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Os fatos históricos que marcaram as conquistas das mulheres

4 de junho de 2018 - Mulheres
Os fatos históricos que marcaram as conquistas das mulheres

O dia 8 de março, o dia da mulher, é um marco na luta pelos direitos das mulheres ao redor do mundo. Se fosse possível retroceder no tempo e contar para um cidadão do começo do século 20 que as mulheres, hoje, votam, tem média de escolaridade maior que a dos homens, governam países e estão inseridas amplamente no mercado de trabalho, talvez o sujeito não acreditasse no relato.

No entanto, a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres ainda está longe do ideal. Para entender as diferenças entre homens e mulheres no mercado de trabalho, por exemplo, a PNAD -(Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), de 2007, diz que a equiparação de salários só deve acontecer daqui a 87 anos, para mulheres e homens que executam as mesmas funções. 

Em 1827, por meio de uma lei, as mulheres brasileiras foram autorizadas a frequentar a escola. No entanto, a lei garantiu acesso apenas às escolas elementares. No mundo, o movimento feminista surgiu como uma forma de reivindicar o acesso à educação e muitos outros direitos básicos. As origens do movimento estão atreladas aos acontecimentos da década de 1960. Nesta época, com o surgimento da pílula anticoncepcional,  as mulheres conquistaram maior autonomia sexual. Escritoras como Simone de Beauvoir e Betty Friedan ganharam espaço por buscarem desconstruir o papel então convencionado para a mulher na sociedade.

Um caso emblemático desse período aconteceu no dia 7 de setembro de 1968, quando centenas de mulheres de vários partes dos Estados Unidos saíram às ruas de Atlantic City e protestaram contra os estereótipos femininos e a “ditadura da beleza”. A ideia era fazer uma queima coletiva de sutiãs. No entanto, o plano não foi concretizado.

 

A famosa imagem da mulher de lenço na cabeça mostrando o braço surgiu quando a operária Geraldine Hoff posou de modelo para J.Howard Miller. O artista usou a imagem como propaganda durante a Segunda Guerra Mundial. O cartaz converteu-se em um símbolo para as mulheres que assumiram postos de trabalho em substituição aos homens que serviam às forças armadas americanas

Em 1961, a comercialização da pílula anticoncepcional causou uma revolução de costumes e liberdade sexual. A pílula foi desenvolvida por dois médicos americanos, Gregory Pincus e Carl Djarassi, com incentivo da feminista e ativista social Margaret Sanger e financiamento de Katharine McCormick, uma rica herdeira industrial.

Simone de Beauvoir foi uma pensadora do movimento feminista durante os anos 1960 que ganhou destaque pela busca de desconstruir o papel então convencionado para a mulher na sociedade. Na foto, Beauvoir se encontra com o filosofo francês Jean Paul Sartre (com quem mantinha um relacionamento aberto) e com o líder argentino Che Guevara, em Cuba.

A bióloga Bertha Lutz é a principal articuladora do período em que as mulheres brasileiras conquistaram o direito ao voto, em 1932. A filha do cientista Adolfo Lutz foi uma das idealizadoras do Partido Republicano Feminino. No poder, trabalhou para mudar a legislação trabalhista no que dizia respeito ao trabalho feminino e infantil.

 

Em 1934, Carlota Pereira de Queiroz é eleita a primeira deputada do Brasil.

A farmacêutica cearense Maria da Penha Maia Fernandes exigiu na justiça que seu agressor fosse condenado. Sua luta virou modelo para a Lei 11.340 que aumentou o rigor nas punições para violência doméstica ou familiar no Brasil.

A Constituição de 1932 garantiu os primeiros votos de mulheres no Brasil e 78 anos depois Dilma Rousseff é eleita a primeira presidente do país.