
“Nós, da comissão julgadora desta edição do Nascente USP, procuramos contemplar as diversas linguagens apresentadas pelos artistas inscritos. Optamos, ao longo de nosso debate, estabelecer critérios justos e claros: apontar trabalhos que já expressam uma maturidade na elaboração, experimentações que testam os limites da linguagem escolhida e temas complexos que revelam conexão com problemas atuais. Mas sabíamos também, que qualquer julgamento não contemplaria a totalidade das manifestações. Isso não significa demérito dos não aceitos. Apenas demonstra que seria impossível julgar e não escolher.
Os trabalhos selecionados, na sua maioria, apresentam uma formatação eficaz de conteúdos presentes no que seria o panorama contemporâneo, implicando em uma visão crítica deste, evidenciada por escolhas que podem ser tanto políticas quanto estéticas.
Isso se torna visível principalmente na transitoriedade, na indefinição e na ambiguidade, conteúdos constitutivos de nossa forma social. Sabemos que toda forma social encontra projeção também na forma artística e notamos que, nestes trabalhos, essa questão se torna flagrante. As obras selecionadas são, neste sentido, aquelas que conseguiram unir com êxito essa forma social a procedimentos plásticos.
Esperamos com isso, também, propor uma reflexão sobre a produção artística na universidade, oferecendo assim uma ocasião para um debate sobre as diversas questões e formas aqui surgidas.
Como já disse Paul Klee, a arte não reproduz o visível, torna visível as coisas. Este pensamento esteve subjacente a todo processo de seleção e premiação. Em tempos sombrios e incertos, como o que estamos vivendo, a prática artística, na sua forma mais ampla e plural, é aquilo que torna a realidade menos rarefeita, nos encorajando para seguir em frente.”
Unidade de ensino: Escola de Comunicações e Artes (ECA)
Curso: Artes Visuais
Subcategoria: Pintura
Parte de uma série de pinturas, óleo sobre tela, em que represento paisagens naturais inserindo silhuetas de prédios de São Paulo. Dessa forma, questiono as noções pré-estabelecidas pelo imaginário humano entre paisagem natural e artificial, remetendo a uma imagem construída pela mente.
Em minha produção, penso a paisagem como um objeto dinâmico, passível de mutação e constantemente reformulado pelo imaginário humano. Quando a pintura mostra uma paisagem ela enquadra um espaço e conduz o olhar por entre os planos pictóricos. Nesse sentido a pintura cerceia espaços para construir um lugar de reflexão sobre aquilo que nos cerca, que em algum momento nós a chamamos de paisagem. Manter essa paisagem em constante processo de reconstrução é uma forma que encontro para evidenciar o quanto ela em si é um conceito em aberto. Me coloco como um construtor de paisagens, propondo intervir no imaginário da paisagem, questionando a noção da realidade. Aponto para a necessidade de discutir o complexo paisagem natural X paisagem artificial, e para tanto, nesta série, elegi a paisagem urbana do centro de São Paulo, o skyline que circundava meu atelier durante a residência, onde utilizo das silhuetas dos prédios como primeira camada de paisagem, e então crio paisagens naturais que constituem uma segunda camada.
Os prédios aparecem na pintura apenas pelo seu contorno já que são realizadas com máscaras e deixam aparente a base de preparo da tela, como uma parte inacabada da pintura. Desta maneira, além de colocar em evidencia as duas noções de paisagem, crio num paralelo que perturba a real existência física dos dois, remetendo a uma imagem construída pela mente, uma ilusão ou um devaneio.
Sem título #1 da série Estado transitório
óleo sobre tela | 20 x 30 cm | 2017Sem título #2 da série Estado transitório
óleo sobre tela | 30 x 30 cm | 2018Sem título #3 da série Estado transitório
óleo sobre tela | 40 x 60 cm | 2018Sem título #4 da série Estado transitório
óleo sobre tela | 60 x 120 cm | 2018
Unidade de ensino: Escola de Comunicações e Artes (ECA)
Curso: Artes Visuais
Subcategoria: Pintura
Série de três trabalhos, de dimensões similares, que associam imagens impressas, pintura e a técnica de encáustica (em parafina ou cera de abelha).
Sem título #1 da série Sem Título
impressão, acrílica e parafina sobre madeira | 52 x 39.5 cm | 2018Sem título #2 da série Sem Título
serigrafia, nanquim e parafina sobre cartão | 50 x 37.5 cm | 2018Sem título #3 da série Sem Título
impressão e cera de abelha sobre madeira | 50 x 38 cm | 2018
Unidade de ensino: Escola de Comunicações e Artes (ECA)
Curso: Artes Visuais
Subcategoria: Pintura
Série formada por duas encausticas desenvolvidas a partir de estudos sobre a vanguarda Russa, utilizando como referências Malevich, Chagall, Lissitzky e Yakerson, produzidas em 2018. Propõe-se uma rediscussão entre esquemas de composição, procedimentos e representação deste período histórico.
Sem título #1 da série Sem Título encáustica sobre madeira | 50 x 65 cm | 2018
Sem título #2 da série Sem Título encáustica sobre madeira | 50 x 65 cm | 2018
Unidade de ensino: Escola de Comunicações e Artes (ECA)
Curso: Artes Visuais
Subcategoria: Instalação
Trata-se de uma instalação com uma peça de MDF e três papéis fotográficos; dependendo da iluminação (se desejável pela curadoria), a peça de MDF projeta na parede imediatamente atrás a figura de uma cadeira, uma projeção que pareceria “verdadeira”, isto é, advinda de uma cadeira utilizável, se não traçássemos seu rastro no objeto que a produz, peça muito fina e, portanto, frágil para suportar um peso humano, bem como nem um pouco ergonômica.
As imagens presentes no papel fotográfico desejam provocar uma narrativa, ao sugerir ou a materialização da sombra de uma cadeira, como que recortada do papel, ou, assim como o objeto de MDF, uma tentativa inútil de apreender uma sombra, que se comporta de um jeito diferente a cada tentativa, gerando uma sensação de estranheza em ambos os casos ao se escolher uma projeção em detrimento de seu referente do “mundo real”, motivo de desejo mais comum da fotografia.
Unidade de ensino: Escola de Comunicações e Artes (ECA)
Curso: Doutorado em Artes Visuais
Sem Título tem exibição no formato de áudios, feitos através da transcrição das frases de texto para áudios com vozes sintetizadas por computador (vozes robóticas). As frases procuram dialogar com o espectador ao utilizarem, em algumas delas, o pronome de tratamento “você” e pronomes possessivos na segunda pessoa.
Procura trazer reflexões sobre o tempo, a existência, relações e comportamentos sociais. Partindo de ficções exageradas, ironizam, através de criações de situações irreais, sobre como lidar com o tempo, com a existência e etc. Tratam, no geral, dos diferentes modos de existência social: repetitivos, mecanizados, ficcionais (diante de diversas situações), poéticos, surreais (que dialogam ironizando e em algumas vezes resistindo à mecanicidade diária).
Algumas frases se referem a absurdos, como: controlar emoções, reservando horários para chorar ou negociar o tempo através de devoluções e empréstimos. Algumas vezes, as falas se ligam à ficção científica, recursos futurísticos, exemplo: sintetizar sentimentos ou questionar o espectador com perguntas existenciais: “o que deu certo?”.
Com esse formato de exibição em áudio por vozes sintetizadas, procuro trazer um estranhamento quando abordo sentimentos, modos de vida e de se comportar sendo proferidos por vozes robóticas, tratando um pouco do pós-humano e trazendo uma ambiguidade tanto sobre quem está falando aqueles áudios é um robô? É um humano usando vozes sintetizadas? Os robôs terão sentimentos, comentarão sobre a existência, sobre sentimentos futuramente?
áudio | áudio 11’28” on looping | 2018
Unidade de ensino: Escola de Comunicações e Artes (ECA)
Curso: Mestrado em Artes Visuais
Projeto: Estudo para paisagens em movimento
Desenho elaborado dentro do contexto do projeto Estudo para paisagens em movimento que buscou se debruçar sobre múltiplas paisagens em dissolução da metrópole paulistana, explorando-as a partir de caminhadas e do olhar atento do desenho, contrapondo-se à veloz dinâmica urbana e ao ritmo frenético das transformações espaciais.
Sem título #1 do projeto Estudo para paisagens em movimento
carvão sobre papel | 125 x 200 cm | 2018
Unidade de ensino: Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH)
Curso: Têxtil e Moda
Ensaio fotográfico realizado na cidade de São Paulo entre março e junho de 2018. Fotografias digitais com smartphone Galaxy J7 13MP, edição em Photoshop e Lightroom. As fotografias compõem um políptico.
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Reflexos urbanos | políptico #1
impressões em jato de tinta sobre papel de algodão Hahnemühle Photo Matt Fibre 200g fosco | 10 x 13,4 cm | 2018
Unidade de ensino: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU)
Curso: Arquitetura e Urbanismo
Retratou-se o porto de Santos a partir da geografia, do movimento da água e da presença humana no espaço. O porto é visto como um fato da natureza, tal como uma gruta, um cardume de peixe ou um formigueiro, pois o ambiente natural é engenhosamente reorganizado para permitir a existência humana.
Sem título #1
da série Porto de Santos – a geografia, as águas e a presença humana
impressões em jato de tinta sobre papel de algodão a partir de negativo 35 | 30 x 20 cm | 2018Sem título #3
da série Porto de Santos – a geografia, as águas e a presença humana
impressões em jato de tinta sobre papel de algodão a partir de negativo 35 | 30 x 20 cm | 2018Sem título #4
da série Porto de Santos – a geografia, as águas e a presença humana
impressões em jato de tinta sobre papel de algodão a partir de negativo 35 | 30 x 20 cm | 2018
Unidade de ensino: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH)
Curso: Filosofia
Série: Três lagoas, Centro-Oeste, Brasil
A busca da série é por compreender o espaço de intersecção, através da arquitetura, entre os locais abertos e fechados de uma cidade incrustada a força, sem tradição, em uma das imensas planícies brasileiras. Sobra terra, mas ela não é compartilhada.
Três Lagoas, Centro-Oeste, Brasil #1
da série Três Lagoas, Centro-Oeste, Brasil
impressão em jato de tinta sobre papel de algodão Hahnemühle Photo Rag Ultra Smooth | 111 x 74 cm | 2017
Três Lagoas, Centro-Oeste, Brasil #4
da série Três Lagoas, Centro-Oeste, Brasil
impressão em jato de tinta sobre papel de algodão Hahnemühle Photo Rag Ultra Smooth | 111 x 74 cm | 2017
Unidade de ensino: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU)
Curso: Arquitetura e Urbanismo
Alphaville Residencial é um projeto que propõe, através da fotografia, uma reflexão sobre o fenômeno sócio-espacial dos condomínios fechados, seu repertório simbólico e idealizado, assim como busca trazer à tona questões da vida (não)urbana e da psicologia social. O presente projeto toma como objeto de pesquisa principalmente o condomínio Alphaville Residencial 1, o primeiro loteamento fechado construído no bairro de Alphaville. De modo clínico e objetivo, as imagens selecionadas demonstram o interior do condomínio, as casas, seus jardins, portões de entrada, calçadas, e diversos elementos que representam a busca pela utopia de segurança. O espaço mostra-se como como artificial e vazio, ao mesmo tempo que carrega em si todos os signos e desejos envolvidos em sua concepção. A série é composta por 5 obras – três dípticos (selecionados como finalistas) e duas fotografias individuais.
Alameda Holanda | díptico #1
impressão em jato de tinta sobre papel Epson Photo Paper Luster a partir de negativo 120, montada em foam board | 70 x 62 cm | 2017Alameda Moscou | díptico #1
impressão em jato de tinta sobre papel Epson Photo Paper Luster a partir de negativo 120, montada em foam board | 70 x 62 cm | 2017Alameda Áustria | díptico #2
impressão em jato de tinta sobre papel Epson Photo Paper Luster a partir de negativo 120, montada em foam board | 70 x 62 cm | 2017Alameda Suíça | díptico #2
impressão em jato de tinta sobre papel Epson Photo Paper Luster a partir de negativo 120, montada em foam board | 70 x 62 cm | 2017
Alameda França #1 | díptico #3
impressão em jato de tinta sobre papel Epson Photo Paper Luster a partir de negativo 120, montada em foam board | 70 x 62 cm | 2017
Alameda França #2 | díptico #3
impressão em jato de tinta sobre papel Epson Photo Paper Luster a partir de negativo 120, montada em foam board | 70 x 62 cm | 2017
Unidade de ensino: Escola de Comunicação e Artes (ECA)
Curso: Artes Visuais
Série: Paisagem interior
Paisagem interior é uma série de cinco fotografias digitais impressas sobre rice paper; dentre elas, duas foram selecionadas como finalistas do Nascente 2018.
Sem título #1 da série Paisagem interior
impressão em jato de tinta sobre papel Rice Paper | 39 x 55,5 cm | 2018Sem título #2 da série Paisagem interior
impressão em jato de tinta sobre papel Rice Paper | 40,5 x 45 cm | 2018
Unidade de ensino: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU)
Curso: Mestrado em Arquitetura e Urbanismo
Série: Praia do Sol
A série Praia do Sol registra uma das praias urbanas da Represa Guarapiranga. Esse lugar contraria – reverte? – a traumática relação da metrópole paulistana com a água. As fotografias ampliam [e estranham] o imaginário da paisagem de São Paulo. Dentre as fotografias que compunham a série, duas foram selecionadas como finalistas.
Praia do sol, n. 51 da série Praia do Sol
impressão fine art sobre papel Hahnemühle Photo Rag Ultra Smooth
90 x 60 cm | 2017Praia do sol, n. 73 da série Praia do Sol
impressão fine art sobre papel Hahnemühle Photo Rag Ultra Smooth
90 x 60 cm | 2017
Unidade de ensino: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU)
Curso: Design
Inspirado em um dia nublado, Monocromia sem visão mostra estruturas do espaço urbano paulistano: grandes blocos de concreto, monocromáticos e sem aberturas ou janelas Assim como em um dia repleto de nuvens, onde as cores ficam lavadas, não há grande contraste e a visão é enfraquecida, as construções das fotografias representam um paralelo, pálidas e que cortam o olhar.
Sem título #1 da série Monocromia sem visão
impressão em jato de tinta sobre papel de algodão | 60 x 40 cm | 2017Sem título #4 da série Monocromia sem visão
impressão em jato de tinta sobre papel de algodão | 60 x 40 cm | 2017
Sem título #5 da série Monocromia sem visão
impressão em jato de tinta sobre papel de algodão | 60 x 40 cm | 2017
Unidade de ensino: Escola de Comunicação e Artes (ECA)
Curso: Artes Visuais
Série: Igarapava
Igarapava foi composta a partir de um ensaio fotográfico com três imagens digitais; dentre essas, «Clube da madrugada» foi selecionada como finalista.
Clube da madrugada da série Igarapava
impressão em jato de tinta sobre papel algodão | 58 x 88 cm | 2018
O retrato, originalmente em preto e branco, é uma imagem colorida e manipulada digitalmente de Ísis de Oliveira, estudante de Letras da USP, brutalmente assassinada pela ditadura militar. A obra busca resgatar a memória dos militantes da USP, dos 50 anos desde 1968 e de divulgar o Relatório Final da Comissão da Verdade da USP, lançado no início deste ano.
68/18
impressão digital base solvente | 118,9 x 84,1 cm | 2018
Unidade de ensino: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU)
Curso: Arquitetura e Urbanismo
O trabalho é resultado de experimentações com a técnica da monotipia realizadas em radiografias da coluna da artista. As três imagens são sustentadas cada qual por um suporte de ferro, presos ao teto com cabos de aço,o que cria diferentes sensações e jogos em relação ao espaço e à luz.
Tensões
monotipia em radiografia | 43 x 35cm | 2017 – 2018
Unidade de ensino: Escola de Comunicação e Artes (ECA)
Curso: Artes Visuais
A série Reparo contrasta uma colagem de corpos de mulheres fragmentados em uma vitrine serigrafada sobre diversos suportes como fita isolante, gaze, esparadrapo e veludo. O limite entre o visível e o não visível da imagem fotográfica enfatiza a tensão entre o objeto fotografado e a textura inerente aos materiais sobre os quais é impresso, trazendo à tona uma reflexão entre o que pode ou não pode ser exposto.
Reparo (fita isolante)
serigrafia sobre papel e fita isolante adesiva | 30 x 42 cm | 2017
Reparo (fita isolante)
serigrafia sobre papel e fita isolante adesiva | 30 x 42 cm | 2017
Reparo (esparadrapo)
serigrafia sobre papel e fita esparadrapo | 30 x 42 cm | 2017Reparo (gaze)
serigrafia sobre papel e gaze | 30 x 42 cm | 2017
Unidade de ensino: Escola de Comunicação e Artes (ECA)
Curso: Artes Visuais
A encruzilhada é um símbolo presente nas culturas bantu, nagô e iorubá e é o lugar da cultura negra afro-americana (Leda Martins 1996). Sobre essa perspectiva, cruzo meios plásticos como a serigrafia, o desenho, a manipulação digital com poesia e a música.
Foda-se
impressão em jato de tinta e áudio | 100 x 100 cm + áudio 2’52” on looping | 2017
Unidade de ensino: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH)
Curso: Letras
Projeto: Desencapados
Ambos os documentos compõem, juntos de outros, o projeto “Desencapados”, que consiste em poemas escritos a mão sobre documentos burocráticos da vida de seu autor, transitando entre literatura, artes visuais e performance.
Título sujeito a protesto
caneta esferográfica sobre papel | 90 x 296 mm | 2016
Unidade de ensino: Escola de Comunicação e Artes (ECA)
Curso: Artes Visuais
O trabalho é composto por lâmpadas que já foram usadas e estão queimadas. Elas estão coladas lateralmente e são empilhadas em seis camadas de 12 lâmpadas. Uma das lampadas é revestida por um tecido rosa, de maneira a quebrar a lógica de disfunção e repetição imposta pelo objeto.
Daniel Flavio
Daniel Flavio
Unidade de ensino: Escola de Comunicação e Artes (ECA)
Curso: Artes Visuais
Série de pinturas composta por dois grupos diferentes da tabela do jogo do bicho. A escolha dos animais se deu por acaso, pela sorte, tal qual o funcionamento do próprio jogo. Essas pinturas são como um outdoor que não possui proporções suficientes para estarem imersos na paisagem da cidade ou como figurinhas gigantes que também não possuem proporção para estarem em um álbum. Os bichos são diferentes entre si: cada um possui características específicas, talvez narrativas que estejam subentendidas; pode ser cartão de aposta no jockey, pode ser posto de gasolina que não existe mais. Mas são grupos, cabeça ou milhar. São jogatina. E as frases — tiradas de casa de bicheiro ou de entrevistas de jogador de futebol — funcionam justamente como dispositivo que reiteram o lugar desses bichos.
grupo 11 da série BICHOS
óleo, acrílica e giz pastel sobre lonita | 207 x 147 cm | 2017grupo 22 da série BICHOS
óleo, acrílica e giz pastel sobre lonita | 207 x 147 cm | 2017
Unidade de ensino: Escola de Comunicação e Artes (ECA)
Curso: Programa de Pós-Graduação em Meios e Processos Audiovisuais
Beleza – ela só é verdadeira quando justa. Intertítulos – poucas palavras podem simbolizar históricos regimes de opressão. Itaipu – fantasmagoria visual como não-esquecimento dos desastres do desenvolvimentismo nacional.