Nascente USP 2018 revela talentos da instituição

Sete categorias foram premiadas no tradicional programa da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária criado em 1990

 

Por Sandra Lima / Fotos: Camila Previato Guimarães 

A noite de premiação do Nascente USP 2018, em sua 26ª edição, foi repleta de emoção. Na sexta-feira, 30 de novembro, o público lotou o auditório da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin. Todos acompanharam as apresentações dos finalistas de Música Popular, intercaladas pelo anúncio dos vencedores de outras categorias.

O coordenador do programa Nascente USP, Claudio Mubarac, e a pró-reitora adjunta de Cultura e Extensão Universitária, Margarida Maria Krohling Kunsch, deram as boas-vindas ao público. Kunsch destacou que “esse prêmio é significativo porque se manteve com qualidade ao longo dos anos e mostra o potencial dos nossos estudantes. Agradeço a todos que submeteram seus trabalhos”.

Mubarac ressaltou a qualidade dos 548 trabalhos inscritos, num total de 621 inscrições de alunos de graduação e pós-graduação. “Esses trabalhos refletem a arte produzida na Universidade e que pode ser conferida na cidade de São Paulo. Fizemos uma parceria com o Centro Maria Antonia, localizado no centro da cidade, e, a partir do ano que vem, teremos mais espaço para as mostras do programa”.

O primeiro vencedor anunciado foi Leandro Isaac Mota, na categoria Música Erudita. Ele fez uma interpretação ao piano da obra Prólogo Discurso e Reflexão do compositor brasileiro Ronaldo Miranda, docente da Escola de Comunicações e Artes (ECA), que completou 70 anos em 2018. “Sempre acompanhei vários colegas participando do Nascente, mas ganhar na primeira vez que participo foi acima das minhas expectativas”, disse Mota, que também é aluno da ECA.

A festa, que teve como mestres de cerimônia os alunos de Relações Públicas Gustavo  Oliveira da Mata e Fernanda Motta, continuou com o anúncio dos vencedores da categoria Artes Cênicas. O prêmio foi dividido pelas peças Mariposas, com direção de Juliana Piesco (ECA), e Um homem é um homem, de Bertold Brecht, na subcategoria interpretação em grupo, realizada pela 67ª turma da Escola de Arte Dramática (EAD/ECA/USP).

Juliana, que já havia participado do Nascente em 2016 como atriz de um espetáculo, conta que Mariposas foi resultado de um processo colaborativo do grupo formado apenas por mulheres e que necessariamente não poderiam trabalhar com um texto pronto. “Optamos por criar uma narrativa sobre mulheres. São recortes das cenas da vida de quatro irmãs da República Dominicana, que lutaram pela liberdade durante a ditadura de Rafael Trujillo”, explica.

A obra Contato, de Fernando Ise Dias e Hernandez Borba, ambos da ECA, ganhou na categoria Audiovisual. Já a série Estado Transitório de Henrique Detomi (ECA), foi a vencedora na categoria Artes Visuais. Em Design, a dupla Ciro Rocha e Horrana Soares, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), ganhou com Ensino na FAU: por quem? para quem?. Trata-se de uma intervenção concebida coletivamente durante a greve de estudantes de 2018.

O conto Um corpo indivisível, de Paulo Ricardo Gomides Abe, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), e a poesia Caber fora, se habitar, de Rafael Baldam, do Instituto de Arquitetura e Urbanismo de São Carlos(IAU), ganharam na categoria Texto. Baldam, aluno de pós-graduação em Arquitetura, explicou que foi seu primeiro trabalho em poesia. “Escrevi baseado na ideia de habitar, que vem da Arquitetura. Queria experimentar!”

Duas obras também dividiram o prêmio na categoria Música Popular: Zarabatana, dos irmãos Gustavo Santhiago Costa Pinto (ECA) e Ricardo Santhiago Costa Pinto (IAU), e Regional Mistura, de Salomão Sidharta Jesus dos Santos (ECA), que participou do Nascente pela primeira vez.

 Confira os vencedores e as menções honrosas do Nascente USP 2018

Confira as imagens da premiação Nascente USP 2018:

Por Comunicação Institucional - PRCEU

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