Artes Visuais






ARTES VISUAIS

Na categoria Artes Visuais, contemplam-se as seguintes subcategorias:

Desenho, Escultura, Objeto, Fotografia, Gravura, Instalação, Site specific, Multimídia, Vídeo, Arte sonora, Net art, Performance e Pintura.

“É preciso ampliar a discussão sobre os cânones de valor de imagem não só para as áreas de conhecimento discursivo e científico da Universidade de São Paulo mas também para o público em geral (…)” 

Foi com essa frase, que viria a compor o primeiro catálogo do então Projeto Nascente 1, que a professora e diretora do Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC USP), Ana Mae Barbosa, deu início à exposição de artes dos finalistas do primeiro concurso artístico da USP, o Projeto Nascente, que foi realizada entre os dias 19 e 29 de novembro de 1991, no Centro de Artes do Campus de Ribeirão Preto. A proposta de elevar a discussão sobre o fazer artístico para além do locus do conhecimento acadêmico sobre as artes e expor a produção dos estudantes da USP para fora dos muros da academia foi uma constante da iniciativa que em 2019 completa 28 anos.
De lá para cá o Nascente já revelou dezenas de artistas que hoje fazem parte e expõem nos circuitos nacionais e internacionais das artes.

Em todas as suas participações do concurso, a categoria Artes Visuais recebeu aproximadamente 796 inscrições. Na edição de 2018 premiou um trabalho e conferiu três menções honrosas. Além disso, o Nascente conta com uma singular comissão julgadora, as obras que participaram no ano de 2018 foram analisadas e julgadas por especialistas renomados: o professor João Musa, a professora e artista plástica Dora Longo Bahia e o artista plástico e professor Paulo Pasta.

Confira os finalistas e premiados da categoria Artes Visuais da edição 2018 do Nascente USP

A cerimônia de premiação Nascente USP 2018 aconteceu em novembro, dia 30, no Auditório István Jancsón, no campus da USP capital. O concurso premia apenas os primeiros colocados em cada categoria. O valor do prêmio é de R$ 4 mil, sendo dividido entre até 2 trabalhos ganhadores.

Em 2018 o trabalho da subcategoria Pintura de Henrique Detomi, aluno da Escola de Comunicações e Artes – ECA, foi o único vencedor da categoria Artes Visuais| 26º Nascente USP. Além do premiado houve três menções honrosas – Raquel Harumi de Sá, Antônia Midena Perrone e Gabriel Ussami – pelo destaque das produções artísticas.

Neste ano o concurso recebeu 156 inscrições na categoria Artes Visuais, numa segunda etapa, foram finalistas 21 produções artísticas, das quais a comissão julgadora composta por três jurados, todos especialistas na área, escolheu o polípticos de Henrique Detomi como ganhador, após analisar todas as subcategorias de Artes Visuais.

Trabalho Premiado

A obra denominada “Sem Título” da série Estado Transitório é composta por quatro pinturas, a técnica utilizada é óleo sobre tela. Segundo o artista, Henrique Detomi,  sua intenção foi representar paisagens naturais inserindo silhuetas de prédios de São Paulo. Dessa forma, questiona as noções pré-estabelecidas pelo imaginário humano entre paisagem natural e artificial, remetendo a uma imagem construída pela mente.

O trabalho premiado do artista Henrique Detomi em galeria.

Em minha produção, penso a paisagem como um objeto dinâmico, passível de mutação e constantemente reformulado pelo imaginário humano. Quando a pintura mostra uma paisagem ela enquadra um espaço e conduz o olhar por entre os planos pictóricos. Nesse sentido a pintura cerceia espaços para construir um lugar de reflexão sobre aquilo que nos cerca, que em algum momento nós a chamamos de paisagem. Manter essa paisagem em constante processo de reconstrução é uma forma que encontro para evidenciar o quanto ela em si é um conceito em aberto. Me coloco como um construtor de paisagens, propondo intervir no imaginário da paisagem, questionando a noção da realidade. Aponto para a necessidade de discutir o complexo Paisagem Natural X Paisagem Artificial, e para tanto, nesta série, elegi a paisagem urbana do centro de São Paulo, o skyline que circundava meu atelier durante a residência, onde utilizo das silhuetas dos prédios como primeira camada de paisagem, e então crio paisagens naturais que constituem uma segunda camada. Os prédios aparecem na pintura apenas pelo seu contorno já que são realizadas com máscaras e deixam aparente a base de preparo da tela, como uma parte inacabada da pintura. Desta maneira, além de colocar em evidência as duas noções de paisagem, crio num paralelo que perturba a real existência física dos dois, remetendo a uma imagem construída pela mente, uma ilusão ou um devaneio.

[Texto fornecido pelo ganhador]