sodre Junior, Ramachrisna Teixeira

O projeto Telescópios na Escola (TnE) agrega vários telescópios espalhados por todo o território brasileiro, sendo o telescópio Argus localizado no Observatório Abrahão de Moraes, em Valinhos. Ele é controlado remotamente pelos professores das escolas participantes do projeto, sendo possível realizar todas as atividades disponibilizadas no site www.telescopiosnaescola.pro.br, e todo o processo de observação e captação de imagens com o telescópio é auxiliado pela equipe do Observatório.

O projeto TnE tem alcançado seu principal objetivo que é o ensino de ciências utilizando imagens astronômicas obtidas em tempo real. O projeto também beneficia os bolsistas através do acompanhamento dos resultados obtidos pelas escolas, além de estarem em contato com programas específicos para construção de planilhas, programação HTML e softwares de processamento de imagens.  A divulgação científica permite ao estudante expandir sua cultura geral e interesse pela ciência.


Número do Projeto: 8285 – IAG – Exatas

Noite com as Estrelas

Coordenador: Ramachrisna Teixeira

O  “Noite com as Estrelas  “foi idealizado em 2007 por alunos de Bacharelado em Física (IF-USP) e pós-graduação do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG-USP) com o apoio do Prof. Dr. Ramachrisna Teixeira (IAG/USP). Na ocasião eram promovidas observações do céu noturno, uma atividade voluntária realizada nas dependências do Observatório Abrahão de Moraes do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG/USP), localizado em Valinhos-SP (acesso por Vinhedo).

Ao longo dos anos, o projeto recebeu apoio de agências de fomento como o CNPQ, IAG, Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da USP e Prefeituras de Valinhos e Vinhedo e desde agosto de 2013, conta com cinco bolsas para alunos de graduação e desde outubro de 2014, uma bolsa para pós-graduação, auxílios que garantiram a manutenção do projeto e a expansão das atividades de divulgação do Observatório, tornando o  “Noite com as Estrelas  “uma atividade regular mensal que atinge cerca de 250 pessoas por edição.

Dentre os objetivos do projeto, destacam-se as ações de divulgação científica em Astronomia, fazendo uso de abordagens didáticas e interdisciplinares, promovendo a interação entre pesquisadores e público geral. No que compete à educação, o projeto contribui com um treinamento dos monitores bolsistas da graduação, os quais são provenientes de diversos institutos, favorecendo a interdisciplinaridade.

Aos mesmos, são oferecidos subsídios para o aprendizado astronomia e desenvolvimento das habilidades em divulgação, iniciando-os à Astronomia e a divulgação científica através de atividades práticas desenvolvidas pelos alunos da pós-graduação do IAG/USP que coordenam o projeto, o que contribui também para o aperfeiçoamento dos alunos de pós-graduação no que compete às práticas educacionais.

Como projeto de extensão, o  “Noite Com as Estrelas  “se tornou uma atividade regular, realizada aos finais de semana de Lua Crescente (sexta, sábado e domingo), período onde são oferecidas sessões de observação do céu noturno com telescópios, observações do Sol, visitas guiadas aos instrumentos de pesquisa e palestras de temas diversos.  Ao abrir as portas para o público, o Observatório se tornou uma referência na região como centro de difusão do conhecimento, além de atuar na academia como um laboratório para a formação de divulgadores de ciência.

No ano de 2013 o projeto atendeu 2.516 pessoas, enquanto até outubro de 2014 já foram recebidos cerca de 2063 visitantes. O contato entre a sociedade e a USP foi solidificado ao longo dos anos e atualmente o  “Noite com as Estrelas  “é uma referência no turismo cultural da região, alcançando importância e excelência em suas atividades, pelas quais, inclusive, foi agraciado com o voto de louvor da câmara municipal de Valinhos. As atividades oferecidas podem ser ainda maiores e é possível dobrar o público atendido, desde que haja fomento para materiais de divulgação, formação e disponibilidade de material humano.


Número do Projeto: 8413 – IAG – Exatas

Divulgação da Astronomia para despertar vocações científicas

Coordenador: Jane Cristina Gregorio Hetem

Neste projeto aplica-se a multi-disciplinaridade intrínseca à Astronomia, incluindo seus aspectos científicos, tecnológicos e culturais. A proposta visa garantir as melhores condições de aprendizado, atuando  “antes, durante e depois? do ingresso do aluno em nosso Bacharelado.

Desta forma, ao mesmo tempo que se oferece ao público geral um maior conhecimento da atuação profissional relacionada com a área, procura-se despertar o interesse dos estudantes pré-vestibulandos por ciência e pesquisa científica. Tratam-se de ações baseadas no fato de que os alunos devem estar bem preparados para a aquisição dos conteúdos propostos no Projeto Pedagógico, que envolvem uma forte base em física e matemática, além dos conhecimentos específicos da nossa área.

A proposta é atuar: (i) antes do vestibular, realizando uma campanha de divulgação do curso e da profissão junto ao de ensino médio, sendo as escolas públicas nosso principal alvo de interesse- (ii) na semana de recepção aos calouros, promovendo uma série de atividades científico-culturais, estimulando ainda mais o interesse pela carreira escolhida- (iii) nos primeiros semestres do curso, com sugestões de atividades extra-classe relacionadas às disciplinas básicas específicas da área, proporcionando uma transição menos  “árida” para a vida acadêmica universitária e garantindo o contato mais cedo possível com a realidade profissional em que o estudante irá atuar depois de graduado.


Número do Projeto: 8723 – IAG – Exatas

80 anos da Estação Meteorológica do IAG/USP

Coordenador: Ricardo de Camargo

A Estação Meteorológica do IAG (EM-IAG-USP), localizada no Parque de Ciências e Tecnologia da PRCEU/USP (antigamente chamado de IAG  “Água Funda, e mais antigamente, Observatório de São Paulo), é responsável pelo recebimento de inúmeros visitantes oriundos de diversas instituições de ensino fundamental e médio, públicas e particulares.

No dia 22/11/2012, a EM/IAG completou 80 anos ininterruptos de atividades de observação de variáveis meteorológicas de superfície, cuja riqueza de informações históricas e atuais é incontestável do ponto de vista de entendimento dos fenômenos de tempo e de clima. Além disso, as informações geradas pela EM/IAG possuíram absoluta relevância para diversas obras de infraestrutura da cidade de São Paulo, como a orientação da pista do Aeroporto de Congonhas e os dutos de ventilação do Metrô.

O projeto 80 Anos da Estação Meteorológica do IAG-USP visou promover a disseminação das atividades realizadas na EM-IAG-USP através da participação de estudantes de graduação nas seguintes atividades:

– preparação de material de divulgação e atendimento aos visitantes        ;

– manipulação e análise do banco de dados.

Durante um ano de projeto, o aluno Lucas Cantos Nascimento de Almeida participou das duas atividades mencionadas acima e ajudou a elaborar um site para o Museu de Meteorologia, iniciativa da EM-IAG-USP que tem como objetivo preservar a história de mais de 80 anos de operações da EM-IAG-USP. Além de atender os agendamentos regulares de visitantes, aluno também atuou em dois grandes eventos nos quais a EM-IAG: Semana Nacional de Ciência e Tecnologia de 2013 e USP e as Profissões de 2014.


Número do Projeto: 8453 – IAU – Exatas

Requalificação urbanística e ambiental de bacias de córregos em área urbana.

Coordenador: Renato Luiz Sobral Anelli

O agravamento das condições de mobilidade urbana na região metropolitana de São Paulo gerou uma das principais diretrizes de renovação urbana da atualidade, associando os planos para incremento dos sistemas de transportes públicos a estratégias de planejamento e projeto urbanos. Trata-se do reconhecimento de que as formas de ocupação do solo e a distribuição dos usos do solo devem ser revistas, de modo coordenado à ampliação da infraestrutura e dos serviços de transportes.

A partir da rede de transporte público de alta e média capacidade planejada para os próximos 15 anos, a Prefeitura Municipal de São Paulo definiu a proposta de Eixos de Estruturação da Transformação Urbana no Projeto de Lei do Plano Diretor Estratégico. Este trabalho parte da constatação de que muitos desses Eixos coincidem com cursos d\água, grande parte deles sujeitos a enchentes e/ou ocupados com habitação informal em área de risco. Tal condição é decorrente de políticas implementadas a partir da década de 1970 (TRAVASSOS, 2010), que preconizaram obras de canalização de córregos junto à construção de avenidas sobre ou ao lado do curso d\água.

Observação: este projeto foi concebido e desenvolvido em conjunto com outro projeto coordenado pelo professor Marcelo Montaño do curso de Engenharia Ambiental da EESC. Por esse motivo o poster é submetido aos dois projetos.


Número do Projeto: 8097 – ICMC – Exatas

Elaboração de atividades para o ensino de grandezas e medidas no ensino fundamental

Coordenador: Esther Pacheco de Almeida Prado

RESUMO: Este projeto tem por objetivos a) pesquisar sobre os conceitos de grandezas e medidas para o ensino fundamental- b)elaborar atividades para o ensino de grandezas e medidas para esse nível de ensino, c) produzir um vídeo sobre a história desses conceitos.

A pesquisa dos conceitos de grandezas e medidas, para a matemática escolar, possibilitou ao bolsista fortalecer sua formação ao: a) refletir sobre a relação teoria e prática- b) relacionar com as disciplinas acadêmicas e com a forma de ensinar e aprender esses conceitos- c) compreender características do conhecimento matemático quanto à sua profundidade, organização e transformações desses conceitos que podem ocorrer no processo de elaboração de atividades e vídeo nesse nível de ensino.

A elaboração do vídeo proporciona aos professores e alunos do ensino fundamental o acesso a materiais didáticos que contribuem para o ensino e aprendizagem desses conceitos. A metodologia teve base nas pesquisas: a) bibliográfica, em autores da história dos sistemas de medidas- b) verificamos que a pesquisa, a elaboração de atividades e de um vídeo eram muito extensas para o tempo do programa- c) optamos pela elaboração do vídeo- d) Surgiu a questão: Quais vídeos chamam a atenção de alunos? d) Pesquisamos vídeos escolares na TV Escola, TV Cultura, BBC, M3 Unicamp e Internet, e) Nova questão: Como elaborar vídeos que apresentem dinamicidade? f) Pesquisamos diversas ferramentas para criar e editar vídeos e optamos pelo Adobe Premiere e Adobe Photoshop, por disponibilizarem maior possibilidade de edição- g) Nova pesquisa, a de imagens sem reserva de domínio, foram contatados alguns Museus, como o do Homem Neanderthal/DE.

Como resultado foi produzido um vídeo, https://www.youtube.com/watch?v=JMZxcenQitQ, que contribui como material de apoio para o ensino e aprendizagem de grandezas e medidas na educação básica. O bolsista realizou duas apresentações sobre a pesquisa do conceito e a elaboração do vídeo nas disciplinas SLC 0612 Estágio Sup. Ensino Matemática I e SLC 0605 IEE I, 1º sem/2014.

A interação graduandos/bolsista foi positiva pois os graduandos manifestaram interesse nas ferramentas utilizadas – programas, máscaras, etc. E ao bolsista, proporcionou a experiência de apresentar o projeto para futuros professores e refletir sobre sua produção, revendo-a e modificando-a.

Como conclusão observamos que a elaboração do vídeo não foi linear, bolsista e orientador reorganizaram, por diversas vezes, o campo conceitual de grandezas e medidas, foi necessário circunscreve-lo à grandeza e medidas de comprimento. Pois tanto o campo conceitual como o da tecnologia necessitaram de maior tempo de pesquisa, de elaboração e reelaboração. Palavras-chave: Grandezas e Medidas, Ensino Fundamental, Elaboração de Vídeo.


Número do Projeto: 8162 – ICMC – Exatas

Divulgação do Acervo do Museu de Computação do ICMC/USP

Coordenador: Elisa Yumi Nakagawa

Co-responsável: José Carlos Maldonado, Regina Helena Carlucci Santana

O Museu de Computação Professor Odelar Leite Linhares, localizado nas dependências do ICMC/USP, possui atualmente um acervo de aproximadamente 280 peças (desde máquinas de calcular, réguas de cálculo a computadores e impressoras antigas). Como forma de divulgar as informações desse acervo, um site web foi desenvolvido e disponibilizado em  http://www.icmc.usp.br/~museu/.

Vale destacar que o Museu passa no momento por uma fase de reorganização e reestruturação tanto do acervo em si quanto das políticas de gerenciamento como um todo. Nesse contexto, o principal objetivo do presente projeto foi contribuir para essa nova fase, por meio do desenvolvimento de atividades referentes à organização e divulgação do acervo histórico do Museu de Computação.

Em particular, este projeto visou dar apoio ao desenvolvimento de um novo site para o Museu, valendo destacar que a base de dados que alimentará esse site será proveniente do Sistema Memória Virtual, um sistema web livre que possibilita o armazenamento de informações de acervos históricos de diversas naturezas. Esse sistema tem sido desenvolvido no contexto de um outro projeto do Programa Aprender com Cultura e Extensão.

Ressalta-se que há uma carências de sites/portais web que divulguem informações sobre a história da Computação, bem como de objetos ou peças que compõem essa história. Além disso, o presente projeto contribuiu para a organização e preservação do acervo, bem como apoio na divulgação por meio da organização de exposições e feiras.

Vale ainda destacar que o presente plano de projeto refere-se à continuação do projeto do Edital 2012 do Programa Aprender com Cultura e Extensão, no qual foram alocados dois alunos de graduação dos cursos de Computação do ICMC/USP. É importante ressaltar ainda que o trabalho conduzido por esses alunos tem tido efetiva contribuição e está sendo fundamental quanto à divulgação e organização do acervo do Museu.


Número do Projeto: 8169 – ICMC – Exatas

Memória Virtual: Usabilidade e Funcionalidade

Coordenador: Elisa Yumi Nakagawa

O Memória Virtual é um sistema web livre e inclusive inédito até em nível internacional, e que possibilita a catalogação e disponibilização de um conjunto completo de informações de bens patrimoniais de acervos históricos de diversas naturezas, a saber, acervos documentais, bibliográficos, arquitetônicos, naturais, museológicos e imateriais, inclusive de forma integrada. Esse sistema é o resultado de três projetos de políticas públicas da FAPESP (2004-2008, 2008-2011, 2011-2014), o que mostra que importantes resultados de pesquisa encontram-se agregados nesse sistema.

No momento, uma primeira versão encontra-se concluída e disponível- contudo, considerando o porte do sistema, há ainda um número de funcionalidades que devem ser agregadas, bem como a necessidade de melhoria quanto à usabilidade de sua interface, por exemplo, visando facilitar o seu uso por diferentes tipos e perfis de usuários. Nesse cenário, o presente projeto teve como objetivo principal dar continuidade ao desenvolvimento de uma versão completa do sistema Memória Virtual. Em particular, para este projeto, foi dado ênfase às funcionalidades referentes à usabilidade do sistema, essencial para o sucesso de sua disseminação, e que foram integradas às demais funcionalidades já desenvolvidas.

Objetivou-se também explorar as tecnologias livres mais novas e relevantes para o ambiente de desenvolvimento do sistema, visando agregar conhecimento sobre essas tecnologias para os alunos envolvidos. Vale destacar que este projeto deu continuidade a projetos anteriores do Programa Aprender com Cultura e Extensão nos anos de 2008 a 2012. Nesse período, houve o envolvimento de sete alunos de graduação como bolsistas, resultando em mais de 10 artigos realizados por esses alunos em eventos de trabalhos de graduação. Além disso, outros quatro artigos foram publicados em conferência e dois em periódicos. Portanto, a condução do projeto, por meio do envolvimento desses alunos, tem-se mostrado bastante relevante.


Número do Projeto: 8305 – ICMC – Exatas

Explorando a Robótica Inteligente: Aprendizado através de Experimentos – Divulgação científica e popularização da ciência (Fase 2)

Coordenador: Fernando Santos Osório

Este projeto visou desenvolver e apresentar experimentos didáticos ligados ao ensino de conceitos relacionados à Robótica Inteligente, voltados para um público leigo, com atenção especial aos alunos de ensino médio e ensino superior, pessoas interessadas na área e profissionais atuantes nas áreas Exatas.

O projeto teve como objetivo o desenvolvimento de experimentos e demonstrações que permitissem o aprendizado sobre os principais conceitos da Robótica Inteligente, que envolvem o uso de sensores (percebe o estado do robô e/ou do ambiente) e de atuadores (executa movimentos junto ao ambiente).   Um exemplo de sensor muito usado na robótica é a Unidade Inercial – IMU (Inertial Measurement Unit), capaz de registrar movimentos e transmitir para um robô, fazendo com que este possa reagir aos movimentos percebidos por este sensor.

A IMU permite que sejam implementados dispositivos para manter o equilíbrio de robôs humanoides, sendo também usada para monitorar o deslocamento de robôs móveis e veículos autônomos, e também para registrar comportamentos e ações Humanas, e inclusive sendo usadas para a estabilização de câmeras de vídeo robotizadas e inteligentes.   Neste projeto foi desenvolvido um protótipo que fez uso de uma IMU Razor da SparkFun com 9 graus de liberdade (9 DOF – 3 de um acelerômetro, 3 de um giroscópio, e mais 3 do magnetômetro).

A IMU foi integrada com uma base do tipo Pan-Tilt, que permite o deslocamento de uma base com movimentos laterais (pan – girar para esquerda e direita) e verticais (tilt – girar para baixo e para cima). A leitura dos dados da IMU e conexão com a base pan-tilt foi realizada através do uso de um microcontrolador Arduino, que pode também ser conectado a um computador PC.

O resultado do projeto é um experimento de demonstração dos conceitos de percepção inercial integrada com motores da base Pan-Tilt, permitindo a implementação de um sistema robótico autônomo e reativo (percepção-ação). Além disto, também foi estuda a integração do dispositivo com uma placa de processamento embarcado, a BeagleBone Black, que permite um processamento mais robusto e saídas gráficas, com um custo reduzido e baixo consumo (dispensa o uso de um computador ou notebook).

Concluindo, através deste projeto pode-se ter assim a implementação de um sistema para o aprendizado sobre a Robótica, que pode ser utilizado em escolas, feiras de ciência, museus interativos, ou até mesmo em Universidades, mostrando o funcionamento na prática de sensores e atuadores que tomam suas decisões de forma autônoma, ou seja, sem a supervisão humana.

Este sistema também pode ser utilizado em aplicações e trabalhos de pesquisa, como por exemplo: manter o equilíbrio de robôs humanoides, monitorar o deslocamento de robôs móveis e veículos autônomos, registrar comportamentos e ações Humanas, sendo um sistema embarcado de baixo custo e com um poder de processamento bem razoável.


Número do Projeto: 8510 – ICMC – Exatas

Sobre a utilização de jogos digitais no ensino de matemática básica

Coordenador: Renata Cristina Geromel Meneghetti

A ideia deste projeto foi veri?car possibilidades em utilizar jogos digitais como um meio de propagar conhecimento visto em sala de aula em qualquer escala. Verificamos o fato de que os jogos digitais tem o potencial de educar o jogador a  “m de inseri-lo em seu mundo  “ctício por meio de uma combinação de fatores que colocaremos em discussão. Um dos referenciais teóricos escolhidos foi o projeto do aluno de pós-graduação da UNISINOS Felipe O. Frosi.

Segundo Frosi, a tecnologia vem crescendo e se tornando cada vez mais vital para nossa vida em sociedade, inclusive denomina as pessoas nascidas nos anos 80 de  “nativos digitais”: pessoas que tem contato com tecnologias digitais desde pequenas, uma delas, os jogos digitais.


Número do Projeto: 8517 – ICMC – Exatas

Novas ações pedagógicas em matemática visando auxiliar um empreendimento solidário de produção de produtos de limpeza (Limpsol)

Coordenador: Renata Cristina Geromel Meneghetti

Este projeto consistiu em colaborar com o processo de incubação de empreendimentos solidários em lugares de vulnerabilidade econômica do município de São Carlos, em parceria com o Núcleo Multidisciplinar e Integrado de Estudos, Formação e Intervenção em Economia Solidária (NuMI-EcoSol) da UFSCar, teve como finalidade o desenvolvimento matemático autogestionário dos cooperados por meio da intervenções pedagógicas dada aos empreendimentos solidários LimpSol e Sabão Recicla, e dos orientandos através do exercício da prática durante a confecção e aplicação das oficinas.


Número do Projeto: 7728 – IF – Exatas

Estudo dos objetos do Patrimônio Histórico e Artístico: no olhar interdisciplinar

Coordenador: Marcia de Almeida Rizzutto

Trabalho na parte de imageamento das obras de arte, utilizando conhecimentos de fotografia da área de comunicação, contribuindo para a interdisciplinaridade do projeto. Foram utilizadas diversas técnicas de fotografia científica para produzir as imagens para análise, sendo as principais fotografia em luz visível (feita com luz incandescente), fotografia em ultravioleta (feita com iluminação de lâmpadas UV), fotografia com luz rasante (utilizando  “bastões  “de LED na posição vertical paralelos à obra) e fotografia em infravermelho (utilizando uma câmera especial que capta apenas os comprimentos de onda correspondentes ao IR). As fotografias contribuíram para acervos de museu e análises posteriores de autenticidade das obras e estilo dos artistas.


Número do Projeto: 7834 – IF – Exatas

Arte e Ciência no Parque

Coordenador: Mikiya Muramatsu

Co-responsável: Maria Ines Nogueira

Resumo  No presente trabalho serão apresentados um pouco da proposta, história e os impactos do projeto Arte e Ciência no Parque(A&C), que é um projeto de extensão  realizado pelo o Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IF-USP). O projeto Arte & Ciência no Parque faz parte de um trabalho de divulgação científica, que tem como intuito aproximar o publico geral do conhecimento cientifico, através de mais de 60 experimentos demonstrativos e interativos de Física, Matemática e Biologia.

Hoje após 7 anos, tendo atingido mais de 85.000 visitantes, sendo 10.000 só no período de 2013 – 2014, o projeto ganhou novas demandas e as atividades passaram a englobar escolas publicas de ensino básico e outras realizações,como  a participação na Olimpíadas USP do Conhecimento , no projeto Vivendo a USP ( Capes/USP), atividade no GRAACC, etc.

Essas atividades  geram resultados positivos para a formação dos monitores,  solidificando os conceitos aprendidos de modo formal e muitas vezes apenas de caráter teórico em sala de aula, aperfeiçoando também a sua comuni¬cação com o publico geral , especialmente jovens e crianças- e no caso das escolas visitadas, o trabalho incentivou o engajamento de algumas escolas para o desenvolvimento  de atividade com demonstrações de ciência, alem do aumento do interesse  dos alunos para aprendizagem de conhecimento cientifico


Número do Projeto: 7837 – IF – Exatas

Laboratório de Demonstrações do IF USP

Coordenador: Mikiya Muramatsu

Co-responsável: Claudio Hiroyuki Furukawa, Vera Bohomoletz Henriques

O objetivo do projeto é organizar e elaborar um catálogo online de experimentos existentes no Laboratório de Demonstrações do IFUSP, tanto para divulgação interna como externa. O LD é um setor do IF onde se pode encontrar um grande número de experimentos cobrindo muitas áreas de física, sendo um referencial em material didático e conteúdo interativo.

Os experimentos podem ser usados para demonstracões em salas de aula, assim como podem ser manuseados por estudantes e visitantes


Número do Projeto: 7909 – IF – Exatas

Apoio ao Processo de Formação Pedagógica de Estudantes, com Ênfase no Uso de Rercursos Experimentais Simples e na Apresentação do Show de Física.

Coordenador: Fuad Daher Saad

Co-responsável: Denise Gomes dos Reis

Os objetivos e Atividades dos monitores previstos pelo Projeto:  “Face a  reconhecida ausência de atividades experimentais no  desenvolvimento do ensino de Ciências e Física, propõem-se desenvolver experimentos simples para capacitar os professores  a realizar experimentos em suas escolas.  “Monitorar visitas ao Laboratório de Demonstrações do IFUSP.  “Apresentar  o Show da Física que é oferecido , a estudantes do ensino Médio e Fundamental, no IFUSP.  “Colaborar com Cursos de  Capacitação, para professores da rede pública,  na utilização de recursos experimentais em aulas de Física e Ciências.

As principais ações e atividades desenvolvidas pelos bolsistas são:

“Os estudantes bolsistas apresentam diariamente o SHOW DE FÍSICA no Anfiteatro Alessandro Volta do Instituto de Física, para estudantes do Ensino Fundamental e Médio e fazem parte dos programas de extensão universitária oferecidos pelo IFUSP. Trata-se de um autêntico  “diálogo científico”, que é oferecido a nossos estudantes,  procurando motivá-los  e despertá-los pelo interesse do  saber científico e suas aplicações. São realizadas duas apresentações diárias: uma pela manhã e  outra a tarde, com duração aproximada de 2 horas.

Os bolsistas convenientemente orientados apresentam durante o Show, diversos fenômenos físicos de forma divertida, com grande interatividade e forte apelo ao emocional dos estudantes visitantes.  Os  shows exibem fenômenos relacionados com o cotidiano dos  estudantes visitantes. Os monitores são preparados para poderem atuar como apresentadores do Show, com platéia média de 100 estudantes. É um estímulo para a formação de futuros professores.  “É perceptível o aprimoramento profissional/acadêmico dos bolsistas envolvidos no Projeto.  Muitos  estudantes  que participam do Projeto passaram a se interessar pelo magistério do Ensino Básico de forma interessante e desafiadora.

O programa tem colaborado portanto, com a formação de docentes e pesquisadores na área do ensino.  “Alguns de nossos antigos monitores exibem programas de grande audiência em TV´s de canal aberto e a cabo, com grande sucesso.  “É crescente o interesse de escolas do ensino fundamental e médio, pelo Show e pelos materiais experimentais desenvolvidos.

O Anfiteatro Alessandro Volta, cedido pelo IFUSP, com 160 lugares, muitas vezes mostra-se pequeno, diante de platéia numerosa.  Foram atendidos 24.287 alunos, durante o período de agosto de 2012 a julho de 2013, 406 escolas e 03 diretorias de Ensino.

O êxito do programa é indiscutível, motivo pelo qual pretendemos dar continuidade ao mesmo: favorece o processo de  formação  profissional  de nossos estudantes a atender uma comunidade carente de ações experimentais interativas, no campo da difusão científica e na produção  de recursos experimentais para o ensino de Física e Ciências.


Número do Projeto: 8194 – IF – Exatas

Física Teórica Moderna

Coordenador: Diego Trancanelli

O projeto foi cancelado depois de alguns meses do começo, pois o bolsista Diego Fonseca Ferreira decidiu aceitar uma bolsa de CSF para estudar um ano nos Estados Unidos. Os resultados alcançados antes do cancelamento da bolsa foram o desenvolvimento dos dois primeiros modulos (sobre mecânica clássica e eletromagnetismo) do curso de extensão  “O mínimo teorico”.


Número do Projeto: 8052 – IFSC – Exatas

Nanoarte como agente motivador para ensinar conceitos associados à nanotecnologia

Coordenador: Antonio Carlos Hernandes

Neste projeto foram estudados os temas Nanociência e Nanotecnologia (N&N) resultando na elaboração e implementação de um minicurso voltado para a Educação Básica. O minicurso intitulado “Do Átomo à Arte – Introdução à Nanotecnologia e Relações entre Artes e Ciências  “, foi dividido em três aulas. Na primeira foram apresentados aspectos técnicos e matemáticos a respeito da temática e as aplicações cotidianas da Nanotecnologia. Na segunda, foram abordados aspectos históricos do desenvolvimento da N&N, e na terceira as relações existentes entre as ciências e as artes. O minicurso foi implementado a 339 alunos de escolas públicas e duas metodologias foram utilizadas antes e após o minicurso para identificar o conhecimento dos alunos sobre N&N:

a) Confecção de desenhos com legendas feitos por 207 alunos distintos e

b) Uso de mapas conceituais confeccionados por 132 alunos distintos.

Para a análise da metodologia (a), foram criadas 10 categorias para classificação das obras, levando em consideração aspectos presentes no desenho. Em destaque tem-se que antes do minicurso, 48% dos alunos alegaram ter completo desconhecimento sobre N&N e após o minicurso, as categorias de maior ocorrência foram as que mostravam objetos sendo representados em diferentes escalas (33%), representação de átomos e moléculas (24%) e não houve incidência de desenhos em branco.

No caso da metodologia (b), antes do minicurso as relações demonstradas pelos alunos entre os tópicos relacionados à N&N eram inconsistentes. Após o minicurso, 38% das proposições feitas se mostraram corretas, com exemplos de ocasiões em que a N&N é usada. No entanto, 42% das proposições feitas foram inválidas, ou seja, os conceitos no Mapa Conceitual apareceram ligados apenas por uma linha. Este fator pode ser decorrente de os alunos não terem familiaridade com o uso de Mapas Conceituais, e isto indica que é necessário apresentar essa ferramenta aos alunos com mais detalhes, enfatizando a importância da ligação correta entre os conceitos. Considera-se que as concepções prévias do público da Educação Básica, sobre N&N, são escassas, o que indica a necessidade de uma discussão detalhada sobre N&N com este público.

Como pôde ser notada a discussão desta temática por meio de uma intervenção didática aprimora sensivelmente o modo como os alunos compreendem a N&N. Neste trabalho, pôde ser verificado que com o uso de uma intervenção didática que permita identificar nuances das concepções que a sociedade tem a respeito de N&N, por meio de diferentes metodologias, é possível ainda explorar muitas possibilidades que esse tema traz para sua abordagem.

Além dos aspectos técnicos e matemáticos que permeiam a N&N, mostrou-se eficiente abordar aspectos históricos e até mesmo artísticos, uma vez que, ao ter contato com a pluralidade dos conhecimentos de uma área de estudos, os alunos se sentem mais motivados a participarem da discussão sobre os conceitos sendo apresentados, e, dessa forma, alcança-se uma postura crítica a respeito de temas que tem ligação direta com o dia-a-dia da sociedade atual.

É possível aplicar esse tipo de abordagem, por meio de uma intervenção didática, para a divulgação de outras áreas do conhecimento que, da mesma forma que a N&N, ainda não são frequentemente abordadas em sala de aula, e também tem influências diretas no cotidiano. Este tipo de intervenção pode possibilitar despertar maior atenção dos alunos à área das ciências, desde a educação básica, fazendo com que, no futuro, se interessem pela carreira científica.


Número do Projeto: 8594 – IFSC – Exatas

Criação de curso EAD para orientação de alunos quanto ao uso de fontes de informação e normalização de documentos

Coordenador: Francisco Castilho Alcaraz

A Biblioteca do IFSC tem um Programa de Capacitação de Usuário-PCU cujo objetivo é a orientação do aluno no uso das fontes de informação e na normalização de documentos científicos. Esse programa só tem sido possível pela parceria com alguns docentes, que cedem parte dos horários de suas aulas para que a Biblioteca possa ministrar esta capacitação. Acreditamos que um curso a distância com o mesmo foco, viabilizará que mais alunos sejam beneficiados com esse conteúdo tão importante, tanto os alunos de graduação que chegam a Universidade sem conhecimento das normas para elaboração de relatórios, trabalhos, pôsteres, TCC, entre outros, mas principalmente os alunos de pós-graduação na elaboração de suas dissertações, teses e artigos científicos.

Esses conhecimentos certamente influenciarão na melhor estruturação dos documentos que aliados ao conteúdo de qualidade, resultantes das pesquisas desenvolvidas na Universidade, propiciam maior divulgação e visibilidade dos mesmos colaborando cada vez mais para a sua internacionalização. A Biblioteca também tem sido parceira na organização da Semana da Escrita Científica do IFSC, já em sua terceira edição, sempre tendo como objetivo levar orientações sobre normalização de documentos e o uso das fontes de informação


Número do Projeto: 8700 – IFSC – Exatas

Recursos humanos para o programa Universitário Por Um Dia – Terceira Etapa

Coordenador: Eduardo Ribeiro de Azevêdo

Com o intuito de proporcionar a estudantes do Ensino Médio da rede pública ou privada a oportunidade de conhecer e vivenciar o ambiente universitário do Campus USP – São Carlos, o Programa UNIVERSITÁRIO POR UM DIA, iniciativa do Instituto de Física de São Carlos (IFSC), traz atividades de cunho demonstrativo que abordam diferentes conceitos fundamentais de Física em um laboratório de ensino de Física – a Sala do Conhecimento. Além disso, tem objetivo de motivar o interesse dos alunos pelas ciências Exatas, especialmente, em Física.

A programação inclui uma palestra sobre as universidades e as formas de ingresso, as assistências estudantis, a estrutura do campus, o cotidiano universitário, as atividades de pesquisa, ensino e extensão do IFSC, os cursos oferecidos e as oportunidades no mercado de trabalho além de uma apresentação sobre a temática sustentabilidade ambiental. Após almoçarem gratuitamente no restaurante universitário, conhecem o campus, o IFSC e a biblioteca.

Por fim o Show de Física realiza demonstrações experimentais relacionadas a aplicações cotidianas e tecnológicas da Física e ciências correlatas, totalizando seis horas de visita. Entre as atividades desenvolvidas pelos bolsistas estão o agendamento das escolas e o controle de recursos, atualização do site do programa e produção de textos científicos.

Além da produção de vídeos educacionais dos experimentos da sala do conhecimento utilizando softwares de edição. Com isso, tiveram a oportunidade de aprender mais sobre experimentos, produção de materiais didático-científicos e o aperfeiçoamento de sua postura em público, contribuindo para a sua formação acadêmica. Desde maio de 2011 até julho de 2014 o programa já recebeu 12994 alunos de 305 escolas, abrangendo de 50% das microrregiões do estado de São Paulo. Somente em 2013 foram atendidos 4109 estudantes de 108 instituições de ensino dos quais 64% provenientes de escolas públicas, sendo 2245 estudantes no primeiro semestre e 1864 no segundo semestre.

Entre março e julho de 2014 foram atendidos 880 alunos. Até o momento, 30 alunos participantes do programa ingressaram no IFSC e indicaram a apresentação como forma de conhecimento e fator de escolha pelo curso e instituto.


Número do Projeto: 8736 – IFSC – Exatas

Recursos Humanos para o Programa Cientista do Amanhã

Coordenador: Eduardo Ribeiro de Azevêdo

Co-responsável: Herbert Alexandre João

O foco principal do  “Cientistas do Amanhã  “é, de fato, descobrir talentos na área da Física, visando a atração e a formação dos futuros pesquisadores do país. Trabalhando na orientação de um grupo de estudantes do ensino médio com um perfil diferenciado – que possuem facilidade, afinidade e interesse na área das ciências Exatas -, o IFSC abre as portas e oferece a oportunidade dos alunos – previamente selecionados – se familiarizarem com o ambiente acadêmico universitário, contando com o apoio de docentes, monitores, técnicos e funcionários. O processo de seleção é realizado entre estudantes das escolas do município de São Carlos e região, baseado na indicação dos professores de física e no desempenho em olimpíadas científicas.

Após a formação do grupo – com aproximadamente 8 estudantes -, são ministradas palestras introdutórias ao instituto, o regulamento do programa e o cronograma das atividades. Estas, por sua vez, visam o estímulo dos alunos à discussão sobre assuntos e tópicos científicos interessantes, estimulando a realização de pesquisas bibliográficas sobre os diferentes temas pré-determinados pelos coordenadores. Nas reuniões presenciais e virtuais são feitas atividades – teóricas e práticas – que buscam discutir os conteúdos dos assuntos concedidos aos estudantes.

Toda a infraestrutura do IFSC, que inclui: 1) os laboratórios didáticos- 2) as salas de informática- 3) materiais da experimentoteca do Centro de Divulgação Científica e Cultural (CDCC)- 4) palestras- 5) biblioteca – são disponibilizados aos estudantes. Além de tudo, os alunos contam com monitores graduandos para apoio nas atividades, que incluí o auxílio na revisão bibliográfica, nos estudos propostos e na preparação e execução dos experimentos desenvolvidos.

Os bolsistas contribuíram com seus conhecimentos e experiência nas monitorias do programa, no desenvolvimento do logo do programa e do site (http://www.ifsc.usp.br/~cientistas), na co-orientação dos alunos e sugestões de atividades. Além disso, os bolsistas apresentam a estrutura do IFSC aos alunos participantes por meio de visitas monitoradas e auxiliam no desenvolvimento das atividaes. Do ponto de vista de formação de recursos humanos, os bolsistas tiveram a oportunidade de aprender mais sobre experimentos, a iniciação científica júnior e seus objetivos, a orientação de jovens na construção do conhecimento científico, método científico, produção de materiais didático-científicos e o aperfeiçoamento de sua postura em público, contribuindo para a sua formação acadêmica.

Pudemos verificar um aumento no engajamento dos mesmos em atividades de extensão e divulgação científica, uma melhora expressiva em suas habilidades no sentido de adaptação de linguagem e consolidação de conhecimentos e motivação dos mesmos em seus cursos de graduação. Dentre os resultados, os 6 alunos participantes no ano de 2013 foram admitidos em cursos superiores, sendo 5 deles no campus USP São Carlos.


Número do Projeto: 7742 – IGC – Exatas

Oficina de Réplicas para o ensino fundamental, médio e superior, na área de ciências da Terra.

Coordenador: Luiz Eduardo Anelli

Embora de grandes dimensões, o Brasil é um país relativamente pobre em fósseis, devido tanto ao seu passado histórico profundo, que na maior parte do tempo geológico não ofereceu condições para grande biodiversidade, quanto pela dificuldade de coleta e acesso às rochas devido ao clima atual altamente desfavorável. Devido a isso, no Brasil, material paleontológico para o ensino é raro não apenas nos níveis mais básicos da educação, mas até mesmo no ensino superior.

Em vista disso, aproveitando as coleções de fósseis incorporadas no Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo, bem como em outras instituições de ensino superior, além de material cedido por colecionadores amadores, a Oficina de Réplicas vem há 17 anos moldando e produzindo réplicas de fósseis em altíssima qualidade material e didática. Fósseis representativos de todos os períodos geológicos incluídos na coleção O passado em suas mãos, possibilitam o ensino de variados temas comuns na em disciplinas como paleontologia, geologia e evolução biológica.

Os grupos fósseis representados pelas réplicas incluem invertebrados marinhos, vegetais, vertebrados e várias categorias de icnofósseis, possibilitando a realização de aulas práticas, exposições e exercícios de observação nos diferentes níveis do ensino. A Oficina de Réplicas produz também coleções didáticas sobre o ciclo das rochas, minerais, arqueologia, e minérios, possibilitando variadas alternativas de ensino também em outras áreas das geociências e arqueologia. Por tratar-se de material  único à disposição no Brasil, a Oficina de Réplicas conta com a colaboração de alunos bolsistas há 16 anos, de modo que suas atividades permanecem altamente dependente do auxílio direto da universidade.

A Oficina de Réplicas oferece oficinas em diferentes instituições de ensino espalhadas por todo o Brasil, estimulando o aprendizado das técnicas de moldagem, replicação e acabamento das réplicas, não poucas vezes possibilitando a formação de mão de obra em comunidades carentes. A Oficina de Réplicas é, na atualidade, o projeto de extensão mais antigo em atividade na Universidade de São Paulo, estimulando a educação no Brasil.


Número do Projeto: 8108 – IGC – Exatas

Curadoria e informatização do acervo da coleção científica de Paleontologia do Instituto de Geociências, USP

Coordenador: Juliana de Moraes Leme Basso

O Laboratório de Paleontologia Sistemática (LPS), do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo armazena uma das maiores, mais variadas e cientificamente mais valiosas coleções paleontológicas do país, acumulada ao longo de mais de 70 anos e com exemplares de todos os continentes. Um sinal da importância e prestígio dessas coleções é o fato de que desde 2000 as Coleções Científicas do Laboratório de Paleontologia Sistemática receberam mais de 4.000 espécimes por doação e, desde 2006, mais de 5.000 espécimes de material apreendido pela Polícia Federal (PF) e pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Dessa forma, existe a necessidade de informatização e digitalização dos dados contidos no acervo para a disponibilização  “on line”, aumentando assim a visibilidade nacional e internacional da coleção científica de Paleontologia do IGc/USP. Uma base de dados informatizada está sendo criada no acervo da coleção científica através da inclusão das informações dos fósseis. Estão sendo realizadas algumas atividades para a implementação  “on line” da coleção como: (a) catalogação e digitação das informações da coleção científica- (b) digitalização dos livros de  “Entrada”,  “Coleção-Tipo” e  “Comparação” da coleção científica, uma vez que os livros são antigos, escritos a mão e muitos apresentam um estado de deterioração devido ao tempo e manuseio.

Uma vez digitalizados, os livros poderão ser guardados em local adequado, como a biblioteca do Instituto de Geociências ou o Museu de Geociências, para que se conserve e não seja deteriorado, pois trata-se de documentação histórica de grande valor para o patrimônio nacional- (c) disponibilização de fotografias digitais em alta resolução, principalmente, do material tipo- (d) disponibilização de informações taxonômicas, idade e localização do material no site do IGc/USP. Além disso, devido a reestruturação da Coleção Científica de Paleontologia do GSA/IGc/USP, foi constatado que muito material ainda não estava incorporado na coleção, pois não havia espaço. Além desse material, o material de coleta e de finalização de dissertações e teses dos pós-graduandos, precisa ser incorporado e organizado.

O projeto tem a finalidade promover o contato de alunos com ampla gama de material fóssil e com técnicas de preparação, conservação e documentação deste material propiciará aos estagiários uma valiosa aprendizagem em Paleontologia e experiência prática nos diversos aspectos do funcionamento de coleções científicas.  As habilidades e experiência adquiridas poderão servir de base para a iniciação científica em Paleontologia como também para trabalho futuro junto a outros tipos de coleções, museus e outros tipos de acervos em geral.


Número do Projeto: 8318 – IGC – Exatas

Explorando o potencial científico-social da Coleção Científica de Fósseis do IGc/USP: Preparação de material para pesquisa, exposição e uso didático

Coordenador: Thomas Rich Fairchild

O Laboratório de Paleontologia Sistemática (LPS) do IGc/USP abriga uma das mais valiosas e variadas coleções paleontológicas do país, acumulada ao longo de cerca de 75 anos, com exemplares de todos os continentes. Desde meados da década de 90, o LPS recebeu vários milhares de fósseis por doação e também, como fiel depositário, volume igual ou maior de material apreendido pela Polícia Federal (PF) e pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Em 2012, praticamente todo este material, somando aproximadamente 10.200 espécimes cadastrados, passaram a pertencer ao IGc em definitivo, viabilizando seu em estudo científico por parte de pesquisadores qualificados. Peixes fósseis do Cretáceo da Bacia do Araripe em estado de preservação excepcional compreendem a maior parte destes espécimes. Entretanto, um número considerável de exemplares, consistindo de gêneros muito comuns (como Tharrhias e Rhacolepis), apresenta sinais de adulteração que comprometem seu valor científico, tais como raspagem de contornos, colagem de peças de espécimes diferentes e falsificação de partes não preservadas, tudo feito na tentativa de tornar os espécimes mais parecidos com a imagem popular de peixes.

Os estagiários selecionados para o projeto passaram por um treinamento de reconhecimento osteológico e identificação das espécies mais abundantes da paleoictiofauna da Bacia do Araripe para poderem trabalhar com o guia e ajudar na identificação de novo material que vier a ser depositado no LPS.

Adicionalmente, os estagiários aprimoram o guia, desenvolvido no projeto anterior, para orientar o professor na realização da atividade educativa em escolas públicas. Além disso, os estagiários ajudarão a desenvolver um curso de capacitação para os professores das escolas selecionadas, de modo que estes tenham melhor aproveitamento do material que receberão. Também como parte de sua aprendizagem junto ao LPS, os estagiários, juntamente com outros estagiários formais e voluntários, auxiliaram no cadastro de materiais e na documentação digital dos espécimes mais importantes das coleções (espécimes tipos e ilustrados em publicações), visando a consolidação de um banco de dados a ser disponibilizado para pesquisadores.

O contato com material fóssil, conservação e documentação digital propicionou aos estagiários valiosa aprendizagem em Paleontologia e no funcionamento de coleções científicas, bem como uma visão crítica da importância de fósseis e de sua preservação. O aprimoramento do guia e do kit destinados a atividades educativas, bem como o desenvolvimento de um curso de capacitação para professores do ensino básico, fornecerá aos estagiários uma experiência na adequação de linguagem e conteúdos para a transmissão eficiente de conceitos científicos na moldagem da cidadania no ensino público.


Número do Projeto: 8686 – IGC – Exatas

Geociências na Escola

Coordenador: Denise de La Corte Bacci

O curso de Licenciatura em Geociências e Educação Ambiental da Universidade de  São Paulo visa à formação de professores qualificados para, não somente fornecer  informações sobre as ciências da Terra, mas principalmente, transmiti-las de  maneira sistêmica, didática e interdisciplinar. Desta forma, as atividades de  ensino de Geociências para crianças desenvolvidas no contra turno escolar  propiciam aos alunos do curso a prática docente e às crianças participantes um  contato inicial com esta área, muitas vezes não abordadas no currículo.

As atividades lúdicas desenvolvidas estimulam a participação, a colaboração e o desenvolvimento da visão sistêmica do planeta, contribuindo para a formação de  cidadãos que compreendam os processos e fenômenos do Planeta Terra. Os  resultados obtido têm se manifestado na ampliação dos espaços formativos dos  alunos da licenciatura como na inserção de temas geocientíficos desde as  primeiras séries no ensino fundamental.


Número do Projeto: 8763 – IME – Exatas

Validação Estatística do Questionário DCM para avaliar a atitudes de pacientes com Diabetes Mellitus

Coordenador: Viviana Giampaoli

O projeto deu a oportunidade ao aluno de estudar todas as etapas da validação de um questionário. Na graduação em estatística, estas técnicas de não são, no geral, abordadas Especificamente aplicadas ao questionário de DCM (Diabetes Coping Measure). Lamentavelmente o projeto não pode ser desenvolvido em todas as etapas previstas pela saída da ADJ-Diabetes Brasil  da líder a Dra Denise Beheregaray. Este fato impediu o registro do projeto na Plataforma Brasil para cumprir todas as exigências de um projeto de pesquisas que envolvem seres humanos como é o caso da validação de um questionário.


Número do Projeto: 8125 – IO – Exatas

Educação ambiental voltada às comunidades litorâneas

Coordenador: Elisabete de Santis Braga da Graca Saraiva

Co-responsável: Eloisa de Sousa Maia, Fabiano da Silva Attolini, Sergio Teixeira de Castro

A falta de incentivo ao conhecimento das características do ecossistema no litoral sul do estado de São Paulo pelas crianças e jovens da comunidade, não permitindo que elas atuem como defensoras do meio ambiente em sua região, é conhecida. Este projeto visa buscar informações ambientais sobre a qualidade deste sistema costeiro e sobre as práticas socio-econômicas e disseminá-las junto às escolas e nos eventos da cidade de Cananéia.

O projeto busca esclarecer a comunidade sobre a qualidade e riqueza natural dos sistemas costeiros. Promover atividades educativas junto às escolas. Valorizar a cultura e o homem que vive da pesca. Fornecer noções e esclarecimentos para a prática da proteção ambiental. Incentivar a valoração da cultura local e do homem do mar. Nessa fase de continuidade do Projeto foi finalizada a maquete interativa sócio-ambiental de “Cananéia-Iguape(SP) e Paranaguá (PR) construída com base em cartas geográficas obedecendo escalas geográficas, apresentando os limites das áreas de proteção  “APAS  “e Parques Estaduais, núcleos urbanos, praias, vegetação e sistema hídrico , material interativo disponível em Cananéia (SP).

Esta maquete tem sido visitada diariamente e  cerca de 80% das escolas da cidade já passaram por ela desenvolvendo atividades educativas. Foi encerrado o I Encontro de Atualização do Ensino de Ciências com ênfase às condições geográficas de Cananéia  com uma prática dos professores do Encontro e seus alunos junto à maquete. Foi criado um guia com explicações para utilização da maquete contendo as principais informações sobre a região e os pontos sinalizados nas legendas da maquete interativa onde centenas de  “leds  “acendem mostrando ao visitante as delimitações das APAS e Parques Estaduais.

Nesse projeto conquistamos parceiros para a divulgação e uso da maquete como professores da rede de ensino pública e privada, funcionários da base de Cananeia, membros de Órgãos Estaduais e Municipais, como o Instituto de Pesca a e o Parque Estadual da Ilha do Cardoso, Secretaria de Turismo  e Prefeitura, todos tomaram conhecimento da existência da maquete e da sua disponibilidade gratuita para visitação e prática educativa na Base do IOUSP em Cananéia-IOUSP, de modo que as visitas ocorrem diariamente e com alta frequencia.

Os professores inseriram a vista à maquete no seu calendário escolar e os turistas são conduzidos primeiramente à maquete antes de visitar os diferentes pontos do sistema estuarino e reservas naturais locais. A maquete se tornou ponto obrigatório de visitação de modo que a USP se aproximou mais da comunidade Cananeiense com esta ação. Os bolsistas tiveram uma excelente experiência  em sua formação acadêmica, profissional e de divulgação da ciência. O projeto tem apoio de ex-bolsistas, alunos voluntários  do IOUSP, FFLCH e FAU, funcionários do IOUSP, mostrando seu papel integrativo além de contar com apoio dos projetos do CNPq FEBIOGEOQUIM Proc. 478890/2011-7 e INCT-TMCOcean Proc. 573.601/2008-9.


Número do Projeto: 8128 – IO – Exatas

Museu Oceanográfico como espaço para prática da educação ambiental junto à comunidade e de capacitação de graduandos na difusão das ciências

Coordenador: Elisabete de Santis Braga da Graca Saraiva

Co-responsável: Fabiano da Silva Attolini, Sergio Teixeira de Castro

Este projeto visa fomentar o aprimoramento e desenvolvimento das atividades educativas praticadas no Museu Oceanográfico IOUSP promovendo a difusão científica e cultural por meio do oferecimento de visitas monitoradas, palestras aos escolares, prática de atividades lúdicas no espaço expositivo, preparo e monitoria de exposições itinerantes, divulgação do setor de empréstimo de materiais didáticos e ainda participação em excursões ecológicas, onde os bolsistas poderão desenvolver suas habilidades didáticas e de criação de material didático e expositivo a serem passados aos alunos, professores da rede de ensino e visitantes.

Foram realizadas diversas práticas de monitoria junto a visitas assessoradas sobre o acervo do Museu Oceanográfico e, sobretudo, na  “Science on a Sphere  “equipamento adquirido da NOAA (EUA), a única no Brasil e que oferece muitas possibilidades de difusão das ciências da Terra para acadêmicos e público em geral. Foram oferecidas monitorias a escolas, público avulso em geral e a programas USP como Giro Cultural e Vivendo a USP. Eventos especiais, como por exemplo, a vinda da exposição francesa Tara Oceans: Um Panorama do Plancton Marinho Mundial em parceria com o Consulado da França, exigiram um grande comprometimento dos bolsistas com as atividades do Museu, tanto na questão das monitorias como no treinamento, preparação e montagem da exposição.

Os bolsistas também atuaram em diversas atividades externas ao IOUSP (Feira do Estudante, Festa da Cidade de Cananéia, Festa do Mar, entre outras), disponibilizando informações sobre o acervo e sobre as atividades desenvolvidas no Museu a públicos distantes ou com acesso mais restrito a sede do Museu Oceanográfico em SP. Cabe ressaltar também o apoio dos bolsistas às atividades do Curso de Extensão  “Noções Sobre Oceanografia  “, principalmente através de visita monitorada ao Museu Oceanográfico e participação na excursão ecológica realizada em Cananéia.

A prática da monitoria permitiu a capacitação profissional e  aprimoramento da linguagem  científica, crescimento do conhecimento em ciências do mar e ciência ambiental, facilitando o relacionamento e aproximação com a Comunidade geral, com forte ênfase ao público acadêmico.Anualmente é recebida no Museu Oceanográfico uma média de 15.000 pessoas, numero que tende a aumentar significativamente sendo a colaboração dos bolsistas essencial ao sucesso dos eventos.

Cita-se, por exemplo, a Feira de Estudantes (CIEE),  onde cerca de 65.000 visitantes tiveram acesso ao estande do IOUSP. Fica evidente portanto, a importância do trabalho realizado pelos bolsistas que nos permite atender um numero muito maior de pessoas nos vários projetos que o Museu participa. Além disso, o conhecimento adquirido pelos bolsistas durante os treinamentos e monitorias, ajuda sobremaneira na melhoria de sua didática e relacionamento com o publico, investimento que volta ao próprio museu na forma de um melhor atendimento e satisfação dos visitantes.


Número do Projeto: 8163 – IO – Exatas

Ensinando oceanografia através da Ciência na Esfera (Science on the Sphere)

Coordenador: Olga Tiemi Sato

Co-responsável: Paulo Simionatto Polito

Science on a Sphere (SOS) é uma ferramenta educacional adquirida pelo IOUSP para o desenvolvimento de atividades didáticas, divulgação informal e de resultados de pesquisa científica. Através da projeção de imagens animadas sobre uma esfera, conhecimentos ligados á ciências da Terra podem ser explorados num ambiente 3D e altamente tecnológico. O objetivo do presente projeto é o desenvolvimento de novos filmes de curta duração ( “clipes”) baseados em dados de satélites oceanográficos. Esses filmes poderão ser utilizados tanto em disciplinas do curso de bacharelado de Oceanografia, na pós-graduação como em apresentações ao público que visita o Museu Oceanográfico.

O material desenvolvido será voltado para o público brasileiro, desta forma, a narração e legendas serão produzidas em português. Especificamente, dados de temperatura da superfície do mar, vento, anomalia da altura do mar, clorofila, fluxos de calor, serão tratados e processados em forma de filme para ensinar o processo de desenvolvimento do El Nino, um fênomeno importante da determinação da variabilidade do clima global.


Número do Projeto: 8164 – IO – Exatas

Construção de um pêndulo de Foucault

Coordenador: Olga Tiemi Sato

Co-responsável:

O objetivo do projeto é a construção de um pêndulo de Foucault para ser disposto no saguão do bloco didático do IOUSP. O pêndulo de Foucault é um instrumento especialmente desenvolvido em 1851 por Léon Foucault, para demonstrar a rotação da Terra. O dispositivo é composto por um pêndulo longo que deve oscilar livremente num plano vertical. Esse plano de oscilação parece rodar relativamente ao planeta, mas de fato o que acontece é que esse plano de rotação está fixo no espaço enquanto que a Terra roda em volta dele.

O efeito da aceleração de Coriolis, devido à rotação da Terra, é um dos conceitos mais importantes na compreensão da dinâmica do fluido geofísico, que inclue os oceanos e a atmofera. A deflexão do movimento devido à rotação da Terra é importante para o entendimento das correntes oceânicas bem como do deslocamento das massas de ar atmosférico.


Número do Projeto: 8456 – IO – Exatas

Contribuição à construção da memória audiovisual (Científica e Tecnológica) do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo

Coordenador: Elisabete de Santis Braga da Graca Saraiva

Co-responsável: Rafael Rodolfo Varela Júnior

A Oceanografia é uma ciência interdisciplinar que procura observar, descrever e explicar os fenômenos físicos, químicos, geológicos e biológicos que se processam nos oceanos por meio de estudos que apresentam cada vez mais uma inter-relação com a Geofísica, Meteorologia e as ciências ligadas à Tecnologia e à Engenharia Marinha.

No Brasil, atividades na área de Oceanografia tiveram origem com a criação em 1946 do Instituto Paulista de Oceanografia (IPO), junto à Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, com atividades iniciadas em 1949 sob a direção do reconhecido pesquisador Prof. Wladimir Besnard. Em 1951 o IPO foi rebatizado e incorporado à Universidade de São Paulo como Instituto Oceanográfico da USP (IO/USP) quando seu acervo científico passou à USP e foi incrementado ao longo dos anos.

A proposta deste projeto tem como ponto fundamental o registro audiovisual, impresso e virtual da história científica e tecnológica do Instituto Oceanográfico da USP e de seu N/Oc. W. Besnard, contada por alguns de seus docentes, diretores e funcionários através da coleta de depoimentos orais e entrevistas.

O Projeto promoveu um amadurecimento dos envolvidos na preservação histórica da memória da nossa Universidade e de como promover uma boa divulgação da mesma.  Houve contribuição à formação profissional de alunos ligados à pesquisa histórica e comunicação, oferecendo experiência prática na pesquisa histórica, construção de roteiros e produção de material impresso e  em várias mídias incluindo a digital.

Este Projeto nos permitiu trabalhar nos depoimentos colhidos pela  “Comissão de Memória  “que foram transcritos no formato bruto e aguardam recursos humanos, para serem editados e publicados. Houve oportunidade única de localizar e avaliar documentos da instituição que estão merecendo recuperação e preservação, como é o caso dos diários de bordo e máquinas. Foi formalizada parceria com a FAU para registro em vídeo do Navio W. Besnard em seu perfil histórico. Houve material histórico compilado e trabalhado, agora disponível no Memória < http://200.144.182.66/memoria/por/unidade/171-Instituto_Oceanografico.

Houve investimento na  preservação do acervo histórico e na difusão da história da Unidade, sendo que parte também está disponível na linha do tempo no novo portal do IOUSP < http://www.io.usp.br/index.php/institucional/historico >

Enfim, este projeto contribuiu de modo muito importante às atividades que divulgam e preservam a memória da Instituição, oferecendo oportunidade aos alunos envolvidos de aprimorarem o conhecimento histórico presente na USP e permitindo conhecer os esforços de preservação que não devem ser interrompidos, pois a memória histórica é fundamental à todos.


Número do Projeto: 8568 – IO – Exatas

Resgatando História e Ciência: Navio Oceanográfico Professor Wladimir Besnard a Navio Oceanográfico Alpha Crucis

Coordenador: Sueli Susana de Godoi

Co-responsável: Elisabete de Santis Braga da Graca Saraiva, Francisco Luiz Vicentini Neto, Luiz Vianna Nonnato,

“Navegar é preciso, viver não é preciso …  ” esta foi a frase que norteou por anos os primeiros navegadores que sem nenhum tipo de auxílio tecnológico se aventuraram por distantes terras em barcos, naus ou caravelas construídas de madeiras. Hoje, o mundo conhece os mais importantes recursos tecnológicos existentes em navios e por meio deste imenso avanço é possível tirar proveito das inúmeras consequências geradas que vão desde o uso mais acurado de sistemas, tais como sistema de posicionamento global, até a possiblidade de se encontrar um fruta brasileira num mercado japonês, cujo transporte foi feito por um navio!

Navegar tornou-se possível graças, também, as expedições oceanográficas.   Navios oceanográficos (N/Oc.) são de suma relevância para o desenvolvimento de atividades e pesquisas relacionadas com as Ciências do Mar. No caso,  a presente pesquisa  visou compilar e relatar informações relacionadas com a história e ciência vinculadas as trajetórias, junto ao Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo – IOUSP, do N/Oc. Professor Wladimir Besnard, ou simplesmente N/Oc. Prof. W. Besnard, ao N/Oc. Alpha Crucis passando pelo  “Research Vessel  “- R/V Moana Wave – EUA.

Há uma série de informações e documentários sobre o tema abordado na literatura e na mídia. Entretanto, o desenvolvimento do trabalho procurou condensar tais informações em uma linguagem simples e acessível as comunidades acadêmica/científica/social. Seguindo relatos disponíveis na literatura e meios de comunicação foi possível resgatar cenários de algumas expedições, legados e rumos.

Neste sentido, o N/Oc. Prof. W. Besnard foi protagonista na história dos estudos marítimos brasileiros de 1967 a 2008. Acrescenta-se que esta foi a única embarcação civil a realizar expedições para a Antártida, sendo a primeira no verão de 1982 e a última no verão de 1988. Infelizmente, em 13 de novembro de 2008, quando fundeado na Baía de Guanabara – RJ, este navio sofreu um incêndio que o deixou sem condições de operação. A opção pelo investimento da reforma num navio que abrisse novas fronteiras tecnológicas para a pesquisa tornou-se inevitável. Dessa forma, a  Direção do IOUSP partiu em busca da aquisição de um novo navio para pesquisas em plataforma continental externa e região oceânica.

Após uma longa e exaustiva jornada, o R/V Moana Wave foi selecionado e adquirido com subsídios da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP e da USP. Modernizado pelo estaleiro  “Stabbert Marine  “em Seattle – EUA, este foi rebatizado por N/Oc. Alpha Crucis :  “estrela mais brilhante da constelação do Cruzeiro do Sul, a qual representa São Paulo na bandeira do Brasil  “.

Após  as fases de ajustes, o N/Oc. Alpha Crucis suspendeu de Seattle – EUA, em 29 de março de 2012, ancorando em 12 de maio de 2012 no Porto de Santos, Santos – SP. Navegando entre os Oceanos Pacífico Norte e Atlântico, o N/Oc. Alpha Crucis realizou, assim, sua Primeira Singradura em uma Expedição InterOceanos.


Número do Projeto: 8137 – IQ – Exatas

Laboratório Aberto de Química: divulgação científica por meio de atividades experimentais e do desenvolvimento de materiais audiovisuais

Coordenador: Maria Eunice Ribeiro Marcondes

Co-responsável: Fabio Luiz de Souza

Este projeto tem como objetivos:

i) proporcionar a alunos do ensino fundamental e médio e a professores a oportunidade de realizar e discutir atividades experimentais, em particular de Química, visando à compreensão de algumas das relações entre Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente:i

i) difundir uma idéia mais real do que é a Química, apresentando experimentos que relacionam a química à vida;

iii) contribuir para a aproximação entre as escolas públicas e a Universidade, disponibilizando espaços de discussões, convívio e pesquisa;

iv) Contribuir para a difusão da ciência ao público em geral e para melhorar a imagem pública da química, oferecendo atividades de divulgação científica, procurando relacionar a ciência com o cotidiano;

v) formar recursos humanos para o trabalho na interface química-educação, em especial alunos da graduação interessados em questões de ensino.

Neste projeto são desenvolvidas atividades experimentais com foco em temas que apresentam relevância social e que permitam tratar das aplicações e implicações da Ciência na sociedade- são elaborados materiais escritos de divulgação para o público. A elaboração e o oferecimento das atividades seguem a linha das oficinas temáticas que vêm sendo desenvolvidas por nosso grupo. Ainda, são desenvolvidos vídeos sobre atividades experimentais, divulgados na internet, que tratam de temas que possibilitam o estabelecimento de relações ciência-sociedade.

De agosto de 2013 a julho de 2014 foram oferecidas 34 oficinas a escolas de ensino fundamental e ensino médio. Além disso, o grupo participou de oferecimento de atividades na Semana da Química do IQUSP, atendendo a quatro turmas de ensino médio. Os bolsistas participaram do oferecimento das oficinas a 6 das escolas que fazem parte do Projeto  “Novos Talentos  “, do qual nosso grupo participa (projeto sob a coordenação da Profa.Dra. Vera Henriques, do IFUSP). O número total de alunos participantes foi de 1190. A maioria das escolas visitantes é da região metropolitana de São Paulo, havendo, entretanto, escolas de outras regiões do estado.

Foram oferecidas as oficinas:  “Química na Cozinha” e  “Água e Vida”, para a escolha do professor ou coordenador da escola participante. O trabalho com um grupo de estudantes segue a seguinte dinâmica: levantamento dos conhecimentos dos estudantes sobre o tema- apresentação das normas de segurança no laboratório- realização dos experimentos sob a orientação de monitores- discussão dos resultados obtidos, com a elaboração de explicações científicas e a contextualização dos assuntos tratados.

Ainda, foram realizadas oficinas para professores de Química nos seguintes eventos: orientação técnica oferecida em outubro de 2013 a professores de Química da rede pública (oficina Química na Cozinha, 35 professores), curso de formação continuada oferecido em janeiro de 2014 (oficina energia, 30 professores). Foram produzidos os seguintes vídeos:  “a Química nos fogos de artifício  “-  “Montagem de aparelho de condutibilidade Elétrica  “,  “Identificação de Amido e Proteína em alimentos  “,  “Produção de carvão Vegetal  “.


Número do Projeto: 8622 – IQ – Exatas

Química em Ação teatro e divulgação científica

Coordenador: Guilherme Andrade Marson

A Química desempenha papel central no mundo contemporâneo. A enculturação química é fundamental para o exercício pleno da cidadania e para a construção do indivíduo ético e político. Este desafio extrapola o locus escolar e adentra espaços como a universidade e seus centros de divulgação de ciências.

Ações desta natureza têm se multiplicado em diferentes formatos, destacando-­se as peças teatrais e a proposição de experimentos de baixo custo com materiais cotidianos. Este projeto visou a consolidação das atividades bem sucedidas do grupo teatral  “Química em Ação  “, uma iniciativa de graduandos que atua a 20 anos no Instituto de Química USP.

O projeto teve como produtos neste período uma oficina de para capacitação dos membros ingressantes no grupo, o aperfeiçoamento dos espetáculos teatrais constantes do repertório do grupo e a criação de um novo espetáculo. Os espetáculos foram encenados em escolas e também na universidade, em eventos da unidade e eventos da universidade como a Virada Científica. O público estimado total atendido é de cerca de 1600 pessoas.


Número do Projeto: 8587 – IQSC – Exatas

Micro-organismos: esta leitura vai te pegar!

Coordenador: Andre Luiz Meleiro Porto

Co-responsável: Marcia Nitschke, Sandra Aparecida Zambon da Silva

OBJETIVOS: O objetivo deste trabalho foi elaborar um material didático em formato de gibi abordando conceitos de Microbiologia.

INTRODUÇÃO: Estado da Arte Historicamente pode-se observar que os desenhos são usados com a finalidade de transmitir informação, por exemplo, desde as pinturas rupestres nas cavernas, até os hieróglifos egípcios, bem como as artes romanas e maias.  No Brasil o desenhista Ziraldo é conhecido pelas suas obras e personagens  “O Menino Maluquinho  “e a  “Turma do Pererê  “, bem como o desenhista Maurício de Sousa com a “Turma da Mônica  “que trouxe diversos personagens que fazem parte da história infantil até os dias de hoje. Outro tipo de história em quadrinhos é o Mangá, o qual está sendo utilizado não somente como um material de entretenimento, mas também como material didático. No mangá a história não está centrada nos personagens e em suas características pessoais, mas sim em levar conhecimento de forma clara e relacionando-as ao cotidiano.

O presente trabalho MICRORGANISMOS: ESSA LEITURA VAI TE PEGAR! é um trabalho no qual viabilizou a criação de um material didático em um formato de gibi levando alguns conhecimentos sobre os microrganismos e sua importância, especialmente para estudantes pré-universitários e o público em geral.

Em outro momento, houve um projeto semelhante, na qual utilizamos como base para o nosso gibi: MICRORGANISMOS: QUAL A SUA IMPORTÂNCIA NA NOSSA VIDA: “Foi um projeto em que o bolsista Caroline Ceribelli (Licenciatura) também levou conceitos de microrganismos para as escolas, porém em formato de  “Exposição em Painéis”. A utilização desse trabalho para o gibi foi importante, pois com ele conseguimos transformar a linguagem científica da microbiologia e sua importância no cotidiano em uma linguagem simples e divertida em quadrinhos.

RESULTADOS: APRESENTAÇÃO DA PROPOSTA: O presente trabalho teve como finalidade elaborar um gibi abordando a importância e riscos que os microrganismos podem apresentar aos demais seres vivos, em especial aos humanos. Assim foi elaborada a proposta no formato de um gibi – MICRORGANISMOS: ESTA LEITURA VAI TE PEGAR! O formato em gibi ajuda a motivar a leitura em assunto do cotidiano e de importância para o ensino de Ciências (Biologia).

A proposta deve estimular os jovens para buscarem o conhecimento de forma prazerosa nessa fascinante área do conhecimento. O desenvolvimento do trabalho se deu em três etapas, sendo inicialmente a criação dos personagens, essa etapa foi elaborada pela estudante Natália Campari de Souza Luz  (IQSC), bem como seus nomes e suas representações para compor o texto em quadrinhos. Na etapa seguinte foi desenvolvido um roteiro com as falas dos personagens com a participação da Natália e da Gabriela Romano Ulian (Licenciatura). A montagem dos textos foi elaborada no formato de diálogo entre os personagens.

E por fim foram elaborados pela Natália os desenhos e respectivos comentários no formato de gibi. O diálogo proposto foi idealizado em um laboratório fictício de microbiologia de uma escola pública denominada de  “Escola Técnica Liceu Louis Pasteur”.

Foi utilizado como suporte principal para a confecção do gibi um material didático preparado anteriormente por Ceribelli et al. (2012): Microrganismos: Qual a sua importância na nossa vida  “que foi resultado anterior de um projeto com apoio da Pró-reitoria de Cultura e Extensão Universitária (2011/2012).  Espera-se que este material possa ser divulgado e utilizado por todos aqueles que amam a leitura e que atinjam as crianças e jovens. E que também seja uma fonte de inspiração e motivação para aqueles que desejam aprender sempre mais em suas vidas. Finalmente, este trabalho foi redigido em uma linguagem especialmente voltada para professores e estudantes do ensino fundamental e médio.

CONCLUSÃO: É um projeto que teve como finalidade a preparação de um material didático diferente em formato de gibi. A proposta foi contribuir para enriquecer o conhecimento dos alunos desde o período pré-ingresso à Universidade. E, também ampliar a formação dos bolsistas na área de Cultura e Extensão Universitária, pois levará o conteúdo científico apresentado de forma simples, visando atingir um público alvo, e em especial, fora do meio acadêmico.

AGRADECIMENTOS: Gabriela Romano Ulian e Natália Campari de Souza Luz agradecem à Pró-reitoria de Cultura e Extensão pelo apoio ao projeto e pelas bolsas. Os autores agradecem ao Instituto de Química de São Carlos da Universidade de São Paulo pela oportunidade em desenvolver este projeto. À Comissão de Cultura e Extensão do IQSC pela análise e encaminhamento do Projeto.


Número do Projeto: 8595 – IQSC – Exatas

Organização de Eventos Mais Sustentáveis:– Da Teoria à Prática

Coordenador: Maria Teresa do Prado Gambardella

Todos os anos o campus USP – São Carlos não só realiza, como também abriga diversos eventos os quais, devido ao envolvimento com alimentação, circulação de pessoas, divulgação, etc., geram impactos socioambientais. Devido a isto, em conjunto com o USP Recicla, deu-se início ao projeto Organização de Eventos mais Sustentáveis – da Teoria à Prática como forma de auxiliar as comissões organizadoras a reduzir os impactos gerados por esses eventos. O projeto se concentra na divulgação do Guia, obtendo progresso e ganhando notoriedade. Para tanto os bolsistas do projeto devem acompanhar essas comissões antes, durante e após o evento, garantido que o conteúdo do guia de eventos mais sustentáveis seja aplicado durante os eventos.

Apesar da tendência dos eventos tornarem-se mais sustentáveis a procura das comissões e o incentivo dos institutos ainda são pequenos. O que levou o USP Recicla a propor a criação de uma avaliação qualitativa para eventos acadêmicos que viria na forma do Selo. No entanto a criação do Selo não se mostrou viável devido à grande burocracia que seria enfrentada. Entendendo que o USP Recicla não possui competência para tanto, foi tomado como alternativa a criação de uma auto declaração, em que os próprios organizadores se avaliariam tendo como base um série de critérios predeterminados a serem seguidos.

Trabalha-se agora no desenvolvimento de uma declaração de sustentabilidade como forma de motivar a aplicação dos critérios de sustentabilidade descritos no Guia. De acordo com a bolsista Jussara Alves, trabalhar nesse projeto não só lhe proporcionou uma visão ampliada de tudo o que está por trás de um evento, bem como o impacto que este pode gerar ao meio ambiente, como também lhe deu um maior contato com vários assuntos no que se refere a ecologia, já que o USP Recicla abriga vários outros projetos ambientais.


Número do Projeto: 8638 – IQSC – Exatas

Avaliação do Perfil dos Egressos dos Cursos de Graduação de Química do Instituto de Química de São Carlos USP – FASE 2.

Coordenador: Benedito dos Santos Lima Neto

Co-responsável: Eliana Aparecida Barion Vidal

Introdução: Alterações curriculares em um curso visam atender demandas do mercado de trabalho para melhor inserção dos formandos. Isso tem ocorrido no curso de Bacharelado em Química em nossa instituição que iniciou em 1973. Atualmente o curso tem a opção fundamental, em adição às opções tecnológicas com ênfases em Alimentos, Ambiental, Gestão de Qualidade e Materiais. Temos buscado informações junto aos egressos quanto à análise das sucessivas mudanças curriculares e suas repercussões no mercado de trabalho.

Metodologia, Resultados e Discussões: O projeto como um todo, visa estabelecer vínculo com o ex-aluno do IQSC e conhecer sua atuação profissional ao longo dos 40 anos de existência do Curso. Para tanto, criou-se a página www.egressos.iqsc.usp.br e um facebook com o intuito de manter contato com os ex-alunos e coletar as informações desejadas. No website, o egresso pode consultar o atual corpo docente, uma linha do tempo com fotos e documentos históricos além de fazer seus cadastro de egressos e responder a um questionário sobre sua carreira acadêmica e profissional.

Com dados coletados junto ao Serviço de Graduação/IQSC informações numéricas do perfil dos egressos, observou-se a queda da evasão nos últimos anos e aumento do número de egressos a partir da década de 80. Uma possibilidade desse fato é a instituição ter incluído disciplinas tecnológicas na grade curricular. Isso é muito evidente com o aumento de vagas acompanhado pelo aumento de egressos. Observa-se uma estabilização na evasão, que pode ser uma consequência desse fato, mas não podem ser descartados programas de inclusão.

A implementação das ênfases parece ser também um aspecto positivo nesse balanço de números. É sabido que as ênfases permitiram uma maior facilidade no ingresso junto ao setor industrial. Foi interessante observar que a procura pelo curso de química não teve uma diferença entre o público masculino e feminino. Porém, percebeu-se oscilações nas escolhas das ênfases pelo público feminino, enquanto que o público masculino apresentou um padrão nas escolhas. Ainda, em ambos os casos, notou-se uma diminuição na procura por Alimentos e aumento na procura por Materiais.

Foi apresentado a atividade corrente de 308 egressos: 116 trabalham em empresa na área de química, 45 trabalham em universidades, e 80 são estudantes de pós-graduação- em adição, 37 mudaram de área e 10 não atuam no momento.   Conclusão: O estudo tem revelo que ao longo dos anos, aumentou o número de egressos, o que pode ter correspondência com a necessidade em se adequar o currículo ao mercado. É importante que a instituição esteja atenta às perspectivas de seus alunos ao fazerem suas opções frente a uma formação de profissionais qualificados.


Número do Projeto: 7707 – PUSP-SC – Exatas

Aplicação e Divulgação de Ações no Tratamento de Resíduos Químicos Gerados no Campus USP São Carlos

Coordenador: Dagoberto Dario Mori

Co-responsável: Maria Cecilia Henrique Tavares Cavalheiro

O Laboratório de Resíduos Químicos (LRQ) do campus de São Carlos tem a função de gerenciar os resíduos químicos gerados no campus para que estes não agridam o meio ambiente e recuperá-los para serem  reutilizados novamente pelos laboratórios.    Os processos utilizados para o tratamento de resíduos compreendem a recuperação de solventes, neutralização de soluções contendo sais de metais e o descarte adequado de resíduos.

Através de um papel social, o laboratório  informa e ensina a todos os usuários produtores de resíduos como laboratórios diversos que possuam produtos químicos e até mesmo oficinas mecânicas.

O Laboratório de Resíduos Químicos conta com três pequenas áreas construídas: um laboratório, um abrigo e um escritório que assessora sua operação, tratando em média 300 L resíduos/mês.