Resumo dos projetos da área de Humanas – 5º Simpósio

Número do Projeto: 10713– CDCC– Humanas

Cineclube CDCC

Coordenador: Valter Luiz Líbero

 

Todo sábado, às 20 horas, o CDCC oferece para a população em geral uma programação de filmes previamente selecionados que contemplam obras de fomento social, histórico, cultural e metafísico; e assim, procura incentivar o senso crítico e de reflexão do público e também aproximá-lo do cinema-arte, cada vez mais distante das salas comerciais de cinema. Cada programação é feita com antecedência pelo aluno-bolsista, que tem a incumbência de pesquisar títulos adequados à proposta do projeto e conseguinte assisti-los para então resenhá-los e divulgá-los em folders, distribuídos na portaria antes do início da sessão e cartazes que são colados em murais por toda a cidade. Na internet, o Cineclube também tem presença assídua com a divulgação constante pela página do Facebook e eventual comparecimento em sites e blogs locais. Durante a sessão, a recepção do público é acompanhada pelo aluno-bolsista, responsável por orientá-los e responder suas dúvidas. No dia-a-dia, para a execução destas tarefas, o bolsista tem a oportunidade única de assistir a filmes que não teria se não fosse pelo projeto, o que lhe permite um ganho cultural e um momento de descontração em relação aos focos da graduação, assim como receber estímulo para melhorar sua escrita, que não só refletirá sua visão do que foi assistido, como terá a responsabilidade de fazer o público se interessar por uma obra inicialmente desconhecida. Ao aluno-bolsista foram fornecidas instruções para organização do trabalho realizado, capacidade de comunicação com o público, expansão de senso crítico e, principalmente, desenvolvimento de suas habilidades em redigir resenhas de filmes. Também lhe foi necessário manuseio técnico de aparelhos audiovisuais utilizados na exibição do filme e capacitação em programas de editoração eletrônica. Na vigência do projeto, foram apresentados filmes nacionais e estrangeiros com destaque em festivais de cinemas e também aqueles pouco reconhecidos, mas que certamente inquietaram por suas abordagens críticas e excepcionais. Ao longo de todas as 39 sessões, no período de 01 de agosto de 2014 a 31 de julho de 2015, foram recepcionadas 827 pessoas de um público composto pela população de todas as idades e também pela comunidade universitária. Constante feedback é recebido destes espectadores, principalmente daqueles mais frequentes, que demonstram suas opiniões sobre os filmes que assistiram e recomendam títulos para que sejam usados nas programações futuras.Assim, o Cineclube cumpre seu papel sociocultural frente à comunidade e paralelamente permite o crescimento pessoal e intelectual daqueles que participam de sua construção.


 

Número do Projeto: 10716– CDCC– Humanas

 Cineclubinho CDCC

 Coordenador: Valter Luiz Líbero

 

Com a proposta de entreter e ensinar através de estímulos sonoros e visuais, tão comuns no cotidiano das crianças, o CDCC, através do Cineclubinho, oferece a esse público, nas manhãs dos sábados, cerca de duas horas de atividades com brincadeiras, projeções de trechos de filmes antigos e oficinas com técnicas de trucagens usadas nos primórdios da indústria cinematográfica. A história do cinema, a evolução tecnológica e os pioneiros que fizeram a história da Sétima Arte têm destaques nos roteiros de apresentação. Em homenagem a Charles Chaplin, o aluno-bolsista, usando maquiagem e figurinos próprios, transforma-se no “Charlito” que, com técnicas circenses de apresentação, interage com a plateia de forma cativante e divertida. Outro aluno-bolsista fica encarregado da sonoplastia. Em sincronia com o roteiro, cuida da sonorização da apresentação com um playlist de músicas, efeitos sonoros, vídeos, etc. Periodicamente, os alunos-bolsistas fazem revezamentos de funções para que possam desenvolver-se nas habilidades cênicas e nos conhecimentos técnicos de sonorização do trabalho. Em nada supera a participação presencial e as atividades lúdicas em grupo para as crianças mesmo que os passatempos com gadgets (smartfones, tablets, consoles portáteis etc.), estejam tão presentes no cotidiano delas. Nesta fase inicial do projeto, a elaboração de três roteiros temáticos (Primórdios do Cinema, Animação Stop-motion, Cinema 3D) tem contribuído para despertar a atenção das crianças (e dos adultos que as acompanham também!). Em média, 10 participantes comparecem nas sessões. Este número está aumentando pela divulgação do Cineclubinho cada vez mais intensa, seja pelos próprios participantes, pelas redes sociais, cartazes e imprensa local.


 

Número do Projeto: 10780– CDCC– Humanas

Educação Ambiental com Ênfase em Resíduos Sólidos

Coordenador: Salete Linhares Queiroz

 

Com a missão de atuar junto ao Ensino Básico na perspectiva de contribuir para a melhoria da educação e da divulgação da ciência, o Centro de Divulgação Cientifica e Cultural (CDCC) tem procurado auxiliar o trabalho do professor. Nessa perspectiva, uma das atividades desenvolvidas visando uma discussão entre os participantes sobre a problemática dos Resíduos Sólidos (RS) gerados é a visita científica monitorada ao Aterro Sanitário, à Injetora de Plástico do CDCC e ao Quintal Agroecológico. O objetivo deste projeto é desenvolver um programa voltado para a problemática dos RS que permita estimular os valores e reflexões sobre a sustentabilidade ambiental e discutir possíveis soluções, além de contribuir com a formação profissional do aluno bolsista. A atividade se inicia no CDCC com uma conversa entre os monitores e os participantes sobre os RS: sua relação com os problemas ambientais, sociais e de saúde, a quantidade de RS gerados e o princípio dos 3Rs. Os participantes recebem uma caneca personalizada com o objetivo de concretizar o Reduzir e, posteriormente, visitam o Quintal Agroecológico e a Injetora de Plástico do CDCC para conhecer e discutir o Reutilizar e o Reciclar, respectivamente. Finalmente vão para o novo Aterro Sanitário Municipal, onde podem refletir sobre tudo que foi discutido anteriormente. Tendo em vista a melhoria da atividade, após sua realização, monitor e professor avaliam a visita respondendo questionários. Com a reestruturação orçamentária da USP não foi possível ao CDCC disponibilizar ônibus para as escolas públicas participarem das visitas com seus alunos, o que levou a uma diminuição drástica do número das mesmas. Outro fator que pode ter contribuído para tal diminuição é o aumento da distância a ser percorrida até o novo Aterro Sanitário, exigindo mais tempo para a realização da visita, o que tem levado o professor  a solicitar que esta seja limitada aos espaços do CDCC. Visando ao atendimento dessa demanda, a visitação ao Quintal foi inserida no roteiro do projeto. No local é possível observar e discutir propostas de ação como a reutilização e a reciclagem de resíduos: a composteira e o minhocário remetem à questão da reciclagem de alimentos, enquanto os canteiros, as hortas (vertical e espiral), os galinheiros móveis e os vasos, podem fomentar questionamentos sobre a reutilização de resíduos. As atividades desenvolvidas neste espaço almejam uma discussão mais rica sobre o tema RS e o estímulo à criatividade dos alunos, no que diz respeito à implementação de alguns dos recursos ali disponíveis em suas residências. Apesar das consequências geradas no projeto pela falta de transporte para os alunos das escolas públicas, a busca por alternativas que possam minimizá-las tem contribuído positivamente para a formação dos monitores, tanto no que diz respeito ao conteúdo RS, quanto ao crescimento profissional em relação à solução de problemas.


 

 

Número do Projeto: 10884– CDCC– Humanas

Visitas a campo – a bacia hidrográfica e o Cerrado como unidade de ensino

Coordenador: Salete Linhares Queiroz

 

O CDCC (Centro de Divulgação Científica e Cultural), realiza diversas atividades visando à divulgação científica e cultural para a população de São Carlos e região, sendo as visitas monitoradas a campo uma delas. O setor de biologia realiza duas visitas: (1) “Microbacia hidrográfica do Córrego do Gregório”, que drena a área urbana central da cidade de São Carlos; (2) “Trilha da Natureza”, localizada na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Enquanto a visita à microbacia do Córrego do Gregório trata sobre o uso e ocupação do solo, a visita à Trilha da Natureza tem como enfoque principal a conservação do Cerrado. As duas visitas abordam temas sobre sustentabilidade e conservação do meio ambiente, servindo também como complemento aos conteúdos curriculares de ciências, biologia e geografia. Dentre os temas abordados estão: os aspectos geológicos; o solo, sua formação e composição; a dinâmica de chuvas; queimadas; o desmatamento e seus efeitos, a paisagem resultante da interação do ser humano com o ambiente; aspectos sociais, ambientais e econômicos em âmbito local e global. As visitas são agendadas por telefone ou email, e o envio da ficha de inscrição é obrigatório. Ao final das atividades os monitores e professores preenchem uma ficha de avaliação. Durante o período de Agosto de 2014 a Julho de 2015 foram realizadas 17 visitas à Trilha da Natureza com alunos de Ensino Fundamental e Ensino Médio, totalizando 617 participantes, sendo mais de 50% da rede particular de ensino de São Carlos. Para a microbacia hidrográfica do Córrego do Gregório, foi realizada apenas uma visita.

De acordo com as fichas de inscrição, os principais objetivos de aprendizagem citados pelos professores foram: identificar e caracterizar o bioma cerrado, conhecer sua fauna e flora e observar as alterações desagradáveis que o ser humano está fazendo com o mesmo. Os relatos dos professores mostram que as visitas contribuem para a formação dos alunos, possibilitando a complementação de suas aulas por meio das saídas a campo, onde é possível vivenciar e conhecer o ambiente e suas relações. Observações colocadas pelos professores e transcritas a seguir, também expressam a importância dos monitores – “Todos os anos a visita acrescenta, em muito o conteúdo e traz novos aprendizados, pois ao fazer a visita e ouvir os monitores, os alunos aprendem e vivenciam os conhecimentos” e “Valeu muito a pena a visita, principalmente pela monitoria, onde elas chamavam atenção para os detalhes”- Já os monitores relatam que na maioria das visitas os alunos estavam interessados e que alguns professores colaboraram impondo a disciplina, levando roteiro e interagindo durante o percurso. Consideram a atividade de monitorar as visitas como importante aprendizado pois além de aprender sobre vários temas na área ambiental, a experiência em trabalhar com o público contribui para a vida pessoal e profissional.


 

Número do Projeto: 10688– CENA– Humanas

Apoio ao Gerenciamento de Resíduos Sólidos no CENA

Coordenador: Antonio Vargas de Oliveira Figueira

 

O projeto contribui para o gerenciamento de resíduos sólidos no CENA/USP em parceria com o programa USP Recicla, tendo como base o estímulo à prática dos 3Rs e a execução de ações educativas para a consciência ambiental de toda a comunidade da instituição. Os objetivos consistem em incentivar a minimização da geração de resíduos e o descarte seletivo, alinhados às ações educativas, tais como: melhorar a qualidade dos materiais recicláveis destinados à cooperativa; gerar menos lixo para serem depositados em aterro; e promover a consciência socioambiental da comunidade local. As avaliações são realizadas por meio de monitoramentos situacionais dos resíduos gerados e elaboração de diagnósticos mensais; por pesagens dos resíduos oriundos do CENA, em parceria com o grupo Rotinas – USP Recicla, de forma a quantificar e qualificar esses materiais; e pela realização de intervenções educativas. Foram realizados treinamentos com a equipe terceirizada de limpeza contratada sobre as ações do programa USP Recicla na instituição e as formas de coletar os resíduos em conformidade com o programa, bem como o esclarecimento de dúvidas nos departamentos; aquisição de novos coletores para auxiliarem na melhoria do descarte seletivo, após diagnósticos detalhados sobre a necessidade da implementação desses coletores; obtenção da média de rejeitos inferior a 5% das pesagens do CENA, representando o período do projeto (pesagem semestral).

Pode-se concluir que as intervenções educativas, o gerenciamento e a cooperação do projeto “Apoio ao Gerenciamento de Resíduos Sólidos no CENA” vem contribuindo positivamente para a eficiência e qualidade do gerenciamento de resíduos de forma gradativa e continua, junto ao desenvolvimento de extensão na instituição, visto que a temática acaba sendo abordada concomitantemente em visitas, palestras e treinamentos para públicos interno e externo.


 

Número do Projeto: E11307– Centro de Estudos de Telenovela ECA USP– Humanas

Levantamento, Classificação e Análise de Dados Referentes a Teses e Dissertações sobre Ficção Televisiva nos Programas de Pós­Graduação em Comunicação

Coordenador: Maria Cristina Palma Mungioli

 

O projeto teve como objetivo buscar, classificar e analisar os dados referentes a teses e dissertações sobre ficção televisiva nos programas de Pós-Graduação em Comunicação.  O CETVN é o primeiro centro de referência no Brasil dedicado exclusivamente à pesquisa e à documentação de telenovela e ficção seriada televisiva. Os resultados da pesquisa são disponibilizados para pesquisadores brasileiros e estrangeiros e estudantes universitários. O projeto que deu origem a pesquisa baseia-se em pesquisas anteriormente realizadas no âmbito do CETVN. Os dados aqui apresentados tem seu ponto de partida no ano de desde 1975, data em que foi defendida a primeira dissertação referente a telenovelas na área de Comunicação, indo até o ano de 2012. Tais dados foram catalogados, separados e organizados em tabelas e pelo software Gephi.


 

 

Número do Projeto: 10299– CORAL USP– Humanas

Bastidores do CoralUSP

Coordenador: Alberto Olavo Advincula Reis

 

O CORALUSP, Órgão da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da Universidade de São Paulo, tem como um de seus objetivos estimular a formação musical de alunos, docentes e funcionários da USP assim como da comunidade em geral. O CoralUSP é formado por cantores amadores voluntários congregando integrantes da comunidade universitária e da comunidade em geral para o exercício de uma prática musical dirigida e orientada por corpo profissional técnico-artístico habilitado e divulgando a música coral nos seus mais variados períodos e estilos, compreendendo da música antiga à contemporânea, da sacra à profana, da música erudita à popular, folclórica e étnica; através de concertos e demais atividades por ele desenvolvidas. Realizar cursos, palestras, encontros de corais e festivais divulgando a música coral, suas formas e técnicas de aplicação da voz junto à comunidade em geral. Apresentando temporadas anuais de concertos destinados aos alunos, funcionários e professores da Universidade de São Paulo e à comunidade em geral. Promover o intercâmbio musical com universidades e demais instituições musicais do Brasil e do exterior.

O Projeto tem como objetivo propiciar aos bolsistas a possibilidade de participarem da temporada de concertos do CoralUSP, como forma de adquirirem a experiência necessária para a prática profissional, especialmente no que se refere à produção de eventos. O projeto visa prepará-los para a organização e produção de eventos artístico-musicais, dando-lhes ferramentas criativas para ingressar no mercado de trabalho. Os bolsistas participarão de atividades práticas, auxiliando na organização e produção dos eventos, atuando nas áreas de produção musical, pesquisa histórica sobre repertório de concerto e, até mesmo, como percussionistas (membranofones e idiofones) nos ensaios e concertos dos grupos do CoralUSP. Experiência na organização e produção de eventos musicais; Apoio à realização das atividades do CoralUSP; Formação musical básica dos bolsistas envolvidos.


 

Número do Projeto: 10300– CORAL USP– Humanas

Divulgação de Eventos do CoralUSP

Coordenador: Alberto Olavo Advincula Reis

 

O CoralUSP possui 12 grupos corais com uma média de 100 apresentações anuais, que necessitam ampla divulgação para manter o público sempre atualizado e bem informado das diversas atividades por ele realizadas. Divulgação do período de inscrições para novos integrantes, interessados em participar do Coral Universidade de São Paulo.

O Projeto tem como objetivo propiciar aos bolsistas a possibilidade de participarem da temporada de concertos do CoralUSP, como forma de adquirirem a experiência necessária para a prática profissional, especialmente no que se refere à divulgação de eventos. O Projeto visa prepará-los para a organização e divulgação de eventos artístico-musicais, dando-lhes ferramentas criativas para ingressarem no mercado de trabalho. Os bolsistas participarão de atividades práticas, auxiliando na organização e divulgação dos eventos. Orientando-os nas áreas de produção musical e divulgação de eventos. Experiência na divulgação e comunicação de eventos musicais; apoio à realização das atividades do CoralUSP; formação musical básica dos bolsistas envolvidos.


 

Número do Projeto: 9458– EACH– Humanas

Motivação do autocuidado pela prática da Dança Senior

Coordenador: Rosa Yuka Sato Chubaci

 

É uma continuidade do trabalho desenvolvido desde 2012, porém neste grupo foram abordados o autocuidado para a promoção do envelhecimento saudável.

Objetivos: 1. Realizar atividade física por meio da Dança Sênior; 2. verificar o autocuidado que realizam no cotidiano; 3. Analisar as motivações que levam os idosos a realizarem a Dança Senior; 4. Verificar se a prática da Dança Sênior estimula o autocuidado em saúde. Utilizamos a pesquisa qualitativa do Referencial Fenomenológico Social de Schutz. As atividades de Dança Sênior foram realizadas como parte das oficinas da Unati (Universidade Aberta da Terceira Idade) da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo. A oficina foi realizada uma vez por semana durante duas horas no Período da manhã. Como parte da pesquisa, foram realizadas entrevistas no último dia de funcionamento da oficina do primeiro semestre de 2015, sendo essa localizada na Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo. Os participantes da pesquisa foram os 20 idosos que praticavam a Dança Sênior. Como resultado dos depoimentos dos participantes verificamos que a Dança Sênior fez com que os idosos saiam do isolamento social possibilitando desta maneira um convívio com outras pessoas da mesma faixa etária e os estudantes; consideram a dança sênior como uma forma de atividade física proporcionando-lhes uma melhora na saúde física e psicológica; podem se exercitar sem correr riscos de quedas; sentem se bem e com auto-estima; proporciona o autocuidado do corpo e da mente. Com a realização desta pesquisa com os idosos, trouxemos uma maior consciência sobre a importância da atividade física, do autocuidado, envolvendo o bem estar psicológico e social durante o processo de envelhecimento. Contribuindo desta forma, para uma participação mais efetiva destes no caminho do envelhecimento ativo e saudável, proporcionando-lhes um maior conforto diante da fase vivenciada.


 

Número do Projeto: 9467– EACH– Humanas

Lazer, cultura e educação patrimonial na cidade de São Paulo e arredores: estruturação de visitas e passeios histórico-culturais

Coordenador: André Fontan Kohler

 

O período 2014-2015 foi a quarta edição do projeto Lazer, cultura e educação patrimonial na cidade de São Paulo e arredores: estruturação de visitas e passeios histórico-culturais. Apesar de apresentar problemas recorrentes, como a baixa frequência em alguns passeios, ele encontra-se consolidado. O principal resultado é dar a oportunidade para que o corpo discente da EACH-USP, proveniente do interior do Estado de São Paulo e de outras unidades da federação, mais bem conheçam o Município de São Paulo e arredores. Outro ponto positivo é o contato entre discentes de diferentes cursos da unidade. A principal contribuição, entretanto, é fornecer uma introdução à cultura, patrimônio, identidade e memória aos participantes, através de passeios, roteiros e programas que, junto com narrativas e interpretação patrimonial, permitem uma leitura e compreensão de espaços, objetos e paisagens com importância cultural e natural para o Município de São Paulo e arredores. No total, a quarta edição do projeto teve cerca de 180 (cento e oitenta) participantes em suas catorze atividades-fim, a saber: (1) roteiro Museu da Língua Portuguesa, Memorial da Resistência, Parque da Luz e Mercado Municipal, em 06 de Setembro de 2014 – cinco participantes; (2) roteiro Catavento Cultural, Casa das Retortas e Mercado Municipal, em 20 de Setembro de 2014 – cinco participantes; (3) mostra/exposição Exposição Made by, Feito por brasileiros no antigo Hospital Matarazzo, em 11 de Outubro de 2014 – oito participantes; (4) passeio histórico-cultural Vila de Paranapiacaba, em 01 de Novembro de 2014 – doze participantes; (5) passeio ecológico Parque Estadual da Cantareira, Núcleo Pedra Grande, em 22 de Novembro de 2014 – catorze participantes; (6) equipamentos culturais Pinacoteca do Estado e Museu de Arte Sacra, em 13 de Dezembro de 2014 – dois participantes; (7) roteiro Casa das Rosas, exposição Leonardo da Vinci, musical “O homem de la Mancha,” Livraria Cultura e passeio pela Avenida Paulista, em 07 de Março de 2015 – nove participantes; (8) passeio ecológico Parque Ecológico do Tietê, em 21 de Março de 2015 – sete participantes; (9) passeio histórico-cultural Vila de Paranapiacaba (segundo passeio), em 11 de Abril de 2015 – cerca de sessenta participantes. Observação: a ida à Vila de Paranapiacaba conjugou o projeto de cultura e extensão com a visita técnica de uma disciplina do Curso de Bacharelado em Gestão de Políticas Públicas; (10) roteiro Centro Cultural da Caixa Econômica Federal, Centro Cultural Banco do Brasil (exposição Pablo Picasso), Catedral da Sé e caminhada pela Praça da Sé, em 25 de Abril de 2015 – oito participantes; (11) passeio ecológico Parque Estadual da Cantareira, Núcleo Cabuçu, em 30 de Maio de 2015 – dezoito participantes; (12) passeio ecológico Parque Estadual da Cantareira, Núcleo Águas Claras, em 13 de Junho de 2015 – seis participantes; e (13) passeio ecológico Pico do Jaraguá, em 11 de Julho de 2015 – 17 participantes.


 

 

Número do Projeto: 9482– EACH– Humanas

Revista Eletrônica Psicologia Política

Coordenador: Alessandro Soares da Silva

 

A Revista Psicologia Política possui a finalidade de divulgar a produção científica e ampliar o campo de saber psicopolítico. O projeto conta com 14 volumes e 24 fascículos publicados disponibilizados no website da revista. Os objetivos específicos visam: digitalizar e sistematizar a produção da Revista; realizar um mapeamento do material publicado; e entender as tendências da Psicologia Política Brasileira. Na metodologia foi realizado um levantamento bibliográfico que permitiu sistematizar as informações, a pesquisa possui caráter exploratório buscando fazer a análise do ordenamento dos dados. As variáveis analíticas utilizadas na sistemática foram: gênero; regionalidade, instituição de origem e categorização de temáticas abordadas. A sistematização foi feita com base na análise de conteúdo de Bardin (2009). Com base nos resultados da pesquisa, a revista publicou 233 artigos, com a participação de 343 autores, com predominância do gênero feminino que representa 63% do conjunto de autores. Ao se analisar as regiões brasileiras com mais publicações se observa a predominância do Sudeste que representa 55% das publicações, seguido da região Sul com 12%, Nordeste com 10%, Centro-oeste com 7% e Norte com 3%. As instituições que possuem maiores frequências de publicações são USP com 30 publicações, na sequencia a UFES com 14, UNESP com 12, PUC – SP com 11, UNB com 10, PUC – RS e UFRGS com 9, UFF e UFPE com 7, UFC e UFSC com 6, CNPq, CONICET e UERJ com 5. A revista possui mais de 649 palavras-chave diferentes que demonstram os principais assuntos tratados que estão categorizados em 27 grupos, se observou que os principais assuntos abordados são referentes à Educação, cultura e ciência, teoria, teóricos, métodos e conceitos, temas que envolvem a psicologia, e assuntos referentes a violência, conflitos e intolerância. Este Projeto está vinculado com as disciplinas de psicologia política e políticas públicas e visa contribuir para a produção de conhecimento nesses campos buscando ampliar o âmbito de análise, este possibilitando a integração com um campo interdisciplinar amplo e contribuindo para a formação humana e profissional de alunos e docentes de graduação e pós-graduação, visto que muitos de seus interesses formativos giram em torno de processos políticos e grupais, os quais são objeto da psicologia política. Assim é possível concluir através da sistematização dos dados dos catorze volumes publicados da revista que ela de fato vem desempenhado seu papel na produção de conhecimento e material científico buscando interagir com os diferentes campos que se relacionam com os interesses da psicologia política, trazendo diversas entidades nacionais e internacionais de modo que oxigenam os assuntos tratados . Por fim, a revista contribui com projeto de cultura e extensão, pois permite que esses materiais se estendam a toda a comunidade interessada por meio do portal informatizado, ampliando e fortalecendo cientificamente o campo da psicologia política.


 

Número do Projeto: 9877– EACH– Humanas

A Socialização e a Construção da Identidade dos Adolescentes na Internet

Coordenador: Claudia Rosa Acevedo de Abreu Campanário

 

O número de pessoas que acessa a internet no Brasil monta aos 94,2 milhões de usuários (http:tobeguarany.com). Pesquisa realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI) com jovens de todas as regiões do Brasil indicou identificou que 70% dos adolescentes entre 9 e 16 anos frequentam redes sociais e 68% utilizam a internet para diferentes atividades (http:www.ebc.com.br). O objetivo da pesquisa é compreender quais são as dimensões que a internet agrega ou retira no processo de socialização dos adolescentes na internet. O trabalho terá como arcabouço teórico a teoria de socialização.Os objetivos Secundários da pesquisa são os seguintes: – Apreender quais são os fatores que levam o jovem a consumir a internet:- Atinar quais são os comportamento aprendidas no contexto online; verificar se esses comportamentos são expandidas para o mundo real e se sim compreender se há conflito e conciliação desses comportamentos no mundo real;- Depreender quais são os comportamentos agressivos que são perpetuados na rede. – Examinar quais os comportamentos de risco que o jovem se envolve na internet, bem como quais são os motivos que o levam a tal comportamento; – Analisar quais as consequências para jovem quando se transportam comportamentos negativos utilizados no mundo online para o mundo real;Apesar do impacto da mídia no processo de socialização já ter sido estudado anteriormente (MOSCHIS; CHURCHILL, 1978), poucos estudos examinaram a internet como um contexto de socialização (DOTSON; HYATT, 2005). Para coletar os dados a pesquisa irá empregar o método qualitativo de entrevistas individuais e em grupo, além da técnica de metáforas proposta por Zaltman e Coulter (1995). Para analisar os dados será utilizado o método de análise de conteúdo de Bardin (1977). A investigação irá focar em jovens de 17 a 22 anos. Os fatores que levam os jovens a consumir a internet são, grosso modo, a liberdade em relação aos pais, a independência social, o controle da socialização – tendo em vista o processo de co-criação das regras do mundo online -, a ausência de convenções sociais, a possibilidade de se relacionar com jovens de outras realidades culturais e a existência do anonimato. Para além, os comportamentos aprendidos por esses jovens no contexto online enquadram-se como ficcionais, enganosos, agressivos e marcados por múltiplas identidades. Tais comportamentos tendem a migrar para o mundo real, mesmo que as normas e condutas impostas socialmente configurem-se como um bloqueio a esses comportamentos. A agressividade é transplantada, majoritariamente, por meio da linguagem. Certificamos que o jovem percebe a internet como uma válvula de escape como um ambiente onde não há pressão social, e no qual ele pode forjar uma nova identidade difícil, ou às vezes impossível, de personificar no mundo real.


 

Número do Projeto: 10005– EACH– Humanas

Circuitos Desurbanísticos Paulistanos: Refletindo sobre a Gestão dos Espaços Urbanos

Coordenador: Jose Carlos Vaz

 

Um dos projetos aprovados pelo programa “Aprender com Cultura e Extensão” da Universidade de São Paulo. O objetivo é promover a reflexão pública sobre a gestão do espaço urbano da cidade de São Paulo, fazer com que cidadãos possam ter contato com reflexões sobre a gestão dos espaços urbanos e construir suas próprias reflexões. Os trabalhos são estruturados em circuitos, correspondentes a uma seleção de espaços urbanos (contíguos ou não) que partilham entre si características físicas ou de uso e, por isso, tornam-se unidade adequada para articulação dos trabalhos. O circuito percorrido pela equipe foi arte urbana com ênfase no grafitti. Durante o percurso a equipe frequentou uma série de espaços relacionados ao tema galerias, centros culturais e eventos, com a proposta de registrar a efervescência cultural que o  tema proporciona. Em tempos de caos urbano, a relação das pessoas com a rua muda, o medo faz com que os muros cresçam e as barreiras sociais aumentem. A arte urbana estabelece uma quebra nesse processo a partir da ocupação do espaço público para atividades culturais.


 

Número do Projeto: 10197– EACH– Humanas

Mão na Massa: atividades lúdicas investigativas de ciências para o público infantil

Coordenador: Luis Paulo de Carvalho Piassi

 

O presente projeto teve como objetivo incentivar a educação em ciências na educação infantil e séries iniciais do ensino fundamental, por meio de atividades lúdicas e experimentais que propiciam o desenvolvimento da linguagem oral e escrita do educando, com atividades desenvolvidas na rede municipal de Guarulhos, sendo coordenado pela EACH/USP e pela UNIFESP Guarulhos. Para tal, foram desenvolvidos materiais e atividades lúdicas, como teatro de fantoches e bichos de equilíbrio (equilibrichos) para aplicação em sala de aula, apresentação da proposta de aplicação no curso de formação continuada de professores, denominado de BRIIINCA em Guarulhos-SP e elaboração de kits para o acervo do projeto ABC na Educação Científica – Mão na Massa sendo disponibilizado para empréstimo na ludoteca da EACH/USP. Por fim, as atividades lúdicas foram desenvolvidos a partir do método de investigação na educação em ciências, buscando o interesse, criatividade, curiosidade e imaginação do aluno.


 

Número do Projeto: 10199– EACH– Humanas

Banca da Ciência: produção de atividades lúdico-didáticas interdisciplinares e monitoria de eventos

Coordenador: Luis Paulo de Carvalho Piassi

 

A Banca da ciência é uma estrutura concedida pelo Instituto Educare que recebeu adaptações para ser uma central itinerante de atividades lúdicos didáticas interdisciplinares para a promoção da comunicação científica. Ela capta e armazena água; possui placas solares para geração de energia elétrica; é preparada para resistir a intempéries; pode ser modificada rapidamente para diferentes tipos de apresentações e faixas etárias do público alvo (teatro de fantoches, exibição áudio visual, oficinas interativas, construção de jogos, experimentos e exposições); possui dimensões, ganchos e rodas que facilitam o transporte rápido e a baixo custo. Por ser móvel, autônoma, segura e versátil pode ser utilizada em parques, escolas e espaços diversos. Possui diretrizes para comunicação científica, tais como: permitir que os indivíduos interajam com a Banca, sendo desafiados por uma situação-problema para que não sejam apenas receptores de informações; proporcionar o questionamento entre as pessoas para que elas relacionem as atividades com seu cotidiano; sua atuação deve auxiliar no desenvolvimento de novos saberes científicos; as atividades devem estimular o empoderamento dos indivíduos que através do interesse e reflexão são capacitados a utilizar a ciência como ferramenta para a transformação social.

OBJETIVOS: Incorporar a comunicação científica às discussões cotidianas dos atores sociais por meio da articulação das artes, ciências e humanidades, uma vez que compreende a interdisciplinaridade como fator que potencializa a construção do conhecimento e viabiliza a solução de problemas reais. As ações da Banca visam aprimorar e reforçar a relação de troca de conhecimento entre a sociedade e a Universidade.

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS: As atividades desenvolvidas pela Banca se estruturam em cinco etapas: 1.Problematizar a situação ou objeto e selecionar o problema a ser refletido; 2.Investigação, momento no qual o grupo define o objetivo, hipóteses e formula as possíveis atividades para discutir esse problema com a sociedade; 3.Sistematização quando o grupo retoma, ordena e analisa as ideias, faz novas investigações e conclui a elaboração do plano das atividades; 4.Elaboração de materiais que auxiliam na explicação e instigam os indivíduos a pensarem nas soluções; 5.Avaliação realizada constantemente para adequar as atividades a cada situação e realidade dos participantes, além de refletir, atualizar e consolidar conhecimentos. É importante salientar que os materiais lúdicos elaborados pela Banca são de baixo custo, podem ser reproduzidos com facilidade e estimulam a interação dos indivíduos em torno de uma situação-problema interdisciplinar.

RESULTADOS: A Banca aprimorou a integração da pesquisa e extensão através de grupos temáticos de estudos que ampliaram o conhecimento dos graduandos sobre questões sociais, cultura, relações de gênero, direitos dos animais, ecologia, lógica matemática e astronomia.


 

Número do Projeto: 10225– EACH– Humanas

Segurança e Direitos Humanos na Web

Coordenador: Jorge Alberto Silva Machado

 

O objetivo deste projeto é promover direitos humanos através da capacitação de cidadã(o)s no uso de tecnologias que garantam o direito a liberdade de expressão, privacidade, direito à comunicação e à educação. O projeto incluiu a realização de oficinas e a participação em eventos sobre os direitos relacionados à informação. O projeto foi apresentado no Centro Cultural São Paulo, durante a CriptoRave, ocasião em que foi realizada uma oficina de proteção das comunicações e de dados pessoais na web. A escolha do tema foi feita devido ao interesse dos estudantes e da sociedade em geral pela proteção da privacidade, dadas as revelações de espionagem e monitoramento na comunicação global por parte da NSA.


 

Número do Projeto: 10487– EACH– Humanas

IDOSOS ONLINE

Coordenador: Meire Cachioni

 

No primeiro semestre de 2009, a UnATI da EACH, iniciou o Projeto denominado Idosos On-line, que disponibiliza a aprendizagem em computadores para idosos conhecidos como analfabetos digitais, possibilitando a descoberta da rede e sua inserção nesse meio. Suas atividades concentraram-se no Módulo I – Alfabetização Digital, Módulo II – Aprendendo na Rede e Módulo III – Construindo nossa rede gerontológica. No Módulo II os idosos tem a oportunidade de incrementar os conhecimentos de buscas avançadas na rede de temas relativos ao processo de envelhecimento. O módulo III visa a aplicação dos conhecimentos adquiridos nos demais módulos para a construção de redes de relacionamento e multiplicação do saber gerontológico. Alunos bolsistas do Curso de Bacharelado em Gerontologia realizarão o ensino dos conteúdos teóricos, como também do uso da internet.

Dentre os estudos realizados no Programa, destaca-se a investigação sobre a relação entre a participação dos alunos-idosos e a sua relação com melhora no desempenho cognitivo e diminuição de sintomas depressivos, em uma amostra de 98 alunos-idosos. Foram verificadas melhoras significativas no desempenho cognitivo em relação à memória, habilidades visuo-espacial e velocidade de processamento, após a conclusão do Módulo I (Santos, 2014).Para os idosos, a participação em atividades educacionais proporcionam novos conhecimentos, ampliação da rede de suporte, benefícios nos níveis cognitivos e emocionais, fornecendo a preservação do seu estado biopsicossocial.

Resultados esperados / Indicadores de acompanhamento- Efetiva aprendizagem dos idosos para que tenham competência no manuseio de computadores e no acesso à internet. – Competência para buscas avançadas de conteúdos que possam contribuir para a aprendizagem sobre as demandas do processo de envelhecimento. – Profissionais que sejam aptos a elaborar e gerenciar novos programas de atividades para idosos que possuam natureza intergeracional; – Produção de material didático que oriente o processo ensino-aprendizagem. Indicadores de acompanhamento: – Frequência dos alunos idosos matriculados nos Módulos I e II. – Cumprimento do cronograma de execução. – Participação efetiva dos professores – alunos bolsistas do Curso de Gerontologia. – Avaliação tanto dos alunos idosos, como dos professores a cerca dos Módulos.


 

Número do Projeto: 10517– EACH– Humanas

Clube Tetéia: Educação ambiental para idosos no parque Zoológico de São Paulo

Coordenador: Rosa Yuka Sato Chubaci

 

Este trabalho foi  realizado na Fundação Parque Zoo de São Paulo com parceria da Universidade Aberta à Terceira Idade da Universidade de São Paulo, no período de maio a julho de 2015. Consiste na investigação inicial quanto às expectativas e motivações dos participantes do Clube Tetéia, bem como os benefícios, segundo os idosos, proporcionados pela atividade. Investigaremos também as motivações que levam ou não os idosos a visitarem o Zoológico de São Paulo. A amostra será composta por 20 participantes acima dos 60 anos do Clube Tetéia e de 45 idosos que visitam o Zoológico e outros 45 que não visitam a instituição. A pesquisa será qualitativa utilizando-se a fenomenologia Social de Alfred Schutz. A partir das entrevistas coletadas por meio de um questionário com perguntas abertas, foram identificadas as motivações para e porque os idosos participam do clube, além das razões que levam ou não os idosos a visitarem o Parque.


 

Número do Projeto: 10581– EACH– Humanas

Gestão da Informação e Organização de Rede Acadêmica

Coordenador: Vivian Grace Fernandez Davila Urquidi

 

O projeto objetivou a organização de informações no âmbito da universidade e no campo específico da gestão acadêmica e cultural relacionadas ao Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina (PROLAM/USP).  Buscou-se a consolidação de canais dinâmicos e ágeis de comunicação com o público alvo, num formato de rede que envolva pesquisadores, estudantes e especialistas, tanto no país como no exterior; ainda permitindo aos integrantes a aquisição de experiência na organização de eventos científicos.

Os objetivos do projeto foram atingidos com a geração de vários produtos, construindo-se uma experiência prática no preparo de seminários, na construção da rede de pesquisadores do PROLAM, na reformulação e modernização do site, bem como na divulgação do Programa e sua história. No que diz respeito à organização e realização de eventos, o projeto ainda possibilitou o apoio no Simpósio de Comemoração dos 25 anos do PROLAM: “Pensar e Repensar a América Latina”, bem como o preparo de outros seminários acadêmicos: “Encontros de Pesquisadores da América Latina”; “América Latina: Encuentros;  Pensamento Crítico Latino-americano”, contribuindo à comunidade acadêmica e aos interessados no estudo da América Latina.


 

Número do Projeto: 10681– EACH– Humanas

A Evolução do Figurino de Balé no Século XX e sua Relação com os Primeiros Estilistas de Moda.

Coordenador: Francisca Dantas Mendes

 

O figurino de balé sempre exerceu um papel fundamental na dança, a princípio apresentava-se com o intuito de conferir status a quem usava, mas devido sua profissionalização e as mudanças nos conceitos sociais passou a ter como objetivo aprimorar a performance do bailarino, sem deixar a estética de lado, mas o conceito de figurino expande-se e  entende-se que este não está somente a serviço do espetáculo, mas faz parte dele. O estudo sobre a história do figurino de balé clássico permitiu comparar os dados e identificar os figurinos utilizados atualmente – por exemplo,  os tutus, sendo estes, tutus românticos/italianos, sino, clássico/prato, balanchine e o de ensaio – e sua forma de confecção, através da análise dos dados bibliográficos e o contato com os profissionais da área, como bailarinas e figurinistas, pode-se reconhecer as técnicas e materiais utilizados.

Desta forma pesquisou-se a evolução da tecnologia usada no figurino, por exemplo, a barbatana, inicialmente produzida com barbatana de baleia, e atualmente produzida com plástico, aço inoxidável e fibra de carbono, além do avanço do maquinário e tecidos,  este último que confere maior sensação de conforto e liberdade, devido ao potencial de absorção de umidade, elasticidade e resistência. As mudanças do vestuário no início do século XX impulsionada também pelo estilista Paul Poiret, como a libertação do corpo feminino afetou diretamente a concepção de figurino, no entanto, a estética no balé clássico permaneceu semelhante,  mas devido o auxílio de materiais mais apropriados pode-se conferir conforto e “liberdade” aos gestos tornando o figurino de balé clássico tradicional reconhecido e usado até a atualidade. A disseminação do balé durante séculos de história tornou essa dança erudita em uma dança mais acessível e reconhecida em todas as camadas sociais, em paralelo o avanço tecnológico barateou os custos de produção (apesar deste produto ainda ser considerado de custo elevado), no entanto, os conhecimentos são restritos e muitas vezes os figurinos são confeccionados de forma incorreta por falta de acesso a informação, desta forma, compreende-se a importância de estudos nesta área para o aprimoramento dos figurinos e a disseminação dos conhecimentos, pois um figurino mal concebido  comprometerá a performance do bailarino e consequentemente na concepção do espetáculo.


 

Número do Projeto: 10811– EACH– Humanas

Centro de Tratamento de Resíduos Orgânicos como estratégia para implantação do conceito do Campus sustentável na EACH-USP

Coordenador: Sylmara Lopes Francelino Gonçalves Dias

 

Diante da situação de alarme quanto às questões ambientais vivenciadas nas últimas décadas, se faz necessário uma nova forma de tomada de decisão onde possa se empregar medidas que visam além dos resultados tradicionais, mas novas formas de fazer que levem em conta o viés ambiental, seja em processos produtivos como também na gestão organizacional, atitudes essas que podem surgir do enraizamento de conceitos e pilares dentro das instituições de forma a causar essa mudança de hábitos. Dentro dessas perspectivas a universidade costumava ter o papel de fornecer conhecimento através de ferramentas e técnicas para se alcançar os objetivos, mas ao decorrer do trabalho descreve-se sobre uma ótica diferenciada o papel da internalização das questões ligadas a eficiência e inovação das instituições de ensino superior com o seu impacto ambiental, levando em conta os eixos que sustentam as instituições: ensino, pesquisa e extensão, ligados à infraestrutura em consonância com os bons resultados sociais gerados.

A sustentabilidade vêm como um conceito em plano de fundo, para que novas estratégias como a proposta nesse projeto: Centro de Tratamento e Valorização dos Resíduos Orgânicos – EACH – USP. Sejam potenciais transformadores de um campus, de uma comunidade interna e externa, e da promoção de novos profissionais com características ímpares enraizadas, quanto ao meio ambiente, deixando a questão ambiental de ser um eixo e passando a ser vista como base para o funcionamento do todo.


 

Número do Projeto: 10859– EACH– Humanas

EMPODERANDO GESTANTES ADOLESCENTES PARA O ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA NA ZONA LESTE DE SÃO PAULO

Coordenador: Dora Mariela Salcedo Barrientos

 

Reconhecendo a vulnerabilidade do grupo jovem às repercussões sobre o processo saúde-doença advindas das determinações socioeconômicas, políticas e demográficas tivemos a necessidade de criar um perfil sociodemográfico da região da Unidade do Vila Cisper, correlacionando com o determinismo Social e a criação de um perfil epidemiológico de cada caso, ou seja, mesmo sendo um grupo vulnerável é um grupo promissor que merece uma atenção e cuidados adequado, sendo esse um publico favorável para o crescimento econômico nacional. Como resultado deste primeiro levantamento e viés da nossa pesquisa, as adolescentes que foram entrevistadas em 2013 já não estavam mais grávidas, então o nosso papel era resgatar o vinculo com essas adolescentes e explorar se ocorreu alguma violência institucional durante o parto, violência de membros da família ou terceiros pós parto; de modo que entre essas vinte e uma adolescentes, 4 adolescentes foram morar com o companheiro já não residem mais na área da Unidade Básica de Saúde, 5 mudaram de casa com a família, 4 estão trabalhando o dia todo então não conseguem nos atender, 1 adolescentes não quis nos atender, 1 adolescente o prontuário não corresponde mais a sua família, e 5 adolescentes conseguimos realizar a visita domiciliar e marcar a consulta para conversamos suas perspectivas de vida, pós gestação e planejamento, apenas 1 compareceu ao nosso encontro. Não obtivemos sucesso nessa parte do trabalho devido a não adesão das adolescentes ao projeto, contudo optamos por mudar a estratégia do nosso trabalho, captando informações de novas adolescentes gestantes e participando de novas consultas de pré-natal para criação de novos vínculos, em busca de adesão dessas meninas para a pesquisa. A mudança da estratégia de trabalho foi pensada pelo grupo de pesquisa, e estruturada de forma a não repetição do viés antes exposto. Como já comentado anteriormente também levamos como base e referência o Trabalho “Tolerância Zero”, o qual apresenta uma captação e abordagem bem interessante no lidar da violência com o individuo, assim esse material nos auxiliou nas construções de cada encontro com as adolescentes captadas. O entendimento da Dinâmica Familiar é um ponto muito relevante no trabalho vigente, pois é entendendo como se dá as relações intrafamiliares que conseguimos montar uma intervenção adequada para cada caso, de modo que essa intervenção seja efetiva para a necessidade momentânea daquela adolescente. Pois algo que percebemos com a coleta de dados é que um indivíduo que se encontra em situação de violência, entra em um circulo de outras violências, e muitas vezes esse mesmo não consegue perceber que aquele fato é uma violência sofrida. Um ano na Unidade Básica de Saúde, influenciou a dinâmica dos profissionais quanto ao cuidado com a gestante que foi vitima de violência, pois conseguimos identificar quais que são vítimas e assim conseguimos transmitir que um atendimento de pré-natal com qualidade.


 

Número do Projeto: 10917– EACH– Humanas

Livreiros da USP

Coordenador: Sandra Lucia Amaral de Assis Reimão

 

QUESTÃO INICIAL: Em tempos de comércio digital eletrônico e de grandes redes de livrarias com sistemas de entrega rápida, o livreiro independente sobrevive. Qual sua função? Qual a especificidade de sua ação enquanto agente difusor da cultura impressa? OBJETIVOS: O projeto “Livreiros da USP” pretende mapear os livreiros que atuaram e atuam na Universidade de São Paulo e compreender a ação específica desses agentes na difusão da cultura impressa no ambiente universitário. DESENVOLVIMENTO: Revisão bibliográfica sobre a história da atividade dos livreiros e entrevista com o livreiro Daniel Krasucki, que mantém banca de livros na Escola de Comunicações e Artes (ECA-USP) desde 1986. A entrevista foi feita com o método de perguntas abertas. O termo livreiro – O Dicionário Técnico de Termos Alfarrabísticos, de Paulo G. Ferreira, indica que, até o final do século 20, o termo livreiro se “aplicava a todos que contribuíam para o fabrico, a edição e a venda do livro”; atualmente, o termo livreiro designa quem trabalha com o comércio de livros, “aos que praticam a sua venda”.

O LIVREIRO Daniel Krasucki nasceu em Buenos Aires, em 1950. Formou-se em Direito pela Universidade de Buenos Aires. Veio para o Brasil em 1977, em função da ditadura militar instaurada em 1976 na Argentina. Leitor e escritor – Daniel sempre foi apaixonado por livros e ávido leitor. Ele tem dois livros editados: Exílio da paixão (Alfa-Ômega, 1983) e O assassinato da rua Maranhão (Edições Wanderley, 1998). A atuação como livreiro – Da paixão pelos livros e pela leitura surgiu a ideia de trabalhar no ramo livreiro. O começo foi em 1984, com uma banca de livros na capital paulista. Logo em seguida, Daniel começou também a montar bancas em eventos de comunicação. A banca da ECA – Em 1986, surgiu a banca da ECA-USP, montada a convite do prof. Marques de Melo. “Havia uma densidade intelectual maior na ECA, pelo setor de pós-graduação. E comercialmente era mais conveniente”.

A atividade do livreiro hoje – Desde há alguns anos, a principal atividade de Daniel como livreiro é a participação em eventos da área de comunicação. Mas a banca da ECA continua em atividade. Bancas em eventos – “Eu tenho uma relação com os autores. (…) Vem uma pessoa do interior da Bahia com um livro que publicou e deixa para vender (…)”. Então as bancas são únicas, pois refletem uma produção que não é somente a das editoras comerciais, mas também das universidades, dos autores. Livros antigos e raros, pela internet – Nos últimos anos, Daniel tem se dedicado, ao comércio de livro antigos e raros pela internet. UM LIVREIRO SINGULAR Daniel Krasucki é um livreiro singular, que além de comercializar livros, é leitor e escritor. “Minha paixão não era vender livros, era ler livros. Eu queria um trabalho que me deixasse as tardes livres para escrever. Nunca tive ambições empresariais. Além disso, Daniel colaborou, dentro dos limites de sua atividade, para a conformação do campo da comunicação no Brasil”.


 

Número do Projeto: 10922– EACH– Humanas

Oficina de Turismo Social – Viver São Paulo (UnATI-EACH)

Coordenador: Marcelo Vilela de Almeida

 

Conforme previsto, a Oficina contemplou a realização, entre setembro de 2014 e junho de 2015, de:- quatro encontros (iniciais e finais) para discussão sobre as atividades;- onze visitas a diferentes espaços e equipamentos de turismo e lazer da cidade de São Paulo (conforme apresentado no pôster). Para tanto, a atuação dos bolsistas foi imprescindível, tendo sido responsáveis pelo agendamento das visitas, pelo contato constante com os participantes (alunos da UnATI/EACH) e pelo acompanhamento de todos os encontros, dentre outras ações. Como a Oficina é oferecida desde o primeiro semestre de 2009, pode-se dizer que já existe um “know how” que possibilita seu desenvolvimento sem maiores problemas.  Uma das poucas dificuldades encontradas refere-se à tentativa de não repetir os locais a serem visitados (o que ocorreu poucas vezes desde o início do projeto, há cinco anos). Outra dificuldade relaciona-se à burocracia imposta por alguns dos locais a serem visitados, quando do agendamento – o que vem sendo contornado pela adequada atuação dos bolsistas.

Participam semestralmente da oficina em torno de 40 pessoas (embora as inscrições já tenham chegado a 80 pessoas em um único semestre); as visitas, contam, ainda, com a adesão eventual de alguns participantes de outras atividades da UnATI/EACH em função de interesses específicos pelos locais a serem visitados. Deve-se destacar o interesse do grupo pela atenção dada aos monitores/orientadores dos espaços visitados, pelas perguntas a eles formuladas e pelas anotações feitas pelos alunos da UnATI.O grupo manifesta forte interesse em continuar participando desta Oficina, que tem sido oferecida semestralmente. Além do aprendizado sobre elementos da história e da cultura da cidade de São Paulo, destaca-se como elemento fundamental para a sua continuidade a quebra da rotina dos participantes, por meio da participação em atividades bastante diferentes daquelas existentes no dia-a-dia dos alunos, a possibilidade de disseminação das informações recebidas junto aos grupos sociais dos quais fazem parte (família, amigos, outros alunos da EACH e outros grupos de terceira idade) e, sobretudo, a interação dos participantes – incluindo a que ocorre com os bolsistas do Curso de Lazer e Turismo, extremamente proveitosa para a integração entre extensão, ensino e pesquisa. Um relato desta experiência foi publicado em 2012, como capítulo de livro, em obra sobre turismo e lazer para a pessoa idosa, lançado pela Editora Manole:ALMEIDA, Marcelo Vilela de; CACHIONI, Meire. Lazer e turismo como possibilidades educacionais no contexto da extensão universitária: a experiência da UnATI/EACH/USP. In: Doris van de Meene Ruschmann; Karina Toledo Solha. (Org.). Turismo e lazer para a pessoa idosa. Barueri: Manole, 2012, p.141-170.


 

Número do Projeto: 11023– EACH– Humanas

Apadrinhamento de idosos: mudança de paradigmas na atenção às pessoas idosas em vulnerabilidade social.

Coordenador: Beatriz Aparecida Ozello Gutierrez

 

O Apadrinhamento tem o objetivo de identificar idosa na comunidade Vila Nova Esperança, comunidade de difícil acesso localizada na Zona Oeste de São Paulo. O apadrinhamento teve a finalidade de identificar e dar um suporte, mesmo que mínimo, a idosos em vulnerabilidade que podem ser contemplados no projeto. Os objetivos específicos foram levantar o perfil sociodemográfico dos idosos; conhecer os aspectos biopsicossociais da população e mensurar a Qualidade de Vida (QV). Métodos/Procedimentos/Tipo de pesquisa: é quantitativa de caráter descritivo, exploratório e transversal. A escolha da comunidade veio devido à luta da mesma por melhorias na QV, onde há 600 famílias residentes. A amostra foi constituída por 30 idosos. Para a coleta de dados foram utilizados os instrumentos: Dados sociodemográficos; Plano de Atenção Gerontológica (PAGe); WHOQOL OLD; WHOQOL BREVE; com intuito de avaliar os aspectos biopsicossociais e identificar idosos em situação de vulnerabilidade  de saúde e social. Os dados foram analisados pelo Programa Excel.

Resultados: Por meio da pesquisa constatamos a feminização da velhice, predominantemente nordestinos, negros, baixa alfabetização; possuem pouco acesso à saúde e à assistência social.  Encontramos presença de idosos com sintomas depressivos, déficit de cognição, e a maioria referiu boa QV e bom estado de saúde. Presença da negação da velhice e risco de quedas.

Conclusões: Salientamos que inicialmente o projeto propunha o reconhecimento de 200 idosos, porém com o desenvolver da pesquisa constatamos que a idade cronológica não era fator determinante na comunidade e que as pessoas aparentam ter mais idade. Concluímos que a execução desse estudo trouxe possibilidades de fazermos a triagem dos idosos que serão beneficiados com o desenvolvimento do Programa de Apadrinhamento, pois, por meio dos resultados identificamos demandas gerontológicas que podem ser supridas. Conclui-se, que embora os idosos relatem QV é necessário empoderá-los de seus direitos.


 

Número do Projeto: 11029– EACH– Humanas

Canto EnCena: formação de coro cênico na EACH

Coordenador: Marilia Velardi

 

Este projeto de extensão vincula-se à linha de Pesquisa “As pesquisas radicalmente qualitativas e as artes da cena”, e está especificamente relacionado ao estudo “Preparação corporal para a cena: o corpo como espaço de encenação”. O objetivo deste projeto foi, com a condução de bolsistas com experiência e/ou formação em Música, Artes do Palco, identificar as bases dos coros cênico que movimentaram a cena artística brasileira especialmente nos anos 80, buscando compreender as suas raízes históricas. O projeto incorporou experiência de dois núcleos de pesquisa já integrados num projeto de vinculação subsidiária, na EACH. Trata-se do projeto sobre a ópera em língua portuguesa coordenado por Diósnio Machado Neto e Marília Velardi. O coro cênico entrou, neste projeto, como uma categoria subsidiária que dá experiência de montagem e inclusive vocal para produções de teatros musicais em português. O coro cênico é uma modalidade especial: é interdisciplinar, pois se pode através dele transitar além das práticas interpretativas musicais em áreas que apoiam a formação de um projeto cênico e deste como estrutura comunicacional da música. O caráter interdisciplinar do projeto deu aos bolsistas a possibilidade de vivenciar com conhecimentos de outras áreas, além de ampliar a aplicação de seus conhecimentos, pois para o preparador vocal, diretor cênico e coreógrafo haverá o desafio desde a formação do conjunto até a criação do projeto musical-cênico. Num primeiro momento, formamos uma estrutura de conhecimento sobre o coro cênico, desde um pequeno estudo sobre sua história recente no Brasil até repertórios e espetáculos que deram a esta modalidade um importante fator de impacto das atividades de extensão universitária. Pretende-se mapear e produzir material musical (partituras), iconográfico, fonográfico, coreográfico de produções de corais cênicos ou de obras especialmente pensadas para este gênero. Paralelamente a esta atividade formarmos um grupo experimental, que trabalhos durantes seis semanas na exploração das relações canto-movimento coreográfico e cenográfico, canto-acompanhamento instrumental , o que possibilitou identificarmos as dificuldades e potenciais da implantação de um projeto de coro cênico com pessoas sem experiência musical ou teatral prévia. Nesse período, o corpo de cantores trabalhou não só técnicas vocais, mas outros recursos necessários ao coro cênico, como a expressão corporal e técnicas de atuação teatral. Por fim, o objetivo neste primeiro estágio foi o de organizar material sobre coros cênicos e experimentar aspectos básicos da preparação de um corpo musical. Espera-se que o projeto ganhe contornos artísticos que permita a intervenção do grupo em eventos intra e extramuros, numa lógica de construção coletiva, na qual a performance não seja o principal objetivo, mas a consequência natural do envolvimento dos integrantes.


 

Número do Projeto: 11059– EACH– Humanas

Juventudes em pauta: discutindo DSTs nas escolas da zona leste de São Paulo

Coordenador: Régia Cristina Oliveira

 

O presente projeto consistiu no diálogo e integração de alunas da graduação de Obstetrícia com estudantes inscritos nos oitavos anos do ensino fundamental, matriculados na E.E Jornalista Francisco Mesquita. O principal objetivo do projeto foi promover discussões sobre prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, utilizando-se, para tanto, de recursos lúdicos e participativos, bem como do levantamento de informações sobre a sociabilidade e o nível de conhecimento dos jovens acerca de temas relacionados com a sexualidade. Buscamos, num primeiro momento, e a partir dos encontros na escola, identificar os principais aspectos que caracterizam a sociabilidade desses jovens, em especial, os locais que frequentam, as atividades e horários de lazer, dinâmica familiar, aspectos de suas personalidades, percepção do ambiente em que vivem e o período de iniciação sexual desses alunos. Num segundo momento, organizamos rodas de conversa e aulas expositivas com a finalidade de desenvolver debate sobre o corpo humano, sexualidade, elementos fundamentais na prevenção das DSTs e o acesso aos serviços públicos de saúde. A partir desses encontros com os jovens, tivemos resultados muito positivos para a pesquisa, uma vez que a participação ativa dos alunos nos foi um feedback positivo acerca de nossa desenvoltura na realização do projeto, bem como e, principalmente, da importância das discussões acerca dos temas propostos. Recebemos também o reconhecimento da escola por meio dos diversos convites para que retornássemos com outras atividades sobre DSTs, em outras turmas mais precoces, devido à percepção da grande necessidade de promoção de discussões sobre sexualidade e gênero, relatada pelo corpo docente da Instituição, fato também percebido por nós, nos encontros com os alunos.


 

Número do Projeto: 11094– EACH– Humanas

Monitoramento da Força de Trabalho em Obstetrícia na Rede Pública Estadual de São Paulo.

Coordenador: Nadia Zanon Narchi

 

Para a realização do projeto, foi realizado levantamento de informações sobre a inserção de obstetrizes nos serviços públicos de saúde de São Paulo, sobre a Rede Observatório do Ministério da Saúde e sobre a Estação Observa RHSP. Também foram realizadas entrevistas com obstetrizes que atuam ou atuaram no serviço público de saúde em São Paulo. Foram encontradas 20 egressas, formadas entre 2008 e 2014, que atuam ou atuaram em serviços públicos estaduais ou municipais em São Paulo. Destas, foram entrevistadas sete obstetrizes, três trabalhando em instituições municipais e três em instituições estaduais. Nas entrevistas realizadas, foi possível verificar que, apesar de ainda haver resistência ao modo de assistência prestado, o impacto da atuação das profissionais é sempre positivo, principalmente no que diz respeito ao impacto causado no modelo assistencial. Os relatos descreveram que, em alguns casos, a presença de obstetrizes provocou mudanças, como a diminuição do índice de intervenções e a adoção de práticas obstétricas humanizadas. Contudo, ainda as entrevistadas relataram que ainda há lugares em que encontram resistência por parte de outros profissionais da área da saúde para ao modo de atuar das obstetrizes. Também foi possível observar que a hierarquia hospitalar é o fator que mais determina as dificuldades citadas pelas profissionais entrevistadas. As informações adquiridas no que diz respeito à integração do Curso de Obstetrícia à Rede Observatório de Recursos Humanos em Saúde do Brasil e à Estação Observa RHSP não foram suficientes para atingir o objetivo proposto, já que não estas entidades não se manifestaram ou não demonstraram interesse em incluir o Curso de Obstetrícia nos observatórios.


 

Número do Projeto: 11099– EACH– Humanas

Rugby, Juventude e Cidadania

Coordenador: Jose Renato de Campos Araujo

 

O projeto atua desde de 2010, no Jd. São Francisco (Zona Leste) e surgiu afim de suprir uma demanda educacional e de lazer de crianças e adolescentes através de oficinas de Rugby. Como objetivo principal, o projeto busca trabalhar a educação continuada através do Rugby, afim de estimular a autonomia dos participantes. São realizadas oficinas teóricas e práticas de rugby, passeios culturais, participação em campeonatos e rodas de conversa. Este ano, 2014/2015, foi uma ano de implementação e teste da metodologia social desenvolvida com a participação de pais e alunos. Atualmente conta com a participação de 60 crianças e adolescentes , entre 8 e 15 anos. Alguns resultados importantes deste ano foram:- Participação na Virada Esportiva-Aluna patrocinada pela Unillever- Parceria com a CBRU (Confederação Brasileira de Rugby) para o desenvolvimento da Metodologia- Visita do jogador da Seleção Brasileira Felipe Claro (Alemão). Entendemos, após 5 anos de atuação, que o rugby é uma excelente ferramenta para contribuir  com o empoderamento e autonomia dos seus participantes. Com o desenvolvimento e aperfeiçoamento da metodologia social, conseguiremos mensurar melhor os resultados e assim ampliar sua efetividade.


 

Número do Projeto: 9915– ECA– Humanas

Você no Esporte

Coordenador: Luciano Victor Barros Maluly

 

Este projeto visa a produção de programas radiojornalísticos sobre esportes, com ênfase na divulgação das diversas modalidades e da atividade física e esportiva. Os bolsistas têm a oportunidade de conhecer e participar do planejamento de um programa, pelo contato direto com a locução, a reportagem, a produção e a transmissão no Departamento de Jornalismo e Editoração e na Rádio USP FM 93,7. O objetivo geral é conduzir o aluno ao conhecimento sobre radiojornalismo esportivo e o específico é a possibilidade de produção de programas educativos com ênfase nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, a ser realizado na cidade carioca em 2016. O produto final é enviado à Rádio USP 93,7 para edição final e transmissão. O programa também fica disponível pela Internet por meio de uma página vinculada ao site do Departamento de Jornalismo e Editoração da ECA-USP. O conteúdo é destinado à divulgação das diversas modalidades e da atividade física e esportiva, com ênfase no olimpismo e na apresentação dos locais de aprendizagem e prática, como parques, clubes, pistas, ginásios, campos e demais praças esportivas.


 

Número do Projeto: 9973– ECA– Humanas

Atividades culturais com construção comunitária em sala de leitura do ensino municipal

Coordenador: Cibele Araujo Camargo Marques dos Santos

 

O objetivo inicial do projeto foi de promover atividades culturais no espaço da sala de leitura, permitindo dessa forma que a comunidade local pudesse ter acesso a esse espaço. Esse momento inicial foi importante para sentir o impacto das atividades propostas e a influencia do espaço na sua realização. A partir das primeiras dificuldades, nesse caso a principal: a baixa adesão dos alunos na produção das edições dos jornais ,foi possível articular formas de ação naquele espaço escolar. A conexão com a sala de leitura foi imprescindível, por ser um espaço diferenciado em sua organização. Com mesas redondas que possibilitam a formação de grupos, livros em torno das crianças e dinâmicas diferenciadas. Esse elo foi possível com a realização, inicialmente, de atividades entre os alunos na própria sala de leitura. O registro por filmagens e fotografias dessas atividades foi muito relevante para divulgação no blog da escola e facebook. Com esse primeiro material exposto nas redes sociais foi possível articular eventos com envolvimento da comunidade externa. Houve dois eventos importantes: a realização da festa das tradições da região centro-oeste e o primeiro Sarau da EMEF Jardim Paulo VI. Todos esses contaram com o envolvimento da comunidade escolar que se apresentou para a comunidade local. Possibilitando a interação entre ambas.

É de suma importância que a escola esteja afinada ás necessidades da realidade. Esse estreitamento de laços pode mudar a lógica de separação entre o escolar e a rua. Na ultima fase do projeto percebeu-se a necessidade de auxiliar na construção do TCA. A sigla significa: Trabalho Colaborativo de Autoria, que consiste na elaboração de um trabalho que resulte em uma intervenção social, que considere o conhecimento das diferentes linguagens apresentadas no âmbito escolar. Os professores e coordenadores é que auxiliam os alunos, mas devido ao pouco tempo e muitas atividades a realizar nas reuniões era visível a dificuldade na pesquisa por si só, escolha de objetos e realização dos passos metodológicos. E então, o estagiário se disponibilizou em auxiliar os alunos semanalmente.

Em suma, as atividades no transcorrer do projeto foram: auxiliar nas atividades da sala de leitura e jornal da escola. Registrando todas as atividades através de fotos, gravações e filmagens, divulgando todo o material nas redes sociais. E nos últimos meses, auxilio ao TCA e construção dos murais. Todas essas atividades são essenciais para garantir a preservação da memoria existente naquela escola, criando um fio de elo entre as gerações presentes e as futuras. A melhor forma de promover a construção comunitária com o ambiente escolar é abrindo os portões literalmente, mas não através de tramites burocráticos e tradicionais ,e sim pela construção em conjunto de intervenções culturais que possibilitam a criação de registros para as futuras gerações.


 

Número do Projeto: 10302– ECA– Humanas

Estação Memória: dispositivos informacionais dialógicos e a apropriação social da experiência

Coordenador: Ivete Pieruccini

 

A Estação Memória (EM) nasceu de projeto de pesquisa (Prof. Edmir PERROTTI e equipe) tendo em vista a construção de referenciais conceituais e metodológicos necessários à formulação de dispositivos de apropriação cultural. Seu objetivo específico é a reinserção social da experiência (BENJAMIN) das antigas gerações ao patrimônio simbólico na atualidade, a partir de ações que favoreçam trocas culturais entre idosos e jovens. O projeto estrutura-se a partir de: Oficinas de memória semanais, com duração de 3h, tendo em vista a produção de relatos orais e escritos sobre a experiência de vida de idosos, considerados diferentes temas e enfoques. As oficinas de memória geram produtos digitais e/ou impressos, tais como álbuns de memórias, boletins, livros que reúnem e organizam o trabalho dos grupos e dão apoio às trocas diretas presenciais entre os envolvidos. Encontros intergeracionais: reunindo crianças/jovens e adultos, tendo em vista o diálogo presencial, para a troca de experiência entre os participantes. Os encontros são agendados e preparados, a partir da escolha de temas de interesse mútuo. Essa estratégia metodológica permite construir patamares mais oumenos comuns, essenciais à criação de referências e estímulo ao partilhamento dos relatos.Resultados:Os alunos participantes vivenciam o contato efetivo com processos de desenvolvimento da Estação Memória, aspecto que lhes permitem aprender procedimentos de busca e experimentação de alternativas metodológicas adequadas à resolução de problemas reais/concretos que envolvem o desenvolvimento dos dispositivos de apropriação cultural; aprender a construir produtos de mediação cultural, que serão objeto de sua prática profissional futura; contato com dinâmicas que envolvem a relação entre pesquisa e terreno, ou seja, a intersecção entre circuitos de produção de conhecimento acadêmico e da ação prática; aprendizagens técnico-especializadas acerca da manutenção de repositório documental (da Estação Memória), incluindo tratamento, organização e sistematização da produção das oficinas geracionais; apropriar-se de referenciais que orientam a produção de dispositivos eletrônicos para guarda e circulação da memória dos idosos e dos jovens.Conclusões e discussão=> Os resultados permitem afirmar que a Estação Memória consolida-se como território identitário para idosos e jovens, a partir dos processos culturais que aliocorrem, implicando sujeitos de diferentes faixas etárias e provenientes de contextos socioculturais distintos.=> O dispositivo de apropriação cultural (Estação Memória) pode ser compreendido como instância de negociação cultural, a partir do reconhecimento do direito àpalavra pública, na medida em que se interpõe a favor da inclusão da experiência/memória no jogo das significações, próprio ao diálogo cultural amplo.


 

Número do Projeto: 10383– ECA– Humanas

Observatório de Mídias Alternativas na América Latina

Coordenador: Dennis de Oliveira

 

Pesquisa de mídias alternativas na América Latina buscando refletir como é abordado o cenário político e cultural do continente e as possibilidades de integração continental. Foram pesquisados e analisados os conteúdos semanais de cinco mídias, cada uma de um país diferente do continente latino-americano, por um período de dez meses. O projeto possibilitou a verificação de um direcionamento dessas mídias para uma possível integração política do continente latino-americano. Além disso, foi possível perceber a preocupação dessas mídias com a contextualização dos fatos abordados em suas publicações. O apoio frequente em especialistas usados como fonte nas publicações permite perceber a preocupação em sustentar as matérias publicadas com um embasamento teórico de forma responsável. Com isso, as publicações também se tornam grandes fontes de conhecimento, visto que os temas das matérias são trabalhados de forma aprofundada e contextualizados. O projeto traz a possibilidade de um questionamento das informações trazidas pelas fontes convencionais no sentido em que as perspectivas de abordagem dos temas são dados de maneira diferente em relação às mídias hegemônicas, além de trazer outras visões políticas que ampliam o horizonte de conhecimento e interpretação do leitor.


 

Número do Projeto: 10484– ECA– Humanas

Arte e Crítica: construindo a informação on line

Coordenador: Lisbeth Ruth Rebollo Goncalves

 

O objetivo do trabalho é a organização de informações sobre arte e cultura relacionadas à Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA). A Associação possui um rico arquivo de crítica que vem sendo construído desde sua fundação, em 1949, e mantém relações de troca entre críticos de todo o país através de seminários, debates, e as atividades de seus membros. O aluno – bolsista tem a oportunidade de ter acesso a este rico universo e adquirir conhecimento por via do tratamento e organização das notícias. No geral, em caráter informativo, estas notícias são divulgadas no site pelo próprio graduando, pelo método da observação crítica de todo o material enviado.


 

Número do Projeto: 10628– ECA– Humanas

A Pintura do Litoral Sul do Estado de Sao Paulo

Coordenador: Geraldo de Souza Dias Filho

 

A criação de um ambiente propício ao desenvolvimento de atividades artísticas, notadamente de pintura, junto à comunidade local e a conscientização da necessidade de preservação do equilíbrio ecológico da região. Os trabalhos produzidos tanto pelos alunos de graduação do curso de bacharelado em pintura do Departamento de Artes Plasticas da ECAUSP, como os realizados por crianças e jovens da comunidade de Cananeia serão apresentados em exposições que serão realizadas em espaço cultural local, e no campus da USP Butantã. Tais exposições serão acompanhadas de debates com especialistas nas áreas envolvidas – pintura, educação artística, meio ambiente, pesquisa marítima – com o intuito de valorizar o equilíbrio ecológico da região e suas vivencias e tradições.


 

Número do Projeto: 10718– ECA– Humanas

Projetos de Turismo Social Rosa dos Ventos

Coordenador: Debora Cordeiro Braga

 

O ROSA DOS VENTOS é um projeto de turismo social que surgiu do intuito comum de responsabilidade social de alunos do Curso de Turismo da ECA-USP com interesse de colocar na prática conhecimentos adquiridos na Universidade. No período 2014-2015  foram realizadas duas atividades de lazer com crianças da Associação Criança Brasil e da Associação Sócio-Educativa e Cultural Projeto Alavanca Brasil com o intuito de promove a inclusão social de crianças através da democratização do lazer através de ações lúdicas.


 

Número do Projeto: 10720– ECA– Humanas

Documentários da Universidade para a sociedade

Coordenador: Renato Levi Pahim

 

O CJE, departamento de Jornalismo e Editoração da ECA é um dos maiores produtores de material audiovisual da USP. A maioria dessas produções dialoga diretamente com a sociedade e com suas demandas por informação aprofundada, contextualizada e acessível, questões que muitas vezes os veículos de comunicação de massa tradicionais não conseguem dar conta. A produção de documentários é uma atividade eminentemente multidisciplinar e agregadora, capaz de aprofundar questões complexas, promover um diálogo entre áreas distintas e popularizar o conhecimento para além da academia. No CJE diversos documentários são produzidos a cada semestre tanto no âmbito de uma disciplina obrigatória semestral quanto nos TCCs (trabalhos de conclusão de curso) A enormidade de informação e conhecimento atualmente gerada na academia pode por vezes acabar ficando restrita e portanto necessita de acompanhamento e de estratégias permanentes para incremento de sua divulgação. Nesse sentido o projeto disponibilizou diversos vídeos inéditos e ajudou na divulgação dos mesmos identificando grupos de interesse. A audiência do canal aumentou consideravelmente (141% a mais) somando cerca de 86 mil visualizações só no último ano (data de abrangência do projeto) Tudo isso é fundamental para que possamos transmitir adiante o conhecimento acumulado pela pratica de produção do Departamento e incrementar cada vez mais nossa produção e nosso diálogo com a sociedade. Veja mais em: https://www.youtube.com/user/cjeusp


 

Número do Projeto: 10737– ECA– Humanas

Organização do acervo do Laboratório de Informação e Memória do CAC

Coordenador: Elizabeth Ferreira Cardoso Ribeiro Azevedo

 

O Laboratório de Informação e Memória do Departamento de Artes Cênicas da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo – LIM CAC – foi criado diante da necessidade de se preservar a memória do Departamento (CAC). Com o tempo, o Laboratório passou a ser um centro de documentação do teatro paulista e tem atuado na preservação de variada documentação. O acervo do LIM CAC provém de doações de pessoas e instituições. Os documentos reunidos cobrem um período que vai da década de 1920 aos dias de hoje e têm uma tipologia variada (programas, cartazes, trajes, acessórios, publicações etc.). A documentação provém de doações de professores, artistas e pessoas da área teatral. Assim, os objetivos do Laboratório são: – Recolher, preservar, organizar e divulgar acervos arquivísticos, museológicos e bibliográficos relativos à memória do teatro paulista; – Atender a pesquisadores e estudantes; – Consolidar o Laboratório como um centro de referência para a pesquisa na área teatral em São Paulo; – Desenvolver a reflexão teórica e crítica abrangendo elementos de seu acervo; – Articular o Laboratório a outros centros de pesquisa; – Prestar assessoria a projetos ligados à memória do teatro paulista; – Promover eventos como seminários, conferências e exposições; – Desenvolver programas de publicação de caráter científico por meio impresso ou digital.


 

Número do Projeto: 10742– ECA– Humanas

IMPLANTAÇÃO DO LABORATÓRIO DE LUZ no CAC-ECA-USP

Coordenador: Cibele Forjaz Simões

 

Este projeto possibilitou a participação de duas alunas de graduação em Artes Cênicas na implantação do “Laboratório de Iluminação Cênica do CAC/ECA/USP”, objetivando o aprofundamento da formação destas alunas nas técnicas e procedimentos específicos para a criação e realização de projetos de luz para espetáculos de teatro (desenho técnico, montagem, afinação e operação de luz) e, ao mesmo tempo, apoiou a formação de alunos iniciantes, através de tutorias nas disciplinas de Iluminação 1 e Iluminação 2. O TEATRO LABORATÓRIO do Departamento de Artes Cênicas ganhou o edital RENOVALAB 2013 para a readequação tecnológica dos seus equipamentos de luz. No entanto, como a verba foi contingenciada, devido à crise, de modo que o pregão para compra do novo equipamento só aconteceu em dezembro de 2014 e este só chegou ao CAC/ECA/USP em maio de 2015, com mais de um ano de atraso em relação ao cronograma original do projeto. Como as duas alunas deveriam trabalhar na implantação do novo laboratório, incluindo o aprendizado técnico em novas tecnologias de iluminação cênica, o projeto inicial sofreu muito com o atraso.

Tivemos que nos adaptar e transformar parte do aprendizado técnico nas novas tecnologias em pesquisa teórica e, na medida do possível, em pesquisa prática, dentro e fora do Teatro Laboratório.  De modo que as principais funções das duas alunas foram: i) aprender procedimentos técnicos para utilização dos equipamentos antigos do Teatro Laboratório e Departamento de Artes Cênicas (principalmente refletores com lâmpada incandescente); ii) pesquisar novos equipamentos em iluminação cênica (moving-lights, refletores inteligentes, equipamento com tecnologia LED) pela internet e em visitas a outros teatros; iii) elaboração de um manual de equipamentos em iluminação cênica; iv) elaboração de um manual sobre lâmpadas, com suas principais caraterísticas; v) monitoria das aulas de iluminação 1 e 2; vi) pesquisa complementar para aprofundamento dos temas tratados nas aulas de iluminação 1; vii) acompanhar (junto com a Profa. Cibele Forjaz e o funcionário Gustavo Viggiano) o trâmite burocrático e técnico para que pudesse acontecer o pregão dos novos equipamentos para o RENOVALAB e viii) aprendizado e elaboração de um tutorial para operação de luz na mesa digital ETC smartfade 24/48 (adquiridada pelo Teatro Laboratório em 2014).


 

Número do Projeto: 10909– ECA– Humanas

Em preto e Branco: recitais de piano e palestras acerca dos cursos oferecidos pelo CMU-ECA-USP em escolas de formação musical do Estado de São Paulo

Coordenador: Luciana Sayure Shimabuco

 

O projeto prevê a realização de recitais dos alunos do curso de piano, seguidos de pequenas palestras sobre os Cursos oferecidos pelo Departamento de Música da ECA/USP, a ocorrerem nas principais escolas de formação musical do Estado São Paulo. Objetiva-se com estes recitais e palestras: iniciar projeto sistemático visando a divulgação do trabalho desenvolvido no CMU/ECA/USP nas escolas de formação do Estado de São Paulo; incentivar e viabilizar a afluência de alunos das instituições envolvidas; oferecer recitais de qualidade a um público mais vasto, que exceda inclusive os habituais apreciadores de música clássica, agindo assim como instrumento formador de platéia; incentivar o estudo dos alunos do Curso de Bacharelado em Instrumento do CMU/ECA/USP por meio da preparação para a execução em público de obras significativas do repertório pianístico; estimular a cooperação, reunindo em torno de um objetivo comum, um número significativo de alunos de Gaduação e Pós-Graduação, orientados pelos professores doutores Luciana Sayure e Eduardo Monteiro.Como resultados, obtivemos recitais lotados na Escola Municipal de Artes Maestro Fêgo Camargo de Taubaté, Escola Técnica de Música e Dança Ivanildo Rebouças da Silva de Cubatão, Fundação das Artes de São Caetano do Sul e no Colégio Santa Cruz. Além da experiência de palco dos pianistas envolvidos e do conhecimento de repertório e desenvolvimento da habilidade de produção da aluna bolsista, abrimos canais com essas escolas para podermos continuar divulgando o que é feito no curso de piano para além da universidade, formando público e incentivando possíveis interessados a ingressar no curso de música.


 

Número do Projeto: 10940– ECA– Humanas

Levantamento, classificação e análise de dados referentes a teses e dissertações sobre ficção televisiva nos programas de Pós-Graduação em Comunicação

Coordenador: Maria Cristina Palma Mungioli

 

O objetivo central do projeto foi o levantamento, a classificação e a análise de dados referentes às teses e dissertações sobre ficção televisivas apresentadas aos programas brasileiros de Pós-Graduação em Comunicação. Os resultados obtidos subsidiam pesquisas tanto dos investigadores de ficção televisiva que atuam no Centro de Estudos de Telenovela – CETVN – da Escola de Comunicações e Artes – quanto dos diversos públicos que se dirigem ao Centro com o objetivo de obter dados e informações a respeito das pesquisas sobre telenovela que se desenvolvem no Brasil. A metodologia empregada para obtenção das informações teve como etapas: (1) realização de coleta de dados sobre as teses e dissertações defendidas nos programas de Pós-Graduação em Comunicação; (2) classificação dos dados coletados seguindo protocolo contendo: ano, IES, origem (mestrado ou doutorado), título, autor, foco, palavras-chave, formato, ficção analisada, tempo e espaço (em que a ficção abordada se passa); (3) lançamento das informações/dados obtidos em planilha do programa Excel com os dados classificados; (4) disponibilização dos dados obtidos para consulta de pesquisadores e interessados em geral nas pesquisas sobre ficção televisiva nos arquivos do CETVN; (5) pesquisa de formas de apresentação dos dados e elaboração de gráficos e figuras que tornassem os dados mais visíveis para análise e uso. Os resultados apresentados no Simpósio correspondem a uma pequena parcela da interpretação dos dados coletados, pois, devido ao grande número de possibilidades de tratamento dos dados, optamos por apresentar apenas dados de caráter mais geral que demonstram o universo observado. Os dados compreendem o período de agosto de 2014 a julho de 2015 (período de vigência do presente projeto) e se somam aos dados coletados em outros projetos realizados no CETVN. Após o término da coleta de dados, foram registradas 62 teses e 214 dissertações entre o período de 1975 a 2014. Observa-se que o ano de 2005 apresenta o maior número de dissertações, com um total de 22, e que 2001 registra o maior número de teses, com um total de 6. O levantamento possibilitou identificar os Programas de Comunicação que mais produziram teses e dissertações sobre ficção televisiva. O Gráfico 2 apresentado no Simpósio mostra os dez programas de Pós-Graduação em Comunicação com maior produção de teses e dissertações sobre ficção televisiva de 1975 a 2014, em ordem decrescente são: USP, PUC/SP, UMESP, PUC-RS,  UFRJ, UNIP/SP, UFRGS, UNB, ESPM e UTP-PR.


 

Número do Projeto: 11086– ECA– Humanas

Vivências com a arte para jovens e adolescentes

Coordenador: Sumaya Mattar

 

Vivências com a arte para jovens e adolescentes é um curso de extensão desenvolvido no Departamento de Artes Plásticas da ECA. O curso existe há cinco anos e já atendeu cerca de duzentos jovens e adolescentes na faixa etária de 13 a 18 anos. Tem como objetivo propiciar a vivência de experiências que fomentem a descoberta e o contato com a arte e despertem o gosto pela produção artística e a fruição, tendo em vista o desenvolvimento de um percurso poético próprio e a participação ativa e inventiva no meio sociocultural. Privilegia-se uma abordagem interdisciplinar das artes, na articulação entre conteúdos, procedimentos e experiências pertinentes às várias linguagens. O curso também oferece uma situação prática de formação de professores de arte, pautada no estudo, na pesquisa, no trabalho coletivo, na experimentação didática e artística, no registro e na reflexão, eixos metodológicos da proposta de formação docente ali desenvolvida, que coloca na posição de educadores alunos dos cursos da ECA e de outras unidades da USP. Os grupos de jovens e adolescentes que participam do curso são constituídos a cada início de semestre e apresentam traços socioculturais distintos e algumas características comuns, entre as quais, a participação preponderante de pessoas do gênero feminino, entre 16 e 18 anos de idade, bem como a presença equiparada de alunos matriculados em escolas públicas e particulares localizadas nas várias regiões da capital, embora também haja moradores de outros municípios de São Paulo nas turmas. Entre as razões apresentadas pelos jovens para a procura pelo curso, estão: o interesse pela arte, a vontade de aprender técnicas e procedimentos artísticos, o interesse em aproximar-se do universo da USP e a vontade de preencher do tempo livre. Nesta fase da vida, o adolescente busca conhecer mais a si mesmo e a se constituir em relação aos outros e ao mundo que o cerca, possibilidades propiciadas pelo curso, já que a vivência de experiências artísticas e estéticas individuais e coletivas e o fazer criativo permite que eles acessem conteúdos relacionados tanto ao seu universo particular como à arte e à cultura em geral. Ao envolverem-se com as vivências propostas, os jovens e adolescentes realizam produções, por meio das quais aprendem arte e refletem sobre questões que permeiam suas vidas, compreendendo o valor da arte para expressão e desenvolvimento da autonomia. Em relação aos alunos-educadores, a diversidade de áreas de conhecimento, níveis de formação e a dinâmica criação didática que se estabelece nas equipes possibilitam a constituição de um espaço de formação inicial de educadores rico e estimulante, em que arte, educação, ensino e pesquisa se fundem. O projeto de extensão tornou-se também projeto de pesquisa neste ano de 2015. Os inúmeros documentos produzidos ao longo de da existência do curso estão sendo organizados e analisados com a ajuda dos bolsistas vinculados ao projeto.


 

Número do Projeto: 11087– ECA– Humanas

Revista Música

Coordenador: Mario Rodrigues Videira Junior

 

O projeto teve por objetivo geral criar um espaço de prática e formação do aluno de editoração para atuação em revistas científicas, por meio de estágio na equipe editorial da Revista Música. Fundada em 1990, a Revista Música é uma publicação do Programa de Pós-Graduação em Música da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). A Revista publica predominantemente artigos originais resultantes de pesquisa científica, incluindo também outros tipos de contribuições significativas para a área (traduções, entrevistas, resenhas, partituras). Os objetivos específicos dividiram-se em dois grupos: 1) Para a comunidade: publicação de revista científica e divulgação de resultados de pesquisas acadêmicas na área de música; 2) Para o bolsista: Proporcionar um espaço para a prática do processo de edição de uma revista científica, desde a leitura e encaminhamento dos originais até o processo de revisão e publicação final de cada número. Metodologia:1) Leitura e análise dos originais; 2) Reuniões para encaminhamento a pareceristas; 3) Acompanhamento e encaminhamento dos pareceres; 4) Revisão e adequação a normas técnicas. Ações de extensão articuladas com a pesquisa e o ensino: o projeto proporcionou um espaço para a prática do processo de edição de uma revista científica por meio da participação na preparação e publicação de revista acadêmica na área de música. Resultados e discussão: publicação de dois números da Revista Música: Vol. 14 (2014) e Vol. 15 (2015, no prelo). O resultado foi muito satisfatório tanto para a aluna como para a publicação, a prendizagem foi multua e acreditamos que a continuidade do projeto só tende a contribuir parta a qualidade da divulgação de futuras pesquisas acadêmicas na área e em outros periódicos que venham a contar com os alunos que passaram por esse projeto.


 

Número do Projeto: 11102– ECA– Humanas

Games for Change

Coordenador: Gilson Schwartz

 

As atividades tiveram como foco apoiar a consolidação da parceria entre o grupo de pesquisa “Cidade do Conhecimento” e a rede internacional “Games For Change”. Produção de conteúdo, organização de eventos, apoio na divulgação das atividades e promoção de alianças estratégicas integraram a agenda do projeto, que culminou na realização de parceria do grupo de pesquisa com a rede internacional com a finalidade de coordenar o lançamento e a curadoria do “Portal da Juventude” da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo em 2015.


 

Número do Projeto: 11105– ECA– Humanas

Transmissão de notícias em vídeo na página da Agência Universitária de Notícias

Coordenador: Mônica de Fátima Rodrigues Nunes Vieira

 

O projeto teve por objetivo a produção de notícias em vídeo sobre acontecimentos relevantes da comunidade USP – pesquisa, ensino, extensão e outras atividades relacionadas – realizadas por docentes, discentes e técnicos. O formato dos vídeos feitos para este projeto é o jornalístico, produzidos para serem disponibilizados em meio digital. Ao realizá-los buscou-se abordar o tema da pesquisa/evento/obra, o objeto, o objetivo principal e o resultado de maior relevância (certamente não esgotamos a pesquisa/evento/obra, pois o tempo do vídeo de internet, que é nossa proposta, não deve ultrapassar quatro minutos). A partir de sugestões de pautas disponibilizadas pelos professores responsáveis pela Agência Universitária de Notícias (AUN), as bolsistas do projeto desenvolveram as seguintes atividades: 1) seleção, pesquisa sobre o tema a ser abordado, pauta, captação de imagens e sons, edição, finalização, redação de resumos, palavras-chave e ficha técnica para serem publicados juntos aos vídeos. Eles foram divulgados na página AUN do Departamento de Jornalismo e Editoração (CJE), no endereço www.usp.br/aun em boletins; 2), em https://www.youtube.com/user/aunusp/videos e na rede social Facebook .

Alguns vídeos também foram compartilhados nas redes sociais de Departamentos da USP como forma de divulgação dos trabalhos dos pesquisadores. Além disso, o vídeo sobre a exposição “Pelos Caminhos da Cidade de Pedra”, com a participação de alunos da Escola de Aplicação da USP, foi divulgado no site da escola na seção “EA na mídia”. Ao divulgar os vídeos em meios digitais, o projeto alcançou dois públicos-alvo: interno e externo. O público interno foi beneficiado com a divulgação das ações realizadas dentro da USP. O material produzido busca aproximar o público externo das ações da universidade que, em alguns casos, podem impactar de forma positiva, direta ou indiretamente, na vida de muitos cidadãos. A realização deste projeto permitiu às bolsistas a oportunidade de aprender e exercitar todas as etapas de produção de vídeos on-line.

Destacamos que os resultados obtidos foram bastante satisfatórios, como o grande alcance dos vídeos. Para citar como exemplo, o vídeo sobre a técnica de impressão 3D de ossos de cães e gatos para aperfeiçoamento de cirurgias, desenvolvida pelo pesquisador Cássio Ferrigno, da FMVZ, em apenas dez dias alcançou a marca de sete mil visualizações e vários compartilhamentos na rede social Facebook (atualmente possui mais de 11 mil visualizações). Destacamos também o aumento do número de pessoas que passaram a curtir a página da AUN no Facebook, cerca de 10%. Diante do exposto, podemos afirmar que este projeto atuou enquanto divulgador da produção científica produzida na USP em diferentes áreas do conhecimento: literatura, medicina veterinária, biociência, arqueologia, arquitetura e urbanismo, matemática e estatística, design, odontologia, educação física e ciências farmacêuticas


 

Número do Projeto: 11116– ECA– Humanas

Turismo Rodoviário em São Paulo: construindo possibilidades

Coordenador: Karina Toledo Solha

 

Com o intuito de criar um conceito de viagens no modal rodoviário e se diferenciar do mercado do Turismo convencional, este projeto busca construir um Roteiro de Turismo inovador que incentive o uso do ônibus nas viagens turísticas, fortalecendo o turismo regional. Para tanto, a proposta apoiou-se em três premissas: Experiência autêntica; Valorização das comunidades visitadas; Proposta de animação cultural.Para a realização do projeto realizou-se uma revisão da literatura sobre a questão das viagens organizadas de ônibus, turismo regional, turismo social, entre outros. Para conhecer a realidade do mercado de viagens de ônibus fez-se um levantamento da oferta de viagens organizadas de ônibus operadas por agências de viagens. Para verificar a viabilidade do roteiro proposto, consultou-se bases de dados dos destinos, identificando atrativos, equipamentos e serviços  turísticos existentes e sua adequação ao objetivo da proposta, esta atividade foi complementada por uma visita  técnica. A fim de possibilitar uma experiência única para cada viajante, foi necessário pensar atentamente sobre como a composição de infraestrutura pode melhorar a experiência. Se não tem um meio de hospedagem que comporte todo o grupo, não há problema em dividi-lo e acomodá-lo em dois espaços diferentes desde que ambos ofereçam qualidade de serviços.

Tal atitude demonstra, que muitas vezes, a solução não é criar um meio de hospedagem maior que todos possam caber, mas ver outras resoluções com aquilo que temos e dar oportunidade de acordo com aquilo que a cidade comporta. Durante o processo o grupo encontrou muitos obstáculos para organizar uma proposta de roteiro que fosse viável comercialmente e que atendesse às premissas do projeto. Dentre elas destacam-se as dificuldades de obtenção de informação sobre os atrativos, equipamentos e serviços, os valores altos com pouco equilíbrio entre custo/benefício, o despreparo para receber grupos organizados e principalmente o desconhecimento sobre o perfil deste tipo de turista. Como resultado principal destaca-se o relatório do projeto no qual são apresentados com detalhes os procedimentos indicados para avaliação da adequação de atrativos, serviços e equipamentos para este tipo de viagem organizada. Além de sugestões para a condução de grupos de turistas em viagens de ônibus.Esta primeira experiência destacou a necessidade de se estabelecer um diálogo efetivo entre a Universidade, os gestores públicos e os empreendedores de turismo, para juntos repensarem estratégias e promoverem avanços dentro do setor de Turismo a partir de teoria e práxis. Um pensar comprometido com a comunidade local e com os turistas, com um desenvolvimento sustentável, para que consigamos gerenciar a atividade turística, maximizando os impactos positivos.


 

Número do Projeto: 11070– EEFE– Humanas

Eu sou capaz!

Coordenador: Luiz Eduardo Pinto Basto Tourinho Dantas

 

O objetivo do projeto era atender os alunos na sua relação com suas dificuldades motoras e, juntos, encontrar formas de aceitação e superação dessas dificuldades motoras. Espera-se que o trabalho com as dificuldades motoras também tenha um impacto sobre a vida escolar, tanto do ponto de vista acadêmico quanto social. Para os bolsistas, o objetivo é fornecer uma formação prática-teórica acerca da intervenção sobre o desenvolvimento das ações motoras no contexto escolar. Isso abarca conhecimentos sobre avaliação motora, métodos de ensino individualizado (Abordagem Ecológica da Tarefa e Estrutura motivacional para a maestria), didática da educação Física. Além do conhecimento teórico no campo desenvolvimento das ações motoras, notadamente, seus problemas. O projeto também foi adaptado a presença de apenas 1 bolsista.

Participaram do projeto, em média, 8 crianças. Foram realizadas 20 sessões de intervenção, de 90 minutos. A partir da seleção e/ou indicação dos alunos foi realizado entrevista individual com cada criança e com seus professores para identificar o que é importante estar presente nas aulas com a finalidade de eliciar o que ela deseja aprender durante as aulas. Além disso, com base no desempenho no MABC -2, foram também selecionados conteúdos. As aulas foram desenvolvidas no formato de circuito e desenvolvidas em um clima motivacional orientado a maestria. A didática de ensino das ações motoras foi orientada pela Abordagem Ecológica da Tarefa. Por fim, o modelo interventivo está baseado em uma perspectiva cognitiva e acional (o aluno ativo). O principal indicador dos efeitos da intervenção foi o envolvimento com as aulas e as impressões coletadas junto as crianças, os professores e os pais. Com base nesses indicadores, contamos com os seguintes indicadores: envolvimento com as atividades nas aulas da EFE.

Os alunos bolsistas e voluntários envolvidos puderam ter contato com as aulas e os professores de educação física das crianças, avaliação motora, métodos de ensino individualizado e criaram relações de afetividade principalmente, o que proporcionou melhor convívio e divertimento tanto para as crianças quanto para as bolsistas, crianças confiavam e reconheciam elas como professoras. Infelizmente, nessa vigência do projeto, não foi possível o uso de indicadores formais descritos no projeto. Por outro lado, a frequência dos alunos, depoimentos das professoras e pais, além do apoio instrucional da Escola de Aplicação – FEUSP para que o projeto continue, pode ser visto como indicadores do impacto positivo da iniciativa. De parte dos bolsistas, ao final do projeto eles dominaram os procedimentos de aplicação e análise do MABC-2 (ajudando na avaliação motora de todo o primeiro ano da escola, que servirá de base para seleção dos alunos), e familiarizaram-se com as ferramentas didáticas que são referência do projeto.


 

 

Número do Projeto: 10540– EEFERP– Humanas

Escola de Futsal da EEFERP-USP

Coordenador: Renato Francisco Rodrigues Marques

 

Introdução e Objetivos: Este projeto de extensão consiste na oferta de aulas de Futsal para crianças e jovens entre 10 e 14 anos de idade, de ambos os sexos e residentes na região de Ribeirão Preto. Os objetivos são promover espaço de experiências e reflexões sobre a prática pedagógica e processos pedagógicos ligados à iniciação esportiva de crianças e jovens no futsal e aproximar a Universidade da comunidade de Ribeirão Preto e região através da oferta de atividades esportivas sistematizadas. As atividades da Escola de Futsal da EEFERP-USP, oferecidas em duas sessões semanais, foram coordenadas pelo docente responsável pelo projeto, o educador da EEFERP-USP, bolsistas e voluntários. O programa de atividades ministradas foi uma adaptação à sistematização pedagógica proposta por Daolio e Marques (2003), dividindo o conteúdo em módulos semanais, de forma global, buscando desenvolver a técnica e a tática de forma simultânea, considerando-as como inseparáveis para a prática dos Esportes Coletivos, utilizando os níveis de relação citados por Garganta (1995) como referência: Módulo 1: Níveis de Relação eu-bola: familiarização com a bola e seu controle em várias situações. eu-bola-alvo: domínio da bola com atenção sobre o objetivo do jogo, finalização. eu-bola-colega: ações coletivas e coordenadas com a bola. eu-bola-adversário:  conquista e conservação da posse de bola. Exemplos de atividades: Mãe da rua, pega rabo, ataque ao cone, 1×1, tiro ao alvo.

Módulo 2: Jogos de Movimentação Tática eu-bola-colega-adversário e eu-bola-equipe-adversários: assimilação dos princípios do jogo, interações ofensivas e defensivas, transição defesa-ataque, resolução dos problemas colocados pela marcação. Exemplos de atividades: Bobinho, linha, pebolim humano, situacionais (2×1, 2×2, 3×1,3×2…). Módulo 3: Maior utilização de jogos formais. Exemplos de atividades: Jogo formal, jogo alemão, contra ataque progressivo, jogo com regras adaptadas. Resultados: Segundo Semestre 2014: Foram 35 aulas, e 41 alunos inscritos, sendo 2 nascidos em 1999, 12 em 2000, 9 em 2001, 10 em 2002, 7 em 2003 e 1 em 2004.Primeiro Semestre 2015: Foram 43 aulas, e 31 alunos inscritos, sendo 1 nascido em 1999, 11 em 2000, 5 em 2001, 7 em 2002 e 7 em 2003.

Conclusão: os alunos que frequentaram regularmente as aulas do primeiro semestre de oferecimento do projeto se reinscreveram e retornaram no segundo semestre, o que pode ser atribuído tanto as características das atividades, agradáveis aos praticantes, e sua forma de distribuição, com mudanças semanais entre os módulos, evitando a monotonia e apresentando conteúdos diversificados. Além da fidelização dos alunos, estes evoluíram tanto taticamente, quanto tecnicamente.


 

Número do Projeto: 10891– EERP– Humanas

Promoção da Saúde na Educação Básica

Coordenador: Marlene Fagundes Carvalho Gonçalves

 

O projeto de extensão Promoção da Saúde na Educação Básica, da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto/USP, tem como objetivo trabalhar a temática saúde com alunos do ensino médio de uma escola pública. Busca-se identificar as necessidades e interesses relativos ao tema, com professores, funcionários e alunos, para a elaboração e desenvolvimento de atividades, visando a autonomia e cidadania dos alunos. O projeto envolve dois bolsistas, três voluntários e o apoio de uma enfermeira. Teve início no dia 01 de agosto de 2014 e término no dia 31 de julho de 2015. Foi realizado na Escola Estadual Professor Walter Ferreira, com alunos do primeiro ao terceiro ano do ensino médio, totalizando 292 alunos envolvidos. No ano de 2014, foram desenvolvidas as seguintes atividades com as turmas do primeiro ano do ensino médio: “Concepção de saúde”; “Drogas”; “Perspectivas de futuro”; “Métodos contraceptivos e Planejamento Familiar”. Esses temas foram estipulados segundo as necessidades apontadas pelos professores, funcionários e alunos.

No ano de 2015, foram realizadas atividades com as turmas do ensino médio: primeiro ano (1° A, B, C e D), segundo ano (2° A, B e C), e terceiro ano (3° A, B e C). Os temas das atividades realizadas foram: “Concepções de Saúde”; “Valores/Respeito”; “Gênero”; “Métodos Contraceptivos”; “Doenças Sexualmente Transmissíveis”; “Perspectivas de futuro” e “Vestibular”.  Por meio das atividades trabalhadas, o projeto contribuiu para a formação dos alunos bolsistas como docentes, pelo desenvolvimento do conhecimento e de habilidades proporcionado. Para os alunos do ensino médio, contribuiu para a construção do senso crítico, autonomia e a própria cidadania. Os alunos se mostraram interessados pelos temas abordados e trouxeram para a discussão relatos importantes e ricos de informações relativas à realidade que estão inseridos, articulados com os novos conhecimentos apresentados. O projeto possibilitou ainda ampliar a parceria, já existente no âmbito de ensino e pesquisa, entre a escola participante e a Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, para o âmbito da extensão. As atividades desenvolvidas reafirmaram o papel da escola na formação de cidadãos, abordando temas importantes para o desenvolvimento dos alunos. Para os graduandos participantes, a experiência do projeto trouxe a oportunidade de ampliar a visão do profissional de saúde atuando na educação básica, desenvolvendo habilidades docentes através de temáticas e metodologias ativas, com a finalidade de possibilitar a aprendizagem dos alunos do ensino médio. Desenvolver esse projeto de intervenção apontou para a possibilidade de transformação do ambiente escolar, do desenvolvimento dos alunos e da promoção da saúde na educação básica.


 

Número do Projeto: 10825– EESC– Humanas

Reavivamento da BiblioteCAASO – Estudo da história do CAASO através da divulgação e fomento ao acesso ao acervo e ao espaço da biblioteca.

Coordenador: Dennis Brandão

 

Atou-se no arquivo histórico, na divulgação dos títulos da gibiteca e no auxílio para a realização da semana da biblioteca. Mais de 1000 itens novos foram registrados nos arquivos históricos. Na gibiteca, 63 novos itens foram adicionados e 494 itens tiveram sua capa escaneada e ficha catalográfica digitada para disponibilização no facebook, para consulta dos títulos disponíveis na biblioteca. Na Semana da Biblioteca, foram recebidos de doação cerca de 2000 livros, que foram separados tanto para a BiblioteCAASO quanto para a doação para outras bibliotecas. Durante a terça feira desta Semana, as publicações no facebook da biblioteca tiveram seu ápice: 738 visualizações, sendo que a página só tinha 380 curtidas. Ainda assim, o número de pessoas envolvidas é de difícil estimativa e compreende todas as pessoas que frequentaram o Restaurante universitário e viram as atividades, além das atingidas pela reportagem da EPTV e publicações no facebook.

Duzentas e cinquenta pessoas foram envolvidas no dia das crianças no mínimo, pela distribuição de doces.Durante o projeto, a página teve um incremento de 90 curtidas e 693 visualizações. A publicação mais visualizada (2135, no total) ocorreu devido a um post sobre a doação de R$ 511,14 em livros novos, feita por um grupo estudantil (a saber, o GAP). O projeto permitiu a utilização do espaço da biblioteca não somente como um lugar ligado a literatura, mas, pela massa de atividades culturais realizadas, um espaço de interação importante para os estudantes e a cidade, em âmbito cultural e social.


 

Número do Projeto: 10674– EP– Humanas

Apresentação da Profissão Engenheiro

Coordenador: Jose Roberto Castilho Piqueira

 

Estabelecer uma política de relacionamento entre a EPUSP e as instituições externas de ensino fornecendo informações de interesse para os estudantes de cursinho, ensino fundamental, médio e técnico da iniciativa pública e privada. Por meio da promoção de palestras institucionais, feiras de profissões, mesas redondas, realização e participação em Workshops, ciclos de palestras, recepção de grupos de alunos etc. Como resultados, na edição passada o Escritório de Relacionamento participou de mais 100 atividades de orientação vocacional tais como promoção de palestras, mesas redondas, feiras de profissões e workshops, atingindo mais de 300.000 estudantes de cursinho, ensino fundamental, médio e técnico. Isso permitiu aos estudantes uma tomada de decisão mais consciente com relação à sua escolha profissional, de maneira que reduziu a possível frustração com a escolha errada, a desistência e a evasão escolar, cuja repercussão também favoreceu os alunos da escolas públicas pelos programas de inclusão da USP. Para a realização dessas atividades a participação voluntária de professores, alunos e funcionários foi fundamental, sem contar o apoio da PRCEU, que têm sido muito significativo para o sucesso alcançado.


 

Número do Projeto: 10982– EP– Humanas

13a. Feira Brasileira de Ciências e Engenharia FEBRACE 2015

Coordenador: Roseli de Deus Lopes

 

O principal objetivo da FEBRACE é provocar a sociedade brasileira para a promoção de uma educação transformadora nas escolas, por meio do desenvolvimento de atividades de aprendizagem significativas, utilizando o método científico ou de engenharia, com conexão com as realidades e com os potenciais locais, e do estímulo à criação de espaços e atividades para que estes potenciais se desenvolvam, para que sejam mostrados e valorizados e para que se multipliquem. Nesse contexto, o objetivo do bolsista do Aprender com Cultura e Extensão, dentro da sua área, foi participar das diversas partes do projeto, atuando no relacionamento com empreendedores sociais, parceiros e público externo; captar patrocínio; participar do planejamento e execução das diferentes fases do evento; divulgar a FEBRACE para os variados meios de comunicação; estar em constante contato com a(s) equipes de assessoria de imprensa;  organizar clipping; agendar entrevistas; apoiar na produção de textos de disseminação científica e tecnológica; revisar textos; cadastrar e digitalizar documentação e dos projetos enviados ao evento; auxiliar na produção de material educativo de divulgação científica e de capacitação de alunos e professores; apoiar na comunicação com os inscritos e selecionados; fazer contato com as Secretarias de Educação para  apoio e divulgação da FEBRACE. As ações realizadas nesse projeto contribuíram para a realização das ações planejadas para a FEBRACE 2015. Como apoio do estudante bolsista conseguimos estabelecer comunicação com os veículos de mídia televisiva, de rádio, impressa e de internet tanto para a divulgação da chamada para participação quanto para a cobertura da mostra de finalistas. Também foi possível produzir e revisar os textos para o site e para materiais de apoio à formação para realização de projetos investigativos (tanto para estudantes como para professores e organizadores de feiras). O apoio da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão foi registrado nos anais com os resumos dos finalistas da FEBRACE, tanto na versão impressa quanto na versão eletrônica.


 

Número do Projeto: 10477– ESALQ– Humanas

DO ENSINO E PESQUISA À EXTENSÃO: O CASO DA GESTÃO DE RISCO RURAL

Coordenador: Vitor Augusto Ozaki

 

O seguro rural é uma importante ferramenta de mitigação do risco presente na atividade agrícola. Com base nisso e, apoiando-se na justificativa de uma baixa adesão a tal ferramenta frente a países mais desenvolvidos (nos Estados Unidos, por exemplo, a área coberta corresponde a 95% da área plantada, enquanto que, no Brasil, tal número atinge apenas 20%), o projeto buscou informar os produtores rurais da região de Piracicaba -SP, por meio da realização de um evento intitulado “Ciclo de Palestras sobre Risco e Seguro Rural”. Nele, foram apresentadas duas palestras. A primeira foi ministrada pelos alunos integrantes do projeto, com o tema “O mercado de seguro agrícola: dimensão e oportunidades”. A segunda, apresentada pelo Professor Dr. Vitor Augusto Ozaki, trouxe a abordagem do “Seguro Rural no Brasil: tendências e inovações”. O evento foi destinado aos produtores rurais de Piracicaba, porém foi aberto a toda comunidade do município. O legado do projeto, além da informação prestada à comunidade, foi a padronização do evento, que será replicado pelo Centro de Estudos em Gestão de Seguros e Riscos (GESER), da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ/USP), a fim de tornar o seguro rural algo cultural em nosso país. Além disso, foi criado um material de apoio, que identifica todos os produtos de seguro agrícola no mercado brasileiro, bem como suas seguradoras ofertantes e características peculiares de cada um (cada produto de seguro difere de seguradora para seguradora), com o intuito de melhor guiar o produtor na contratação do seguro.


 

Número do Projeto: 10537– ESALQ– Humanas

Estudo do Acervo do Museu Luiz de Queiroz na Evolução da Mecanização

Coordenador: Sonia Maria de Stefano Piedade

 

O estudo histórico do acervo levou a descrever e identificar aproximadamente 200 (duzentas) peças. As informações foram reunidas em uma ficha de cadastro que contém a descrição e identificação, como o nome da peça, constituição, funcionamento, data e local de origem, fabricante e imagem. A ficha de cadastro complementa o material didático existente no Museu, contribuindo ainda mais com o processo pedagógico dos 9000 jovens que o visitam anualmente.


 

Número do Projeto: 10538– ESALQ– Humanas

Programa Pesquisadores Mirins do Museu e Centro de Ciências, Educação e Artes Luiz de Queiroz

Coordenador: Sonia Maria de Stefano Piedade

 

O projeto pesquisadores Mirins visa instigar os participantes à pesquisa e aos questionamentos relacionados a ciência e peças apresentadas no museu. Como resultado final do projeto, observamos que grande parte dos participantes acabam que aumentando sua curiosidade em descobrir e questionar teses, além de testar hipóteses. Fazendo com que todos terminem a participação no projeto com um espírito de pesquisador em busca de novas descobertas.


 

 

Número do Projeto: 10591– ESALQ– Humanas

Coral Luiz de Queiroz e ESALQ levam música à comunidade

Coordenador: Sonia Maria de Stefano Piedade

 

O projeto Coral Luiz de Queiroz e ESALQ levam música a comunidade proporciona ao grupo musical um maior contato com a música e a cultura. O grupo do Coral conta com aproximadamente noventa alunos por semestre com ensaios em três dias da semana, em dois períodos diferentes. Os ensaios semanais permitem que os integrantes do grupo possam ter uma maior aperfeiçoamento da voz, da leitura musical, concentração, trabalha a coordenação motora e estimula no despertar de novos talentos. As atividades realizadas durante o projeto englobaram a participação na organização de eventos internos e externos, participação como integrante no grupo do Coral e Orquestra ESALQ, preparação na estrutura dos locais de ensaio, acompanhamento no agendamento de eventos e sistematização de documentos.Os eventos realizados foram: XIX Encontro de Corais Luzes&Vozes, que ocorreu em dezembro de 2014; Participação na recepção dos calouros 2015, com atividades de interação com o público; Noite de Talentos, realizada dentro da universidade e permitiu a divulgação de talentos da comunidade interna e externa; e a apresentação da canção “Rio de Lágrimas” na ponte pênsil Tião Carreiro, em comemoração ao 45 ° aniversário da melodia.Todas as atividades propostas tiveram como objetivo a aproximação dos integrantes com a música e a cultura  e o incentivo ao aparecimento de novos talentos.


 

Número do Projeto: 10612– ESALQ– Humanas

Os instrumentos de ensino, as pesquisas e o fazer docente.

Coordenador: Taitiâny Karita Bonzanini Fuzer

 

O presente trabalho discute dados oriundos do desenvolvimento de um projeto de extensão universitária, realizado de agosto de 2014 a julho de 2015, no qual graduandos de cursos de licenciatura realizaram levantamentos, identificação, análises e aplicação de metodologias e recursos para o ensino de ciências em escolas públicas estaduais envolvendo 6 professores e, aproximadamente, 150 alunos da educação básica. Realizou-se acompanhamento direto de atividades de ensino, tanto através de observações participantes como aplicando materiais e analisando as interações e aprendizagens dos alunos e aplicação de questionários. Os dados foram registrados em diários de campo, ocorrendo também registros fotográficos e áudio gravações. Observou-se que o projeto contribuiu: a) para a disseminação do conhecimento produzido pelas pesquisas universitárias na área, entre graduandos, professores e alunos da educação básica; b) para a formação do graduando, que esteve em contato direto com a realidade escolar, com o fazer docente, com a organização da escola; c) para os professores em exercício que puderam dialogar com os estudantes universitários sobre os mais recentes resultados das pesquisas, sobre metodologias e recursos atuais, e outras questões; e d) para os alunos que vivenciaram aulas com metodologias e recursos atuais que imprimiam a aula uma nova dinâmica.


 

Número do Projeto: 10679– ESALQ– Humanas

Extensão Rural, Agroecologia, Agricultura Familiar, Economia Solidária: trabalhando para sistemas alimentares mais sustentáveis através da Rede Guandu

Coordenador: Paulo Eduardo Moruzzi Marques

 

A “Rede Guandu – Produção e Consumo Responsável” é um grupo de consumo responsável articulado por produtores, consumidores e gestores. A Rede Guandu viabiliza a comercialização de alimentos locais fortalecendo sistemas alimentares mais sustentáveis. Funciona através da compra antecipada de alimentos cuja produção é de base ecológica, orgânica ou artesanal, evitando  perdas e desperdício. Podendo ser caracterizada como um circuito curto de comercialização, tal rede dinamiza a economia local na região, dando espaço para novos empreendimentos sob princípios do comércio justo e da economia solidária.O objetivo consiste em oferecer aos bolsistas conhecimento e prática nos temas do comércio justo, da economia solidária e da biodiversidade alimentar.

A atuação semanal dos bolsistas permite obter experiência na gestão de entregas, controle contábil, planejamento e avaliação de ações além da elaboração de atas e relatórios. Os estudantes desempenham papel central na dinamização e funcionamento do grupo, propondo novas iniciativas. Além das atividades rotineiras dos bolsistas, convém destacar: 1. Quanto à formação do estudante: Ao longo do ano, os bolsistas puderam participar de atividades propostas pela Rede Nacional dos Grupos de Consumo Responsável, da qual a Rede Guandu faz parte. Os alunos puderam ter uma ampla visão sobre o movimento do Consumo Responsável no país. Para obter de dados para planejamento e avaliação das ações, os bolsistas realizaram levantamentos estatísticos em diferentes períodos sobre a frequência dos consumidores, suas dívidas e volumes de produtos comercializados. A relação semanal direta com produtores e consumidores favorece o desenvolvimento de habilidades comunicativas dos estudantes. Os bolsistas desenvolvem atitudes no sentido de maior organização em razão da disciplina necessária ao bom funcionamento do sistema comercialização solidária. 2. Impactos na comunidade.

As degustações realizadas para favorecer o contato entre produtores e consumidores foram o principal momento para esclarecimento de dúvidas e para o estabelecimento de uma relação  proximidade. Entre os meses de março e maio de 2015, foi realizada um levantamento revelando que, semanalmente, o faturamento médio os produtores da Rede Guandu foi de R$1.790,49, graças as compras de 43 consumidores em média.Observou-se um aumento de 20% no faturamento do Sítio São Benedito após a introdução da cesta de produtos da época. Trata-se de uma cesta fechada de itens que variam de acordo com a sazonalidade da produção.Convém  mencionar que os estudantes participaram da organização da II Conferência Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional em Piracicaba com fins de propor políticas municipais para promover alimentação saudável no campo e na cidade.Concluindo, ao final de um ano, os estudantes desenvolveram habilidades para o trabalho coletivo  conhecimentos sobre comercialização justa,agroecologia e economia solidária.


 

Número do Projeto: 10749– ESALQ– Humanas

Programa de Visitas Monitoradas ao Campus Luiz de Queiroz

Coordenador: Sergio Oliveira Moraes

 

O Projeto de Visitas Monitoradas enriquece o processo pedagógico, favorece a socialização do saber acadêmico e estabelece uma dinâmica que contribui para a participação da comunidade na vida universitária e estimula o visitante a conhecer a história da ESALQ, contemplada no acervo do Museu e Centro de Ciências, Educação e Artes “Luiz de Queiroz”, além de conhecer o campus e as pesquisas desenvolvidas neste.


 

Número do Projeto: 10761– ESALQ– Humanas

Trajetórias de carreiras empreendedoras masculinas e femininas: somos iguais?

Coordenador: Heliani Berlato dos Santos

 

O objetivo deste presente trabalho se deu na investigação de como homens e mulheres constroem suas trajetórias de carreira empreendedora. Por sua vez, a metodologia utilizada resumiu-se a uma pesquisa de cunho qualitativo, com a utilização de entrevistas semiestruturadas. Foram entrevistados 10 empresários, sendo 5 homens e 5 mulheres, todos da região de Piracicaba. Os relatos obtidos foram submetidos a técnica de análise de conteúdo. Às vistas disso os principais resultados obtidos contradizem de certa forma a literatura encontrada, em primeiro lugar no quesito relacionamento trabalho/família, não foi constatado a presença de conflitos entre essas duas esferas, muito menos a sobrecarga de papéis das mulheres, todas apresentaram um bom gerenciamento de suas diversas funções. Em segundo lugar, no que tange a carreira empreendedora, não é possível afirmar que há diferenças significativas entre as trajetórias femininas e as masculinas, ambos os sexos exibiram problemas e dificuldades muito semelhantes, a maioria alegou nunca ter sofrido preconceito ou discriminação em suas vidas de trabalho no que diz respeito ao gênero. Essa última constatação é interessante no ponto que todos reconheceram a discriminação na sociedade como um todo, mas apenas um diz já ter passado por alguma experiência desse tipo. O único ponto que se confirma com a literatura consultada é a existência da segregação sexual, pelo menos entre esse grupo, uma vez que a diferença de gênero pode não ter sido notada por eles por quase todos trabalharem em ramos com predominância de seu sexo. Por fim, foram encontrados alguns pontos que não tinham sido abordados no levantamento bibliográfico, entre eles a formação da imagem feminina criada pelas próprias mulheres, todas as entrevistadas citaram a presença de uma desvalorização ocasionada por algumas mulheres que “não se dão ao respeito”. Outro ponto refere-se ao conceito de carreira empreendedora, do qual advindo de uma noção antiga do termo carreira a maioria dos entrevistados não mostrou reconhecer nitidamente sua trajetória como a construção de uma carreira. Às vistas disso nota-se que o presente estudo propiciou uma vivência enriquecedora no campo de pesquisa dando sentido a este projeto de Cultura e Extensão.


 

Número do Projeto: 10812– ESALQ– Humanas

Boas Práticas de Fabricação na cadeia produtiva de queijos artesanais

Coordenador: Gilma Lucazechi Sturion

 

Durante o projeto foi realizado o contato com todos os setores normativos e fiscalizadores do município de Piracicaba e região para identificar o público-alvo e os problemas e dificuldades. Os produtores da região foram contatados para agendamento de visitas e diagnóstico sobre as reais condições de produção. Com base nos problemas e dificuldades identificados, foram realizados treinamentos contemplando conceitos básicos de microbiologia (principais grupos de micro-organismos de interesse em lácteos, higiene de alimentos, princípios de limpeza, tipos e usos de detergentes), segurança dos alimentos (qualidade da matéria prima, processamento, contaminantes, inocuidade, produção segura de alimentos): Boas Práticas de Fabricação (Conceitos básicos e aplicações, Processos e controle): Legislação. Um material acerca das BPF e tecnologia de queijos foi produzido, previamente, para distribuição aos participantes das atividades. Ademais, todo o conteúdo teórico e prático trabalhado durante o evento foi compilado de forma didática, autoexplicativa e em linguagem adequada ao público-alvo, gerando uma apostila guia As visitas visaram à coleta de informações, que em conjunto com os dados obtidos juntos aos órgãos municipais e estaduais forneceram um panorama da necessidade dos produtores acerca da tecnologia de alimentos e BPF de alimentos em geral por parte dos micro-produtores. A partir dos dados coletados, foi redigida uma apostila para ser fornecida ao público do treinamento. O conteúdo da apostila abordou de forma didática, ilustrada e simplificada conceitos básicos de microbiologia geral, microbiologia de alimentos, boas práticas de fabricação, ciência e tecnologia de produtos lácteos e tecnologia de queijos, além de contar com os Procedimentos Operacionais Padrão (POP) sobre preparação de saneantes, higiene pessoal, ambiental, de equipamentos, utensílios e superfícies e de fabricação de queijo Minas-frescal e queijo camembert. Foram realizados dois treinamentos para os produtores, abordando o conteúdo da apostila com aula teórica e oficina prática. ambos os treinamentos tiveram na avaliação geral aprovação máxima (9 na escala hedônica facial estabelecida) acima de 60%, obtendo avaliações positivas (acima de 5, correspondente à avaliação neutra) em todos os quesitos avaliados por mais de 90% dos participantes. Mais relevante do que isso foi o fato de que quase a totalidade dos participantes afirmou que o treinamento teve papel de conscientizar e modificar de alguma forma o  seu modo de pensar, além de admitir ter a intenção de utilizar uma ou mais técnicas e conceitos de boas práticas de fabricação e tecnologia de lácteos em suas produções. Por fim, o presente trabalho possibilitou o reconhecimento de uma demanda por treinamentos levando conceitos básicos de higiene e tecnologia de alimentos, além de possibilitar o inicio de projetos maiores de acompanhamento e assistência aos produtores através do banco de dados estabelecido.


 

Número do Projeto: 10851– ESALQ– Humanas

Identificação do posicionamento da Incubadora ESALQTec perante à comunidade Esalqueana

Coordenador: Eduardo Eugenio Spers

 

Este trabalho teve o objetivo de conhecer em profundidade o envolvimento dos professores da Escola Superior de Agricultura”Luiz de Queiroz” com relação aos temas empreendedorismo, inovação e sustentabilidade. Para isso, o Grupo de Pesquisa e Extensão em Marketing e Gestão MARKESALQ em parceria com a incubadora de empresas de tecnologia ESALQTec propôs uma pesquisa para caracterizar o perfil empreendedor e a percepção sobre aspectos de inovação de uma amostra de docentes da instituição. Os resultados da pesquisa visam direcionar as ações e aumentar a interação da incubadora junto à comunidade esalqueana. No caso da Incubadora ESALQTec existe um grande potencial a ser explorado junto à instituição ESALQ por estar inserido em um ambiente reconhecido tanto como nicho tecnológico estruturado como formador de capital humano científico e técnico qualificados voltado para as ciências agrárias. O desafio está em gerar tecnologia, conhecimento e inovação em conjunto, transformando essas informações em produtos e serviços que possam ser introduzidas no mercado através dessas empresas. a) Etapa A – reuniões com o prof. Orientador e o Gerente da Incubadora para a definição do tema a ser abordado; b) Etapa B- visita à Incubadora de base tecnológica ESALQTec na Fazenda Areão (conhecimento de toda a estrutura oferecida as empresas incubadas); c) Etapa C – revisão de literatura sobre o tema empreendedorismo; análises de relatórios sobre a atual situação das micro e pequenas empresas no país; participações em eventos ligados ao tema inovação e empreendedorismo; d) Etapa D – elaboração do questionário baseado no estudo realizado sobre o tema; e) Etapa E – aplicação do questionário via e-mail aos professores; f) Etapa F – análise das respostas e considerações finais. A universidade como geradora de conhecimento pode funcionar como elemento impulsionador de desenvolvimento econômico através da disseminação de tecnologia e da ciência. Uma das formas de propagação desse conteúdo está baseada no princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão no sistema universitário, cujo papel da extensão tem como finalidade disponibilizar ao público externo o conhecimento adquirido com o ensino e a pesquisa desenvolvida. Neste contexto, as Incubadoras de Empresas tendem a cumprir esse papel devido a sua proximidade com Instituições de Ensino Superior. O desafio está em gerar tecnologia, conhecimento e inovação em conjunto, transformando essas informações em produtos e serviços que possam ser introduzidas no mercado através dessas empresas. A criação de novos produtos e serviços fortalece a economia através da geração de empregos, melhora da competitividade, modernização de nossas tecnologias e aumento da produtividade.


 

Número do Projeto: 10890– ESALQ– Humanas

Avaliação e revisão do Plano Diretor Socioambiental Participativo do Campus Luiz de Queiroz

Coordenador: Miguel Cooper

 

O PDS tem o compromisso com o campus “Luiz de Queiroz” de introduzir dentro da Universidade um ambiente mais sustentável, com esse intuito tem buscado ampliar suas linhas de frente e desenvolver junto a comunidade universitária atividades de extensão que os aproximem do tema de forma dinâmica e educativa. Dentre as principais atividades desenvolvidas pelo Plano Diretor se destacam: Encontro de “Capacitação em Diagnóstico, Tratamento e Prevenção em Febre Maculosa Brasileira” – O evento foi realizado no dia 21/08/2014, no anfiteatro de Engenharia do Campus “Luiz de Queiroz” como parte das atividades da Comissão Técnica e Permanente de Controle e Prevenção da Febre Maculosa Brasileira no campus “Luiz de Queiroz”; 4ª Semana de Mobilidade de Piracicaba no Campus “Luiz de Queiroz”- O evento tem o objetivo de conscientizar os usuários a diminuírem o acesso ao campus com carro e incentivar as caronas, sendo apresentados dados de acesso ao campus.

As atividades foram realizadas contando com participação interna e externa; Semana de Recepção aos Calouros 2015 – Pelo segundo ano consecutivo com a ajuda da Secretaria Executiva do Plano Diretor a ESALQ organiza de maneira participativa a sua semana de recepção, buscando organizar a comunidade do campus para acolher os ingressantes e para envolvê-los no dia-a-dia da instituição; Mês do Meio Ambiente – Durante o mês de Junho de 2015 a Secretaria Executiva do Plano Diretor organizou junto com grupos de extensão universitária e a Diretoria da ESALQ, o Mês do Meio Ambiente no Campus “Luiz de Queiroz”. O objetivo deste evento foi de disseminar a Educação Ambiental no campus em comemoração ao dia do Meio Ambiente (05 de junho).

No que diz respeito ao processo de revisão foram obtidos alguns resultados parciais para os novos grupos de trabalho que irão compor o Plano Diretor: GT Energia – Identificaram-se presentes na matriz energética do Campus as fontes de energia elétrica e de fontes fósseis e o potencial para bioenergia e energia solar. Como atividades de maior gasto no campus destacam-se: Iluminação, Refrigeração e Equipamentos especiais; GT Mobilidade – foi criada a Comissão de Mobilidade Sustentável do Campus “Luiz de Queiroz”, que tem organizado estudos, projetos e ações educativas para tornar a mobilidade no Campus mais sustentável; GT Normatização e certificação ambiental – realizou-se diagnóstico nos  laboratórios da ESALQ por meio questionário e foram identificados impactos socioambientais sejam positivos e negativos. Nenhum dos laboratórios que retornou os dados possui certificação ambiental; GT Visitação – foi iniciado o levantamento de dados sobre as visitas monitoradas realizadas por atividades de Grupos de extensão e o perfil dos usurários do campus.


 

Número do Projeto: 10892– ESALQ– Humanas

Compostando na creche: uma experiência para toda a família

Coordenador: Miguel Cooper

 

O consumo e a geração excessiva de lixo e de destino inadequado a materiais reciclados se constituem como um dos grandes problemas da atualidade. Verifica-se a necessidade de desenvolver práticas educativas continuadas para estimular boas práticas socioambientais e reduzir o consumo, além de estimular a pratica de reciclagem e outras ações ambientais. Sabe-se hoje que grande parte do consumismo utiliza como veículo as crianças, que são vítimas de propaganda e da persuasão dos meios de comunicação em massa, neste sentido a escola e a família são fundamentais para uma educação baseada em fortalecer valores, resgatar a importância do cuidado com o meio ambiente e o respeito a todas as formas de vida. O presente projeto pretende desenvolver a educação ambiental junto a comunidade do CCIN – Centro de Convivência infantil do Campus ” Luiz de Queiroz”, com ações que englobem os alunos, professores e funcionários estimulando o aproveitamento de resíduos orgânico, como por exemplo os resíduos de cozinha.

Nos trabalhos são utilizados os resíduos gerados no CCIN mas o intuito é que as praticas sejam disseminadas com a maior abrangência possível, rever hábitos de consumo e incentivar práticas ambientais saudáveis com os pais, alunos e professores, desenvolver novos valores baseados no princípio dos 3r’s (redução, reutilização, reciclagem) e cidadania além de incentivar a prática da compostagem em outros departamentos/setores do Campus e nos lares. O trabalho é desenvolvido com alunos de uma faixa etária entre 3 a 5 anos, são realizadas atividades praticas, onde ocorre à manutenção da composteira, as crianças auxiliam nas várias etapas da construção e manutenção das leiras de compostos, além de auxiliarem no plantio e manutenção dos canteiros de uma horta, a mesma tem o intuito de mostrar de maneira pratica e dinâmica o processo de reciclagem dos nutridos resíduos de alimentos para transforma-los em nutrientes.

As atividades são realizadas uma vez por semana onde são utilizados os resíduos que não são aproveitadas na cozinha, juntamente com as folhas que são coletadas no parque da creche para o desenvolvimento da atividade, o composto gerado é aplicado na horta auxiliando no desenvolvimento das plantas, que posteriormente são consumidas pelos alunos e membros do CCIN, ao longo do projeto também foi desenvolvido e aplicado um questionário para avaliar o quanto os pais estão cientes e envolvidos nas questões ambientais vivenciadas pelos filhos no CCIN. Este questionário abrangeu informações de se os pais já tiveram algum tipo de formação ambiental e de como eles encaram as questões ambientais em relação a seus filhos. Quando a educação ambiental ocorre na infância a maior possibilidade  de transformar estas crianças em agentes formadores de opinião a respeito da questão ambientais no futuro e influenciarem os adultos a seu redor para repensarem suas praticas ambientais no presente.


 

Número do Projeto: 10894– ESALQ– Humanas

Articulação das iniciativas de educação ambiental para implementação do Programa Universitário de Educação Ambiental do campus Luiz de Queiroz

Coordenador: Miguel Cooper

 

Com implementação do Plano Diretor Socioambiental Participativo do Campus “Luiz de Queiroz”, a Secretaria Executiva em conjunto com diversos projetos, programas (socioambientais) e laboratórios elaborou o Programa Universitário de Educação Ambiental (PUEA), dando enfoque na inserção da educação ambiental nas linhas de ensino, pesquisa, extensão e gestão desta instituição, objetivando sua aplicação no cotidiano de alunos, professores e funcionários. Objetivando os seguintes pontos: 1. Integrar a Secretaria Executiva do Plano Diretor Socioambiental Participativo do Campus “Luiz de Queiroz”, acompanhando o desenvolvimento de seus projetos e a finalização do PUEA; 2. Envolver na construção do PUEA, através do apoio na elaboração, articulação, planejamento, e divulgação desta iniciativa; 3. Produção de uma cartilha educativa sobre ambientalização de universidades; 4. Apoio ao fortalecimento da plataforma sobre sustentabilidade socioambiental em universidades.Com os objetivos acima destacados, pode-se então realizar as seguintes ações dentro do Campus:1. Formação de professores do Campus, do primeiro ano da graduação (onde os professores participaram de uma discussão acerca da ambientalização curricular no Campus); 2. Dia de vivência em Educação Ambiental para Ingressantes (onde os ingressantes do ano de 2015 puderam entrar em contato com diversos grupos de extensão da universidade para realização de atividades com o tema socioambiental); 3. Apoio ao Mês do Meio Ambiente no Campus “Luiz de Queiroz” (o PUEA trabalhando em conjunto com o Plano Diretor Socioambiental Participativo do Campus “Luiz de Queiroz”, realizou e programou as atividades que estiveram presentes como atrações do mês); 4. Inserção da Educação Ambiental no Plano de Ação da ESALQ (uma formulação realizada para inserção do Plano de Ação do Quadriênio 2015/2018 da ESALQ – USP com propostas referentes a formação do Projeto Politico Pedagógico, criação de um Núcleo de Apoio Pedagógico, Pesquisa e Inovação, dentre outros eixos de atuações e metas que culminem na ambientalização curricular, na formação socioambiental dos professores e em políticas públicas ambientais).Com os resultados acima apresentados acerca de tudo que englobou o PUEA neste período, pode-se concluir que o mesmo deverá estar em consonância com a Política de Educação Ambiental da USP, que está sendo elaborada sob a coordenação da Superintendência de Gestão Ambiental da USP.


 

Número do Projeto: 10895– ESALQ– Humanas

Formação Socioambiental de Funcionários do Campus Luiz de Queiroz

Coordenador: Miguel Cooper

 

A crise socioambiental afeta atualmente todas as regiões do planeta e é consensual a necessidade da mudança de mentalidade em busca de novos valores e ética (MORADILLO & OKI, 2002). A educação ambiental surge como uma estratégia para enfrentar essa dificuldade (SORRENTINO, 2005) e, como agentes educadores, a corresponsabilidade da procura pela sustentabilidade é imposta a todas as universidades (CARVALHO, 2004).Visando esses conceitos, o projeto objetiva auxiliar os membros das comissões do Programa USP Recicla, através do aumento de conhecimento e troca de experiências, a ter uma maior atuação em seu local de trabalho. O processo de formação se destina a 41 membros (funcionários, professores e alunos) de quatro comissões: CENA, ESALQ, DTI-LQ e PUSP-LQ.

Nesses são realizados encontros mensais, onde serão dialogados assuntos atuais e/ou que envolvam demandas ambientais do campus. Este ano foram realizados seis encontros. O primeiro ocorreu em setembro de 2014, e teve como objetivo apresentar o gerenciamento dos resíduos do campus. 16 membros estiveram presentes e responderam um questionário de percepção, através do qual pudemos atuar com medidas de correção na coleta seletiva. Em novembro de 2014, o professor Fernando Mendonça, ministrou uma palestra sobre a situação atual da água, incluindo o desperdício e falta da mesma. 13 pessoas estiverem presentes: 92% das pessoas avaliaram o conteúdo do encontro ótimo. O terceiro encontro (dezembro/2014) contou com 8 pessoas presentes, porém foi muito produtivo. Foram abordados os resultados em relação aos recicláveis e lixo comum, sugeridas melhorias para o projeto e Programa USP Recicla. As sugestões foram repassadas aos estagiários e inseridas no planejamento do Programa.

Em abril de 2015, a quarta reunião teve como objetivo estabelecer algumas ações que os representantes poderiam colocar em prática em seus departamentos, setores e Programa USP Recicla. Estas foram enviadas para todos os membros das Comissões e aderidas ao planejamento do Programa. Ocorreu em maio de 2015 uma visita à Central de Treinamento de Resíduos Palmeiras (Piracicaba/SP). O Sr. André, representante do CTR Palmeiras, contou um pouco sobre os objetivos da Central e da geração de resíduos da cidade. O grupo também pode conhecer todas as dependências do empreendimento. O evento contou com a presença de 43 pessoas e estas se mostraram satisfeitas. 72% das pessoas classificaram o evento como ótimo e 23% como bom. A última reunião teve o objetivo para que os representantes contribuíssem com ideias para a realização da Feira da Barganha do Campus. Todo encontro é acrescentado conceitos novos, criando a responsabilidade social do representante repassar as informações para a equipe de trabalho. É possível avaliar a importância do projeto para o crescimento pessoal e profissional dos membros, e tornar estes agentes multiplicadores para transformar, através de pequenas ações, uma universidade sustentável.


 

Número do Projeto: 10899– ESALQ– Humanas

Ações educativas voltadas à temática dos 3 Rs em escolas de ensino fundamental e médio de Piracicaba e Região

Coordenador: Miguel Cooper

 

O projeto tem por objetivo o desenvolvimento de práticas voltadas à educação ambiental junto a instituições de Piracicaba e região, geralmente com escolas públicas, de maneira a abordar temas relacionados ao meio ambiente, para a formação de cidadãos mais conscientes e críticos. O Projeto integra o Programa USP Recicla do campus “Luiz de Queiroz, que procura atender por meio deste e outros projetos, uma grande demanda de escolas, desenvolvendo ações educativas a fim de aprimorar conceitos sobre consumo, redução, reutilização, reciclagem e disposição dos resíduos sólidos. Com isso, o projeto procura contribuir, através de diversas atividades, na formação de cidadãos com hábitos mais sustentáveis. Neste ano de atividades do projeto, pudemos alcançar bons resultados. Entre agosto de 2014 e julho de 2015 foram realizados 36 atendimentos com escolas, onde participaram 963 pessoas. A faixa etária do público atendido é de 7 a 18 anos, com maior predominância de participantes do ensino fundamental.

As atividades foram predominantemente realizadas em instituições públicas (estaduais e municipais) de Piracicaba e região e também em instituições particulares do município. Os dias de maior frequência de atendimento na semana eram nas quartas-feiras e sextas-feiras. O contato entre as educadoras e os participantes permitiu o compartilhamento de conhecimentos e experiências vivenciadas através do diálogo sobre temáticas a respeito da conservação ambiental. A questão da geração, destinação, disposição e tratamento de resíduos sólidos foi trabalhada de forma a construir um pensamento mais crítico do grupo. Apesar de nós não termos um retorno efetivo dos resultados, pode-se perceber que as educadoras e os participantes eram fortalecidos como agentes socioambientais a cada novo atendimento. Logo pudemos realizar diversas ações pontuais, que constituem um processo de formação de uma sociedade mais justa e sustentável à longo prazo.

Ações Desenvolvidas: As atividades foram realizadas a partir de trabalhos conjuntos entre o Programa USP Recicla e escolas da região, sempre com apoio da Diretoria Regional de Ensino, respeitando a disponibilidade da instituição e a carga horária dos estudantes bolsistas envolvidos de 10 horas semana, entre preparação e propagação das atividades na escola, no período de um ano. Foram algumas das atividades desenvolvidas, dentre as quais destacam-se: => Agendamento de atividades com as instituições interessadas. => Encontros com discussões sobre consumo, geração de resíduos, 3R’s, formas de aproveitamento de resíduos, coleta seletiva, disposição do lixo e compostagem. => Aplicação de vídeos com abordagem ambiental e discussão destes com os participantes. => Elaboração e execução de dinâmicas lúdicas de acordo com a faixa etária, como exemplo, houve a aplicação de dinâmicas como: “Dinâmica da Ilha”, “Concordo, tenho dúvidas, muito pelo contrário”, “Dinâmicas de Apresentação” e “Dinâmica O que o lixo tem a ver comigo”. => Elaboração de oficinas com aproveitamento de materiais usados como vasos de coador de café, papel reciclado, guirlandas com rolos de papel higiênico, móbile de sol com papel de fax, dentre outras. => Aplicação de questionários, após cada atividade realizada para avaliação da aprendizagem e formas de aprimoramento dos trabalhos através do mesmo.

São utilizados três tipos de questionários: Para professores, adolescentes e crianças. => Tabulação de dados dos atendimentos desenvolvidos, interpretação e formulação de relatórios. =>        Elaboração de um “estatuto de boas vivências do projeto para orientação de novos estagiários quanto às atividades e requisitos necessários das atividades”. => Estudo de textos/metodologias sobre educação, educação ambiental, resíduos sólidos e temas afins. => Reunião semanal de formação com os estudantes do projeto e para planejamento das atividades. => Divisão de funções entre os integrantes do grupo. Foram definidos quatro linhas de atividades: almoxarifado (responsável pela organização de materiais necessários ao atendimento), contador de dados (responsável pela tabulação dos dados de questionários), secretária (responsável pelo agendamento dos atendimentos), pesquisador de oficinas e dinâmicas (responsável pela atualização de oficinas para o grupo e pela pesquisa de novas dinâmicas). As funções são rotativas, assim, cada integrante é responsável por uma atividade durante um período de um mês. Apenas o cargo de secretária se tornou fixo com o objetivo de manter a agenda organizada.


 

 

Número do Projeto: 10901– ESALQ– Humanas

Pesquisa-ação comunicativa e educação ambiental na Universidade de São Paulo: Sustentabilidade é…

Coordenador: Laura Alves Martirani

 

O Projeto “Sustentabilidade é…” consiste em uma pesquisa-ação educomunicativa de extensão, coordenado pela Prof.ª Laura Alves Martirani, que atua como uma alternativa para auxiliar atividades de educação ambiental em âmbito corporativo. O Projeto foi desenvolvido articuladamente ao Projeto de Formação Socioambiental dos Servidores Técnico-Administrativos da Universidade de São Paulo (USP) coordenado pelo Grupo de Trabalho de Educação Ambiental vinculado à Superintendência de Gestão Ambiental (SGA). Esse Projeto de formação objetiva alcança os cerca de 16 mil servidores da Universidade, visando conduzir a USP a tornar-se referência em sustentabilidade. É no interior desse processo de formação que se desenvolve o Projeto “Sustentabilidade é…” que consistiu na produção de mensagens personalizadas, de autoria dos servidores de diversos campi da Universidade, sobre sustentabilidade e suas práticas.

As mensagens obtidas resultam da aplicação de um questionário aos servidores técnico-administrativos dos diversos campi da USP, sendo que as questões eram abertas e abordavam a concepções dos servidores sobre o que é sustentabilidade, suas práticas na vida pessoal e no exercício de suas atividades na universidade. A educação ambiental trabalhada no processo formador ao qual o Projeto “Sustentabilidade é…” se articula segue orientação crítica e emancipatória. Neste contexto, o Projeto justifica-se pela necessidade de desenvolver ações educativas e iniciativas diferenciadas para fortalecer a comunicação interna e a troca de experiências entre pessoas e grupos da comunidade uspiana e externa, como instrumento de educação ambiental. Considerando a diversidade de percepções verificada no discurso dos participantes, foi realizado um estudo bibliográfico para discutir os conceitos de sustentabilidade e desenvolvimento sustentável a fim de aprofundar as reflexões acerca dessas discussões e a relação com as práticas de educação ambiental suscitadas pelas respostas dos participantes.

Como resultado, tem-se a produção de 38 mensagens escritas pelos servidores participantes, ilustradas com as fotografias dos respectivos autores, que foram inseridas no site do Projeto de Formação hospedado no Portal da SGA/USP, na forma de depoimentos. A partir das respostas dissertativas, realizou-se uma análise quantitativa em relação ao número de vezes que determinadas palavras e expressões foram utilizadas e uma análise qualitativa referente aos significados que o uso reiterado dessas palavras e expressões representa. A partir dessas análises, foi gerada uma nuvem de palavras contendo as principais palavras utilizadas pelos respondentes e sua frequência. As palavras (ou radicais) que mais se sobressaíram foram: “uso”, “ambiente”, “água”, “lixo”, “resíduo”, “recursos”, “natureza” e “economia”. Os resultados indicam o potencial desses recursos e da educação ambiental de valorizar pessoas, integrar a comunidade e fomentar uma cultura alinhada aos ideais de sustentabilidade.


 

Número do Projeto: 10920– ESALQ– Humanas

Divulgação das Ciências Naturais: Elaboração, Aplicação e Avaliação de Material Didático-pedagógico para a Educação Básica (parte II)

Coordenador: Rosebelly Nunes Marques

 

Considerando a importância da divulgação científica no processo de compreensão da natureza e seu auxílio na tomada de decisões pessoais, políticas e sociais, este projeto tem como principal objetivo proporcionar aos estudantes da Educação Básica de escolas de Piracicaba e região o acesso a conteúdos científicos através de palestras sobre temas atuais na área das Ciências da Natureza. Os bolsistas envolvidos no projeto obtêm aprimoramento didático, aprofundamento do tema escolhido por meio de preparação, divulgação do material, exercício da prática pedagógica e convívio com os alunos da educação básica das escolas participantes. O tema escolhido para o desenvolvimento da palestra foi Sustentabilidade, como continuidade do projeto anterior. Foi aplicado um questionário prévio e outro após a palestra aos alunos participantes, como forma de avaliar o material produzido e também para analisar a evolução da construção do conhecimento científico.

Com a análise dos questionários prévios observa-se que grande parte dos alunos relaciona o conceito de Sustentabilidade apenas ao meio-ambiente, pois é essa a ênfase que tanto a escola quanto os meios de comunicação dão à esta temática. Esta interpretação foi confirmada com a análise do questionário pós-palestra em que parte significante dos alunos relatou que o tópico que mais chamou atenção foi o que tratou das dimensões social e a econômica que compõem o Tripé da Sustentabilidade. O conceito de Obsolescência também foi apresentado e os estudantes relataram desconhecer o termo e suas implicações. Sobre os serviços ambientais, efeito estufa, relações de consumo e descarte também foram pontos destacados, o que demonstra o reconhecimento da necessidade de aprender e refletir sobre sustentabilidade. Na devolutiva dada pelos alunos no questionário pós-palestra houve relatos de que a apresentação ampliou seus conhecimentos e lhes propiciou a aquisição de novos conceitos, além de lhes despertar uma conscientização ecológica, social e econômica. No que tange aos bolsistas, o processo de pesquisa para a elaboração, a aplicação do material de divulgação científica, a análise dos resultados, as reflexões e conclusões, aliados ao exercício da prática pedagógica e ao contato com os estudantes no cotidiano escolar contribuíram de maneira excepcional para o enriquecimento de sua experiência acadêmica.


 

Número do Projeto: 10921– ESALQ– Humanas

Avaliação de Processos do Programa Ponte (parte II)

Coordenador: Rosebelly Nunes Marques

 

O Programa Ponte é um grupo de extensão em educação ambiental, e atende o ensino médio das escolas públicas de Piracicaba (SP). O objetivo do programa é a participação ativa e natural dos jovens, estimulando o pensamento crítico sobre questões do meio ambiente e sociedade. No que diz respeito aos resultados das atividades, retiradas do questionário que é passado, foi obtido bastante acerto e avaliações “positivas” em relação à estrutura dos módulos. Na Escola Estadual Alfredo Cardoso foi trabalhado as turmas 1º A, 1º B e 2º A. No módulo I, as três turmas alcançaram mais de 65% de acertos nas duas questões. Em relação à estrutura do módulo, os itens da avaliação “Apresentação em slides sobre biocombustíveis” e “Apresentação dos grupos” tiveram quantidades consideráveis de regulares. A avaliação dos professores, em geral, foi bastante positiva.

No módulo II, o questionário passado teve menor aproveitamento nas três turmas, e a menor taxa de acertos foi de 25% de acertos, na turma do 1º A. No módulo III, a dinâmica da “Trilha dos sentidos” foi bem avaliada. Na Escola Estadual Samuel Neves foi trabalhado as turmas 1º A, 1º B e 3º. No módulo I, as três turmas tiveram mais de 70% de aproveitamento nas duas questões sobre biocombustíveis. A apresentação final dos grupos teve mais quantidades de “regulares”, mas no geral os outros itens tiveram bastantes avaliações positivas. Os professores e monitores avaliaram beneficamente as atividades. As questões do módulo II tiveram mais de 70% de aproveitamento nas duas questões, e em certas turmas alcançou-se 100% de acerto. Na atividade III, obtiveram-se boas avaliações no item de “Trilha dos sentidos”.

Como proposta do programa, de se trabalhar uma pedagogia alternativa, no qual o aluno é estimulado a desenvolver o senso crítico, além de conhecer novos métodos de aprendizagem (jogos, teatros e discussões em roda), algumas reflexões acerca das atividades devem ser feitas. Os resultados do questionário apontam que a apresentação de slides no primeiro módulo se encontram no “regular”/mediano. Isso pode indicar que a apresentação estética não esteja adequada, além de que este método. O trabalho em conjunto com os monitores do Programa Ponte e alunos das Escolas Públicas foi essencial para a reflexão de diversas questões atuais sobre educação, meio ambiente e direitos humanos. A educação nas escolas públicas, no geral, necessita de não apenas ajuda financeira, mas mudanças em relação à pedagogia utilizada. A produção de energia mais limpa deve ser discutida, pois os combustíveis fósseis provaram ser finitos, e necessitamos de alternativas renováveis (biocombustíveis). E, por fim, os jovens tem direito a uma vida escolar estável e progressiva, que permita a emancipação do mesmo, não o treinamento. Por esse motivo, o Programa Ponte teve como meta uma educação prática e reflexiva, acreditando que esta é a melhor forma de desenvolver a criticidade do aluno.


 

Número do Projeto: 10937– ESALQ– Humanas

Comunicação social e políticas públicas: uma iniciativa de apoio ao Observatório Cidadão de Piracicaba

Coordenador: Laura Alves Martirani

 

O projeto teve o objetivo de apoiar o Observatório Cidadão de Piracicaba que visa o estímulo ao exercício da cidadania e práticas de participação social existentes em âmbito municipal tais como Audiências Públicas, Conselhos Municipais, Conferência Municipal, Orçamento Participativo, o que permitiu ao aluno o desenvolvimento de uma visão crítica em relação a necessidade de pró-atividade do cidadão nas questões públicas municipais. A Transparência Pública está estritamente ligada a prática da cidadania e consequentemente ao fortalecimento democrático. É através da transparência que os indivíduos terão acesso às informações relativas ao setor público, e através destas informações realizar mudanças institucionais que levam ao desenvolvimento. Desta forma, houve o contato semanal do aluno ao Observatório Cidadão de Piracicaba, e dentre outras atividades desenvolvidas foi realizada uma pesquisa em colaboração ao projeto, que diz respeito ao nível de transparência pública do portal da prefeitura municipal. Dentre as atividades desenvolvidas destaca-se a realização do clipping semanal, que consistiu em pesquisar e coletar dados em jornais online a fim de atualizar um banco de dados na intranet do Observatório com as matérias de interesse ao projeto; disponibilização online, no site do Observatório Cidadão de Piracicaba, através da intranet, de matérias referentes ao Observatório Cidadão de Piracicaba que tiveram repercussão na mídia; atualização da agenda cidadã e disponibilização no site do Observatório Cidadão de Piracicaba e na página do Observatório no Facebook; atualizações de indicadores (Orçamento Participativo, Portal da Transparência, Audiência Pública, Meio Ambiente); apoio na organização no evento em comemoração aos dois anos do Observatório Cidadão de Piracicaba, realizado no dia 03/12/2014, desenvolvimento de um artigo sob orientação da profº Laura Alves e Renato Morgado sobre o Portal de Transparência Pública no município de Piracicaba; submissão do trabalho ao Simpósio Aprender com Cultura e Extensão, Simpósio Internacional de Iniciação Científica e Tecnológica da USP (SIICUSP)


 

Número do Projeto: 11033– ESALQ– Humanas

Inserção e Desenvolvimento da Metodologia Lúdica na Educação Básica

Coordenador: Rosebelly Nunes Marques

 

É tarefa do professor, desenvolver em sala de aula trabalhos que estimulem seus alunos ao aprendizado efetivo de conteúdos específicos, muitas vezes abstratos e desvinculados do dia-a-dia da criança. Uma metodologia que traz um estímulo muito favorável é o trabalho com Jogos Didáticos e Atividades Lúdicas no ensino de conteúdos específicos, mas que nem sempre são vivenciados na formação inicial dos professores. O objetivo do projeto foi divulgar a metodologia lúdica em uma escola de Educação Infantil, do município de Piracicaba, focando nos Jogos Didáticos e Atividades Lúdicas, como ferramentas de apoio ao docente em seus trabalhos em sala de aula, fazendo com que o processo de ensino e aprendizagem dos conteúdos específicos, torne-se mais eficaz. Foi realizada a caracterização da escola, aonde há um corpo docente composto por 27 professoras que lecionam para 300 crianças entre 0 e 6 anos de idade.

A escolha dos temas para elaboração dos Jogos e Atividades Lúdicas foi em função do estudo teórico e prático dos assuntos de interesse da escola em que o projeto foi aplicado e realizado. Devido à localização da escola, que fica em um local de preservação permanente, com um córrego ao lado e visitas constantes de animais de várias espécies, foi realizado o avistamento da fauna e o levantamento botânico no entorno da escola para que fossem elaboradas formações direcionadas à vivência das professoras e dos alunos. Foram realizadas formações sobre Jogos e Atividades Lúdicas para o Ensino de Ciências da Natureza com enfoque na realidade em que a escola está inserida, com o apoio do Grupo de pesquisa – CRECIN (Centro de Referência em Ensino de Ciências da Natureza). Foram desenvolvidos jogos e atividades lúdicas com enfoque na alfabetização científica, interdisciplinaridade e ambiente para aplicação em sala de aula com crianças nos anos iniciais de aprendizagem. Os instrumentos de coleta de dados foram questionários e entrevistas com professores da Educação Infantil, durante as atividades formativas.

Obteve-se como resultado final a Formação de Professores, promovendo e inserindo a cultura lúdica e a alfabetização científica, para que estes professores possam vivenciar a metodologia lúdica e estimularem seus alunos, na aprendizagem em sala de aula. É função da Universidade promover a extensão do conhecimento produzido, estimulando o desenvolvimento de uma cultura científica na sociedade, contribuindo para o aumento das escolhas pelos estudantes por carreiras científicas, incentivados por seus professores. Concluiu-se que as atividades desenvolvidas na escola, permitiram a ampliação do conhecimento científico e a maior diversidade dos temas e recursos lúdicos explorados em sala de aula e que os bolsistas envolvidos no projeto obtiveram aprimoramento didático e pedagógico e avanços nas áreas de pesquisa e extensão.


 

Número do Projeto: E11305– Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto USP– Humanas

Significados de ética para alunos do ensino médio: promoção da saúde na educação básica

Coordenador: Marlene Fagundes Carvalho Gonçalves

 

Este trabalho foi realizado no contexto do projeto de extensão Promoção da Saúde na Educação Básica, da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto. Este trabalho é um recorte que traz atividade realizada no ano de 2015, com 31 alunos do primeiro ano do ensino médio de uma escola pública. Apoiamos nossas ações no referencial de promoção da saúde. Neste relato de experiência vamos trabalhar com a temática Ética, descrita nos PCNs.  Ética refere-se às reflexões sobre comportamentos e condutas humanas. No ambiente escolar, o tema Ética aparece nas relações dos estudantes em seu contexto sociocultural e é discutido a partir dos subtemas: respeito mútuo, justiça, diálogo e solidariedade.  Nosso objetivo é levar os alunos do primeiro ano do ensino médio a realizarem uma reflexão sobre o tema Ética, a partir dos significados prévios trazidos por eles sobre o tema. Trabalhamos na perspectiva do empoderamento, da autonomia e do senso crítico dos alunos no processo educativo.

Iniciamos a atividades com os adolescentes, separando-os em três grupos – respeito mútuo, justiça e diálogo solidariedade – com uma questão disparadora para cada um: O que é respeito mútuo, justiça e diálogo solidariedade (cada grupo com seu respectivo tema) para vocês em seu cotidiano? Cada grupo deveria produzir um cartaz, com a síntese da discussão sobre o tema proposto, para então proceder a discussão com toda a turma. De acordo com a proposta feita ao grupo, destacamos a síntese produzida e representada nos cartazes e as discussões resultantes. Respeito mútuo – Os alunos relacionaram o respeito mútuo a atitudes e posturas individuais do comportamento humano. Esse significado tem o sentido de igualdade social.  Justiça – Os alunos significam o tema justiça como uma rede de articulação de políticas públicas.

Justiça, aqui, tem o sentido de equidade social, ou seja, uma balança que nivela as desigualdades sociais. Diálogo Solidariedade – O diálogo é citado pelos alunos como fator comportamental de resolução de conflitos diários. A solidariedade é colocada como fator de cooperação social.  Os alunos trouxeram diferentes significados de ética. Destacaram atitudes comportamentais e posturas individuais relacionadas ao respeito mútuo e diálogo solidariedade. O tema justiça apareceu, para os adolescentes, associado à equidade e igualdade social. Vale destacar que todos os subtemas estão relacionados intimamente. Para o grupo de extensão universitária, apoiados no referencial de promoção da saúde e da abordagem histórico-cultural, o ambiente escolar tem como função a ressignificação dos saberes cotidianos dos alunos, por isso a importância de partir de seu contexto. Considerando a autonomia, a participação e o empoderamento dos conteúdos, podemos propiciar ao aluno condições para a apropriação do significado de ser cidadão em seu contexto. O aprendizado, dessa forma, é a troca de saberes prévios dos alunos e os conteúdos articulados pelos educadores participantes do processo de ensino.


 

Número do Projeto: E11300– Faculdade de Direito de Ribeirão Preto USP– Humanas

Centro de Prática Jurídica

Coordenador: Nuno Manuel Morgadinho dos Santos Coelho

 

O EPJUR é o núcleo de prática jurídica da FDRP, que passará a partir de 2015 a oferecer prática jurídica real aos seus alunos, tal como o determina a regulação nacional sobre o ensino jurídico no Brasil. Nesta etapa, o EPJUR prestará serviço de atendimento jurídico à população em condição de hipervulnerabilidade social, e será mantido por professores, alunos e servidores da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. Entende-se por hipervulnerável a pessoa que, por razões de saúde, conflito com a lei, exclusão econômica, cultural ou de qualquer outra natureza, veja na obrigação de fazer da rua a sua moradia e o seu local de trabalho, permanente ou temporariamente. Entre os potenciais usuários do serviço, destacam-se moradores de rua, dependentes de drogas e álcool, profissionais do sexo, artistas de rua.

O País vive grande déficit de efetividade dos direitos humanos, visível em todas as cidades com a presença de pessoas excluídas do mercado de trabalho, do consumo, das políticas de inclusão social e de direitos sociais.  Especialmente no âmbito do direito à justiça e à ordem jurídica, a população hipervulnerável se encontra particularmente excluída, com pouca ou nenhuma oportunidade de acesso à informação e à defesa processual e extraprocessual dos direitos. Há importantes iniciativas em curso, para erradicação da pobreza e da miséria, que se mantêm de forma resistente. Com respeito ao acesso à justiça, as iniciativas são ainda mais incipientes. O projeto contribuirá para a ampliação do acesso à justiça, visando à efetivação de seus direitos individuais e transindividuais. A integração dos alunos nesta atividade vai propiciar a eles experiência prática com os problemas jurídicos das pessoas mais carentes da cidade de Ribeirão Preto, em que a FDRP está situada.

Os alunos cooperarão com os professores coordenadores do projeto na assessoria e assistência jurídica aos sujeitos usuários do serviço. Sua atuação compreenderá: atendimento dos usuários, em entrevista; triagem e encaminhamento dos casos para órgãos administrativos, de mediação, ou ao escritório experimental do EPJUR; elaboração de peças processuais sob orientação de advogados e docentes integrados ao projeto; acompanhamento de políticas públicas voltadas para a população atendida, com proposição de construção e adequação das mesmas; fiscalização da atuação dos agentes públicos em interação com a população atendida; monitoramento da violência praticada contra a população atendida, seja a violência praticada por agentes do Estado ou por particulares; campanhas em favor da efetivação dos direitos fundamentais da população atendida; elaboração de materiais didáticos de divulgação e conscientização sobre os direitos da população atendida; elaboração de projetos para agências de fomento, visando à obtenção de recursos para ampliação do projeto.


 

Número do Projeto: E11310– Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo– Humanas

Reciclando ideias: a mudança de hábito a partir de pequenas ações

Coordenador: Profa Dra Lilian Rose Marques de Sá

 

A destinação final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos é uma das maiores preocupações da sociedade atual. Deste ponto de vista a reciclagem surge como solução ao possibilitar que o lixo seja transformado em novos produtos. Tendo em vista todas estas questões e a necessidade de segregar os resíduos para a garantia de um tratamento mais adequado, a Comissão de Gestão de Resíduos da FMVZUSP desenvolveu um estudo com o objetivo de avaliar os impactos de uma campanha na variação do volume de recicláveis coletados. Com os motes reciclando ideias e cuidar do planeta também é etiqueta, a campanha de coleta seletiva consistiu na instalação de coletores para resíduos recicláveis e cartazes informativos na lanchonete e saguão da unidade. Os resíduos gerados em um período de 24 horas em dois dias foram pesados e caracterizados, posteriormente realizou-se a análise estatística dos dados obtidos. Na lanchonete observou-se que a participação de recicláveis no total de resíduos coletados saltou de 9% para 19% (p  0,0001) no caso das latas, e de 0% para 17% (p  0,0001) no caso dos plásticos. Já no saguão, observou-se um aumento de 13% para 49% (p  0,0001) no total de recicláveis. Em apenas dez dias, com pouca intervenção, observou-se diferença estatística significante entre os dois momentos em relação à quantidade de recicláveis coletados e redução da quantidade de resíduos comuns descartados. A mudança de hábito observada mostra como, em condições favoráveis, as pessoas têm maior tendência a adotar atitudes menos impactantes do ponto de vista ambiental. Mais do que extensão universitária, este tipo de ação é importante para a cidadania de todos os envolvidos.


 

Número do Projeto: E11293– FACULDADE DE TECNOLOGIA DE TATUÍ– Humanas

PERFIL DOS EGRESSOS DA FATEC-TATUÍ

Coordenador: EVELYN PRISCILA SANTINON SOLA

 

Pesquisa: Estudos sobre egressos demonstram que a partir do acompanhamento dos mesmos é possível conhecer questões relevantes como mudanças no mundo do trabalho, continuidade na formação e no desenvolvimento profissional do egresso, sendo ele o elo entre formação e prática. Maior importância se dá quando trata-se de uma escola pública, de nível superior e localizada no interior do Estado de São Paulo, polo regional de formação acadêmica. Dessa forma, o presente estudo tem como objetivo analisar a vivência acadêmica e a inserção profissional dos egressos do II semestre da Faculdade de Tecnologia de Tatuí (FATEC-TATUÍ). Estudo de caráter exploratório e descritivo, com abordagem quanti-qualitativa, realizado junto aos egressos do segundo semestre de 2014 de todos os cursos da FATEC-TATUÍ: manutenção industrial, gestão em tecnologia da informação, automação industrial, gestão empresarial e produção fonográfica.

Metodologia: A coleta de dados ocorreu entre abril e junho2015, com questões relacionadas ao curso e atuação do egresso como profissional através do uso de Entrevista Assistida por Computador, o survey computadorizado. A população foi composta por 132 egressos, composta por todos os egressos do II semestre de 2014, sendo que a amostra foi de 32. Os resultados apontaram que a grande maioria dos egressos (93,8%) estava empregada no momento de realização da pesquisa. Quanto a formação acadêmica, foram abordados itens como: contatos profissionais oportunizados durante o curso e realização de estágios, ambos apontando a necessidade de maior vivência na área empresarial propiciada pela unidade de ensino. O item iniciação científica, apresentou resultado positivo, o que mostra a importância da pesquisa no desenvolvimento do egresso e o convívio mais estreito com seus professores, evidenciando a importância da pesquisa frente ao mercado de trabalho e a responsabilidade de trabalhar com objetivos e prazos.

Com relação ao item contato com colegas, 4,76% pontuou abaixo do escore 3 esse item. Assim, pode-se deduzir que houve a universidade oportunizou a socialização de seus alunos. Já o item contatos profissionais realizados durante o curso foi o que alcançou o menor escore, a maioria com escore abaixo de 3. Quanto a empregabilidade pós-curso e chance de promoção, os dados coletados demonstraram que a maioria desses egressos está empregada e com maior chance de promoção, após a formação em qualquer dos cursos da FATEC-TATUÍ. Foi comum a importância dada pelos egressos ao item conhecimento adquirido frente à necessidade profissional. Dessa forma, é essencial que instituições de ensino superior públicas, incluindo aquelas com enfoque técnico como a FATEC-TATUÍ, acompanhem através de projetos seus egressos no mercado de trabalho e vinculem o ensino ao perfil exigido pelas empresas.


 

Número do Projeto: 9404– FAU– Humanas

Conservação e difusão Web do acervo de imagens fotográficas da Arquitetura Brasileira da Biblioteca da FAUUSP

Coordenador: Artur Simões Rozestraten

 

O projeto pretende desenvolver ações de conservação sobre o acervo fotográfico da Biblioteca da FAUUSP com vista à preservação das imagens originais, e sua digitalização para difusão pública no ambiente colaborativo Arquigrafia (www.arquigrafia.org.br). Na medida em que preserva e torna disponível na Web este acervo de imagens fotográficas da Arquitetura Brasileira a Universidade de São Paulo colabora significativamente para a ampliação da cultura visual no campo da Arquitetura, do Urbanismo e do Design, fomenta e ampara a construção de conhecimento nesta área, favorecendo a interação em rede entre milhares de estudantes, professores, profissionais e pesquisadores, no Brasil e no exterior. A difusão deste acervo online desempenha também um papel central e estratégico no enfrentamento dos desafios educacionais brasileiros, e de outros países em desenvolvimento, especialmente na comunidade lusófona, podendo dar suporte ao ensino, à pesquisa e à extensão universitária em incontáveis instituições de ensino, além de amparar a formação contínua e a educação não-formal.


 

Número do Projeto: 9407– FAU– Humanas

Representações e Imaginário da Arquitetura no Círio de Nazaré e no Guerreiro Alagoano – projetos de Exposição

Coordenador: Artur Simões Rozestraten

 

O projeto faz parte do planejamento e materialização de uma exposição a ser realizada em sua primeira edição nos espaços da FAU-USP e que irá abordar o imaginário da arquitetura nas manifestações culturais e religiosas: Círio de Nazaré e Guerreiro Alagoano. A exposição apresentará um caráter imersivo e, por meio de fotografias e vídeos, propõe-se provocar os visitantes para uma reflexão sobre a natureza dos fenômenos no campo do imaginário coletivo e das representações de arquitetura. Não pretende apresentar teorias prontas ou restritas exclusivamente às manifestações ou às localidades onde acontecem, a proposta vale-se de uma linguagem essencialmente imagética da qual se pode extrair uma multiplicidade de significados. Um dos setores da exposição, o qual foi objeto de trabalho neste projeto é a “teia de imagens” que consiste em uma estrutura plana vertical que abrigará um conjunto de fotografias de épocas, regiões e temáticas diversas unidas por analogia entre si e com o tema da exposição.

Incluem-se nesse conjunto imagens tanto as que possuem uma relação mais direta, como cariátides, pinturas da idade média que abordam o tema do portador de uma arquitetura miniaturizada e ornamentações de cabeça de estruturas arquitetônicas, como aquelas que estabelecem relações mais sutis, a maioria delas associada a relação corpo e arquitetura em movimento.A seleção e organização das imagens foram baseadas no conceito de constelação de imagens de Durand (2004) e no experimento Der Bilderatlas Mnemosyne de Aby Warburg. As fotografias impressas foram organizadas em subgrupos temáticos e posteriormente rearranjadas segundo relações de imagem. O produto final foi a proposta de um painel para a exposição, que aponta para uma nova perspectiva de estudo das questões do imaginário e da história da arquitetura. A proposta para a “teia de imagens” consistiu em uma experiência na qual foi possível explorar o estudo de temas do campo do imaginário por meio de imagens em sua relação com questões do estudo de arquitetura e urbanismo.


 

Número do Projeto: 10343– FAU– Humanas

RENOVAÇÃO URBANA E projetos URBANO em bairros centrais históricos. Levantamento de conjuntos arquitetônicos nos bairros centrais de São Paulo

Coordenador: Rosana Helena Miranda

 

Levantamento de conjuntos arquitetônicos nos bairros centrais de São Paulo, faz parte da pesquisa relacionada ao desenvolvimento de projetos e estudos para a renovação urbana na área central da cidade de São Paulo, que desenvolvemos na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. Nesse projeto os alunos bolsistas realizaram o mapeamento georreferenciado das vilas e casa em séries (parcial e a ser complementado na próxima fase do projeto) existentes desde 1930 nos distritos da área de estudo nas cartografias cadastrais oficiais da cidade. A saber, o levantamento foi realizado nos mapas de 1930, 1954, 1974, 2004 e Ortofoto de 2007 com o objetivo de verificar aqueles conjuntos que permaneceram na paisagem urbana até os dias atuais. A partir desse conhecimento pretende-se escolher algumas áreas piloto para o desenvolvimento de projetos urbanos com  programa de usos variados no intuito de incorporar uma leitura histórica nos projetos, buscando o diálogo do velho e do novo espaço urbano de renovação sem criar processos de gentrificação. O projeto e contexto histórico e a preservação do patrimônio cultural construído fazem parte da reconstrução de um sentimento de pertencimento na cidade de São Paulo.


 

Número do Projeto: 10510– FAU– Humanas

Valoração ambiental de imóveis: teste de metodologias da Norma ABNT 14653

Coordenador: Emilio Haddad

 

O presente projeto originou-se como complementação de uma iniciativa da Câmara Ambiental do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo (IBAPE – SP). Os peritos ambientais frequentemente são convocados para valorar uma área. Se esta área estiver inserida no mercado e livre para ser transacionada, existem técnicas desenvolvidas para tanto, suportadas por normas. Todavia, quando a área ou parte dela é afetada por restrições ambientais, tais técnicas e normas não se aplicam. A existência de um valor ambiental destas áreas seria importante subsídio para concessão ou não de licenças de empreendimentos, bem como para imposição de compensações aplicando-se também a estudos de impacto ambiental. Surge, assim, a proposta do desenvolvimento de uma nova norma que reunisse instruções técnicas para auxílio de perícias que exijam tais especificidades.

A proposição dessa norma baseia-se no estabelecimento de fatores que caracterizam uma área ambiental, desenvolver métodos de atribuição de faixa de valores (alto, médico, baixo) desses fatores de modo que tenha menor subjetividade possível. Como resultado do projeto foram sugeridos fatores ambientais dentre os quais: “Importância no abrigo da fauna” e “Importância da área no conforto visual dos frequentadores do local” – em que nos coube auxiliar na obtenção de fontes de pesquisas bibliográficas e leitura de artigos acadêmicos e deste modo contribuir na elaboração da norma. No estágio atual a elaboração dessa nova normativa continua em estudo e em andamento na Câmara Ambiental do IBAPE-SP para que futuramente torne-se oficial e possa servir de apoio no âmbito legal e possíveis repercussões acadêmicas.


 

Número do Projeto: 11112– FAU– Humanas

ENSAIOS PROJETUAIS PARA O ASSENTAMENTO PRECÁRIO E INFORMAL JARDIM JAQUELINE

Coordenador: Karina Oliveira Leitão

 

Objetivos: Este projeto visa contribuir para uma melhor apropriação socioambiental do assentamento chamado Jardim Jaqueline, situado na zona oeste de São Paulo, e que conta com uma população de cerca de 3500 habitantes. Para tanto, previu-se que a ação desta pesquisa resultasse em um ensaio projetual, para o qual a equipe se propôs a colaborar não só com o projeto, mas também, com as articulações necessárias para sua implantação, fosse com agentes públicos ou privados. O processo dialógico com a associação levou-nos a optar pelo projeto de uma praça, localizada próxima a uma das entradas do assentamento. Levando em consideração o projeto de regularização fundiária realizado para o assentamento recentemente (coordenado pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo), procuramos desenvolver uma praça pública, dotada de plano paisagístico, equipamentos de esporte, lazer e educação para os moradores da comunidade e entorno.

Métodos/Procedimentos: Assumiu-se como abordagem, uma prática dialógica permanente com a associação de moradores do local para construção de perspectivas que visem contribuir para a superação da condição de precariedade e irregularidade na ocupação do território, introduzindo elementos qualificadores do espaço e possivelmente para ampliação da apropriação pública deste. O grupo partiu do conhecimento já produzido em dissertação de mestrado (GERALDO, 2013), diálogo com pesquisadores e trabalhos de graduação  (da FAUUSP em 2013, a disciplina AUP 274) sobre a área de atuação. Através de reuniões com as representantes da Associação de Moradores do Jardim Jaqueline, com representante da Defensoria Pública que acompanha o processo de regularização do assentamento, com arquiteta da empresa contratada pela Defensoria para estudo de regularização, definimos o programa de necessidades do equipamento projetado. Em seguida foi feito um levantamento in loco, assim como uma pesquisa referencial criando as bases gráficas para o trabalho projetual. A cada reunião, discutimos os problemas e potencialidades do projeto, redefinindo seu desenho até chegar ao resultado atual, aqui apresentada. No momento, o estudo encontra-se em fase de debate final junto à comunidade e articulação com agentes privados, vizinhos à comunidade, para financiamento da obra.

Resultados: Em termos de projeto arquitetônico e paisagístico, chegamos a um estudo preliminar da praça, suficientemente definido para embasar a elaboração de estimativas quantitativas e pedidos formais de financiamento para efetivar sua construção. A atuação da Associação de Moradores do local tem sido central para ampliar as informações sobre o projeto dentro do assentamento. Ao fim e ao cabo, o ensaio projetual aqui proposto pretendeu construir caminhos não só para uma possível intervenção na área, mas sobretudo para a construção de um conhecimento mútuo sobre alternativas espaciais qualificadores em termos socioambientais.


 

Número do Projeto: 9489– FD– Humanas

O Direito Constitucional no quotidiano das pessoas

Coordenador: José Levi Mello do Amaral Júnior

 

A democracia requer consciência cívica de cidadãos em geral, inclusive com especial atenção aos mais jovens de regiões carentes. Assim, é preciso promover a conscientização cívica acerca da gramática da democracia por meio de visitas, palestras, debates, etc., em parceria ou não com entidades diversas da sociedade civil. Para tanto, é necessário discutir os seguintes temas com populações carentes: (1) direitos fundamentais, em especial acesso à informação; (2) organização dos poderes; (3) sistemas eleitorais (em especial os sistemas majoritário e proporcional); (4) partidos políticos; e (5) regime democrático de governo.

Foram realizados encontros em bairros carentes de São Paulo/SP. Houve debates no Centro Integrado da Cidadania – CIC Norte, na Jova Rural e na Paróquia São Marcos Evangelista, na Zona Leste da Capital paulista. As experiências de campo revelaram a extrema necessidade de iniciativas da espécie de modo a aprofundar a consciência cidadã e promover a inclusão democrática dos mais cidadãos mais carentes. Pode-se concluir que é essencial fomentar sempre mais no aluno da USP a necessidade de disseminar conhecimento. Isso porque é função social da Universidade (bem assim dos seus membros e egressos) apoiar a inclusão dos cidadãos mais carentes na mecânica da democracia, o que requer sejam eles introduzidos – de modo didático e incentivado – à gramática política própria ao regime democrático de governo.


 

Número do Projeto: 10310– FD– Humanas

Pesquisa e prática jurídica em direito e sexualidade – defesa e promoção da cidadania de minorias sexuais

Coordenador: Jose Reinaldo de Lima Lopes

 

Prestar assistencia a transgêneros que desejem mudar dados do seu registro civil. Foram obtidas sentenças favoraveis e foi possivel detectar os preconceitos e resistencias ainda existentes no Poder Judiciario, seja em decisoes de juizes seja em manifestacoes do Ministerio Publico. Os alunos aprenderam a lidar com casos reais e aprofundaram questoes de direitos fundamentais.


 

Número do Projeto: 10505– FD– Humanas

Grupo Direito e Pobreza: Uma Proposta Estruturalista para Direitos Econômicos e Sociais

Coordenador: Carlos Pagano Botana Portugal Gouvêa

 

A pesquisa consiste em uma análise das demandas judiciais por medicamentos nas quatorze Varas da Fazenda Pública de São Paulo e nos Juizados Especiais da Fazenda, desenvolvida Grupo Direito e Pobreza (“GDP”), Grupo de Pesquisa da Faculdade de Direito, criado em 2006 pelo Professor Calixto Salomão Filho, para estudar as estruturas jurídicas e econômicas responsáveis pela propagação histórica da pobreza e do subdesenvolvimento em nosso País. Desde sua criação, o Grupo tem se preocupado em analisar o impacto destas estruturas na garantia de direitos sociais, especialmente os direitos à saúde e à educação. O objetivo geral da pesquisa é criar um banco de dados padronizado com os principais elementos destes processos e, a partir dele, realizar uma análise metodológica quali-quantitativa das demandas judiciais de medicamentos no Brasil.

Além disso, como forma de conscientizar a população a respeito das alternativas para o fornecimento de medicamentos para além da judicialização, foi elaborada uma cartilha com explicações sobre como funciona o procedimento para fornecimento de medicamentos no Sistema Unificado de Saúde (“SUS”), para que a sociedade conheça as possibilidades alternativas à judicialização. É evidente para nós a importância social de tal pesquisa, devido à atualidade do tema da judicialização do direito à saúde, e em face da deficiência reconhecida do nosso sistema público de saúde e do impacto que os pedidos de medicamentos por via judicial causa no orçamento público. Os alunos envolvidos tiveram também a oportunidade de conhecer a realidade do funcionamento do SUS no que tange a concessão gratuita de medicamentos e de acompanhar de perto as ações interpostas com tal objetivo.

A pesquisa ainda está em andamento e, portanto, os resultados e conclusões aqui apresentados são parciais – o que, entretanto, não diminui de modo algum a sua relevância. A pesquisa empírica das demandas de medicamentos permitiu maior entendimento do grupo sobre o padrão dessas ações. Ao escolher o tema da judicialização do direito à saúde, uma das principais dificuldades que o Grupo de Estudo Direito e Pobreza vem enfrentando desde sua criação, é a não existência de dados consolidados sobre o assunto, em especial no Município de São Paulo. A consolidação de uma tabela é, portanto, não só um resultado ligado à nossa pesquisa, em específico, mas uma contribuição relevante para trabalhos e pesquisas posteriores acerca do mesmo tema. Nesse sentido, os dados obtidos auxiliaram no preenchimento de um banco de dados contendo informações importantes sobre cada demanda, o que pode determinar políticas públicas e pesquisas posteriores.Outra atividade realizada durante o projeto foi a idealização e o desenvolvimento de uma espécie de cartilha que informasse melhor a população sobre as vias alternativas à judicialização.


 

Número do Projeto: 10580– FD– Humanas

Oficina de Direito Ambiental Prática jurídica simulada de solução de conflitos ambientais

Coordenador: Ana Maria de Oliveira Nusdeo

 

A Oficina de Direito Ambiental volta-se à análise de um conflitos ambientais específicos, buscando conciliar a pesquisa sobre o tema envolvido e uma intervenção prática. No ano de 2014-15 trabalhou-se com a questão das áreas contaminadas no campus da EACH- USP. O trabalho envolveu o estudo das peças processuais da Ação Civil Pública em questão; a leitura e discussão de textos sobre o tema das áreas contaminadas e a compreensão de ferramentas jurídicas e técnicas de resolução do problema, inclusive com a entrevista a um especialista técnico e, finalmente, o estudo do Fundos de Direitos Difusos, instituto jurídico usual para financiamento de projetos ambientais. Por meio de uma análise interdisciplinar, a Oficina debruçou-se na tentativa de solucionar os problemas socioambientais da USP. A principal atividade de extensão realizada foi o Seminário no campus EACH, que representou um momento importante de estender o trabalho e debatê-lo com a comunidade envolvida.


 

Número do Projeto: 10911– FD– Humanas

Ocupantes organizados por Direitos.

Coordenador: Celso Fernandes Campilongo

 

“Ocupantes Organizados por Direitos” foi um projeto de educação popular desenvolvido pelos alunos do Serviço de Assessoria Jurídica Universitária da USP (SAJU-USP) em parceria com o Movimento de Moradia da Região Centro (MMRC) durante o ano de 2014.Voltado principalmente à formação de quadros dentro do movimento de moradia, o projeto deu-se em torno de dois eixos de atuação: primeiro, o de formação interna, voltada especialmente à questão urbana, e segundo, o de formação mista. Os espaços conjuntos de formação eram realizados semanalmente na ocupação Margarida Maria Alves (MMRC), entre membros do SAJU e moradores da própria ocupação. Tendo como base os princípios da educação freireana, os encontros visavam prioritariamente ao empoderamento e aprendizado conjuntos. A principal conquista do projeto foi o sucesso em elaborar uma atividade que, para além de estabelecer um real vínculo de aprendizado dialógico entre a universidade pública e a sociedade, efetivamente envolveu estudantes e militantes na luta por moradia digna para todos.


 

Número do Projeto: 11049– FD– Humanas

SUPERVISÃO EM MEIOS ALTERNATIVOS DE SOLUÇÕES DE CONTROVÉRSIAS E ARBITRAGEM

Coordenador: Carlos Alberto de Salles

 

Trata-se de programa de extensão desenvolvida no âmbito do Núcleo de Estudos de Mecanismos de Solução de Conflitos – NEMESC, sob a coordenação e supervisão acadêmica do professor Dr. Carlos Alberto de Salles. Seu objetivo é proporcionar aos alunos bolsistas a oportunidade de trocar experiências e realizar um aprofundamento nos tópicos fundamentais da conciliação, da mediação e da arbitragem, através do acompanhamento e participação nas atividades do NEMESC, passando por estudos teóricos e vivência de aplicações práticas (simulações e visitas), incluindo ainda o auxílio no planejamento, execução e gestão do grupo.


 

Número do Projeto: 9419– FDRP– Humanas

PASJ – projetos de Apoio Socioambiental e Jurídico

Coordenador: Marcio Henrique Pereira Ponzilacqua

 

O projeto consiste em apoio socioambiental e jurídico a: 1) comissões de meio ambiente institucionais (ou seja, aquelas das unidades ou do campus de Ribeirão Preto – SP) ou externas (como as comissões de meio ambiente do município e de outros organismos de intervenção pública); 2) associações ou grupos vulneráveis no campo socioambiental cujas atividades estejam relacionadas com as comissões referidas. Visa à tutela jurídica e do patrimônio natural e ao empoderamento de agentes socioambientais em matéria de direito, notadamente ambientalistas, cientistas e populações vulneráveis, como catadores de lixo, coletores, pescadores, pequenos agricultores e populações de núcleos urbanos desassistidos pelo poder público. Envolve tríplice objetivo: 1. educação socioambiental continuada e empoderamento, 2. orientação jurídica, e 3. gestão de recursos naturais, como unidades de conservação, áreas de preservação permanente, direito das águas, produção e destino de resíduos sólidos, bancos genéticos de espécies nativas da flora; proteção e conservação de biomas e da fauna.

Para se atingir os escopos de empoderamento e orientação jurídica, buscar-se-á a munir os agentes ambientais de conhecimentos acerca das normas, auxiliá-los na compreensão da lei e das estratégias e princípio orientadores do direito ambiental, além dos mecanismos de acesso e reivindicação de direitos. No âmbito da gestão, a estratégia principal é a vinculação de ações propositivas e profiláticas em comissões de meio ambiente, internas ou externas às unidades que compõe o campus de Ribeirão Preto da USP. Em síntese, OBJETIVAMOS: 1. Formar lideranças no campo da educação ambiental, inclusão social e gestão do patrimônio natural para que deflagrem e estabeleçam ações em vista da organização e da implantação de gestão patrimonial; 2.. Colaborar na formação socioambiental e cidadã em Ribeirão Preto (SP); 3. Fomentar Apoio Socioambiental e Jurídica na Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (FDRP – USP) visando a estratégias de elaboração e controle de políticas públicas municipais em favor da natureza e de populações vulneráveis.


 

Número do Projeto: 9538– FDRP– Humanas

Direito e Cinema – ciclo de debates sobre Ética, Direito, Política, História e Ciência

Coordenador: Nuno Manuel Morgadinho dos Santos Coelho

 

O projeto consiste na exibição de filmes para fins didáticos seguida de debates, com professores e estudantes da USP, e especialistas convidados. As exibições são semanais e ocorrerão no anfiteatro da FDRP e em Escolas do Ensino Médio da cidade de Ribeirão Preto, concebendo-se como contribuição da FDRP ao desenvolvimento do Ensino Básico.


 

Número do Projeto: 10931– FDRP– Humanas

Projeto ÉTICA PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Coordenador: Sérgio Nojiri

 

O projeto Ética para Crianças e Adolescentes surgiu com o intuito estimular o raciocínio autônomo de alunos do ensino fundamental de escolas públicas e a problematização de questões como “o que é agir correto?”, dentre outras próprias do cotidiano dentro e fora das salas de aula. Para tanto, valemo-nos de vídeos, brincadeiras, desenhos e, sobretudo, da  partipação ativa das crianças, sempre trazendo temas filosóficos e práticos como ética, gênero e bullying para o contexto dos alunos. Ficou demonstrado que o projeto teve impacto positivo na escola, na medida em que os alunos participantes puderam pensar seu papel na sociedade diante de situações que exijam respeito ao próximo em prol de uma convivência mais harmônica.


 

Número do Projeto: 10981– FDRP– Humanas

GRUPO DE ESTUDOS MIGRATÓRIOS E APOIO AO TRABALHADOR ESTRANGEIRO (GEMTE)

Coordenador: Cynthia Soares Carneiro

 

O projeto vincula a pesquisa acadêmica à extensão universitária por meio de contato direto com imigrantes e suas associações de acolhida. Como pesquisa, adota o método da pesquisa-ação e busca apurar as dificuldades encontradas por estrangeiros em acessar direitos declarados em instrumentos internacionais e pela Constituição no Brasil. Em relação à extensão, atua para prestar assistência jurídica ao imigrante ou outras, conforme demandado. Quando concebido, o projeto tinha o foco especial nas migrações inter-regionais sul-americanas, principalmente aquelas provenientes dos Estados que ratificaram os Acordos de Livre-Residência do Mercosul. As visitas no Departamento de Estrangeiros da Policia Federal de Ribeirão Preto indicava uma presença significativa de originários da Bolívia, Peru e Colômbia, especialmente.

A pesquisa procurava averiguar a efetividade dos tratados de livre-circulação e o status jurídico dos imigrantes sul-americanos no Estado de São Paulo, especialmente na região de Ribeirão Preto.  No entanto, a extensão universitária obrigou à uma ampliação do recorte inicialmente estabelecido, pois colocou os membros do grupo em contado com imigrantes europeus, necessitados de regularização jurídica, com imigrantes chineses, que relatam as estratégias para o direito a permanência regular e, mais recentemente, com imigrantes provenientes do Haiti. O GEMTE associa a extensão com formação teórica e metodológica, procurando aperfeiçoar ferramentas de pesquisa empírica como entrevistas, acompanhamento institucional, elaboração de diários de campo e registro de história de vida. Busca compreender as motivações para a migração e para a escolha do Brasil como país de destino, além de outras informações referentes às condições de sua estadia no país, como o tipo e as condições em que seu trabalho é desenvolvido, o acesso à moradia, à educação, saúde e aos órgãos públicos.

Assim é possível identificar as dificuldades relacionadas à sua condição de imigrante em face às leis restritivas no Brasil. Os membros do grupo analisam dogmática e criticamente as normativas jurídicas, e as aplicam nas consultorias solicitadas. Estudam teorias relacionadas ao direito ao reconhecimento jurídico, mas também teses sobre a formação do povo brasileiro, para uma adequada compreensão sobre o direito à inclusão e acesso aos direitos fundamentais. A compreensão do que é o povo brasileiro e quem é estrangeiro, ou aquele que se encontra excluído do sistema de direitos. O GEMTE também acompanha políticas públicas voltadas à imigração internacional em municípios do Estado de São Paulo, mas também em outras localidades do Brasil, como exemplo de boas práticas, e atua em campanhas de educação e sensibilização sobre a situação do imigrante e refugiado no Brasil e no mundo junto a escolas públicas na cidade de Ribeirão Preto.


 

Número do Projeto: 11025– FDRP– Humanas

Coleta Seletiva, Educação Ambiental e Promoção do Trabalho Decente em Ribeirão Preto (SP)

Coordenador: Marcio Henrique Pereira Ponzilacqua

 

A participação no projeto possibilitou aos bolsistas colher aprendizagens no campo de facilitação de grupos, de mediação de vivências e de comunicação em público, ao ter o contato direto com as pessoas no monitoramento da coleta seletiva, bem como ao promover oficinas e seminários. Ademais, esse contato também proporcionou a ampliação da consciência e prática socioambientais, aspecto fundamental em qualquer campo de atuação profissional, mas principalmente aos estudantes de direito, na medida em que é deste campo de conhecimento que resultam e são criados todos os mecanismos de regulação e controle. Além disso, houve o aprimoramento dos conhecimentos sobre a sustentabilidade em geral, seus princípios, bases teóricas e metodologias em educação ambiental e a minimização de resíduos sólidos. Nesse sentido, houve a aprendizagem de técnicas de gestão de resíduos e procedimentos de implantação e manutenção de coleta seletiva de recicláveis nos ambientes da Universidade. Por fim, foi possível entender a importância da participação social e de práticas educativas, relacionadas a uma cultura de dialogo e cooperação, para que o meio ambiente possa ser preservado, afinal, apenas por meio da conscientização e colaboração da população é que a implantação do processo de coleta seletiva é efetiva.


 

Número do Projeto: 9432– FE– Humanas

Memórias, histórias, pertencimento: pesquisa colaborativa na escola e comunidade, formação docente e identidade local

Coordenador: Elizabeth dos Santos Braga

 

Este Projeto de Extensão foi realizado em duas escolas públicas da Zona Oeste de São Paulo – EMEF Solano Trindade, localizada no bairro Jardim Boa Vista, e EMEF Maria Alice Borges Ghion, na COHAB Raposo Tavares – com o objetivo de promover um diálogo sobre a relação escola/comunidade, a identidade da escola e as práticas pedagógicas, por meio de um trabalho com memórias. Visou contribuir para a organização do “Memorial Solano Trindade” e do “Centro de Memória COHAB Raposo Tavares”; colaborar para a formação docente, em encontros para reflexão sobre a temática abordada (em termos teóricos e metodológicos); coordenar atividades de pesquisa; e promover exposições temáticas e divulgação dos projetos. A partir de uma abordagem etnográfica e de pesquisa-ação (colaborativa), e utilizando como principais procedimentos a observação participante e a entrevista, foram realizadas várias atividades como visitas aos bairros e organização de acervos que possibilitaram aos bolsistas participantes a articulação entre conteúdos trabalhados em seus cursos de graduação e as vivências proporcionadas pelo vínculo com as escolas públicas.

Em relação às comunidades escolares e locais, o Projeto promoveu a formação de espaços de diálogo e experiências; o aumento do interesse pelas atividades escolares e pelas comunidades locais, por parte dos alunos de Ensino Fundamental, mediante participação nos projetos; a organização de acervos dinâmicos e disponíveis às comunidades; a realização de exposições com a participação das comunidades escolares e locais; a valorização das figuras dos patronos, da importância das escolas para as comunidades e da história das escolas e dos bairros. Em relação aos alunos de graduação envolvidos, foi promovido o contato com o cotidiano de escolas públicas, a percepção de seu funcionamento e a relação com a coletividade, bem como o reconhecimento da importância da articulação entre ensino, pesquisa e extensão para sua formação de forma mais ampla e socialmente engajada e a valorização do trabalho em equipe. O trabalho realizado em torno das memórias dos bairros, das escolas e seus patronos tem gerado conhecimento da realidade local e participação da comunidade escolar em movimentos comunitários de melhoria ambiental, além de fomentar uma cultura de preservação e o sentimento de pertencimento.


 

Número do Projeto: 10087– FE– Humanas

Laboratório Didático de Educação Especial contribuições para a formação de professores frente às diferenças.

Coordenador: Shirley Silva

 

Sabemos que atualmente, mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo convivem com alguma forma de deficiência, dentre estas, aproximadamente 200 milhões já vivenciaram dificuldades consideráveis em seus cotidianos.  A deficiência, assim como a diversidade, faz parte da condição humana. Estima-se que quase todas as pessoas apresentarão alguma deficiência, seja ela permanente ou temporária, em algum momento da vida, por interferência de algum agente externo à sua genética, ou simplesmente pela naturalidade da vida como no envelhecimento, onde a funcionalidade acaba sendo de diferentes maneiras reduzida. Baseado no “Informe Global sobre Deficiência”, redigido pela Organização Mundial da Saúde e na “Declaração Universal dos Direitos Humanos”, desenvolveu-se uma versão em português, ilustrativa, de um guia de fácil leitura sobre as deficiências e a população acometida referida.  O material foi apresentado e discutido com pessoas com deficiência e seus familiares para avaliação das expressões e das imagens. O material produzido será disponibilizado por meio eletrônico visando divulgar os preceitos da Convenção, uma vez que a divulgação, tão quanto a conscientização sobre a deficiência no mundo atual, funcionam como agentes potencializadores de uma sociedade igualitária diante de toda a possível diversidade humana, que é o objetivo deste projeto.


 

Número do Projeto: 10161– FE– Humanas

Formação de Professores em Ciências do Ensino Fundamental I FEUSP e EA-FEUSP: produzindo material didático de apoio aos professores

Coordenador: Martha Marandino

 

Com a proposta de estudar temas de ciências naturais na perspectiva do Ensino por Investigação, surgiu o projeto elaborado em parceria com a Escola de Aplicação (EA) da FEUSP, localizado dentro da Universidade de São Paulo, o projeto teve como objetivo promover ações para o desenvolvimento de propostas didáticas em aulas de ciências da natureza nos anos iniciais do EFI, considerando os pressupostos teóricos do Ensino por Investigação para a promoção da Alfabetização Cientifica (AC). Inicialmente foi feito um trabalho de forma articulada com os professores na qual se entendesse a organização do currículo de ciências para assim reajustar esta grade curricular. Após este primeiro momento foram acompanhados aulas de ciências nas séries iniciais do EFI da EA com o foco principal a compreensão da metodologia utilizada pelos professores.A partir das aulas observadas foi possível analisar que algumas atividades estavam parcialmente relacionadas com o Ensino por Investigação, percebemos que uma das maiores dificuldades encontradas em se aplicar esta metodologia estavam em proporem perguntas e situações problemas adequadas para engajar os alunos em um processo de investigação. Neste sentido foi proposta aos professores da EA, a elaboração de um material didático na forma de um livro que sistematizará as atividades de ciências acompanhadas, propondo o desenvolvimento das mesmas com ênfase no Ensino por investigação.


 

 

Número do Projeto: 10293– FE– Humanas

projetos Crianças do CRUSP

Coordenador: Patricia Dias Prado

 

Resumo do Projeto: Trata-se de um projeto de educação não formal, iniciado em 2003 por um coletivo de estudantes da USP/SP, em parceria com a AMORCRUSP e a SAS, coordenado pela Profª Drª Patrícia Dias Prado (FEUSP), desde 2009, que visa o desenvolvimento de atividades educativas com crianças moradoras do Conjunto Residencial da USP/SP – cerca de 30 crianças entre 2 e 12 anos. As atividades, elaboradas pelo próprio grupo de educadores(as), de diversos cursos, são desenvolvidas em uma sala adaptada e equipada com brinquedos, livros e jogos, no segundo andar do bloco D do CRUSP, como também nas áreas livres próximas, de segunda à sexta-feira das 19h às 21h. As ações desenvolvidas pelos(as) bolsistas são de planejar, organizar e acompanhar as crianças nas atividades livres e desenvolver atividades dirigidas relacionadas preferencialmente à área de seu curso de origem, às preferências das crianças e às características do grupo; assumir responsabilidade educativa pelas crianças, zelando pelo bem-estar do grupo, pela organização, conservação, catalogação e empréstimo de materiais; desenvolver atividades lúdicas e que incentivem as experiências criativas e estéticas, a cooperação, a relação na diversidade, o uso e a conservação dos bens coletivos; participar das atividades pertinentes ao programa de formação de educadores e realizar registro diário das atividades desenvolvidas.

O projeto tem sido um importante processo formativo para os(as) estudantes ao promover uma experiência em educação antes de licenciarem-se, vivenciando a rotina de um projeto de educação não formal e desenvolvendo atividades pertinentes ao seu curso e articulando estes conhecimentos com os de outros(as) bolsistas e às questões cotidianas da Sala das Crianças, além de ampliar seus conhecimentos teóricos em educação por meio das atividades do programa de formação de bolsistas/educadores(as), experimentando diferentes metodologias educativas e vinculando sua formação acadêmica a uma atividade de responsabilidade social, construindo novos conhecimentos sobre as crianças no convívio etário diversificado, conhecendo as especificidades da infância de crianças moradoras de um conjunto residencial universitário brasileiro e vislumbrando possíveis encaminhamentos para pesquisas.

O projeto tem promovido um espaço de convivência para as crianças moradoras do CRUSP e de educação não formal através de atividades educativas relacionadas às diferentes áreas do conhecimento, oferece assistência aos pais e mães, alunos(as) moradores(as), em seu período de aulas, estudo ou trabalho; não somente com a proposta de “entreter as crianças” na ausência de seus responsáveis, mas também de promover sua participação num espaço coletivo e educativo provocador, capaz de ampliar seus conhecimentos sobre o mundo, formular novas hipóteses, conhecer e ensinar nas relações entre elas e delas com os(as) educadores(as), a partir de diferentes perspectivas e através de múltiplas linguagens.


 

Número do Projeto: 10554– FE– Humanas

Biblioteca… O prazer da leitura e da descoberta

Coordenador: Martha Marandino

 

Projeto voltado ao incentivo à leitura de alunos do Ensino Fundamental II. Através do projeto os alunos puderam ter contato com livros de variados autores e gêneros enriquecendo, assim, seu conhecimento e vivência com relação à leitura, biblioteca e livros em geral.


 

Número do Projeto: 10555– FE– Humanas

Era uma vez… Contando histórias

Coordenador: Martha Marandino

 

O referente projeto, aplicado entre agosto de 2014 e julho de 2015, tinha como público crianças da Escola de Aplicação da Faculdade de Educação – USP. Todo o lúdico de uma narração de histórias era passado as crianças do 1º ao 5º ano.  Teve como principais resultados um maior contato com os mais variados tipos de literatura, por parte dos alunos; maior frequência destes no espaço da biblioteca e um maior empréstimo de livros. Quanto ao bolsista, proporcionou um maior contato com as práticas pedagógicas, além, é claro, um contato com a literatura infantil e narrativas populares.


 

Número do Projeto: 10558– FE– Humanas

Espaço de criação e reflexãoo nas aulas de arte da Escola de Aplicação

Coordenador: Martha Marandino

 

O projeto objetiva a criação de um espaço orientado e colaborativo para o incremento do ensino e aprendizagem dos estudantes da educação básica no interior da Universidade. Após sua conclusão houve uma melhor compreensão por parte das bolsistas dos processos de ensino e aprendizagem em arte, uma percepção das especificidades das diversas abordagens nas linguagens artísticas e das possíveis relações entre arte e cultura e arte e sociedade. Para a Escola de Aplicação, houve o auxílio dos bolsistas para o incremento da aprendizagem dos estudantes da educação básica, trazendo novas referências e propiciando atendimento mais individualizado de alunos com necessidades diferenciadas. A presença dos bolsistas também favoreceu a produção do Projeto Visual da Festa da Aplicação e a produção da exposição Chiquinha Gonzaga, eventos que envolveram toda a comunidade escolar. O projeto mostra-se bastante fértil ao oferecer um espaço de entrelaçamento do ensino e pesquisa na educação básica, favorecendo o enriquecimento artístico, pedagógico e cultural de todos os envolvidos. Essa riqueza fica clara nas propostas das bolsistas Luana Miranda e seu trabalho com o Cavalo Marinho e nas propostas de discussão sobre gênero e arte desenvolvidas pela bolsista Odete Assis, ambas extremamente relevantes no horizonte da arte educação contemporânea.


 

Número do Projeto: 10629– FE– Humanas

Diversidade étnico-racial na Escola de Aplicação

Coordenador: Martha Marandino

 

O projeto “Diversidade étnico-racial” na Escola de Aplicação da FE-USP possibilitou a participação dos bolsistas no conjunto de atividades e ações desenvolvidas pelo “Projeto Negritude” dentro da Escola de Aplicação (EA) da FE-USP. O “Projeto Negritude”, constituído por professores e profissionais de diversas áreas, exerce suas atividades na escola desde 2005, pautando o ensino e a reflexão sobre as culturas e história afrobrasileiras e africanas. O objetivo foi contribuir para a construção de uma imagem positiva das sociedades africanas em sua riqueza e diversidade de pensamento e valorizar as heranças culturais afrobrasileiras objetivando a transformação de olhares e atitudes que auxiliem na superação de estereótipos, preconceitos e formas de discriminação presentes na escola e sociedade.


 

Número do Projeto: 10630– FE– Humanas

De quem é esse lixo? Reflexões sobre o destino dos resíduos sólidos produzidos por alunos da EAFEUSP

Coordenador: Martha Marandino

 

Diante do volume de lixo descartado diariamente pelos alunos da EAFEUSP, sobre mesas, bancos, canteiros e no chão, mostrou-se necessária a realização de algumas intervenções que questionem este comportamento, evidenciando-o como uma problemática socioambiental. Este objetivo induziram os técnicos de apoio educativo Agenor , Andressa Trevizan; Juciele Borges Cristovão;, Rita de Cássia Santos Custódio; Simone Sanchez a iniciarem o projeto no ano de 2012. Doravante, a proposta consiste em intervenções de cunho prático que possibilitem o diálogo e a reflexão sobre o descarte incorreto do lixo na escola através de atividades de Educação Ambiental, que auxiliam tanto na formação acadêmica dos alunos, quanto em sua formação como cidadãos. A primeira etapa do projeto (2012) foi constituída da elaboração de uma instalação composta por lixo recolhido por Técnicos de Apoio Educativo, encontrado fora das lixeiras após os intervalos do EF II e EM, a fim de expor aos alunos a quantidade de lixo produzida e incorretamente descartada por dia na escola.

A segunda etapa, de que se trata particularmente esta etapa do projeto, consiste na expansão do mesmo aos estudantes de nível fundamental I, adequando as atividades à faixa etária dos alunos. No entanto, com menor frequência, outras atividades, além de cartazes e instalações reflexivas sobre a temática foram pensadas para incluir todas as séries e funcionários da escola. Destacam-se como principais objetivos: 1) Problematizar o descarte inadequado do lixo na escola e nos demais ambientes; 2) Conscientizar os alunos sobre os impactos socioambientais provocados pelo descarte incorreto do lixo; 3) Diminuir o volume de lixo incorretamente descartado na escola; A fim de sondar os motivos pelos quais as pessoas, muitas, sabendo das consequências, mantêm a prática do descarte incorreto do lixo, propôs-se uma pesquisa, realizada com alunos de ensino médio e fundamental II, intitulada: Por que há lixo fora da lixeira na Escola de Aplicação? Obtendo como resposta, a preguiça de ir às lixeiras.

Doravante, um gráfico com as respostas foi elaborado, exposto na escola, e, a partir dele, buscou-se soluções para a problemática que respeitassem os anseios dos alunos desta faixa etária: atividades lúdicas, diferentes de palestras e outras atividades do gênero que costumam ser associadas ao tema. Diante disso, duas atividades foram propostas, uma para o ensino médio e outra para o ensino fundamental II. Com o ensino fundamental II, foi trabalhada a atividade LixoTabu que consiste em um jogo de tabuleiro (o nome é em parte uma alusão ao tabuleiro como também a palavra tabu, referente aquilo que é pouco ou não comentado), no qual são apresentadas algumas casas informativas sobre a temática do lixo, problematizando, informando e propondo desafios. Ao ensino médio foi proposta a atividade EcoQuiz que consiste em um jogo de perguntas e respostas, algumas retiradas de grandes vestibulares, que versam sobre o tema do lixo em suas mais variadas vertentes (do consumo à aos impactos socioambientais).

Realizadas estas atividades, concomitantemente e de modo mais especifico, o projeto esteve dirigido para as crianças do ensino fundamental I. Da mesma forma em que se propôs uma pesquisa para descobrir os motivos pelos quais os alunos descartam incorretamente o lixo com os alunos do período matutino (ensino médio e fundamental), realizou-se com os alunos do período vespertino uma primeira sondagem. Todavia, ela foi elaborada a partir da exibição de fotos do pátio sujo e do questionamento dos porquês, na opinião da criança, ocorria esta situação. Dentre as respostas, destacam-se a má educação das pessoas, a preguiça, e a falta de informação. A partir dos resultados e considerando a faixa etária trabalhada, foram propostas atividades associadas a brincadeiras infantis que abordassem a problemática de modo lúdico (ressalta-se que o projeto foi realizado durante o intervalo dos alunos). Dentre as atividades destacam-se: LixoPesca, LixoTabu, Lixo no Tietê, Resíduo na Toca, Telefone Com Fio, Lixo Memória, Peteca de Jornal, Dança do Lixo, Boca do Lixo, Caça ao lixo, Lixo Sujo Sujo, LixoBall, Cordas com rolinhos de jornal, Lixo – Pintura e LixoAlerta.

De modo geral, as atividades tiveram um retorno positivo, os alunos se mostraram interessados pelas formas de abordagem trabalhadas, o que auxiliou no avanço da conquista do objetivo específico do projeto: a conscientização dos alunos. Todavia, esta somente pode ser atribuída a um número restrito de alunos: os participantes das atividades, pois, uma vez que as atividades práticas do projeto foram realizadas durante o período do intervalo, era frequentemente difícil à conquista da atenção dos alunos para as intervenções propostas. Ademais, foi possível, como enriquecimento acadêmico, associar muitas das questões através da leitura de autores como Genebaldo Freire e Fernando da Braga Costa, sendo o primeiro autor de vários livros sobre educação ambiental, e o segundo sobre o tema de invisibilidade social associada à divisão do trabalho, com foco na profissão de gari, que neste trabalho, pode ser relacionada aos profissionais da limpeza do colégio. Sem embargo, a mitigação do descarte inadequado do lixo depende de um prolongado processo de conscientização socioambiental, uma vez que, na maioria dos casos, os alunos, inseridos em um sistema que concebe a poluição e as atividades poluidoras como parte integrante da paisagem e infelizmente não como algo a ser problematizado, são expostos à naturalização do descarte do lixo em lugares afins. Portanto a escola, como formadora de cidadãos, cumpre papel fundamental tanto no alerta constante da problemática do lixo como na conscientização.


 

Número do Projeto: 10631– FE– Humanas

A INCLUSÃO SOCIAL PELAS PRÁTICAS DE LEITURA E ESCRITA

Coordenador: Martha Marandino

 

Este projeto colocou-me em contato com a pesquisa, o desenvolvimento e a produção das práticas e métodos de ensino da escrita do Ensino Fundamental II e Médio da Escola de Aplicação da USP. Desse modo, pude engajar-me nas práticas e na reflexão sobre o ensino de Língua Portuguesa e Literatura na Escola. Por meio do contato direto com a produção escrita dos alunos da Escola de Aplicação, e entendendo a escrita como meio essencial de inclusão, passei a conhecer mais sobre a modalidade de escrita Dissertativa, e vi como que a opinião dos alunos expressas nas dissertações sobre determinados temas refletiam a visão de alguns grupos sociais, de modo que passei-me a questionar se tais visões não eram oriundas de veículos midiáticos formadores de opinião. Tal experiência com a produção escrita dos alunos possibilitou-me reflexionar sobre o processo de ensino-aprendizagem da Língua Portuguesa, e ver com outros olhos o papel que um Professor de Português tem na escola e também na sociedade. Assim, considero a minha participação no projeto uma experiência proveitosa e de grande valor para a minha formação acadêmica.


 

Número do Projeto: 10637– FE– Humanas

O lúdico no recreio da Escola de Aplicação da Faculdade de Educação da USP

Coordenador: Martha Marandino

 

O Projeto Recreio surgiu no intuito de proporcionar mais oportunidades de recreação às crianças do Ensino Fundamental I no horário do intervalo de aulas, proporcionando assim a realização de atividades lúdicas e diversificação de jogos, brinquedos e brincadeiras. Além de pretender ampliar as oportunidades de recreação, bem como a diversificação de atividades que desenvolvam o conhecimento lúdico das crianças envolvidas, o projeto também visa promover uma maior interação dos técnicos de apoio educativo com as crianças na organização dos espaços e mediações das brincadeiras, criando assim um ambiente de conforto e troca entre os envolvidos. Também o empréstimo de jogos e brinquedos desenvolve nas crianças a responsabilidade de cuidar dos materiais e devolvê-los após o uso, bem como a noção de organização do tempo. Mais especificamente à parte que coube a bolsista compreendia a mediação de brincadeiras cooperativas e entreter as crianças em atividades lúdicas, amenizando as possibilidades de conflitos cotidianos e atitudes inadequadas. Junto a isso, coube também explorar os relacionamentos sociais, em um espaço recreativo e pedagogicamente organizado.

Assim, pudemos observar que a realização das brincadeiras dirigidas durante o recreio para ambos os intervalos proporcionou uma amplitude de experiências, não somente lúdicas mas de convívio social, pessoal e criativo. No que diz respeito às experiências em grupo, pode-se observar que a partir da mediação, tanto das brincadeiras dirigidas como na divisão de espaços compartilhados entre os alunos, houve uma diminuição de conflitos e um melhor entrosamento entre os alunos que não mais disputavam espaço e sim buscavam dividir com os colegas aquelas atividades de modo a aproveitá-las de forma conjunta.

Pode-se ainda extrapolar o universo restrito a hora do recreio e pensarmos sobre tais atitudes dentro da sala de aula, ou mesmo exterior ao contexto escolar, demonstrando uma nova habilidade em lidar com o social e o coletivo. Concluímos, portanto, que o projeto propiciou a reflexão de que não apenas podemos, enquanto educadores, mediar e orientar atividades que venham a contribuir para o desenvolvimento lúdico e criativo dos alunos envolvidos mas que, ao mesmo tempo, devemos reeducar nosso olhar a fim de perceber o quanto a criança está dizendo sobre si, seus interesses e aprendizados no ato de brincar. Fica mais que claro a importância do brincar neste sentido da formação, tanto como uma expressão daquilo que já se sabe ou está aprendendo, quanto para lidar com as relações sociais e pessoais externas ao mundo escolar.


 

Número do Projeto: 10669– FE– Humanas

O desafio do ensino da leitura e da escrita no ensino fundamental de 9 anos: o manejo da heterogeneidade nas salas de 1 ano do ensino fundamental

Coordenador: Claudemir Belintane

 

O projeto, através do cultura e extensão, tem como principal objetivo amenizar a grande heterogeneidade que é posta com a chegada das crianças ao primeiro ano do ensino fundamental, e assim fazer com que elas possam ter um bom desenvolvimento ao longo do processo de alfabetização. E como metodologia principal, se tem a presença dos bolsistas em sala de aula junto aos professores, oferecendo um olhar mais individualizado as dificuldades apresentadas, desenvolvendo jogos e propostas que contribuam de maneira positiva para o aprendizado. Os resultados conquistados através da execução do projeto, ficam em evidência quando se observa a evolução que as crianças apresentam, crianças que mesmo partindo de pontos distintos, com repertórios variados e muitas vezes bastante restritos, podem chegar ao fim de semestres, períodos apresentando uma heterogeneidade menos acentuada, contando para tal quadro, além da presença da professora e do cenário educacional, com um olhar individualizado e atento as singularidades que os bolsistas oferecem. Em contrapartida, os graduandos que atuam no projeto adquirem uma experiência prática no campo educacional de maneira a complementar os ensinamentos teóricos da graduação e despertar interesse pela pesquisa na área.


 

Número do Projeto: 10739– FE– Humanas

O uso de ambientes virtuais de aprendizagem em cursos de línguas: a experiência do INCO-CEPEL – Inglês para a Comunidade de Graduação da USP

Coordenador: Ana Paula Martinez Duboc

 

Atualmente, o uso de plataformas de aprendizagem virtuais para o ensino de línguas estrangeiras é cada vez mais frequente e capacitar professores (tanto os atuantes como os em formação) é uma tarefa das mais importantes no espaço universitário. Nesse sentido, justifica-se a relevância deste projeto, que deu sequência ao trabalho de implementação da plataforma Moodle do Stoa no Inco-CEPEL (FEUSP) iniciado anteriormente. Como objetivo geral, pretendeu apoiar as educadoras em seu uso e, especificamente, focou na adaptação de atividades presenciais para a modalidade semipresencial, na elaboração de novas atividades para o uso das ferramentas do moodle, na elaboração de tutoriais específicos para o uso das mesmas, e posteriormente, no suporte aos alunos durante o uso da plataforma.

Para tanto, utilizou-se da seguinte metodologia:  1 – análise da estrutura do Moodle Stoa e suas ferramentas para determinar tipos de atividades e seus objetivos de aprendizagem, 2 – análise das atividades do curso de inglês INCO-CEPEL, 3 – transposição e adaptação de atividades e estratégias de aprendizagem para um modelo semipresencial, 4 – apoio às educadoras do INCO-CEPEL na monitoração  das atividades durante a implementação do projeto, e 5 – elaboração de tutoriais sobre como utilizar as ferramentas do Moodle Stoa para o desenvolvimento  de turmas e para a comunicação com os alunos.

Como resultado na plataforma, várias atividades presenciais foram adaptadas e transpostas para o ambiente virtual. O trabalho com gêneros digitais (como podcasts e vídeos e multimodalidade foi facilitado pelo uso da plataforma, enriquecendo a experiência de aprendizagem de inglês. Como resultado para os participantes, tanto as educadoras como os alunos do INCO-CEPEL experimentaram  uma nova forma de trabalho e comunicação, diversificando o modo de atuação e o apoio ao aprendizado dos alunos. Especialmente para o bolsista e futuro professor de Inglês, o projeto possibilitou grande conhecimento sobre o uso de uma plataforma de aprendizagem virtual. Mais especificamente, foi possível vivenciar o processo de adequação de atividades presenciais à demanda tecnológica atual.


 

Número do Projeto: 10743– FE– Humanas

Curso de Educação Popular Praticando Direitos na Comunidade

Coordenador: Elie George Guimaraes Ghanem Junior

 

Foi uma iniciativa conjunta da Faculdade de Educação da USP, da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, com colaboração da Associação de Mulheres do Jardim Camargo Velho, do Instituto Alana, da Diretoria de Ensino Leste 2 e da Escola Municipal de Ensino Fundamental Armando Cridey Righetti. O principal objetivo do curso foi apoiar a participação para fortalecer comunidades e a eficiência dos órgãos públicos na garantia de direitos. As atividades ocorreram nas dependências da escola, situada na Zona Leste do Município de São Paulo.Esperavam-se os seguintes impactos/resultados:=> Participantes do curso com habilidades de investigação necessárias ao relacionamento qualificado com governantes; => Práticas educacionais que respondessem diretamente a necessidades das comunidades locais.

O objetivo específico foi gerar a aprendizagem mútua, combinando o conhecimento escolar e o decorrente da experiência das pessoas participantes.Para o acompanhamento do processo foram coletadas opiniões dos participantes com questionário focalizando os temas abordados nos encontros, a forma de abordagem e aprendizados relacionados à prática. As opiniões mostraram grande interesse pelas atividades e podem ser sintetizadas na observação dos participantes sobre o fortalecimento de lideranças comunitárias, da discussão de necessidades relacionadas ao bem comum e da capacidade de unir forças e agir coletivamente.Os resultados levam a concluir que o projeto atingiu seu objetivo, por ter articulado direitos humanos consagrados à informação sobre os órgãos públicos, cuja ação deve contribuir para respeitá-los.


 

Número do Projeto: 10768– FE– Humanas

A formação dos alunos na leitura e na escrita do projetos PEC formação universitária na perspectiva de seus egressos.

Coordenador: Sandra Maria Sawaya

 

O projeto investigou o trabalho desenvolvido por uma professora egressa do projeto PEC em uma classe de 5º ano composta por 30 alunos da rede municipal de ensino da cidade de São Paulo. O objetivo consistia em entender como o método pedagógico e as atividades desenvolvidas em sala de aula por esta professora foram marcadas pela formação universitária que recebeu através do PEC – Formação Universitária, programa proposto para atender ao regulamento da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. O projeto de pesquisa propôs observar o percurso da professora em sala de aula após a formação universitária, apresentando a mediação entre a teoria estudada e a prática, além de seu papel como alfabetizador, como sujeito ativo da escola. A proposta incluiu ainda o anseio de documentar as histórias e as experiências da professora, revelar as dificuldades e avanços com os alunos e apresentar os desafios na formação de sujeitos leitores.

Os alunos da sala de aula pesquisada eram divididos entre aqueles que podiam falar e aqueles que não tinham permissão para falar durante as aulas. As motivações que parece ter levado a professora a recortar a sala de aula recaem sobre a persistência de preconceito social em relação aos estudantes, a busca do aluno ideal e a condução do processo formativo a partir de critérios como o envolvimento e a participação. A avaliação da professora sobre si mesma e o trabalho que desenvolvia eram sempre compreendidos de maneira positiva. As dificuldades que ocorriam nas aulas eram apontadas como incapacidade e baixo interesse de aprendizado dos alunos e de suas famílias. A professora não fazia avaliação crítica sobre o seu papel e o da escola, e não entendia a participação da escola como essencial no aprendizado ou não dos alunos.

As relações entre a professora e seus alunos na escola pesquisada eram marcadas por situações que pouco se modificaram desde as primeiras pesquisas etnográficas realizadas em sala de aula na década de 1980. Fazia parte das práticas escolares o questionamento da capacidade intelectual dos estudantes com critérios baseados em suas condições sociais. Tanto a escola como a professora não questionavam os próprios métodos pedagógicos, mas repetiam alguns preconceitos apresentados em pesquisas anteriores. A pesquisa possibilitou recuperar a história da classe e a relação da professora com o espaço da sala de aula. Assim, foi possível perceber a existência da manutenção do preconceito social em relação aos alunos, a busca do aluno ideal em detrimento ao aluno real, a utilização de métodos de ensino em que o aluno é apenas expectador. A escola e a professora mantinham como metodologia a expectativa de que os alunos se adequassem às regras, e em caso de não atenderem as normas, os alunos e suas famílias eram pressionados a se adequarem.


 

Número do Projeto: 10769– FE– Humanas

Projetos LEM: L nguas Estrangeiras Modernas e o Plurilinguismo na Escola de Aplica o da FEUSP

Coordenador: Martha Marandino

 

Tendo como princípio norteador o papel formador que as línguas estrangeiras devem ter no currículo acadêmico da educação básica, o Projeto de Línguas Estrangeiras da Escola de Aplicação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo visa estabelecer condições para a promoção de “um ensino de línguas estrangeiras modernas que reforce a independência de pensamento, de juízos críticos e de ação, associada a capacidades sociais e a responsabilidade” (QECR1, 2001, p.22). Neste contexto, os graduandos tiveram a oportunidade de acompanhar, discutir, avaliar e participar de práticas educativas envolvendo as três línguas estrangeiras (espanhol, inglês e francês), orientados pelos professores de Línguas Estrangeiras da Escola de Aplicação da FEUSP. Além das atividades de sala de aula, acompanharam eventos promovidos na Escola de Aplicação (EA), tais como Festival de Cinema, de Gastronomia, saídas de estudo e Jornada de Formação compartilhada com alunos da rede pública de ensino do Estado de São Paulo, atividades comemorativas de datas culturalmente relevantes para as línguas estudadas, entre outros.

Da mesma forma, realizaram atividades de pesquisa sobre o ensino de Línguas Estrangeiras, através do estudo de trabalhos acadêmicos da área e dos documentos oficiais, com especial atenção à Lei 11.161 que trata do Ensino de Espanhol. A realização dessas investigações e ações certamente contribuiu para a atuação dos graduandos em escolas de educação básica e em outros espaços de ensino-aprendizagem de línguas estrangeiras, possibilitando uma compreensão mais abrangente de seu papel na construção da sociedade como futuros educadores e/ou pesquisadores. Além disso, puderam compartilhar com alunos e professores da Escola “uma experiência de comunicação humana, pelo uso de uma língua estrangeira, no que se refere a novas maneiras de se expressar e de ver o mundo, refletindo sobre os costumes ou maneiras de agir e interagir e as visões de seu próprio mundo, possibilitando maior entendimento de um mundo plural e de seu próprio papel como cidadão de seu país e do mundo” (PCN, 1998, p.66).


 

Número do Projeto: 10790– FE– Humanas

O USO DE JOGOS E BRINQUEDOS MOVIDOS A BATERIAS-PILHAS NO ESPAÇO DA BRINQUEDOTECA – USO E ENVOLVIMENTO

Coordenador: Marcos Garcia Neira

 

Percebemos que alguns jogos e brinquedos contam com o interesse e envolvimento dos usuários, porém outros nem tanto. A questão será verificar porque isso ocorre. As ações propostas visam contribuir com reflexões sobre a evolução do brinquedo/jogo e seu uso, lembrando que nos dias de hoje existe um uso massificado de recursos eletrônicos tanto no cotidiano dos adultos como no mundo infantil. Partindo desse pressuposto queremos confrontar o brinquedo eletrônico com brinquedos que não usam tais tecnologias, porém, que contenham a mesma proposta lúdica. Os brinquedos tem a potencialidade de desenvolver habilidades diversas como simulação, raciocínio, agilidade, sorte/azar e entretenimento e se apresentam como objeto de estudo do LABRIMP.

Pretende-se registrar quais os tipos de brinquedos eletrônicos são preferidos pelas crianças e como são utilizados As ações propostas visam contribuir com reflexões sobre brinquedo/jogo e seu uso, lembrando que nos dias de hoje existe um uso massificado de recursos eletrônicos tanto no cotidiano dos adultos como no mundo infantil, porém, iremos nos ater a infância. A temática escolhida para este projeto é composta por Jogos e Brinquedos, com exemplares a serem disponibilizados no espaço da brinquedoteca. Também serão disponibilizados jogos de funções semelhantes – porém não eletrônicos, para observação do interesse, comparação entre jogos eletrônicos e não eletrônicos; tempo de envolvimento das crianças usuárias na atividade, das ações propostas, das reflexões lúdicas e interativas. Escolhemos alguns jogos e brinquedos atuais e em circulação para serem observados em seu uso e funções: Disputa final Advinha quem; Responda se puder; 4 em 1 Game (argola, jogo da velha, basketeball, boliche); Genius; Se vira; Torre copos Speed Stacks; Boneca; Pesca peixe; Carros de controle remoto e bonecas em geral.

Percebemos que alguns jogos e brinquedos contam com o interesse e envolvimento dos usuários, porém outros nem tanto. A questão será verificar porque isso ocorre. O público usuário a ser pesquisado serão crianças usuárias da brinquedoteca, oriundas de escolas públicas (educação Infantil e Ensino Fundamental I) além de crianças usuárias do espaço em dias de atendimento de público em geral “faixa etária de 02 a 10 anos”. Os bolsistas selecionados também atuarão nas atividades de atendimento das crianças usuárias da brinquedoteca do LABRIMP”.


 

Número do Projeto: 10816– FE– Humanas

Elaboração e acompanhamento do currículo cultural da Educação Física nas escolas públicas

Coordenador: Marcos Garcia Neira

 

As escolas do mundo inteiro, bem como as sociedades das quais elas fazem parte, experimentam mudanças profundas. As estruturas fundamentais da educação pública, projetadas para uma época em que imperava uma visão monocultural são questionadas na atualidade e rapidamente perdem sentido na medida em que nos aproximamos de um novo contexto de populações escolares diversificadas. A diversidade cultural é uma realidade que impõe novas responsabilidades à escola e aos professores. Longe de construir um obstáculo ou um problema, essa diversidade é uma riqueza. A existência de alunos com diversas heranças culturais no mesmo espaço, obriga a escola a adaptar o seu currículo às diferentes culturas que chegam. Acontece, contudo, que, regra geral, a pertença a um determinado grupo, é acompanhada, igualmente, de uma identidade cultural.

A partir daí, se verificarmos que na escola, enquanto instituição comprometida com a promoção do acesso à vida pública para todos seus freqüentadores, freqüentemente estão associadas a pertença a uma minoria desprovida de poder e um passado de opressão e exploração, o currículo escolar deve integrar e criar espaço para o conhecimento dessa história e dar voz às culturas que foram historicamente sufocadas ou silenciadas, bem como, concretizar estratégias que combatam eficazmente os preconceitos de todas as ordens. A partir da consideração da relevância dessa demanda, propomos, a realização de um programa de formação contínua de professores mediante uma proposta de investigação e colaboração junto aos educadores responsáveis por esse componente curricular, incluindo medidas formativas teórico-práticas (reuniões para formação teórica, proposição e desenvolvimento de experiências no campo), supervisão das ações pedagógicas in loco mediante filmagem e discussão das imagens e reuniões sistemáticas visando a constante avaliação e redirecionamento das ações implementadas.


 

Número do Projeto: 10856– FE– Humanas

Catálogo de livros e materiais pedagógicos do LABRIMP

Coordenador: Monica Appezzato Pinazza

 

O LABRIMP (Laboratório de Brinquedos Materiais Pedagógicos) é um laboratório de pesquisa que une a teoria e a prática pedagógica. A brinquedoteca oferece um ambiente lúdico e um acervo diferenciado, conforme a demanda do espaço. Esse acervo é especial por sua característica lúdica e é através desse material que realizamos atendimento aos usuários. Num primeiro momento reorganizamos a base de dados para facilitar o manuseio e a consulta, demos continuidade no processo de catalogação e organização do espaço e fizemos melhorias para atender as necessidades dos usuários. Também foi possível otimizar a leitura entre os usuários da brinquedoteca, incentivar a conservação do acervo, facilitar a localização através das fichas catalográficas e analisar como as crianças utilizam os jogos/livros de formas alternativas e criativas.


 

Número do Projeto: 10867– FE– Humanas

Orientação Educacional e Coordenação Pedagógica: materiais e meios que integrem essas duas frentes do trabalho de gestão escolar

Coordenador: Martha Marandino

O Projeto teve início em 2014, com a participação de três bolsistas. As bolsistas atuaram para a consecução dos objetivos do Projeto e a Escola já tem sido beneficiada pelos resultados parciais no que se refere a melhorias do atendimento da Orientação Pedagógico Educacional com pais, alunos e professores da Escola de Aplicação, nos seguintes níveis: organização e tabulação de diversos materiais de registro e avaliação produzidos pelos professores e alunos; auxílio na elaboração de materiais e recursos didáticos para as aulas das OPE com alunos; auxílio na elaboração de materiais para as reuniões com Professores e Técnicos de Apoio Educativo (TAE); auxílio nos trabalhos comuns das OPE na Educação Inclusiva.

Na nossa avaliação, as atividades realizadas até o presente momento, apontam resultados positivos principalmente no que diz respeito ao auxílio na produção de suportes para dinamizar a rotina escolar e fornecer subsídios à OPE, aos professores e demais componentes da equipe escolar para análises que refletem numa melhoria significativa da compreensão de como gerir os desafios diários de uma escola de educação básica, que oferece Ensino Fundamental de 9 anos e Ensino Médio, portanto, espaço escolar em que convivem alunos de faixa etária dos 06 aos 17 anos. Na avaliação das bolsistas, o projeto tem contribuído para a sua formação profissional uma vez que a atuação no cotidiano escolar tem possibilitado desempenhar as atividades descritas, bem como vivenciar outras experiências que muito contribuem para a práxis pedagógica dos futuros profissionais da educação.

Entendemos que houve o início da consolidação de práticas que comporão o background da formação a que esse projeto se propõe. Quando houver possibilidade, a sua continuidade significará a possibilidade de oferecer recursos para melhor compreensão da estrutura, organização e dinâmica de funcionamento de uma escola pública de Educação Básica. O Pôster, ainda não finalizado, versará a respeito de dados coletados em uma das frentes de trabalho das bolsistas, bem como a reflexão a respeito da contribuição do Projeto na formação acadêmica e profissional das graduandas.


 

Número do Projeto: 10868– FE– Humanas

TREINAMENTO DESPORTIVO NA ESCOLA DE APLICAÇÃO DA FEUSP

Coordenador: Martha Marandino

 

Objetivo: => Esta atividade tem o objetivo de trabalhar com o futebol de campo na perspectiva da arte na sua execução em campo, privilegiando a arte da criação de jogadas de ataque e defesa em oposição à forma truculenta na busca do resultado. Confrontando as informações veiculadas na grande mídia sobre a maior manifestação cultural esportiva do país assumindo uma postura crítica sobre o papel da formação de novos “jogadores” de futebol e da nova cultura de se jogar o futebol. => Em relação à formação dos estagiários a intenção é auxiliar no papel de futuros profissionais da área de educação física apresentando-lhes, não só uma visão crítica sobre o tema mas, uma abordagem pedagógica do mesmo. Metodologia => Aulas no campo de futebol no Cepeusp, com orientações técnicas, táticas e orientações para a me; => Participação em jogos amistosos; => Realização de um torneio entre escolas convidadas. Avaliação => Dar-se-á mediante a participação dos alunos nos encontros e na observação da construção de um modo de jogar que atenda ao objetivo da proposta: a arte de criação de jogadas. Público-alvo: Alunos do Ensino Médio  => Número de vagas: 35 => Carga horária: um encontro semanal de 2 horas.


 

Número do Projeto: 10960– FE– Humanas

O museu do brinquedo como espaço inclusivo

Coordenador: Martha Marandino

 

O projeto “O museu do brinquedo como espaço inclusivo” teve como objetivo tornar a exposição “Cenas Infantis” da artista Sandra Guinle acessível a três públicos, em específico, pessoas: surdas, cegas e surdocegas. A metodologia do desenvolvimento do trabalho teve três etapas: pesquisa a respeito de museus acessíveis, aquisição de conhecimentos a respeito da audiodescrição e planejamento e realização de visitas acessíveis.  A pesquisa inicial permitiu às bolsistas buscar conhecimentos a respeito de diferentes deficiências, buscando identificar suas especificidades e demandas; a segunda etapa demandou um tempo significativo do projeto e a busca do auxílio de uma Educadora do Programa de Formação de Professores da Faculdade de Educação que atua no Laboratório Didático de Educação Especial que compartilhou sua experiência na área; a terceira etapa da elaboração de roteiros exigiu a pesquisa a respeito das brincadeiras, afim de elaborar descrições que possibilitassem o acesso das pessoas com deficiência à fruição possibilitada pela obra de arte.

Após a definição de que seriam elaborados roteiros de visitas para alunos surdos e cegos foram contatadas diferentes instituições que atendem a esse público. Das 50 obras presentes na exposição foram selecionadas 10 para a visita com os alunos cegos e 15  para visitas com alunos surdos. Foi realizada uma atividade, em parceria com o Programa Institucional de Iniciação à docência – Pibid do curso de Pedagogia, na qual 15 bolsistas fizeram uma vivência na exposição vendados. Esta atividade teve como objetivo avaliar o roteiro de visita elaborado e as diferentes opções para a realização da visita: permitindo a exploração em dupla das obras para “descobrir” o que era ou falar a respeito da obra para orientar a exploração.

A visita de alunos surdos contou com a participação de alunos da educação infantil ao ensino fundamental II. Considerações finais os roteiros com os alunos surdos sofreram diversas alterações seja pela curiosidade dos alunos, seja pela intervenção da artista que é fluente em Língua Brasileira de Sinais e mediou a visita e fez conversas com todos os alunos. O projeto indica que a acessibilidade é possível e pode demandar desde tecnologias assistiva de alto custo, tal como vídeo guia, quanto tecnologia assistiva de baixo custo mediadores fluentes em Libras que utilizam a língua do surdo para tornar acessível não apenas a obra mas o sentimento e emoção nela presente.


 

Número do Projeto: 9424– FEA– Humanas

PESC – PROGRAMA DE EXTENSÃO DE SERVIÇOS À COMUNIDADE

Coordenador: Carlos Alberto Pereira

 

O Programa de Extensão de Serviços à Comunidade (PESC) é um programa da Faculdade de Economia e Administração da USP, criado em 2001. Seus objetivos são gerar envolvimentos dos alunos da graduação em questões sociais e permitir que apliquem e compartilhem com a sociedade o conhecimento adquirido na universidade, além da oportunidade de aplicação prática de conteúdos teóricos estudados nas aulas, a vivência da realidade social do país tem proporcionado uma experiência marcante para o estudante. A cada ano é lançada uma nova edição do PESC, que consiste na formação de novos grupos de alunos de graduação, os quais desenvolverão projetos junto a organizações ou comunidades não governamentais. Os grupos contam com o apoio de alunos de pós-graduação, em nível de mestrado e doutorado, que realizam o papel de tutores das equipes, auxiliando-as no planejamento e orientação dos trabalhos. Após a seleção e formação dos grupos, os alunos são colocados em contato com organizações não governamentais e/ou comunidades que integram a sociedade civil, com o objetivo de elaborarem, por meio de visitas “in loco”, diagnósticos e planos de ações visando contribuir para a solução de problemas relevantes identificados na realidade dessas Instituições.Ao possibilitar que o aluno se depare com a realidade social do país e situações que demandam pesquisa e aplicação de novos conhecimentos, o PESC promove uma visão mais ampliada e sólida das atividades de extensão junto ao ensino e à pesquisa.


 

Número do Projeto: 10541– FEA– Humanas

Rodas de Aprendizagem sobre Negócios Socioambientais

Coordenador: Graziella Maria Comini

 

Foram realizados encontros mensais com alunos de graduação, pós-graduação e interessados no tema “Empreendedorismo Social” para conhecer e compartilhar aprendizados sobre casos de referência de negócios socioambientais no Brasil. Durante os encontros estes e outros casos foram discutidos entre os participantes, havendo a presença em muitos de especialistas da área e alunos que já tiveram oportunidade de trabalhar na área. O projeto também foi importante devido ao oferecimento de uma disciplina relacionada ao tema que posteriormente serviu como base para os encontros, já que a maior parte dos alunos matriculados também participou dos encontros e criou interesse pelo tema. Em relação aos resultados obtidos com o projeto vemos como principal a disseminação do tema entre os alunos da faculdade e para o aluno bolsista a oportunidade de conhecer especialistas e estudantes interessados em Negócios Sociais, como também a aquisição de novos conhecimentos e desenvolvimento interpessoal.


 

Número do Projeto: 10563– FEA– Humanas

Projeto Nossa História

Coordenador: Alexandre Macchione Saes

 

O projeto Nossa História desenvolve atividade de leitura de textos clássicos da história do Brasil, tais como os de Caio Prado Jr., Gilberto Freyre e Sérgio Buarque de Holanda, com alunos de escolas públicas do Ensino Médio, de maneira a estimulá-los ao estudo da história e de prepará-los para a visita às ruínas do Engenho dos Erasmos (situado em Santos e o mais antigo engenho brasileiro com registro). Na ocasião, além de sistematização do trabalho realizado durante o semestre, é realizada uma palestra por um especialista em história econômica do Departamento de Economia.


 

Número do Projeto: 10719– FEA– Humanas

Projetos de cultura e extensão – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Gênero e Raça da FEA (GENERA)

Coordenador: Silvia Pereira de Castro Casa Nova

 

O Grupo de pesquisas sobre Gênero e Raça da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo FEA/USP tem o intuito de fomentar o debate acerca das dificuldades enfrentadas por mulheres, brancas e negras, na evolução e consolidação da carreira e também propor práticas que possam auxiliá-las no desenvolvimento profissional. Em seu projeto de extensão articulou conversas e ações que visassem um maior debate no ambiente acadêmico sobre a situação da mulher e o combate à violência e o machismo tanto nos espaços físicos como nas redes sociais. A produção de artigos, estruturação do acervo, assim como uma sala própria de pesquisas e pesquisadores interessados na temática são os objetivos buscados pelo grupo para sua consolidação.


 

Número do Projeto: 10813– FEA– Humanas

Acompanhamento da Negociação Coletiva no Brasil

Coordenador: Helio Zylberstajn

 

Objetivo e descrição sumária: Este projeto se propõe a acompanhar o resultado das negociações coletivas no Brasil. Ocorrem no país aproximadamente 40.000 episódios de negociação coletiva anualmente, mas não existe até o momento nenhum acompanhamento abrangente e sistemático do conteúdo das negociações nem dos resultados negociados. Apesar da importância da negociação coletiva, existe um vazio de conhecimento sobre o seu conteúdo. Com este projeto, pretende-se criar instrumentos e rotinas de acompanhamento das negociações e principalmente, conhecer os resultados das negociações logo após a conclusão das mesmas. As partes na negociação coletiva depositam o conteúdo dos instrumentos negociados no portal do Trabalho e Emprego. Cada instrumento é baixado em um servidor e com palavras chave se recupera informações sobre o resultado da negociação.

Atividades: (a) Recuperação das informações a partir do acervo de acordos e convenções coletivas. Um programa de computador baixa os arquivos que contêm o conteúdo dos acordos e das convenções e os armazena no servidor. Em seguida outro programa lê os arquivos e extrai as características iniciais dos mesmos. Finalmente, a equipe de pesquisadores completa o trabalho de recuperação das informações analisando aquelas que devem ser examinadas antes de poderem ser validadas. (b) Tabulação e organização dos dados recuperados. Tanto as características dos acordos como as variáveis validadas pelos pesquisadores são exportadas para um arquivo, o qual é processado para criar as tabelas e os gráficos que vão retratar o resultado das negociações coletivas. (c) Análise dos resultados. Criados os gráficos e as tabelas, estes são analisados pela equipe técnica que produz então relatórios periódicos. Contribuição para a formação dos alunos envolvidos. Os alunos da FEA terão a oportunidade de trabalhar no lado submerso do “iceberg” que uma pesquisa social, serão expostos à situação da garimpagem dos dados, e aprenderão a importância de cuidar do rigor que deve cercar a sua validação e integridade. Serão incentivados, a partir do seu trabalho, a contribuir para o aperfeiçoamento do processo de recuperação dos dados, oferecendo sugestões para melhorar o processo de obtenção. Terão ainda a oportunidade de participar com a equipe técnica das discussões sobre os dados e das interpretações sobre os mesmos, ajudando a elaborar os relatórios periódicos.

Resultados esperados / Indicadores de acompanhamento: Quantidade de negociações, desagregadas segundo as UFs e as atividades econômicas. Média e mediana dos reajustes salariais e pisos salariais. Características dos programas de participação nos resultado: Os resultados serão atualizados continuamente e utilizados para a elaboração de boletins periódicos e também disponibilizados em uma página da internet, criada pela Fipe/USP (www.salarios.org.br), parceiro e principal apoiador deste projeto.


 

Número do Projeto: 10858– FEA– Humanas

CONSUMO CONSCIENTE EM COMPRAS NO VAREJO: DISCURSO VERSUS PRÁTICA

Coordenador: Kavita Miadaira Hamza

 

O objetivo deste projeto foi compreender o atual retrato sobre a lacuna existente entre este discurso idealizado de afinidade com o consumo mais consciente por parte dos consumidores, e o comportamento efetivo que eles apresentam ao comprar e consumir bens de consumo. A pesquisa foi denominada Discurso x Prática , pois a intenção foi comparar os resultados das visitas às residências, com uma pesquisa realizada, via questionário online, entre 2011 e 2014. Verificou-se diferença de comportamento e atitude em todas as regiões brasileiras pesquisadas, porém não em todas as frases analisadas. Em seguida foi pesquisado o conhecimento e compra de produtos com selos sustentáveis. Foi perguntado para os consumidores que nota (de 1 a 10) dariam para o seu nível de conhecimento sobre selos sustentáveis. A nota média foi muito baixa: 2,4.As pessoas consideram os Selos Sustentáveis como um sinal de maior credibilidade do produto, porém ainda encontram dificuldades em saber o que eles significam. Neste sentido, acreditam que os selos deveriam ser mais divulgados.


 

Número do Projeto: 10559– FEARP– Humanas

Projeto Pé de Meia

Coordenador: Alexandre Chibebe Nicolella

 

O Pé-de-Meia é um projeto social realizado pelo Clube de Mercado Financeiro (CMF), entidade estudantil da FEA-RP/USP, com apoio da PRCEU, sob a orientação do Prof. Alexandre Chibebe Nicolella e a colaboração da Sra. Cristina Bernardi Lima, visando à difusão do conhecimento de finanças pessoais e planejamento de gastos a estudantes de escolas públicas, bem como a outros públicos, por meio de palestras expositivas que mostrarão como eles podem economizar e saldar suas dívidas, proporcionando uma melhor saúde financeira.

Relatório – 2° Sem. 2014: Em agosto de 2014, quatro monitores iniciaram as atividades no Projeto, sendo responsáveis por: elaboração de apostilas; reformulação das apresentações; criação e complementação de dados no site; elaboração do Plano de Negócios e das minutas de convênios com novos parceiros. No mês de setembro, cerca de 60 alunos da ETEC JOSÉ MARTIMIANO DA SILVA, em Ribeirão Preto, assistiram as palestras do Pé de Meia. Iniciamos também contato com a empresa Zetra para formalização de convênio. No mês de outubro, foram realizadas apresentações no HC-FMRP, para 50 pessoas, e teve início a formalização de convênio com a UFGD. No mês de novembro, o Pé de Meia foi apresentado para a Empresa Júnior da Psicologia, a Irhis. Em dezembro, foi realizada uma reunião geral do Pé de Meia, na qual foi definido o organograma do Projeto, com responsabilidades e membros para cada área: Comunicação, Criação, RH, Planejamento, Gerência e Conselho.

Relatório 1° Sem. 2015: Cerca de 60 pessoas assistiram as apresentações no HC-FMRP em março. – APRESENTAÇÕES: os quatro módulos dos slides foram reformulados. Os materiais ganharam novo visual, com imagens produzidas sob medida e em alta definição. Foi criado um personagem denominado “Júnior” com diferentes roupagens e emoções, fazendo alusão ao nome Pé de Meia Júnior. O personagem aborda todas as temáticas do conhecimento sobre finanças de forma simples e bastante lúdica.- APOSTILAS : as apostilas foram refeitas com base no conteúdo de cada módulo. O processo de criação se deu inicialmente na pesquisa de iniciativas de educação financeira. Foram encontradas informações sobre o movimento para o desenvolvimento de estratégias nacionais de educação financeira entre os membros signatários da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Os conteúdos didáticos disponíveis de cada país foram analisados e as características em comum encontradas foram introduzidas na composição das atuais apostilas: dinamismo, naturalidade e composição visual chamativa. – SITE: em parceria com a equipe de informática da FEA-RP, elaboramos o 1° site do Pé de Meia, dentro do site da FEA-RP.- CONTATO: responsável por captar novas parceiras e dar continuidade às existentes.Entre os meses de abril e maio, o Projeto realizou apresentações no Centro Comunitário da Prefeitura de Ribeirão Preto – Quintino I para cerca de 15 jovens.ResultadosMais de 2000 pessoas3 Estados8 Cidades20 Locais


 

Número do Projeto: 10619– FEARP– Humanas

Construção e análise de indicadores econômicos e sociais de Ribeirão Preto e região

Coordenador: Rudinei Toneto Junior

 

Dada as especificidades da região de Ribeirão Preto, a importância de uma análise profissional e consistente da economia e de seus setores regionais e o período de crise pelo qual passa a economia nacional atualmente, faz-se necessário um olhar crítico sobre a conjuntura econômica e suas diversas facetas para a cidade e região supracitadas. Esse projeto teve como objetivo sistematizar, analisar e divulgar  periodicamente indicadores de atividade econômica de Ribeirão Preto e região. Os estudos, compostos por diversos boletins – cada qual tratando de características específicas de Ribeirão Preto – se utilizam da extração de dados de sítios como Bacen, ANP, CAGED, IBGE, AliceWeb (MDIC), RAIS, CNI, SEADE, prefeitura de Ribeirão Preto, entre outros; bem como indicadores de elaboração própria.

A abordagem dos dados é descritiva, com exposição dos dados na forma de texto, tabelas e gráficos, permitindo assim que o leitor que não possui familiaridade com uma abordagem técnica e densa possa compreender os resultados, dado o caráter de extensão à sociedade do projeto. Tais resultados estão atingindo a população da região de forma positiva. Os boletins possibilitam à comunidade obter mais informações sobre o local em que vivem e os setores em que tem interesse, de forma que dada a ausência de estudos e análises setoriais da conjuntura econômica de Ribeirão Preto, o projeto é, em muitas das vezes, o veículo de informações e conteúdo norteador para nossa sociedade; e tem sido muito útil para expandir o horizonte de conhecimento, já que o curso de graduação em Economia nem sempre abrange estudos sobre o setor regional. Com os resultados obtidos ao longo da divulgação dos boletins é possível traçar um panorama das características organizacionais da economia de Ribeirão Preto e de sua região, e analisar comparativamente seu desempenho em relação às outras regiões do estado de São Paulo. Assim, esse estudo oferece uma fonte de dados que é muito útil para o entendimento das características econômicas da região – bem como para a inserção em seu ambiente de negócios – além de ser útil para a tomada de decisões na promoção de políticas públicas.


 

Número do Projeto: 10639– FEARP– Humanas

Gestão administrativa, planejamento de marketing e inclusão digital na Associação Beneficente Integração à Vida – Casinha Azul em Ribeirão Preto-SP

Coordenador: Paulo Sergio Miranda Mendonça

 

O projeto tem como principais objetivos aperfeiçoar a gestão de uma entidade beneficente e o fortalecimento a imagem da instituição. Nosso trabalho foi realizado com a Associação Beneficente de Integração a Vida, conhecida como Casinha Azul, que é localizada na cidade de Ribeirão Preto que fornece assistência gratuita para cerca de 140 crianças carentes, na faixa etária de 6 a 14 anos e ambos os sexos, proveniente de baixa renda. Ela oferece atividades extracurriculares, no contrafluxo do horário escolar.Tivemos nosso trabalho separado em três partes: uma com a divulgação e fortalecimento da imagem da instituição, outra com pesquisas de editais para patrocínio e outra acesso à conta de e-mail e site da instituição. Fizemos o trabalho dividindo as partes fortalecendo a imagem da instituição pelo Facebook e também com melhorias e modificações no site da ONG Casinha Azul com instruções do diretor da ONG, além de procura de editais de empresas para ajuda com despesas da Casinha Azul, visando melhorar a qualidade das atividades oferecidas às crianças. Com a parceria da FUNDACE também conseguimos filmar as crianças promovendo um vídeo para edital e também várias filmagens e fotos que pudessem ser colocadas no Facebook para divulgação posterior nas mídias sociais.


 

Número do Projeto: 10810– FEARP– Humanas

Gestão pelo Diálogo na Resolução de Conflitos em Cooperativas e ONGs

Coordenador: Rogerio Ceravolo Calia

 

O Projeto consistiu na aplicação de uma metodologia de gestão pelo diálogo, inspirada na obra do Dr. Eliyahu Goldratt, que visava auxiliar na resolução de conflitos em ONGs das cidade de Ribeirão Preto e Pirassununga, interior do estado de São Paulo. Através de workshops e treinamentos de capacitação prática, podemos colaborar com a formação de gestores e voluntários na resolução dos conflitos diários de trabalho nestes ambientes, obtendo feedbacks positivos com o uso da metodologia. Em nosso primeiro workshop contamos com a presença de diversos alunos da USP Ribeirão Preto, representando as entidades estudantis com fins sociais das quais faziam parte. Neste workshop podemos verificar o quanto o assunto estava presente nas entidades estudantis e na vida dos estudantes, e a animação destes com o esclarecimento de seus conflitos foi bastante motivador para o projeto.
Posteriormente o treinamento e metodologia foi aplicado para representantes de 7 ONGs de Ribeirão Preto, que puderam trocar experiências sobre os conflitos que viviam em suas organizações e tentarem solucioná-los em conjunto, fazendo uso da metodologia e de suas experiências, para esclarecerem cada vez mais os conflitos e assim solucioná-los pelo diálogo. Este mesmo treinamento foi ministrados aos funcionários e voluntários de duas ONGs de Ribeirão Preto em seu próprio espaço, o que fez o momento mais proveitoso ainda, pois em seu próprio ambiente eles se sentiam mais relaxados e dispostos a tratarem de seus conflitos de maneira aberta e sem juízo prévio, o que auxiliava ainda mais na metodologia do diálogo.
Por final acompanhamos 3 ONGs em que os gestores usaram esta metodologia em suas reuniões de diretoria, fazendo-as mais proveitosas e transformado conflitos em relações ganha-ganha.


 

 

Número do Projeto: 10836– FEARP– Humanas

Brincando e aprendendo

Coordenador: Maisa de Souza Ribeiro

 

O projeto pretendeu criar um produto capaz de despertar adolescentes para os valores econômicos e financeiros que envolvem os recursos que estão a sua disposição. O fator de maior destaque em termos de aprendizado e consumo de tempo se deu no processo de comunicação entre pessoas e gerações, tendo em vista a dinâmica da mudança de valores e referências ao longo da vida e, agora de forma muito mais enfática. O produto em si, configurou-se em um sistema de coleta de informações que elabora relatórios virtuais após o processamento dos dados inseridos. O usuário é convidado a pensar nos seus bens materiais que  lhes são relevantes, bem como na forma como gasta os recursos financeiros na sua rotina diária. Com isso, terá uma avaliação do montante dos recursos que estão a sua disposição, esperando-se que a partir daí possa dar mais valor e cuidado na sua manutenção. De forma semelhante, espera-se que a visualização dos gastos em cada período possa despertá-lo para refletir sobre supérfluos e poupança de recursos.

Trata-se, portanto, de um produto que pretende educar sobre o ponto de vista de valorização e preservação de recursos. Foram alocados ao projeto três estudantes bolsistas; houve uma substituição durante o período, contudo, o estudante inicial permaneceu no grupo voluntariamente. Um estudante com conhecimentos de informática foi contratado, com recursos do docente responsável, para operacionalizar o processo inicial. Na sequência, com a desvinculação  formal um membro do grupo, foi convidada uma aluna do curso de bioinformática para esta tarefa. Ressaltando-se que apesar de desvinculada a aluna permaneceu no grupo até o final do projeto.

Foram entrevistados alunos do ensino médio de escolas particulares e públicas por meio de visitas da equipe às instituições e, também, em feiras de profissões. Contou-se, também, com apoio de alunos de primeiro ano de cursos alheios aos conceitos econômico-financeiros. O objetivo das entrevistas era o de identificar que tipo de itens são considerados relevantes na faixa etária do público alvo do sistema, bem como, a forma de diálogo que deveria ser utilizada para que eles entendam o objetivo o sistema criado. O processo e produto foram acompanhados por estudantes de pós-graduação para avaliação crítica; o grupo recebeu a visita de autor de produto semelhante com vistas a trocar experiência. O produto final foi validado, tecnicamente, por um professor especialista na área de informática.O produto está disponível em http://controlmoney.fearp.usp.br/. E, não tem qualquer restrição de acesso.


 

Número do Projeto: 10866– FEARP– Humanas

Auxilio na Elaboração de Recursos Educacionais Abertos para um curso de Administração

Coordenador: Ildeberto Aparecido Rodello

Recursos Educacionais Abertos (REA) são materiais de ensino, aprendizado e pesquisa em qualquer formato, que estão sob domínio público, ou estão licenciados de forma aberta, permitindo que sejam utilizados ou adaptados por terceiros. O uso desses formatos facilita o acesso e o reuso potencial dos recursos publicados digitalmente. Nesse sentido, o projeto tem como objetivo auxiliar a elaboração de REA produzidos por docentes do curso de Administração da FEA-RP, provendo subsídios e  informações sobre licenciamento e formas de utilização. Para tanto, foi elaborada uma cartilha para auxiliar e motivar os docentes na utilização de REA na FEA-RP. Em paralelo, foi realizada uma pesquisa cujos dados mostraram que há um grande potencial para que REA sejam desenvolvidos a fim de uma constante melhora na qualidade do ensino.


 

Número do Projeto: 10946– FEARP– Humanas

Centro de Voluntariado Universitário – CVU

Coordenador: Adriana Cristina Ferreira Caldana

 

O CVU (Centro de Voluntariado Universitário) é uma associação composta por estudantes e professores universitários, com a finalidade de fomentar o trabalho voluntário no meio acadêmico a partir de ações sociais, eventos; cursos de capacitação; projetos sociais; parcerias; informação e acompanhamento para o voluntário. Missão “Ser um centro de fomento ao voluntariado no meio universitário, criando oportunidade para alunos, professores e funcionários atuarem em projetos sociais, propiciando seu crescimento pessoal e o desenvolvimento de nossa comunidade.” Visão “Ser um modelo de centro de voluntariado que possa ser aplicado em qualquer faculdade pelo país, contribuindo com entidades sociais e desenvolvendo projetos de cunho transformador da realidade”.

A metodologia de trabalho envolveu: Ações sociais pontuais junto às entidades sociais da cidade de Ribeirão Preto cadastradas no sistema, tais como, coleta de alimentos, coleta de brinquedos, trote social, entre outras; Ações de assessoria na gestão de entidades sociais de Ribeirão Preto; Desenvolvimento de modelos de gestão para organizações do Terceiro Setor; Promoção de mostras e eventos sobre voluntariado jovem; Palestras e participações em eventos que discutam a cultura do voluntariado jovem; Curso de extensão sobre Gestão do Terceiro Setor; Ações de expansão do modelo CVU para outras universidades do Brasil e exterior. Os alunos envolvidos vivenciam de forma ativa os problemas sociais brasileiros, propondo soluções e criando formas inovadoras de agir sobre a realidade social. Além disto, os projetos sociais permitem a aplicação de tecnologias de gestão aprendidas nas disciplinas.

As atividades do CVU desenvolvem competências interpessoais fundamentais que facilitam o ingresso destes jovens no mercado de trabalho. Como principais resultados alcançados no período destacam-se: Cerca de 75 ações sociais realizadas, em especial três “Dia das Crianças” e três “Trotes Sociais”, com 50 voluntários em cada um destes respectivos eventos; Prêmio da Fundação Educar Dpaschoal 2012 e 2014: melhores práticas em “Trote Social” do Brasil; Participação, por dois anos seguidos e com stand, no maior evento de ONGs da América Latina: ONG Brasil; Normalmente média de 20 voluntários por ação social, sendo que cerca de 20% são pessoas sem ligação formal com a ONG, ou seja, voluntários espontâneos via divulgação de oportunidades; Pesquisa com viés acadêmico de Impacto Socioambiental na cidade de Ribeirão Preto, mapeando cerca de 40 ONGs e analisando oportunidades e méritos respectivos; Mais de 40 eventos formativos sobre voluntariado (palestras abertas para a sociedade, mini-palestras para interessados em trabalho voluntário, cursos e eventos externos, eventos internos – assembleias, imersões e treinamentos); Realização o Prêmio CVU em parceria com as entidades do Terceiro Setor.


 

Número do Projeto: 11030– FEARP– Humanas

Cultura & Inovacao: como novos canais de comunicação podem auxiliar o Empreendedorismo cultural

Coordenador: Geciâne Silveira Porto

 

Este trabalho tem o objetivo de mostrar, relatar como as mídias sociais pode trazer benefícios para empreendedorismo cultural através do estudo do caso da Banda Ravidan. Entender como o empreendedorismo cultural pode ser explorado no universo digital pode trazer benefícios tanto para quem produz e/ou consome cultura,para quem fomenta este tipo de negócio e para os estudantes que querem seguir na área. Estudar como isso pode ser feito da melhor forma é de fundamental importância para que uma boa divulgação seja realizada.


 

Número do Projeto: 11090– FEARP– Humanas

PICE Cooperativas

Coordenador: Perla Calil Pongeluppe Wadhy Rebehy

 

O PICE Cooperativas faz assessorias e formações a grupos coletivos e disseminam os princípios da economia solidária, sendo um dos eixos da Incubadora de Empreendimentos Solidários Colabora ITES. Atuamos junto aos grupos para aumento da renda e melhoria nas condições dos trabalhadores, dentro dos princípios da economia solidária. Assim pretende-se reduzir desigualdade, melhorar qualidade de vida dos trabalhadores, trabalhar coletivamente. Com uma visita semanal para formações, com metodologias participativas, foram abordados temas que ajudassem na autogestão, igualdade e autonomia, assessorias internas para algumas necessidades específicas do grupo. Nesses encontros identificaram-se necessidades ou deficiências do grupo, elaboram-se um Plano de ação com datas e metas, e temas que dessem suporte.

=> Projeto Renascer da águas do Aquífero do Guarani: Pensando na comercialização que ainda não havia acontecido antes do trabalho realizado pelos estagiários, como forma de motivar o grupo, houve duas feiras pilotos, na qual conseguimos aplicar uma pesquisa de mercado nos pontos da feira, aplicamos também com aliados ao movimento da reforma agrária, rede de contatos interna da incubadora, contatos pessoais dos envolvidos e visitamos algumas feiras livres da cidade abordando consumidores que passavam. A pesquisa foi realizada a fim de entender o quanto as pessoas estariam dispostas a consumir alimentos agroflorestais, relatava a forma inovadora de comércio e abordava o real interesse em consumir tais alimentos. Como resultado percebeu-se maioria na quantidade de interessados, e que a forma de comercialização escolhida, que seria via cestas, na qual as pessoas retirariam em pontos previamente marcados, conseguiria firmar uma fidelização de clientes.

=> Cooperativa Mãos Dadas: Durante o período de trabalho, pode-se acompanhar o aumento do volume de material triado e vendido. Além disso, teve palestra de educação ambiental, para que os cooperados se tornem educadores ambientais e assim irem a condomínios e empresas dar palestras e workshops. Outro resultado alcançado é em relação à autogestão do grupo. Os Cooperados começaram a questionar mais as atitudes da diretoria e cobrarem mais assembleias de discussões. Isso por que teve um forte trabalho mostrando a eles o regimento interno e estatuto, deveres e direitos. E eles começaram a se organizar em coordenadorias – de cada setor- para descentralizar as decisões da atual presidente. Assim grupos alcançaram um bom nível de empoderamento, incorporaram a autogestão nas decisões do grupo, estão aprendendo a lidar com a igualdade do voto, transformaram esforços produtivos em produto comercializável, e assim os dois grupos conseguiram aumento na renda. Para as alunas os resultados foram realização de trabalhos em equipe, mudança de pensamento com consumo mais consciente, preocupação com sustentabilidade. E o mais notável foi a melhoria da oratória, que foi muito utilizada nos grupos e dá mais confiança e propriedade na hora de falar em público.


 

Número do Projeto: 11103– FEARP– Humanas

Programa Integrado de Capacitação Empreendedora para Empreendedores

Coordenador: Lara Bartocci Liboni Amui

 

De acordo com dados estatísticos (realizados pela FGV), em 2001 as micro e pequenas empresas foram responsáveis pela produção de 23,2% do PIB brasileiro, em 2011 essa taxa era de 27%. E de acordo com DIEESE, em 2013 as MPEs geravam 52% do total de empregos formais no Brasil.Considerando o grau da importância socioeconômica das microempresas para o país, e a falta de planejamento e de qualificação que geram um alto índice da mortalidade das MPEs, a professora Adriana Backx Noronha, iniciou em 2004, o Programa Integrado de Capacitação Empreendedora (PICE), visando fomentar o empreendedorismo, reduzir a mortalidade das MPEs, aumentar a profissionalização da gestão empreendedora e gerar renda à comunidade local, através da disseminação do conhecimento acadêmico e extensão universitária.

Atualmente coordenado pela professora Lara Bartocci Liboni, o PICE-Empreendedores, visa a capacitação em autogestão de microempreendedores (incluindo os microemprendedor individual e microempreendedor informal), através da interação dos alunos de graduação e pós graduação. Aplicando o conhecimento acadêmico na melhoria da gestão microempresarial, e sensibilizando os alunos envolvidos quanto à importância de seu papel como agente de mudança da realidade social e econômica do país. Inicialmente realizou-se um levantamento das necessidades e do perfil dos microempreendedores, dividindo em grupos daqueles que possuíam dificuldades na gestão de seu negócio; e daqueles cujo o plano era iniciar o “próprio negócio”. Semanalmente realizavam se aulas de capacitação empreendedora com temas nas áreas de administração (gestão de pessoas, marketing, captação de recursos) e contabilidade (gerencial, tributária e de custos).

Ao final das aulas, os empreendedores apresentavam, e tiravam às dúvidas sobre  os problemas encontrados na rotina do negócio. Para a turma que estava em fase de planejamento foram desenvolvidas mesas redondas com empreendedores experientes, em conjunto com a entidade estudantil “Núcleo de Empreendedores”. Na edição 2014/2015, 37 pessoas obtiveram capacitação empreendedora gerando melhorias no resulltado das microempresa existentes, 3 formalizaram seu negócio, 10 receberam capacitação e o conhecimento necessário para estruturarem uma MP, e um deles abriu uma filial.

Todos receberam um certificado, e alguns ainda mantêm contato com o ambiente acadêmico, com o núcleo de empreendedores e a aluna bolsista, através de redes sociais e de palestras sobre empreendedorismo. As aulas foram ministradas por 15 alunos de pós graduação, 3 alunos de graduação, e 12 alunos participaram como voluntários. Todos os alunos envolvidos descobriram a importância da aplicação do conhecimento acadêmico para a melhoria e geração de renda de uma comunidade. A aluna bolsista aprendeu que o sucesso empresarial não é medido simplesmente por taxas de retornos financeiros, mas também pela capacidade de atingir e melhorar a realidade e a qualidade de vida dos indivíduos à sua volta.


 

Número do Projeto: 9844– FFCLRP– Humanas

Recursos de avaliação psicológica para serviços clínicos e de Saúde: aproximação entre teoria e prática em Psicologia.

Coordenador: Sonia Regina Pasian

 

Este projeto objetiva dar continuidade ao aprimoramento da homepage http://cpp6.webnode.com/ e a disponibilização à comunidade científica da Psicologia de diversos recursos de avaliação psicológica sistematizados no Centro de Pesquisas em Psicodiagnóstico (CPP) do Departamento de Psicologia da FFCLRP/USP. Foram cadastrados instrumentos historicamente relevantes da avaliação psicológica do Brasil e do exterior, constituindo acervo com testes psicológicos, escalas, inventários e questionários, além de livros especializados, teses e dissertações, colecionados desde a década de 1970 no CPP. Esse acervo exige contínua atualização técnica, pois permite que alunos (graduação e pós-graduação) e profissionais (docentes, pesquisadores e psicólogos colaboradores) tenham acesso a dados bibliográficos e históricos da avaliação psicológica no Brasil, possibilitando pesquisa e uso de recursos relevantes para a construção e o aprimoramento técnico-científico na formação e na pesquisa na área.

Frente a essa realidade é que o presente projeto se justifica na medida em que dá manutenção e vitalidade permanente ao acervo bibliográfico referente ao tema de avaliação psicológica, constituindo-se em local de referência para profissionais da região em termos de orientações sobre processos psicodiagnósticos. Suas atividades principais caracterizam-se em: dar continuidade ao processo de atualização e disponibilização online da listagem do acervo bibliográfico e de material de avaliação psicológica existente no Centro de Pesquisas em Psicodiagnóstico da FFCLRP/USP; registro de dados em programa computacional, referente ao acervo bibliográfico e de instrumentos de avaliação psicológica úteis para o aprimoramento técnico-científico dos profissionais de Psicologia; implementação de práticas de assistência a psicólogos e a alunos (graduação e pós-graduação) na área de avaliação psicológica, de modo a favorecer sua pesquisa e seleção dos materiais disponíveis no Centro de Pesquisas em Psicodiagnóstico.

Foram cadastrados 2571 livros, 211 anais de eventos, 681 revistas, 16 informativos, 20 mídias de vídeo, 404 teses e dissertações. Tanto do ponto de vista do desenvolvimento do projeto em si, quanto na interação com os possíveis usuários desse trabalho, são apresentados estímulos ao conhecimento da história de um Centro de Pesquisas em Psicodiagnóstico, referência importante na área de avaliação psicológica (sobretudo por meio de métodos projetivos), bem como de seus materiais e pesquisas produzidas ao longo de quatro décadas de existência. Além disso, a continuidade da sistematização dos recursos de avaliação psicológica fornece um treino profissionalizante aos alunos, seja no campo específico da Psicologia ou no campo da documentação científica, permitindo o enriquecimento técnico e profissional dos envolvidos.


 

Número do Projeto: 9912– FFCLRP– Humanas

Desenvolvendo aplicações musicais práticas com hardware e software livres

Coordenador: Regis Rossi Alves Faria

 

Tendo em vista a disponibilidade de recursos de hardware e software livres úteis para composição e processamento sonoro este projeto desenvolveu uma peça eletroacústica, a partir da peça coral Lacrimosa, do Requiem de Mozart, utilizando-se desses recursos. A metodologia envolveu a experimentação com processadores digitais, desenvolvidos no Laboratório de Acústica e Tecnologia Musical (LATM-DM-FFCLRP/USP), a programação de patches para produzir a peça e a elaboração de um tutorial para que o usuário da área de música, sem muitos conhecimentos de programação, possa desenvolver e usar patches em aplicações musicais. A peça foi preparada para ser executada através da operação em tempo real sobre o patch principal contendo filtros progressivos, esticadores de tempo e frequência e curvas programáveis. O conceito da peça está baseado na reprodução encadeada de várias instâncias de uma performance pré-gravada que tem então seu andamento e tonalidades alteradas por filtros, time-stretchers e pitch-shifters.


 

Número do Projeto: 10219– FFCLRP– Humanas

Organização dos documentos sobre a educação pública municipal nos acervos do Arquivo Público e Histórico e do Museu do Café de Ribeirão Preto

Coordenador: Sergio Cesar da Fonseca

 

O presente projeto tem como intuito garantir o acesso à memória de Ribeirão Preto a partir da organização da documentação do Arquivo Municipal e do Centro de Documentação (CEDOR) pertencente ao Museu do Café. Na trilha desse intento, as atividades necessárias à execução do projeto viabilizaram o tratamento arquivístico de certo conjunto documental, ainda desprovido disso, com a sua necessária classificação e elaboração de ferramentas para a consulta por pesquisadores e demais interessados. Com isso, o efeito pretendido a médio e longo prazo é o uso dessa documentação como fonte privilegiada para estudos e pesquisas ou, ainda, para a elaboração de políticas e ações da administração municipal, conforme já se pode verificar pela frequência com que ocorrem consultas a esse material documental, além, é claro, da garantia do direito de acesso à informação e registro histórico por parte de qualquer cidadão conforme assegura a Lei Federal 12.343 de 2010.

Nesse sentido, o prosseguimento das ações deste projeto na edição 2014-2015 do Programa Aprender com Cultura e Extensão, além de se orientarem pelo espírito de conservação e acesso coletivo à memória igualmente coletiva, ocorreu conforme as seguintes etapas e resultados que puderam ser apurados do trabalho no Arquivo Público e Histórico e no Museu do Café de Ribeirão Preto, quais sejam:a) Exame e higienização do material: Essa primeira atividade é bastante prática, uma vez que se tratou de limpar o material documental de impurezas, de detectar partes deterioradas e da necessária avaliação geral do estado de conservação. Esse trabalho serviu ao fim de incluir numa planilha na versão Excel for Windows as informações sobre o estado dos documentos, o que servirá para viabilizar determinado tipo de consulta pelo público, ao passo que tornará essas fontes acessíveis aos pesquisadores não apenas por conta de sua indexação, como pelo fato de sua limpeza e tratamento. Para a organização dos documentos foi preciso colocá-los em caixas/pastas, onde cada documento recebia um número de registro que facilitava a localização por pesquisadores. A higienização foi feita em cada peça, com o auxilio de pincéis que não prejudicassem as folhas dos documentos que estavam muito frágeis.

b) Coleta de informações: É importante esclarecer que a higienização e tratamento do material foi uma atividade concomitante com a coleta de informações, porquanto o primeiro exame dos documentos adiantou possíveis descritores quanto ao estado de conservação e que vieram a constar numa ficha de inventário. Por sua vez, a ficha serviu como a ferramenta de registro dessa coleta e na qual constaram itens a respeito do formato, espécie e data limite do documento, incluindo, ainda, a descrição do material, sua conservação e, bastante necessário, as recomendações de acesso, implicando assim em possibilidade de consulta com ou sem restrições ou interdição. Depois da higienização e da organização em caixas/pastas, era feita a descrição de cada documento em uma ficha com o número de registro e o número da caixa, o título do documento, a data, o formato do documento (livro, folha, cartaz, folheto), a descrição resumida, ou seja, sobre o assunto do documento, a situação de conservação (sujidade, amarelecimento, rasgos e outros), observações onde eram colocados alguma informação extra que o documento trazia, por exemplo, carimbos, nomes, datas e frases manuscritas ou alguma foto, recorte de jornal encontrado no miolo do livro. Para facilitar a busca do pesquisador e de pessoas interessadas no assunto, eram colocados quatro descritores relacionados com o assunto do documento.

c) Elaboração de instrumento de consulta: Por último, todas as fichas coletadas vem sendo reunidas num banco de dados, a princípio organizado na forma de planilha do software Excel. O objetivo dessa sistematização é organizar um guia específico dessa parte do acervo do Arquivo Público e Histórico e também do Museu do Café com o fim de torná-lo ferramenta de consulta o que, por sua vez, viabiliza o acesso a esse fundo documental. Esse guia servirá, ainda, ao fim de favorecer a consulta de pesquisadores e, com isso, ampliar as possibilidades de estudo e investigação que tomem por tema a localidade e a região de Ribeirão Preto, com ênfase na educação, na formação da sociedade e na sua escolarização.


 

Número do Projeto: 10488– FFCLRP– Humanas

Resgate da capacidade produtiva pós Transplante de Medula Óssea utilizando o espaço grupal

Coordenador: Manoel Antonio dos Santos

 

O Transplante de Medula Óssea (TMO) é um procedimento de alta complexidade, cujo desenvolvimento permitiu o tratamento de doenças que antes eram fatais, como é o caso de neoplasias e doenças hematológicas. Na etapa pós-TMO, os pacientes vivenciam a ruptura do cotidiano, o rompimento de relações sociais, o estresse decorrente da doença prolongada, da hospitalização e do rigor da terapêutica instituída, além da perda e luto de projetos acalentados. Corre-se o risco da rotina ficar centrada somente nas atividades de cuidados com a saúde, com foco na preocupação com as questões da sobrevivência, cabendo à equipe multiprofissional o desafio de auxiliar o paciente a superar essa perspectiva que ameaça esmagar a subjetividade e estreitar os horizontes existenciais do transplantado.

]O grupo de atividades é uma possibilidade de intervenção psicossocial, destinada a restituir a pessoa gravemente comprometida em sua autonomia a uma condição de atividade útil e construtiva. Nesse contexto, os objetivos deste projeto de extensão consistem em proporcionar para os pacientes recém transplantados um espaço-lugar de referência, onde possam realizar as atividades propostas, ter um convívio em grupo, ver e viver suas limitações e potencialidades e experimentar um fazer compartilhado. O projeto foi desenvolvido na casa de apoio do GATMO Unidade de TMO, no período de um ano. Participaram os pacientes e acompanhantes que estavam hospedados na casa.

Os encontros foram semanais e com duração de duas horas. As atividades desenvolvidas foram: jogos,  bingo, artesanato, mágicas, músicas e oficinas temáticas (dais das crianças, Natal, Festa Junina). Foram realizadas, aproximadamente, 31 oficinas (18 em 2014 e 13 em 2015). As oficinas abordaram aproximadamente 30 pacientes (tanto doadores quanto receptores da medula), das mais diversas idades; e aproximadamente 11 acompanhantes desses pacientes (pai, mãe, filho). Os pacientes do GATMO ficam na casa por um tempo considerável (em torno de 3 meses), vivendo uma rotina de comer, dormir, conversar, assistir televisão, usar o celular, e acabam perdendo um pouco da sua rotina ativa. A proposta das oficinas é trazer um pouco da rotina ativa perdida de volta, através de atividades que possam aumentar a qualidade de vida e diminuir o estresse do tratamento.

Os resultados obtidos evidenciam que as oficinas se configuraram como meio de expressão de sentimentos, ferramenta de resgate da capacidade produtiva e de socialização. Quanto aos bolsistas, o projeto  possibilitou a oportunidade de conhecer a realidade do paciente transplantado de medula óssea, suas necessidades e potencialidades, participar de uma estratégia criativa de intervenção emocional e avaliar a efetividade desta. Acredita-se que essa seja uma oportunidade rica e fecunda para o graduando de aprendizagem de intervenções no contexto hospitalar.Palavras-chave: Grupo, atividade, transplante de medula óssea, psicologia.


 

Número do Projeto: 10489– FFCLRP– Humanas

Contação de histórias para crianças internadas em uma Unidade de Transplante de Medula Óssea

Coordenador: Manoel Antonio dos Santos

 

A função terapêutica da contação de histórias tem sido investigada e confirmada na literatura, inclusive em ambientes hospitalares. Considerando o possível impacto emocional e cognitivo da internação para a criança foi iniciado um projeto de contação de histórias durante o período da enfermaria. O objetivo do presente estudo é descrever o processo de implementação do projeto. A contação de histórias é oferecida pela psicóloga da Unidade para crianças e adolescentes que serão submetidas ao TMO. Caso o paciente tenha interesse, uma bolsista responsável pelo projeto se apresenta e aplica um questionário para avaliar o repertório e gosto literário do paciente, denominado “Ficha Inicial”. Por meio da análise do questionário é traçado um plano de intervenção partindo do conhecido e visando a uma ampliação de personagens e histórias.

Trabalha-se com os clássicos e com personagens mais modernos, sempre com o auxilio de um livro e de um material complementar (dedoche, fantoches, bonecos e marionetes). Os materiais necessitam ser de fácil manuseio e higienização, razão pela qual tem sido escolhido, preferencialmente, o E.V.A. Todo o material é confeccionado pela bolsista. Após cada intervenção a aluna redige um diário de campo, que é levado para a supervisão, momento em que é avaliada a atividade e programada a próxima. O encerramento do projeto é realizado por meio de uma compilação do que foi feito ao longo dos encontros, preenchimento de um questionário de avaliação das atividades desenvolvidas e o pedido de que o paciente conte uma história. Solicita-se que a história tenha um começo, meio e fim.

Até o momento o projeto obteve boa aceitação por parte dos pacientes que mostraram interesse e participação nas atividades. Os materiais utilizados na contação têm sido bem recebidos pelos pacientes, apesar de sua simplicidade, e funcionam como estímulo para a participação dos pacientes na contação, uma vez que a leitura é feita pela aluna, mas a encenação pelos pacientes, que atuam como co-contadores. Observou-se que alguns pacientes nunca tinham tido experiência de contar histórias, mesmo os clássicos, e que a descoberta desse novo mundo imaginário parece ter diminuído a aridez desse momento de vida tão difícil para eles e seus familiares. Um resultado que não era esperado foi o fato de que a contação despertou em alguns pacientes o desejo de leitura, ficando o acompanhante responsável por contar outras (ou recontar as mesmas histórias). Desse modo, a contação de histórias para crianças e adolescentes na enfermaria do TMO mostrou ser uma estratégia de intervenção psicológica interessante e viável.Palavras-chave: contação de histórias, câncer, crianças, adolescentes, transplante de medula óssea.


 

Número do Projeto: 10490– FFCLRP– Humanas

Projeto dodói (Turma da Monica) em uma Unidade de Transplante de Medula Óssea

Coordenador: Manoel Antonio dos Santos

 

O instituto Mauricio de Souza e a ABRALE uniram-se com o objetivo de desenvolver um projeto voltado à criança hospitalizada: o DODÓI, composto por: Boneco (Mônica ou Cebolinha), Gibi, Revista de atividades, Jogo da memória e de trilha, Cartões de sensações e sentimentos, Escala de dor, Cartazes, Estetoscópio e seringa. No caso do Tranplante de Medula Óssea (TMO), o tratamento é composto por etapas prolongadas de internação. Nesse contexto foi implementado o Projeto dodói que tenta amenizar o sofrimento e integrar a criança e seus familiares ao tratamento. Os objetivos deste projeto de extensão consistem em facilitar a expressão de sentimentos de crianças internadas para o TMO, visando auxilia-las com o medo da hospitalização, buscando recuperar seu senso de controle e autonomia e melhorar sua capacidade de diversão e motivação.

O projeto foi desenvolvido na enfermaria da Unidade de TMO, no período de um ano. Foram visitadas onze crianças, uma vez por semana. Os materiais do projeto foram apresentados aos pacientes no decorrer dos encontros. Estes eram organizados da seguinte forma: o primeiro contato era para apresentação do projeto e verificação do interesse na participação das crianças e autorização dos pais. O segundo encontro era reservado para apresentação e exploração dos materiais e organização do plano de intervenção. O primeiro material ofertado foi sempre o boneco: os bolsitas levavam a Monica e o Cebolinha e a criança escolhia um dos dois. Nos encontros posteriores trabalha-se com os jogos, gibis e revista de atividades, alternadamente. No último encontro, a bolsita, os pais e as crianças avaliavam a importância do projeto.

A participação no projeto foi aceita por todas as crianças. As meninas escolheram a Mônica e os meninos o Cebolinha, que ganharam nomes no momento da entrega (é importante ressaltar que as crianças ganhavam os kits e podiam leva-los para casa). As crianças de menor idade deram preferência para o brincar com os bonecos e o kit médico, e as maiores para os jogos de trilha e de memória. A escala de dor e de sensação foi útil para a equipe multidisciplinar, auxiliando na compreensão e mensuração de sensações e sentimentos. Desse modo, observou-se que todos os componentes do projeto mostraram-se uteis no momento da intervenção, firmando o Projeto Dodói como uma possibilidade de  estratégia de intervenção na saúde mental, tendo sua importância reconhecida pela criança, por seus pais e pela equipe de profissionais.  Palavras-chave: Brincar, câncer, crianças, adolescentes, transplante de medula óssea, psicologia.


 

Número do Projeto: 10491– FFCLRP– Humanas

Implicação emocional do adoecimento e do Transplante de Medula Óssea em pais de Crianças com Câncer

Coordenador: Manoel Antonio dos Santos

Durante a hospitalização de crianças para a realização do Transplante de Células-Tronco Hematopoéticas (TCTH), mais conhecido como Transplante de Medula Óssea (TMO), quem as acompanha, na maioria das vezes, são as mães. São essas cuidadoras que percorrem todo o trajeto do tratamento junto aos filhos, vivenciando diversas experiências que demandam uma atenção especial por parte da equipe multiprofissional, em relação à sua saúde física e mental. Considerando a escassez de estudos que abordem a experiência materna dessa etapa do tratamento, o objetivo deste estudo foi compreender a vivência de mães acompanhantes de crianças submetidas ao TMO durante o período de internação, ressaltando as experiências, percepções e modos de lidarem com as situações adversas.

Trata-se de um estudo qualitativo, descritivo e exploratório, de corte transversal. A amostra de conveniência foi composta por nove mães, acompanhantes de pacientes vinculados a um serviço de TMO de uma cidade do interior do Estado de São Paulo. As idades variaram de 26 a 45 anos, seis mulheres eram casadas, duas solteiras e uma desquitada, uma tinha Ensino Superior e as demais Ensino Médio. O instrumento utilizado para coleta de dados foi um roteiro de entrevista semiestruturada, que abordou questões referentes ao tema. As entrevistas foram realizadas individualmente, em situação face a face e audiogravadas mediante autorização das participantes. Após a coleta de dados, o conteúdo audiogravado foi transcrito literalmente e na íntegra.

Os dados obtidos foram submetidos à análise de conteúdo temática. Dois eixos temáticos principais e suas respectivas categorias puderam ser identificados, a saber: Mudanças (implicações) advindas do adoecimento do filho (sentimentos despertados ao receber o diagnóstico, mudanças na rotina, processo de tomada de decisão pela realização do TMO) e Vivenciando o TMO (recursos de enfrentamento utilizados, sentimentos e dificuldades vividas, significados atribuídos à experiência). Este estudo possibilitou investigar a perspectiva pela qual essas mães compreendem, lidam e significam o TMO do(a) filho(a) e as mudanças advindas em decorrência dos efeitos adversos dessa terapêutica radical, podendo assim contribuir para o desenvolvimento de novas formas de acompanhamento e intervenção oferecidos pelos profissionais de saúde às cuidadoras. Palavras-chave: Transplante de Medula Óssea, cuidadores, mães, crianças.


 

Número do Projeto: 10501– FFCLRP– Humanas

Oficina de fotografia com pacientes com câncer submetidos ao Transplante de Medula Óssea

Coordenador: Manoel Antonio dos Santos

 

O Transplante de Medula Óssea (TMO) é um procedimento complexo, extenso e agressivo, susceptível a diversas intercorrências e consequências imprevisíveis, tanto físicas como emocionais. A imagem tem um potencial de significação para pacientes submetidos a tratamentos quimioterápicos e oferecer espaço para reflexão é fundamental para que estes possam expressar sentimentos sobre si, os momentos vividos, as mudanças ocorridas durante o processo e tudo o que lhe apetecer. Os objetivos deste projeto de extensão consistem em facilitar a expressão de sentimentos dos pacientes e seus familiares e acompanhantes, a fim de não considerar apenas os aspectos desagradáveis do processo do pré e pós transplante; mas poder refletir sobre sua autoimagem, a influência do tratamento e a importância da família no processo, com o intuito de reduzir ou amenizar o estresse e melhorar o enfrentamento do tratamento, por meio de oficinas de fotografia.

O projeto desenvolve-se através de atividades no Grupo de Apoio ao Transplantado de Medula Óssea (GATMO), uma casa que hospeda pacientes e acompanhantes de outras cidades e estados do país, com parcos recursos socioeconômicos, durante os períodos pré e pós-transplante. No período de realização do projeto foram feitas 15 oficinas, com aproximadamente 30 participantes. Foram tiradas 287 fotos pela bolsita e 483 fotos pelos pacientesacompanhantes, em um total de 770 fotos. Destas foram selecionadas 37 fotos para comporem o mural na casa de apoio. Para os participantes de mais de dois meses do projeto foram entregues CDs com as fotos tiradas. Foram entregues cinco CDs no momento da alta dos pacientes. O projeto foi uma rica oportunidade de interação entre os alunos e os participantes, que possibilitando a criação do vínculo, a amizade e o compartilhamento de experiências e histórias de superação.

Ao final das atividades os participantes sempre demonstram e/ou verbalizam satisfação, reconhecendo a importância deste projeto. Para os alunos também é um espaço capaz de desenvolver, o pensamento crítico-reflexivo dentro da filosofia do cuidado integral ao paciente e da humanização da assistência. Com o decorrer das oficinas, o projeto foi aperfeiçoado, de modo que seus objetivos foram alcançados e as atividades tiveram um impacto positivo na reflexão e expressão de sentimentos dos participantes. O projeto tem grande potencial para contribuir no aprimoramento da formação acadêmica do estudante, já que coloca em prática as estratégias de comunicação, onde é possível introduzir, de maneira criativa, tecnologias de cuidado que torna a reflexão e a expressão de sentimentos mais acessíveis, bem como o envolvimento dos pais, familiares e acompanhantes no cuidado dos pacientes.


 

Número do Projeto: 10512– FFCLRP– Humanas

Gerenciamento de Documentos Eletrônicos do CEDOC do Serviço de Comunicação da USP Ribeirão Preto

Coordenador: Jose Eduardo Santarem Segundo

 

Introdução: Este projeto está integrado ao projeto “CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO DOS SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO E ATIVIDADES CULTURAIS DA USP DE RIBEIRÃO PRETO/SP (CEDOC-USP/RP)” aprovado no edital “Preservação de Acervos Documentais, Memórias e Monumentos – 2013”. As atividades do setor visam elaborar e colocar em prática políticas de comunicação para o Campus da USP de Ribeirão Preto, com meios que tornem públicas as atividades da USP local nas áreas de ensino, pesquisa e extensão, além da interface com a Superintendência de Comunicação Social da USP (SCS-USP). O Serviço faz também mediações entre as comunidades internas e externas, diretas ou indiretamente, através de assessoria às unidades de ensino e órgãos de imprensa e ao público em geral.

O objetivo deste projeto é preparar os documentos, realizando a identificação, separação, descrição e digitalização de materiais que serão inseridos no acervo digital do Serviço de Comunicação Social da USP Ribeirão Preto/SP. Faz parte do objetivo disponibilizar ao público fotos e clippings que ficam sob a guarda do serviço de comunicação e que são frequentemente requisitados pelas unidades da USP, imprensa local, comunidade e principalmente pesquisadores.

Atividades: Foram realizadas oficinas de higienização e preservação de materiais, além das próprias atividades de higienização de parte do material. Também foram identificadas, selecionadas e organizadas as fotografias que fazem parte do projeto. Foram também realizadas atividades relativas a descrição das fotos, com identificação dos principais elementos que compõe as imagens, como pessoas e lugares. Por fim foi iniciado o processo de digitalização das fotos.

Resultados: Como essa atividade é parte de um projeto maior, ela foi totalmente cumprida, finalizando com a descrição do material e inicio das atividades de digitalização. Os próximos passos serão a inserção no acervo digital e a disponibilização para a comunidade, que deve ocorrer no início de 2016, tornando assim acessível grande parte do conteúdo da história da USP de Ribeirão Preto para toda a comunidade, interna e externa a Universidade


 

Número do Projeto: 10515– FFCLRP– Humanas

Divulgação científica e cultural nos pontos de ônibus da USP de Ribeirão Preto

Coordenador: Carlos Ernesto Garrido Salmon

 

Divulgação da ciência e da cultura é um dever constante da nossa universidade geradora de conhecimento e detentora de impostos pagos pela população em geral. Porém, uma grande dificuldade desta divulgação é a barreira geográfica, muitas vezes o conhecimento é confinado nos limites da universidade e ainda, dentro dos laboratórios e salas de aulas. Outra barreira está associada com a disponibilidade de tempo de trabalhadores alheios às atividades de ciência e cultura para se dedicar à leitura de textos com estes conteúdos. Por último e não menos importante é a falta de conhecimentos gerais básicos para o entendimento de diversos assuntos de ciência e cultura. Os pontos de ônibus no campus resultam lugares apropriados para a divulgação de materiais de leitura em geral, visto que existe uma confluência razoável de público e neles muitas vezes o tempo de espera pode ser prolongado.

Neste projeto procuramos continuar divulgando material de leitura sobre ciência e cultura nos principais pontos de ônibus do campus da USP de Ribeirão Preto. No campus de Ribeirão Preto contamos com aproximadamente 28 pontos de ônibus, no ano passado com a ajuda da prefeitura do campus instalamos suportes em 15 deles. Nesta proposta pretendemos com o material divulgado cobrir 3 áreas temáticas: Ciências, Cultura geral e Variedades. O material divulgado serão revistas e folhetos livremente expostas em suportes padronizados atualmente existentes em 15 pontos de onibus do campus e elaborados para este fim. Os suportes estão fixados em locais apropriados para o material estar protegido dos efeitos do sol, da chuva e da intempérie. Da nossa experiência no ano de 2013 houve éxito na distribuição do material e no uso por parte dos usuários do campus, o material, em média, era retirado em menos de três dias.


 

Número do Projeto: 10519– FFCLRP– Humanas

Empreendendo em Ciência da Informação e Biblioteconomia, apresentando projetoss e iniciativas para a comunidade.

Coordenador: Jose Eduardo Santarem Segundo

 

Introdução: A área de Ciência da Informação e Biblioteconomia tem migrado suas atividades para ambientes digitais e principalmente para fazeres que não podem mais estar resumidos ao espaço biblioteca. O Curso de Biblioteconomia e Ciências da Informação e da Documentação forma profissionais modernos que se colocam como mediadores entre as pessoas e as informações de que estes necessitam, captando, administrando e aplicando de maneira efetiva e estratégica conteúdos culturais, administrativos e científicos. Desenvolver ambientes como blogs, wikis, bibliotecas e repositórios digitais tem se apresentado como novo caminho para disseminação da informação científica, cultural, acadêmica e administrativa. O objetivo deste projeto era um ambiente digital, baseado em Web 2.0, que fosse capaz de apresentar atividades e projetos desenvolvidos por alunos e egressos empreendedores do Curso de Ciências da Informação e da Documentação para a comunidade local e regional.

Atividades: Foram desenvolvidas duas atividades em paralelo: 1) criação e desenvolvimento de um site/blog chamado “Aprendendo e Empreendendo em CI” (http://empreendendoemci.com.br/) que apresenta atividades destacadas e empreendedoras de alunos e egressos do curso de Biblioteconomia e Ciências da Informação da Documentação da USP de Ribeirão Preto; 2) Foi criado um perfil oficial do Curso na rede social Facebook (https://www.facebook.com/cidusp ) que interage através de post semanais com a comunidade interna e externa aos muros da Universidade.

Resultados: A criação do blog teve como principal resultado a apresentação para a comunidade das atividades desenvolvidas por egressos. O Blog teve uma aceitação muito boa, e tem inclusive sido usado como pauta para outras mídias. Grande parte das atividades apresentadas no blog foram posteriormente veiculadas também nas mídias impressa, radiofônica e televisiva de Ribeirão Preto e região. A visibilidade do blog também tem estimulados nossos alunos e egressos para desenvolver novos projetos empreendedores. A segunda parte do projeto, que envolvia a criação de uma página oficial do curso no Facebook também teve resultados acima do esperado. Atinge um bom público, dissemina informação da USP e do curso e já conta com aproximadamente 1500 curtidas, tornando-se a página oficial de facebook mais curtida dos cursos de biblioteconomia do Brasil.


 

Número do Projeto: 10520– FFCLRP– Humanas

Preservação e conservação dos documentos do CEDOC do Serviço de Comunicação da USP Ribeirão Preto

Coordenador: Marcia Regina da Silva

 

Introdução: Este projeto está integrado ao projeto “CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO DOS SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO E ATIVIDADES CULTURAIS DA USP DE RIBEIRÃO PRETO/SP (CEDOC-USP/RP)” aprovado no edital “Preservação de Acervos Documentais, Memórias e Monumentos – 2013”. As atividades do setor visam elaborar e colocar em prática políticas de comunicação para o Campus da USP de Ribeirão Preto, com meios que tornem públicas as atividades da USP local nas áreas de ensino, pesquisa e extensão, além da interface com a Superintendência de Comunicação Social da USP (SCS-USP). O Serviço faz também mediações entre as comunidades internas e externas, diretas ou indiretamente, através de assessoria às unidades de ensino e órgãos de imprensa e ao público em geral.

O objetivo deste projeto é preparar os documentos, realizando a identificação, separação, descrição e digitalização de materiais que serão inseridos no acervo digital do Serviço de Comunicação Social da USP Ribeirão Preto/SP. Faz parte do objetivo disponibilizar ao público fotos e clippings que ficam sob a guarda do serviço de comunicação e que são frequentemente requisitados pelas unidades da USP, imprensa local, comunidade e principalmente pesquisadores. Atividades: Foram realizadas oficinas de higienização e preservação de materiais, além das próprias atividades de higienização de parte do material. Também foram identificadas, selecionadas e organizadas as fotografias que fazem parte do projeto. Foram também realizadas atividades relativas a descrição das fotos, com identificação dos principais elementos que compõe as imagens, como pessoas e lugares. Por fim foi iniciado o processo de digitalização das fotos.

Resultados: Como essa atividade é parte de um projeto maior, ela foi totalmente cumprida, finalizando com a descrição do material e inicio das atividades de digitalização. Os próximos passos serão a inserção no acervo digital e a disponibilização para a comunidade, que deve ocorrer no início de 2016, tornando assim acessível grande parte do conteúdo da história da USP de Ribeirão Preto para toda a comunidade, interna e externa a Universidade.


 

Número do Projeto: 10588– FFCLRP– Humanas

Relato de experiências práticas de alunos de Psicologia na área de Psicologia do Trabalho: contribuições para a formação psicólogo brasileiro

Coordenador: Marina Greghi Sticca

 

Segundo dados do Conselho Regional de Psicologia (2012), a área de Psicologia Organizacional e do Trabalho (POT) é a segunda que mais emprega psicólogos no Estado de São Paulo. Neste contexto, este projeto sobre experiências práticas na área, pode ser referência para estudantes do curso de Psicologia que estão atuando em estágios profissionalizantes na área e para psicólogos que exercem a profissão como empregadas(os) no setor privado ou no setor público, ofertam serviços autônomos(as) e prestadoras(es) de serviços ou mesmo não estão exercendo a profissão, mas buscam espaço e oportunidade para exercê-la, e profissionais de instituições públicas privadas (empresas, sindicatos, cooperativas, entre outros) que atuam na área de Recursos Humanos, e que querem se atualizar em relação a fundamentação/orientação teórica e metodológica na área de POT. O objetivo do projeto foi participar da organização, revisão e formatação dos capítulos do livro para posterior publicação. Por meio desta experiência foi possível desenvolver competências relacionadas com organização, liderança e trabalho em equipe.


 

Número do Projeto: 10614– FFCLRP– Humanas

Orientação e informação Profissional

Coordenador: Lucy Leal Melo Silva

 

Uma das decisões significativas na vida da pessoa consiste na “escolha” da carreira. Para facilitar esse processo o  Serviço de Orientação Profissional (SOP) oferece atendimento em grupo e individual, vivências, palestras e apresentações sobre cursos, sobretudo o de Psicologia. Essas intervenções objetivam auxiliar os usuários em decisões conscientes e autônomas acerca do futuro (Bohoslavsky, 2003). Nesse ano a prioridade foi iniciar atividades em uma escola da rede pública, na qual desenvolveu-se um projeto de extensão em uma escola estadual com alunos do ensino fundamental e médio a fim de avaliar e estimular ao desenvolvimento de competências socioemocionais. Além disso o bolsista do projeto também teve a possibilidade de participar da vivência de Orientação Profissional e das Feiras de Profissões da USP divulgando o curso de Psicologia.

A Vivência de Orientação Profissional aconteceu em dois sábados consecutivos, com adolescentes em processo de escolha da carreira. Foram realizadas 12 sessões de uma hora cada e concentradas em dois dias, com vista a auxiliar os participantes antes da inscrição nos exames de concurso vestibular. Dentre as atividades desenvolvidas, destacaram-se a aplicação de instrumentos de avaliação profissional. Também foram realizadas atividades e técnicas grupais, pesquisa sobre de universidades e profissões em guias e entrevista devolutiva, ou de síntese, individual dos resultados. Muitas reflexões são feitas em um processo dialógico. A 13ª Feira USP e as Profissões da USP – interior – foi realizada no campus de Lorena nos dias 25 e 26 junho e a 9ª Feira USP e as Profissões – capital – foi realizada no Parque CIENTEC  nos dias 7, 8 e 9 de agosto.

A Feira de Profissões em Lorena contou com a presença de aproximadamente 7000 visitantes, enquanto em São Paulo foram cerca de 60.000 visitantes. Em ambas as feiras foram oferecidas informações sobre o curso de Psicologia e sobre a instituição em si. Folders informativos da Psicologia também foram distribuídos. Na Escola Estadual de segundo grau Profa Djanira Velho foram realizadas atividades com alunas da pós-graduação com dois grupos (7º EF e 1º do EM), objetivando o desenvolvimento de competências socioemocionais. Nos quatro anos em que a vivência  de orientação Profissional foi oferecida foram atendidos 173 usuários. Observou-se que  essas vivências têm contribuído na promoção da saúde de adolescentes que procuraram a assistência durante o processo de decisão de carreira, assim como com os adultos em fase de transição. Conclui-se que a orientação e informação profissional vêm contribuindo para o atendimento à comunidade, e como um agente de informação para pessoas interessadas em ingressar na USP e mais especificamente no curso de Psicologia. Além disso, as informações obtidas por meio dos serviços fornecem subsídios teóricos e práticos para as aulas da disciplina Orientação Profissional I e para os estágios oferecidos.


 

Número do Projeto: 10642– FFCLRP– Humanas

Sertãozinho, cultura e história

Coordenador: Marco Antonio de Almeida

 

O objetivo principal desse projeto foi articular um conjunto de atividades culturais voltadas à história e à cultura de Sertãozinho e seus personagens, cobrindo desde processos de organização de acervos a exposições e palestras. O trabalho foi desenvolvido em parceria principalmente com a Biblioteca Gen. Álvaro Tavares Carmo-Canaoeste e com o Museu da Cana. Buscou-se com este projeto despertar nos alunos participantes a importância de participar de atividades de extensão que promovam uma ponte entre a universidade e a comunidade, em especial no que tange à participação cidadã e à educação pública, buscando contribuir em alguma medida com sua melhoria. As parcerias com instituições que já contam com reconhecimento público contribuíram na ampliação da rede de possíveis colaboradores para as ações.

Entre os resultados preliminares de algumas ações construídas nessas parcerias estão, além da organização dos acervos das instituições, que é uma atividade permanente, a organização de uma oficina sobre quadrinhos na Biblioteca da CanaOeste, bem como a organização de um curso de difusão cultural junto com o Museu da Cana. Os alunos que participaram desenvolveram habilidades e conhecimentos relativos à organização da informação em diversos suportes, e de seu tratamento voltado às necessidades de usuários específicos, assim como o planejamento e a realização de atividades de incentivo à leitura, à construção de produtos e de serviços voltados para esse público e seu contexto sociocultural, gerando um retorno social do conhecimento desenvolvido na universidade. Espera-se, com a continuidade do projeto, ampliar seu escopo e seu impacto social.


 

Número do Projeto: 10774– FFCLRP– Humanas

Educação ambiental nas ondas da Rádio USP Ribeirão

Coordenador: Jose Marcelino de Rezende Pinto

Pensando nos impactos socioambientais que apontam para a necessidade de enfrentamento por parte de governos, setor privado e toda a sociedade, diversos setores do campus da USP de Ribeirão Preto se reuniram na promoção de um projeto de educomunicação que envolvesse a formação de uma cultura de respeito ao meio ambiente, junto à comunidade universitária e aos ouvintes da rádio USP Ribeirão, que abrange o município de Ribeirão Preto e região. O programa “Ambiente é o Meio” é veiculado semanalmente, nas ondas da Rádio USP Ribeirão (107,9 FM), existe desde 2006, totalizando mais de 300 programas desde sua criação. A participação no desenvolvimento do programa tem estimulado os bolsistas a se aprofundarem na temática ambiental, o que já levou a elaboração de projetos de monografia, por exemplo.


 

Número do Projeto: 10871– FFCLRP– Humanas

Pesquisa-ação comunicativa e educação ambiental na Universidade de São Paulo: Sustentabilidade é…

Coordenador: Fernanda da Rocha Brando Fernandez

 

Embora a “sustentabilidade” seja um ideal consensual, sob a perspectiva de um “futuro viável” (LIMA, 2003), trata-se de um conceito multidimensional, complexo e desafiador. Por se tratar de um princípio ético e normativo, não existe uma única definição de sistema sustentável. Deve-se, portanto, atentar aos aspectos da sustentabilidade ambiental, social e política, de forma processual e não como um estágio final (MARTINARI et. al, 2015). O Projeto “Sustentabilidade é…” trata-se de uma experiência de pesquisa-ação educomunicativa desenvolvida dentro do Projeto “Formação Socioambiental dos Servidores Técnicos e Administrativos da Universidade de São Paulo (USP)”, iniciado em 2013 e coordenado pela Superintendência de Gestão Ambiental da USP. Envolveu um processo de construção de textos, de autoria de servidores, expondo suas concepções e práticas relacionadas à sustentabilidade, e a publicação desse material em espaço digital da universidade.

Buscou-se os potenciais da comunicação digital em âmbito institucional para reforçar valores, identidades e práticas associadas ao tema sustentabilidade; promover, por meio da comunicação, o sentimento de pertencimento, a identidade e a valorização de membros da comunidade uspiana durante o processo formador; bem como integrar pessoas que participam desse processo e que se encontram alocadas em diferentes campi e setores da Universidade. Os participantes do Projeto “Sustentabilidade é” foram convidados a participar voluntariamente da aplicação de um formulário com três frases a serem completadas: “(1) Sustentabilidade é…; (2) No meu dia-a-dia…; (3) Na USP…”. Houve a produção de fotografias seguida da assinatura de um termo de autorização de uso do texto e imagem.

Obteve-se um total de 38 formulários preenchidos e que foram sistematizados na forma de slides ilustrados com fotografias dos respectivos autores. A partir da digitação dos textos e utilizando o software Wordle foi produzida uma nuvem de palavras, das quais se destacaram: uso, lixo, recursos, água, ambiente, ações e resíduos. Todo material produzido foi publicado no Portal do Projeto de Formação Socioambiental dos Servidores da USP (http://www.educacaoambiental.sga.usp.br). Entende-se, desse modo, que o projeto “Sustentabilidade é…” atingiu seus objetivos, criando um espaço virtual alternativo para a divulgação de ideias e promovendo reflexões e discussões sobre o tema “sustentabilidade”.


 

Número do Projeto: 10878– FFCLRP– Humanas

RIBEIRÃO CULTURAL: ARTES VISUAIS

Coordenador: Filomena Elaine Paiva Assolini

 

O projeto Ribeirão Cultural possui muitos objetivos, como: realizar um trabalho de formação continuada com professores de escolas públicas estaduais, municipais, rede SESI e de instituições privadas de ensino de Ribeirão Preto, com a finalidade de instrumentalizá-los para desenvolverem atividades didático-pedagógicas com as artes plásticas em salas de aulas. Buscamos instigar e promover o fazer artístico, a leitura de objetos estéticos e a reflexão sobre a arte nas escolas e, para tanto, é imprescindível que o próprio professor experimente e vivencie saberes em arte. Dominar os processos de criação em arte, construindo um percurso cultivado, ou seja, informado pela cultura requer um professor que incentiva a produção, ensina os caminhos da criação e solicita do aluno envolvimento e constância. Por isso mesmo, o professor precisa ser alimentado, para que ele seja sempre atualizado.

O projeto também oferece oficinas com diferentes dinâmicas e situações didático-pedagógicas para a apresentação de artistas e suas obras. É importante ressaltar que os professores precisam vivenciar experiências de fazeres artísticos, pois partimos do pressuposto de que eles só poderão levar tal experiência para a sala de aula se a tiverem vivenciado plenamente. O estudante-bolsista participa de todas as oficinas de arte, colaborando para a elaboração das mesmas e realizando registros escritos dos depoimentos dos estudantes e professores a respeito de seus saberes e fazeres em arte.

Entendemos que para o estudante do curso de licenciatura é de importância capital a aproximação com professores, dentro de um contexto de atividades em que eles irão aderir espontaneamente, podendo falar de seus saberes e práticas, além de saborearem as artes plásticas em suas diferentes possibilidades. Esperamos que os sujeitos-professores possam vivenciar experiências com as artes plásticas, aprimorar sua sensibilidade estética e conhecer alguns dos principais representantes de escolas artísticas. São realizados questionários avaliativos ao final de cada oficina, apresentação das produções dos estudantes e dos professores, juntamente com depoimentos escritos a respeito de experiências adquiridas, ressaltando sobre o impacto da educação em arte na vida escolar dos estudantes.


 

Número do Projeto: 11021– FFCLRP– Humanas

FUNDO DO BAÚ: RESGATE E VIVÊNCIA DE BRINCADEIRAS POPULARES E FOLCLÓRICAS NA ESCOLA DE ENSINO FUNDAMENTAL

Coordenador: Noeli Prestes Padilha Rivas

 

O projeto tem como objetivo geral possibilitar aos estudantes dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental o resgate dos elementos da cultura popular no que concerne às brincadeiras populares e folclóricas, socializar brincadeiras que eram realizadas no passado e ressignificá-las. Os principais objetivos são: a) Desenvolver atividades de brincadeiras e danças, oportunizando aos estudantes vivências que contribuam para sensibilização e percepção do seu próprio eu, possibilitando a ampliação do universo cultural e formativo; b) Resgatar e divulgar brincadeiras e outras manifestações culturais relacionadas ao folclore brasileiro; c) Oferecer ao aluno atividades que o levem a se expressar com desenvoltura, facilitando sua socialização e auxiliando-o na construção de sua identidade cultural.

As oficinas foram planejadas pela aluna estagiária no laboratório LAIFE/FFCLRP/USP, dentro da temática programada. Nos primeiros encontros com as três turmas de primeiros anos, ocorreram conversas embasadas por perguntas feitas pela estagiária para saber o que os alunos conheciam sobre cultura popular e folclore, além de brincadeiras tradicionais. Conversando, as crianças sentiam interesse em conhecer mais sobre cultura popular e suas manifestações. No decorrer do projeto, as oficinas e atividades foram de resgate de brincadeiras tradicionais, contação de histórias, parlendas e trava-línguas, atividades artísticas (pinturas, confecção de brinquedos e instrumentos), danças (identificadas por sua região de origem) e pesquisa por via de questionário enviado aos responsáveis.

Este projeto permitiu aos alunos de primeiros anos do Ensino Fundamental a ampliação de seu repertório cultural, o reconhecimento de semelhanças e diferenças da criança de hoje e de outros tempos, bem como a identificação do cotidiano das crianças nos tempos atuais. No que diz respeito aos brinquedos e brincadeiras, notaram que existem outras possibilidades para além de equipamentos tecnológicos.

Com o resgate das brincadeiras antigas de seus responsáveis por via de questionário, foi discutido com as crianças se elas brincavam como ou semelhante aos parentes e vizinhos, e algumas das respostas mais comuns foram: 1) Não, pois não é tão legal como um jogo de celular; 2) Meus pais não me deixam brincar na rua; 3) Não são totalmente como as brincadeiras antigas, mas algumas assemelham-se. Diante dessas questões, desenvolvi diversas brincadeiras nas quais mostrava para as crianças que elas poderiam brincar no quintal ou mesmo dentro de casa. Elas se divertiam muito, e repassavam essas brincadeiras para colegas de classe e outras séries. No que diz respeito a importância na formação da graduanda, o projeto faz um paralelo entre um currículo real e um desejável na área das artes, brincadeiras e da ludicidade, além da inclusão na realidade escolar e articulação com a escola pública, que são elementos fundamentais para a formação do pedagogo.


 

Número do Projeto: 11041– FFCLRP– Humanas

RELAÇÃO UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO E ESCOLA PÚBLICA DE EDUCAÇÃO BÁSICA: PERSPECTIVA DE INCLUSÃO DO ESTUDANTE DE ENSINO MÉDIO

Coordenador: Noeli Prestes Padilha Rivas

 

Esse projeto tem como pressuposto ampliar a Relação Universidade de São Paulo e Escola Pública de Educação Básica por meio da orientação aos alunos do ensino médio acerca do papel social da universidade pública, das políticas de inclusão, dos cursos oferecidos pela USP, das inscrições e do vestibular. Tendo por objetivo: a) Organizar e desenvolver oficinas em três escolas públicas, parceiras de estágio visando à orientação dos alunos do terceiro ano do ensino médio acerca do papel social da universidade pública, das políticas de inclusão, dos cursos oferecidos pela USP, das inscrições e do vestibular; b) Organizar palestras nas escolas públicas realizadas por docentes e ou alunos dos anos finais dos diferentes cursos da USP visando à explanação sobre mesmos, as carreiras e o campo de atuação profissional; c) Investigar as concepções dos alunos do ensino médio acerca do ensino superior e da universidade pública.

Este projeto tem permitido: A partir das perguntas feitas muitas dúvidas foram surgindo e através de slides explicávamos para os alunos estas questões. Levamos estudantes das áreas de música, física médica e psicologia que nos deram apoio e são oriundos de escola pública. Esta situação favoreceu o debate e a interlocução. Explicamos a eles que o intuito do projeto era saber o porquê de ser tão baixo o índice de alunos estudantes de escola pública em universidades públicas e as respostas foram muito diversas. Salientamos algumas respostas, que foram em sua maioria: 1- Se sentiam incapazes; 2- Não tinham conhecimento da existência dessas universidades; 3- Precisavam trabalhar e não tinham tempo para estudar. Diante dessas respostas mostramos a eles todas as bolsas existentes dentro da universidade, inclusive os valores até quanto eles poderiam ganhar para estudar na USP (1250 reais), com o sistema de bolsas.

Ressaltamos que não estávamos ali, não para fazer propaganda, mas ampliar sua visão a respeito da universidade pública, bem como seus direitos enquanto cidadão. Demonstramos, por meio de slides uma série de atividades extracurriculares oferecidas pela universidade (piscina, quadra, academia, aulas de teatro, dança, balé); explicamos as siglas das instituições USP, UNESP, UNICAMP). Ressaltamos também, a importância do ENEM, pois muitas instituições utilizam esta avaliação como entrada na Universidade. O trabalho nas escolas públicas possibilitou que alguns estudantes puderam se inscrever no vestibular de instituições públicas no Estado de São Paulo. (Depoimento de professores que atuam nas Escolas de ensino Médio). Outra questão a salientar é que eles se interessaram muito em fazer os cursinhos populares existentes dentro da USP (FILO, FEA, MED, DIREITO). Ressaltamos, também, a colaboração dos estudantes, docentes e gestores das escolas em nos apoiar neste projeto. O projeto prevê várias fases que perpassam a extensão e a pesquisa fazendo com que aconteça com isto a proximidade entre a Universidade e a escola.


 

Número do Projeto: 11045– FFCLRP– Humanas

Formação inicial e continuada de professores: as reuniões pedagógicas como espaço de construção de conhecimento e aprimoramento da prática pedagógica

Coordenador: Cristina Cinto Araujo Pedroso

 

O projeto tem como tema central a formação de professores, especificamente a formação continuada que ocorre no âmbito das reuniões pedagógicas, denominadas ATPC (Atividade de Trabalho Pedagógico Coletivo), realizadas em uma Escola Pública Estadual de Ensino Fundamental I na cidade de Ribeirão Preto – SP. Apesar de se reconhecer a importância da reunião de ATPC na escola, esta ocupa uma pequena parte da jornada de trabalho do professor. Em muitas reuniões, como o tempo de duração é relativamente curto (1h40min), não é possível concluir as discussões em um único encontro, estendendo-se por semanas dependendo da demanda dos professores e da escola. As demandas externas oriundas da Diretoria de Ensino e da Secretária da Educação ocupam um significativo espaço nas reuniões de ATPC e são determinantes na elaboração das pautas semanais.

Outro agravante é que o coordenador pedagógico tem assumido diferentes funções administrativas, além das pedagógicas, as quais comprometem a qualidade de seu trabalho e a realização da formação de professores. Assim, muitas das discussões feitas pelo grupo de professores sobre o ensino e a aprendizagem dos alunos são genéricas por não possuírem fundamentação teórica, referencial ou material de apoio com fundamento científico. Portanto, o desafio do coordenador pedagógico está em elaborar pautas que contemplem tanto as demandas da Diretoria de Ensino como aquelas dos próprios professores da escola visando possibilitar aos mesmos a aquisição de novos conhecimentos e a reflexão sobre a prática docente com referencial teórico qualificado.


 

Número do Projeto: 11053– FFCLRP– Humanas

Laboratório Interdisciplinar de Formação do Educador (LAIFE): atualização e comunicação de acervo de materiais e recursos didáticos

Coordenador: Noeli Prestes Padilha Rivas

 

Este projeto tem permitido: > Atender a comunidade escolar (em torno de 300 crianças do ensino fundamental e médio; mais de 200 estudantes dos cursos de licenciatura, estudantes de graduação e pós-graduação que frequentam este espaço para participar dos quatro Grupos de estudos e pesquisas, oferecidos por oito docentes do DEDIC); > Propiciar o aperfeiçoamento do cadastro em meio eletrônico dos materiais didáticos e outros recursos educacionais do LAIFE facilitando o acesso de educadores a tais recursos. > Manter as páginas na internet contendo um catálogo de materiais didáticos do LAIFE. Os principais indicadores de resultados serão os próprios produtos, relatório de atividades e informativo da seção de informática da FFCLRP sobre os acessos à referida página. > Como indicadores intermediários podemos apontar: Projeto do Banco de Dados, Plano de catalogação, listagens intermediárias do material catalogado, cópia da página e do blog do LAIFE na internet. > Aperfeiçoamento do cadastro em meio eletrônico dos materiais didáticos e outros recursos educacionais do LAIFE facilitando o acesso de educadores a tais recursos. > Manutenção de páginas na internet contendo um catálogo de materiais didáticos do LAIFE. Os principais indicadores de resultados serão os próprios produtos, relatório de atividades e informativo da seção de informática da FFCLRP sobre os acessos à referida página. > Pontar como indicadores intermediários: Projeto do Banco de Dados, Plano de catalogação, listagens intermediárias do material catalogado, cópia da página e do blog do LAIFE na internet.


 

Número do Projeto: 11062– FFCLRP– Humanas

GESTÃO DEMOCRÁTICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA E QUALIDADE DE ENSINO: PROMOVENDO AÇÕES DE APOIO E PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA

Coordenador: Teise de Oliveira Guaranha Garcia

 

Este projeto busca promover ações de apoio a profissionais da educação básica, sobretudo gestores e usuários, com vistas ao fortalecimento dos mecanismos coletivos de gestão das escolas públicas e sua relação com a produção de um ensino de qualidade. A pesquisa realizada pelo bolsista visou a sistematização de informações legais e teóricas relativas à gestão democrática, contribuindo nos processos de apoio em curso ou preparação. O projeto em si já possui caráter formativo para o estudante bolsista, todavia, melhor resultado é que foi construído material que discute a gestão democrática e sua relevância para as escolas públicas, com ênfase para o processo de eleição de diretores escolares, constituição e funcionamento dos Conselhos Escolares. Esta produção integra parte de material para formação de profissionais e usuários de educação pública municipal e estadual, constituindo-se como apoio relevante em aula pública ministrada pela docente durante a construção do Plano Municipal de Educação, PME.

Desta construção, o bolsista participou produzindo, junto com a docente,  materiais e reflexões no preparo das atividades precedentes a reuniões da Comissão Coordenadora do PME, e das audiências públicas que levaram ao texto final do Plano. O trabalho desenvolveu-se por meio de pesquisa bibliográfica referente ao tema, levantamento de informações sobre como os sujeitos envolvidos com a educação pública entendem “gestão democrática”, “participação” e “conselho de escola”, registro de experiências nacionais nas quais a gestão das escolas é democratizada, bem como pesquisa nas legislações federal, estadual e municipal.  Procedeu-se ainda à organização do material e apoio no preparo de atividades tais como: aula pública e debates no contexto da discussão sobre a gestão das escolas na esfera municipal.

A gestão democrática, conforme defendida sob forma de lei (CF/88 – art. 205 e LDB 9394-96), vem caminhando em nosso país de forma lenta em relação ao desenvolvimento tanto da qualidade da educação quanto da questão organizacional dos profissionais da educação. Na rede municipal de ensino do município no qual se desenvolve o projeto verifica-se, por exemplo, que a contratação de diretores escolares, seus assistentes e demais especialistas em educação se dá por meio de nomeação por parte do poder executivo local, razão pela qual o debate é complexo e tenso, tanto no que se refere à forma de provimento do cargo, quanto em relação à participação da comunidade escolar na gestão da escola. De outra parte registra-se farta literatura sobre o tema “gestão democrática” em condições de subsidiar processos formativos e intervenções. No relatório final se desdobra de maneira mais ampla o devido tema.Palavras-chaves: escola pública- gestão democrática-qualidade


 

Número do Projeto: 11082– FFCLRP– Humanas

Iniciação à leitura rítmica musical através de grupos de percussão.

Coordenador: Eliana Cecília Maggioni Guglielmetti Sulpicio

 

Iniciação à leitura rítmica musical através de grupos de percussão. A proposta do presente trabalho é relatar o projeto de “Iniciação á leitura rítmica através de grupo de percussão” com auxílio das metodologias de ensino musical Dalcroze e Orff que foram aplicadas em oficinas oferecidas no Departamento de Música da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). A pesquisa iniciou-se em setembro de 2014, e as oficinas foram oferecidas em formato de dez aulas, de 20\03\2015 á 12\06\2015, com duas horas de duração cada. As atividades tiveram como objetivo ensinar a leitura rítmica com base nas pesquisas feitas sobre os métodos Orff e Dalcroze, através do grupo de percussão, para alunos iniciantes sem conhecimento musical.

Foram oferecidas doze vagas sem faixa etária definida, por isso as idades foram variadas e por vezes bem espaçadas. Para Émile Jacques-Dalcroze (1865-1950), o corpo humano é a fonte de todas as ideias musicais trabalhando-se a consciência do movimento ou kinestesia. É importante que o aluno desenvolva primeiro a sensibilidade corporal para depois buscar outros instrumentos de expressão. O objetivo do método Eurritmia de Dalcroze é sincronizar o movimento corporal, a vivência musical e a performance deixando o aluno mais expressivo musicalmente. O pensamento relativo ao ensino de música de Carl Orff (1895-1982) foi diretamente influenciado pelos métodos de Dalcroze. A compreensão teórica e racional só deve vir depois da experiência, ou seja, logo nos primeiros estágios o aluno vivencia as atividades de maneira livre, improvisando com uma pequena orientação do professor e somente depois de uma ampla vivência é que se inicia o processo de aprendizagem da leitura e escrita musical, da mesma forma como acontece no processo de aprendizado da fala e posteriormente na alfabetização.

O aluno deve aprender música de maneira suave, gradativa e prazerosa.Durante as oficinas, o material foi trabalhado de acordo com a resposta dos alunos. Começando por Pulso, Tempo e Ritmo, trabalhando com o pulso do coração, o andar na sala de aula, o bater de palmas. Foram trabalhados os compassos simples binário e ternário, com a utilização de movimentos do corpo, através de músicas que os alunos já conheciam. Nestas atividades era realizado o reconhecimento de pulso, do tempo e do ritmo da música trabalhada. As figuras rítmicas foram introduzidas aos poucos, começando pelas figuras mais longas (semibreves e mínimas), depois as figuras de duração mais curta (semínimas, colcheias e semicolcheias).

Mesmo o grupo tendo idades variadas, os métodos Dalcroze e Orff funcionaram positivamente, de maneira que cada aluno trabalhou no seu próprio ritmo, de forma lúdica e com bom desempenho no desenvolvimento. Procuramos sempre trabalhar primeiro a parte sensível, isto é, como ouvimos, depois demostramos o que ouvimos através de percussão corporal e com instrumentos de percussão, e por último escrevemos e lemos as atividades como nos métodos.


 

Número do Projeto: 9510– FFLCH– Humanas

Rede Paulista de Educação Patrimonial (Repep) 2014/2015

Coordenador: Simone Scifoni

 

A Repep iniciou seus trabalhos, em 2011, como um espaço virtual no qual se buscava disponibilizar informações sobre as ações de educação patrimonial que ocorrem no território paulista. A partir de 2013, a Repep ampliou seu papel tornando-se um coletivo interdisciplinar atuante no campo da Educação Patrimonial. Envolve hoje profissionais de outras instituições públicas, privadas e do movimento social, ultrapassando, portanto, os muros da universidade. Isso foi possível a partir dos projetos do Programa Aprender com Cultura (2013-2014-2015) que possibilitaram colocar a universidade no papel de aglutinadora e de fomentadora deste trabalho em rede.

Por meio da Rede Paulista de Educação Patrimonial objetiva-se fomentar a troca de experiências práticas, a avaliação conjunta dos significados e alcances destas iniciativas, a reflexão sobre os princípios e parâmetros da Educação Patrimonial e a construção de ações em parceria. Dentre as ações de extensão realizadas, destacam-se: a)  organização das reuniões gerais, com frequência quinzenal. Nessas reuniões apresentamos os trabalhos da Repep para novos membros interessados, além de organizar as agendas dos Grupos de Trabalho. A monitoria tem um importante papel organizativo da Repep, uma vez que acompanha as reuniões elaborando as memórias e coordena as agendas e contatos dos grupos; b) Elaboração dos Boletins Informativos; c) Organização e alimentação do site que contem o banco de dados de projetos; d) Acompanhamento e suporte aos Grupos de Trabalho. Atualmente estão em andamento os seguintes grupos: São Luiz do Paraitinga, Paranapiacaba, Brasilândia, Minhocão e Bixiga; e) Participação do VII Fórum dos Mestres e Conselheiros, realizado na cidade de Belo Horizonte (junho de 2015), ofertando uma Oficina de Produção de Material Didático em Educação Patrimonial e participação em mesa redonda apresentando as ações desenvolvidas no Grupo de Trabalho do Minhocão.

A metodologia de trabalho da Repep consiste em gestão em rede, com princípio de igualdade entre os membros, no qual não existem hierarquias pessoais, sendo as lideranças pontuais e circunstanciais. Dentre os resultados para o período, destacam-se: a elaboração do Inventário Participativo de Referências Culturais do Minhocão; Oficina de Material Didático em São Luiz do Paraitinga; realização da Oficina de Material Didático em Belo Horizonte, dentro do evento Fórum dos Mestres e Conselheiros; a atualização do Banco de Dados dos projetos de educação patrimonial; participação no 7o Encontro Paulista de Museus,  apresentando a Repep; aproximação com o Observatório de Educação Patrimonial da Espanha.Como conclusões, apontamos a potencialidade de esforços em rede, como forma de superar a extrema fragmentação que se encontra neste campo de atuação e as parcerias com a Coordenação de Educação Patrimonial do Iphan em Brasília, com o Departamento de Patrimônio Histórico da Prefeitura de São Paulo, com a coordenação do Sistema Estadual de Museus (SISEN).


 

Número do Projeto: 9533– FFLCH– Humanas

Semana de Geografia: A formação e autonomia do professor de Geografia: o papel da Universidade e da Escola

Coordenador: Gloria da Anunciacao Alves

 

O Projeto “Semana da Geografia: A formação e autonomia do professor de Geografia: o papel da Universidade e da Escola” pressupõe o compromisso ético da comunidade acadêmica na abordagem de problemas da sociedade contemporânea sob a perspectiva do ensino de geografia e aponta a possibilidade da construção de um novo espaço de diálogo que discuta o pensar e o fazer da geografia na sala de aula e sua relação com o mundo. Assim, julgamos necessário o desenvolvimento de projetos de extensão no Departamento de Geografia com vistas ao ensino/aprendizado de geografia na construção, recuperação e uso do espaço da escola e da comunidade, fortalecendo o ensino público.

Objetivos Gerais: Intensificar a conectividade entre o conhecimento produzido na universidade, a escola pública e a sociedade; Promover o intercâmbio/cooperação entre a universidade e as escolas públicas com o intuito de estimular a reflexão sobre a prática de ensino de geografia; Construção de trabalhos conjuntos e interdisciplinares nas escolas, envolvendo a geografia; intensificar a reflexão da prática de ensino de geografia; Contribuir para a formação dos graduandos (potenciais professores) através da troca de vivências; Valorizar o ensino público superior Específicos Nas Escolas; Orientar, incentivar e apoiar as escolas no desenvolvimento dos projetos que contemplem as necessidades dos estudantes e da própria escola; Fomentar o desenvolvimento de atividades coletivas; Despertar a busca pelo conhecimento por meio da investigação; Acompanhar e orientar o processo de desenvolvimento dos projetos nas escolas de acordo com as diretrizes e as capacidades técnicas de cada unidade. Valorizar e estimular a comunidade escolar no processo de construção de projetos em parceria e criar um canal para que ele venha a apresentá-lo ao público, divulgando seus resultados; Questionar/ discutir o ensino/aprendizagem da Geografia na escola.


 

Número do Projeto: 9576– FFLCH– Humanas

Edição de memórias históricas e diários de viagem dos séculos XVI a XVIII: projetos História do Português Paulista – Versão III

Coordenador: Jose da Silva Simões

 

O projeto de Edição de Memórias Históricas e Diários de Viagem dos séculos XVI a XVIII tem por objetivo principal reunir exemplares de textos que sirvam como fonte de pesquisa para a reconstituição da história da língua portuguesa na Capitania de São Paulo entre os séculos XVI e o séc. XVIII. A equipe tem como tarefa específica a seleção e edição filológica de textos representativos das normas (cotidiana e padrão) da língua portuguesa difundida no Brasil em diferentes épocas. Tomamos como base a hipótese de que a constituição dos gêneros textuais é fruto de adaptações e inovações de outros gêneros (SIMÕES 2012) e que, como tal, são portadores de formas linguísticas que deram forma à norma culta do Português Brasileiro de diferentes séculos.

Além disso, esses documentos trazem descrições e narrativas que dão espaço ao surgimento das mais diversas expressões linguísticas. Paralelamente à seleção e edição dos textos, pretendeu-se, neste projeto, levantar dados genealógicos dos autores das memórias e diários, além de aspectos do entorno socio-histórico dos textos, entre outros fatores relevantes para os estudos linguísticos. De forma mais ampla, o trabalho tem por objetivo principal reunir exemplares de textos que sirvam como fonte de pesquisa acerca da história da língua portuguesa em São Paulo. O Projeto Temático de Equipe História do Português Paulista – PHPP (FAPESP, Processo 11/51787-5) reúne pesquisadores de várias universidades paulistas (USP, UNICAMP, UNESP).

Metodologia: A partir de manuscritos encontrados no Brasil e em Portugal, selecionados pelo coordenador do projeto, é feita a edição de documentos, segundo critérios filológicos estabelecidos pela equipe de Formação de Corpora do Português Paulista do PHPP (FAPESP, Processo 11/51787-5). Convencionou-se a edição semidiplomática, isto é, uma transcrição conservadora na qual todas as abreviações presentes no texto são desenvolvidas e as interferências do editor são apontadas, procurando sempre deixar a edição o mais próxima possível do original, conservando: pontuação, fronteira entre palavras, acentuação e o uso de maiúsculas e minúsculas, entre outros. Terminada a primeira edição, cada documento é revisado em duas fases por outros alunos integrantes do projeto.


 

Número do Projeto: 9578– FFLCH– Humanas

Catalogação, descrição e edição de documentos impressos em língua alemã na Brasiliana Digital – Naturalistas Alemães e o Brasil

Coordenador: Jose da Silva Simões

 

O projeto objetiva a catalogação, descrição e edição das obras alemãs impressas entres os séc. XVI e XIX que fazem parte do acerto da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM) da Universidade de São Paulo. Na fase atual, foram catalogadas as obras de Moritz Lamberg e Karl von den Steinen, autores do século XIX. O objetivo geral do projeto é de propiciar aos consulentes da BBM Digital, traduções das legendas iconográficas e textos introdutórios às obras. Em reuniões com o orientador, especialistas em traduções e bibliotecários, foram selecionadas as obras por sua relevância histórica, porte iconográfico, e disponibilidade em outros acervos. ,

Parte da atividade da equipe consiste em selecionar obras para digitalização e futura inserção na página de internet da BBM bem como a otimização dos metadados para a catalogação da obra tanto no banco de dados da biblioteca como para o sistema de buscas das bibliotecas da USP (Dedalus). Traduzimos as legendas da iconografia, esclarecendo antropônimos, topônimos, terminologias obscuras ou defasadas, realizando compensações lexicais e sintáticas do alemão arcaico para o português atual. Há o cotejo com traduções brasileiras e portuguesas, por vezes desatualizadas. Pesquisamos a fortuna crítica dos viajantes, a fim de delinearmos o perfil intelectual da obra, sua recepção na época e importância atual, inicialmente consultando as bibliografias de Rubens Borba de Moraes e Brasiliana de Robert Bosch. Ao fim, todo o trabalho de tradução e apresentação integra o acervo on-line na BBM Digital.

O acesso à iconografia dos viajantes em terras ameríndias se dá por uma via interdisciplinar, engloba: estudos de língua e literatura alemã, estudos tradutológicos, etnológicos, bibliofílicos, iconográficos, história do Brasil, história da ciência, e de literatura de viajantes, que, se enriquecem o consulente, conferem fabuloso arcabouço ao pesquisador que se familiariza com este capítulo da história da ciência ocidental. A iconografia representa parte central do projeto, suscitando diversos questionamentos e demandando empenho na investigação das razões por trás das diversas técnicas ilustrativas utilizadas desde o século XVI ao amplo emprego da fotografia no início do século XX. Como o espírito da época transparece nas ilustrações? Onde há conotação artística ou descritivismo? Panorânica ou fechada? Demonstrações de filiação com alguma escola científica: quais os métodos em voga? Estas são perguntas básicas que podemos formular numa comparação diacrônica entre autores. Nas obras de alguns autores podemos entender a preocupação em retratar particularidades de fauna, flora, etinias, topografias, costumes sociais, comércio, logística, arquitetura, expressões artísticas brasilieiras, culinária, histórias, dificuldades de viagem, as vezes compondo amplos panoramas.


 

Número do Projeto: 9997– FFLCH– Humanas

Legendagem do acervo de vídeos do LISA e possibilidades de inclusão dos deficientes auditivos em seu público

Coordenador: Sylvia Maria Caiuby Novaes

 

O Laboratório de Imagem e Som em Antropologia (LISA), criado em 1991, é um centro de apoio e fomento às pesquisas que utilizam recursos audiovisuais nas áreas da Antropologia. Tendo produzido cerca de 50 filmes, com uma média anual de 6 a 8 filmes, o LISA tem uma constante demanda por legendagem. Como os filmes do acervo têm uma perspectiva antropológica, em geral são realizados num universo que a que não pertence o pesquisador e parte considerável do público (sociedades indígenas, populações de periferia, imigrantes, comunidades rurais, etc…), contendo variações da língua portuguesa que podem trazer dificuldades de compreensão. No caso dos surdos, essa dificuldade acaba virando uma impossibilidade.

Portanto, o projeto tem por objetivo incluir esse grupo em seu público por meio da produção de legendas em português com audiodescrição (i.e. legendas em português para surdos), seguindo as regulamentações da Norma Brasileira NBR 15.290, de 2005, da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, que dispõe sobre a Acessibilidade em Comunicação na Televisão. Como resultados, até o momento (o projeto existe desde 2010) o LISA conta com 55 filmes com legendas em português para surdos (36 produzidos pelo LISA e 19 produzidos externamente). Na edição 2014/2015, 11 filmes do acervo receberam legendas para surdos, dos quais 9 foram produzidos pelo LISA e 2 foram produzidos externamente. Assim, o público com deficiência auditiva pode contar com uma oferta ainda mais ampliada de filmes à disposição. Além disso, o projeto proporcionou ao bolsista experiência com técnicas e equipamentos de ponta para a produção audiovisual, contato com diferentes linguagens cinematográficas e com pesquisadores brasileiros e estrangeiros.


 

Número do Projeto: 10500– FFLCH– Humanas

Revista Paisagens: revista dos alunos da graduação em Geografia

Coordenador: Heinz Dieter Heidemann

 

A Revista Paisagens está presente no Departamento de Geografia desde 1995, possibilita ao aluno entrar em contato direto com a produção acadêmica da graduação e com a pesquisa e extensão do departamento, sendo uma das ferramentas de divulgação científica do conhecimento produzido pelos estudantes. Além de ser um importante instrumento de divulgação,a publicação é, em sua totalidade, produzida exclusivamente por graduandos. Sua periodicidade é semestral, tendo um reconhecimento no âmbito do meio acadêmico ao qual está inserida. A revista tem a capacidade de ser utilizada não apenas no intercâmbio entre os alunos de graduação, mas também divulgando e tornando acessível a produção acadêmica da universidade pública para a sociedade. Atualmente a revista é editada pela editora Humanitas estreitando os vínculos no interior da faculdade. Além da publicação, a Paisagens realiza eventos anuais, são eles a Semana de Pesquisa em Graduação e a Paisagens pelo Mundo, que enfocam respectivamente a pesquisa em graduação e as experiências de intercâmbio.


 

Número do Projeto: 10502– FFLCH– Humanas

Disponibilização de recursos on-line para ensino e pesquisa: corpora técnicos (CorTec) e de tradução (CorTrad)

Coordenador: Stella Esther Ortweiler Tagnin

 

Coordenado pela Prof.ª Dr.ª Stella E. O. Tagnin e desenvolvido junto ao Departamento de Letras Modernas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, o projeto CoMET – Corpus Multilíngue para Ensino e Tradução – criado em 1998, visa fomentar os estudos baseados em corpora no Brasil. O projeto é formado por dois subcorpora: o CorTec e o CorTrad. O CorTec – Corpus Técnico-Científico – é composto por textos técnicos e/ou científicos comparáveis, ou seja, originalmente escritos em português brasileiro e em inglês; já o CorTrad – Corpus de Tradução –  é composto por textos originais e respectivas traduções.

Face aos Jogos Olímpicos de 2016, foram coletados corpora técnicos em inglês e português dos seguintes esportes: atletismo, basquete, boxe, esgrima, natação, vôlei e vôlei de praia. A partir dos corpora e utilizando ferramentas do programa WordSmith Tools, foram selecionados os termos mais recorrentes no material coletado e, após analisar a concordância desses termos nas duas línguas, procedeu-se à compilação dos respectivos glossários bilíngues, os quais auxiliam na compreensão dos termos utilizados nesses esportes e também favorecem a comunicação entre brasileiros e estrangeiros. Todos os materiais serão disponibilizados no site do projeto e são destinados a estudantes, professores, tradutores e a qualquer pessoa interessada em pesquisas na área de Estudos da Tradução. A participação dos bolsistas nessa atividade proporcionou uma familiarização com a Linguística de Corpus, disciplina cada vez mais presente nos estudos linguísticos descritivos.


 

Número do Projeto: 10509– FFLCH– Humanas

Os projetos culturais da Pós-Graduação: Formação e informação

Coordenador: Fernanda Arêas Peixoto

 

A pós-graduação em Antropologia (PPGAS) possui diversos grupos e núcleos de pesquisa, com intensa atividade cultural e acadêmica. A centralização e divulgação dessas atividades para público interno e externo à USP é fundamental para o sucesso e maior alcance dos eventos. O projeto visa, então, a valorização da cultura e da extensão no interior da pós-graduação. Busca-se estreitar os vínculos entre os dois domínios, nem sempre considerados em conjunto. A atuação nos projetos culturais do PPGAS, assim como o contato frequente com professores e funcionários da pós-graduação, permitiram ao bolsista o aprimoramento de sua formação intelectual de modo diverso ao que se dá em sala de aula.

A divulgação para público interno e externo à USP, principal atividade de extensão do projeto, fez com que outros estudantes e interessados comparecessem a eventos do PPGAS, o que permitiu novos debates e maior promoção e alcance desses eventos. Houve maior centralização e convergência das atividades do programa, com unificação de calendários para evitar conflito de datas e desenvolvimento de esttatégias de divulgação para os eventos. As publicações no site do PPGAS e o envio da agenda de atividades para o mailing de contatos do programa, que reúne, entre outros, ex-alunos e colaboradores, trouxe a adaptação das postagens a uma linguagem menos rebuscada, bem como a padronização das publicações, com as mesmas informações em todos os eventos (como endereço detalhado e estímulo à confecção de cartazes).

As diversas modificações no site do PPGAS facilitaram a navegação e consulta à página, conforme orientações da Capes. O menu e as tags utilizadas nas publicações foram simplificados. Informações atualizadas e modelos de documentos foram disponibilizados, o que facilitou as atividades da secretaria, por exemplo. Algumas seções foram excluídas e reunidas em uma só página, facilitando o acesso à informação. A disponibilização integral ao público das dissertações e teses recentes do PPGAS favoreceu o acesso às pesquisas e ao conhecimento assim produzido, seja para pesquisadores, seja para jornalistas ou interessados em geral. A participação do bolsista nas discussões da Enciclopédia de Antropologia foi importante porque o projeto de extensão tem por meta a difusão da Antropologia enquanto disciplina e área do conhecimento, numa linguagem simples e com uma proposta editorial atraente. O bolsista foi organizador de um banco de imagens para a Enciclopédia, a ser lançada em outubro de 2015. O bolsista foi também responsável pela organização de bancos de dados do PPGAS, como: banco de eventos; banco de egressos e banco de teses.


 

Número do Projeto: 10604– FFLCH– Humanas

Organização e Digitalização dos Acervos Bibliográficos, Cartográficos e de obras raras do Laboratório de Geomorfologia

Coordenador: Cleide Rodrigues

 

O principal objetivo deste projeto é o de disponibilizar on-line ou fisicamente, por meio da criação de instrumentos de pesquisa, da organização física e de digitalização o numeroso acervo de livros, revistas, teses, dissertações na área de Geomorfologia, pertencentes ao Laboratório de Geomorfologia do Departamento de Geografia da FFLCH. Como resultado inicial, foram criados catálogos de classificação a partir dos quais foi possível realizar a organização física de todo os acervos bem como o remanejamento do físico de todo o Acervo Didático, a fim de facilitar o acesso às obras pelos usuários do Laboratório e controle de consulta destes materiais. A otimização dos espaços vem proporcionando a maximização da utilização desses acervos. Dentro desse conjunto também foram acrescentadas obras anteriormente não registradas, colaborando para um crescimento do acervo disponível.

Quanto ao Acervo Cartográfico, foi realizada a classificação e organização física da totalidade do acervo, através de chaves de classificação em quatro mapotecas dispostas no laboratório, facilitando o acesso controlado. Foi iniciado o banco de dados do acervo cartográfico digital, no qual estão disponíveis os mapas geomorfológicos e geológicos. Por fim, a comunidade externa, profissionais de diversas áreas, estudantes e professores da rede pública e privada, alunos de Graduação e de Pós Graduação do Departamento de Geografia e de outros departamentos e unidades e principalmente as atividades de pesquisa e extensão, vem se beneficiando pela maior facilidade de acesso aos acervos do laboratório através da organização e identificação dos mesmos. De forma notável, também vem sendo beneficiadas atividades de pesquisa que envolve a utilização de mapas geomorfológicos e seus derivados (riscos, vulnerabilidades, fragilidades, inundações, escorregamentos, etc.), dentre as quais se incluem: Planos de Manejo, Planos Diretores, Zoneamentos, dentre outros.


 

Número do Projeto: 10609– FFLCH– Humanas

ACERVO BIBLIOGRÁFICO e CARTOGRÁFICO DO PROF. EMÉRITO AZIZ NACIB AB SABER LABORATÓRIO DE GEOMORFOLOGIA DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA USP

Coordenador: Cleide Rodrigues

 

Aziz Nacib Ab’Sáber (1924-2012) foi um geógrafo brasileiro e pesquisador da Universidade de São Paulo (USP). Devido a sua importância enquanto intelectual, recebeu diversos prêmios e homenagens durante sua trajetória acadêmica. Diante desse quadro, os objetivos do trabalho foram: complementar, organizar e posteriormente disponibilizar no Laboratório de Geomorfologia todo acervo bibliográfico e cartográfico do pesquisador. A execução de um ano de trabalho trouxe alguns resultados qualitativos aos bolsistas: convivência proveitosa com professores universitários e a dinâmica do Laboratório de Geomorfologia; contato com diversas obras raras; aquisição de conhecimentos a respeito de Aziz Ab’Sáber; além do estímulo ao estudo, à pesquisa e a organização.

Do ponto de vista do acervo e em termos quantitativos, pode-se afirmar que os objetivos iniciais do projeto foram parcialmente alcançados. Afinal, apesar de todo o esforço realizado, ainda não foi possível localizar todas as publicações bibliográficas produzidas por Aziz Nacib Ab’Sáber. Por outro lado, foram encontrados cerca de 19 arquivos, sendo 16 escritos pelo pesquisador e 3 sobre ele, além de 397 bibliografias e 24 mapas digitalizadas no DVD do livro “A obra de Aziz Nacib Ab’Sáber” (2010). Assim, ao todo, o acervo atualmente contém cerca de 413 documentos bibliográficos e 24 cartográficos do pesquisador, bem como 3 sobre ele. Assim, baseando-se numa lista de 486 referências publicada naquele DVD, restam cerca de 79 arquivos a serem encontrados. Por fim, acredita-se que a completude e disponibilidade desse acervo permitirá o acesso FÁCIL e RÁPIDO de todo o público interessado (historiadores das ciências, geógrafos) na obra de Aziz Nacib Ab’Sáber. Ao final o resultado prático desse fato, muito provavelmente, será a geração de novos conhecimentos, o que é de fundamental importância para o desenvolvimento da ciência.


 

Número do Projeto: 10627– FFLCH– Humanas

Promoção da escrita acadêmica em inglês e português: tutorias e oficinas no Laboratório de Letramento Acadêmico em Língua Materna e Estrangeira

Coordenador: Marilia Mendes Ferreira

 

Esse projeto, vinculado ao Laboratório  de letramento acadêmico da FFLCH, objetiva preparar graduandos e pós-graduandos para a redação acadêmica  em língua estrangeira no curso de Letras e em outras unidades da USP interessadas. No caso específico do inglês, o monitor requerido atuou na extensão. A extensão oferecida pelo Laboratório se concretiza na forma de tutorias individuais, oficinas sobre assuntos específicos referentes ao discurso acadêmico (organização do texto, uso de citações, plágio, paráfrase , etc), no auxílio a eventos para  capacitação a professores e na  produção de material didático.

Resultados alcançados: oferecimento de monitorias aos alunos do  curso de Letras; agendamento de monitorias de inglês para a pós-graduação; divulgação ampla na USP dos serviços do laboratório; participação em grupo de estudos sobre letramento; participação no USP escola em julho de 2015; participação em treinamento para tutorias de escrita acadêmica em inglês. Ainda precisamos ampliar o número de atendimentos, entretanto o fato de não termos mais bolsas nos  impede também de ampliar nossa oferta de atendimentos.


 

Número do Projeto: 10826– FFLCH– Humanas

Edição e estudo de textos literários de língua portuguesa

Coordenador: Manoel Mourivaldo Santiago Almeida

 

O projeto “Edição e estudo de textos literários de língua portuguesa”, em um primeiro momento fez o levantamento e a classificação das variantes não autorais surgidas no processo de transmissão de “Quincas Borba”, de Machado de Assis, em livros, apostilas e textos paradidáticos utilizados em sala de aula nos estudos sobre a obra e seu autor. Agora analisa essas mesmas variantes, levando em consideração a influência delas no estilo do autor e o impacto que causam para uma análise crítico-literária do romance. A pesquisa teve como guia a base teórico-metodológica proposta para Filologia ou Crítica Textual e estudos de crítica literária sobre o autor e a obra.

Os dados obtidos mostram que os excertos do romance Quincas Borba reproduzidos nos materiais didáticos de forma geral, descaracterizam o estilo de Machado de Assis através de adições, omissões e substituições de palavras e pontuações, que tentam ajustar o texto original a critérios editoriais e de correção gramatical, além de eliminar subtendidos e alusões próprios do texto genuíno. Essas alterações levam a uma redução da obra em estudo e a um distanciamento de seu autor, já que suas características literárias são desfeitas.A relevância do projeto se justifica na medida em que apresenta a proposta de desenvolvimento de pesquisa, ensino e extensão – para alunos de graduação em Letras – relacionada à disciplina FLC-0284 Filologia Portuguesa.

Ao mesmo tempo, os discentes de graduação em Letras podem efetivamente colocar em prática atividades relacionadas à referida disciplina e à linha de pesquisa “Filologia Portuguesa” do programa de pós-graduação “Filologia e Língua Portuguesa” do DLCV/FFLCH, concretizando, dessa maneira, a esperada integração entre ensino de graduação e pós-graduação, pesquisa, e extensão ou aplicação dos resultados de ensino e pesquisa dessa área ou linha de concentração no meio acadêmico, escolar e editorial.


 

Número do Projeto: 10842– FFLCH– Humanas

RELEMBRAR: REUNIR A MEMÓRIA E A HISTÓRIA – ORAL E ESCRITA – DOS ITALIANOS DE SÃO PAULO

Coordenador: Giliola Maggio

 

Neste ano, o projeto cujo objetivo inicial era coletar os testemunhos orais e material escrito de imigrados italianos e de seus descendentes (contando, para isso, com o trabalho dos monitores no Campus e na comunidade formada pelos representantes italianos na cidade de São Paulo),  buscando levantar a repercussão desse fenômeno tanto na história italiana quanto na brasileira , teve como foco desta vez a análise dos dados e materiais já coletados e armazenados na versão anterior. O processo de gravação de entrevistas nas quais os testemunhos foram coletados manteve-se, surgindo também um estudo investigador das eventuais semelhanças que surgiram ao longo desses relatos. Através de um olhar mais atencioso, características peculiares foram identificadas e geraram hipóteses acerca da história oral que fez parte da vida desses imigrantes no Brasil, hipóteses possíveis graças aos depoimento dos colaboradores, que permitiram encontrar pontos em comum na bagagem de cada um deles.


 

Número do Projeto: 10865– FFLCH– Humanas

Edição de textos jornalísticos paulistas séculos XIX-XXI

Coordenador: Paulo Roberto Gonçalves Segundo

 

O objetivo deste projeto é coletar, reunir e editar textos jornalísticos, de diversos gêneros discursivos, para a constituição de fontes de pesquisa para o projeto temático História do Português Paulista e para a divulgação cultural. Os principais objetos do trabalho de edição consistem no jornalismo de bairro paulistano – que carece tanto de investigação científica quanto de um trabalho de resgate de sua materialidade e de sua importância no cenário midiático dos últimos séculos – e na imprensa voltada a grupos específicos, como as revistas femininas do século XIX. Com isso, busca-se assegurar um rico material para a análise linguística e discursiva, além de garantir a edição fidedigna de documentos com relevante função histórica e cultural para a cidade e para o estado de São Paulo, com potencial repercussão no que tange ao ensino de Humanidades, de Artes e, principalmente, de Língua Portuguesa na escola, tendo em vista o destaque conferido pelos PCN à abordagem da diversidade de gêneros discursivo nos níveis Fundamental e Médio.


 

Número do Projeto: 10880– FFLCH– Humanas

Catalogação e Edição de documentos produzidos no Vale do Ribeira (sécs XIX e XX): para a formação de corpus do projetos História do Português Paulista

Coordenador: Verena Kewitz

 

O projeto de catalogação e edição de documentos produzidos no Vale do Ribeira (SP) teve como objetivo central o levantamento, a análise, a seleção e a edição de manuscritos que servem como fonte de pesquisa para os estudos linguísticos do Projeto Temático História do Português Paulista II (PHPP II, FAPESP Proc. N.º 11/51787-5). A catalogação envolveu a descrição de um conjunto de 150 documentos fornecidos aleatoriamente pela proprietária dos manuscritos em 2011. Nesse conjunto encontram-se cartas manuscritas e datilografadas, recibos comerciais, cadernetas, bilhetes e anotações, produzidos ao longo do século XX por um comerciante de Iporanga (Alto Ribeira, SP), além de correspondência a ele dirigida.  Foram editados 82 documentos manuscritos, dos quais 58 foram produizdos pelo comerciante e 24 por ele recebidos. Nessa amostra é possível observar traços linguísticos típicos da oralidade conceptual, além do cotidiano sociocultural de uma comunidade formada sobretudo por negros (quilombolas), como é o caso do Vale do Ribeira (cf. Cadernos do ITESP 3, 2000).


 

Número do Projeto: 10881– FFLCH– Humanas

Edição de manuscritos dos séculos XIX e XX: formação de corpus do projetos História do Português Paulista (fase II)

Coordenador: Verena Kewitz

 

A fase II do Projeto Edição de manuscritos dos séculos XIX e XX: formação de corpus do Português Paulista II centrou-se na edição filológica da correspondência de personalidades paulistas produzida na primeira metade do século XX como contribuição à formação de corpora do português paulista, do Projeto Temático História do Português Paulista II (PHPP II, FAPESP, Proc.11/51787-5). O objetivo específico do projeto foi editar documentos escritos por pessoas relacionadas a Washington Luís, documentos estes potencialmente portadores de formas linguísticas representativas da norma de prestígio da época. Este trabalho apresenta o segundo conjunto de textos editados pela equipe entre 2014 e 2015 (Albuquerque; Ferreira; Kewitz 2015) a exemplo do material editado por Albuquerque; Ferreira; Kewitz (2014). Paralelamente, foi feita uma pré-seleção de documentos escritos por paulistas na 2ª. metade do século XIX ao mesmo destinatário (Washington Luís).


 

Número do Projeto: 10902– FFLCH– Humanas

Projeto Minimus II: Grego e Latim no Ensino Fundamental Público

Coordenador: Paula da Cunha Correa

 

O Projeto Minimus introduziu em 2013 o estudo do grego e do latim, respectivamente no 6º/7º e 4º ano do Ensino Fundamental, na grade curricular da EMEF Desembargador Amorim Lima. A partir de 2014, o Projeto Minimus contou com monitores do que avaliaram e aperfeiçoaram os métodos de ensino empregados desde a implementação do projeto na escola.

Objetivos gerais -Introduzir os alunos da EMEF ao estudo das línguas clássicas, visando aperfeiçoar a proficiência na língua portuguesa, desenvolver o raciocínio lógico e o pensamento crítico; Apresentar aos jovens da rede pública o universo da cultura clássica; Proporcionar aos discentes da FFLCH a oportunidade de aprofundar os conhecimentos adquiridos e de colocá-los em exercício no desenvolvimento de material didático e na prática de ensino realizada na escola.

Objetivos específicos – O ensino do grego e do latim, duas vezes por semana, para os alunos dos 6º/7º e 4º anos da EMEF Desembargador Amorim Lima. Neste terceiro ano do projeto, atendendo à demanda, abrimos turmas de Grego II e Latim II para os que desejavam continuar os estudos de letras clássicas. Os monitores aprendem a desenvolver materiais didáticos e a aplicá-los em sala de aula.).

Metodologia – Utilizamos a tradução do método Minimus (Cambridge University Press, 1999) realizada pela equipe do projeto, com uma apostila de exercícios (publicada em 2015) que se pauta nos roteiros de pesquisa desenvolvidos na escola. Como em 2013 o método Athenaze (Oxford University Press, 2011) apresentou dificuldades, os monitores prepararam atividades e exercícios de fixação para suplementar o método. Por causa da metodologia da escola que se inspira na “Escola da Ponte” do Porto, precisamos de 2 a 4 monitores para cada turma, além dos que realizam um trabalho de letramento com os que apresentam dificuldades de leitura e escrita do português. São ministradas aulas “especiais”, por docentes da FFLCH, sobre a mitologia e diversos gêneros de literatura clássica, os autores e as suas obras.

Resultados -Em termos de aprendizagem das línguas, o desenvolvimento das crianças foi desigual, tanto no grego, quanto no latim. Mas houve turma que acabou o método, e alguns chegaram a ler pequenos textos. A aplicação dos métodos escolhidos comprovou a eficácia do Minimus e a ineficácia do Athenaze para as faixas etárias escolhidas. Assim, a apostila foi preparada para o Minimus, enquanto outros métodos começaram a ser pesquisados para o grego. O grande êxito do Projeto Minimus na escola comprovou-se pelo fato de muitos alunos terem solicitado em 2013 e 2014 a abertura de turmas de grego II e latim II, o que conseguimos realizar nesse 3o ano do Projeto.

Conclusão – Devido ao sucesso do Projeto Minimus junto à EMEF Des. Amorim Lima e aos discentes da FFLCH/ USP, esperamos dar a ele continuidade e, se possível, transformá-lo em Programa da PrCeu, em pareceria com EMEF Desembargador Amorim Lima e com outras escolas públicas.


 

Número do Projeto: 10980– FFLCH– Humanas

Divulgação científica através de simulações computacionais em modelos causais de história da ciência

Coordenador: Osvaldo Frota Pessoa Junior

 

Trata-se de um projeto de divulgação científica envolvendo a história da ciência. Em um banco de dados estão listados vários “avanços”, que são unidades de conhecimento científico, como ideias, instrumentos, experimentos, leis, etc. Um avanço geralmente contribui como causa para outro avanço e assim, pode-se criar um modelo das descobertas científicas, que chamamos modelo causal. Um programa de computador foi elaborado para simular histórias possíveis a partir de um modelo causal. A proposta do projeto é montar uma página na internet onde estariam listados todos os avanços do banco de dados, juntamente suas respectivas explicações. Escolhendo um conjunto de avanços, a partir de um modelo causal mais amplo, planeja-se que o usuário possa rodar uma simulação gerando histórias contrafactuais, ou seja, histórias possíveis da ciência, mas que sejam diferentes da atual. Esta página ainda está em elaboração e não tivemos tempo de colocá-la no ar.

Estas histórias alternativas são geradas variando-se o tempo entre dois avanços, seguindo certa distribuição de probabilidades (função gama com uma “prega” inicial). Para ilustrar o projeto separamos um estudo de caso da óptica do começo do século XIX. Através de um modelo causal simplificado enfocamos a descoberta das linhas escuras do espectro solar. Ao passar a luz solar por um prisma, além do espectro de cores, é possível ver um grande número de linhas escuras. O físico inglês William Hyde Wollaston, em 1802, foi o primeiro a empregar uma fenda estreita e observar esse fenômeno. Em 1814, utilizando um prisma de qualidade superior, Joseph von Fraunhofer redescobriu as linhas, que mais tarde viriam a ser chamadas de linhas de Fraunhofer. Através da geração de vários mundos possíveis podemos especular sobre respostas para perguntas como: “Se Thomas Melvill não tivesse morrido jovem e tivesse descoberto as linhas escuras do sol em torno de 1760, qual a probabilidade de a explicação de que as linhas escuras se originam na atmosfera solar ter sido proposta antes de 1800?”.


 

Número do Projeto: 10983– FFLCH– Humanas

Divulgação da Terminologia do Desenvolvimento Sustentável no Português Brasileiro

Coordenador: Ieda Maria Alves

 

O projeto Divulgação da Terminologia do Desenvolvimento Sustentável no Português Brasileiro está inserido no Projeto TermNeo – Observatório de Neologismos do Português Brasileiro Contemporâneo. Tem como objetivo o estudo da terminologia do Desenvolvimento Sustentável,  propondo-se fundamentalmente à elaboração de um glossário de termos relacionados ao tema da sustentabilidade, com definição desses termos e disponibilização de verbetes em um glossário online. A elaboração do glossário visa a apresentar, para o público não especializado nessa área, uma definição concisa e objetiva dos termos mais frequentes da área do Desenvolvimento Sustentável.

O corpus utilizado no desenvolvimento do projeto é representado por materiais de divulgação e materiais especializados. Provém de revistas que tratam de questões ambientais como Planeta Sustentável, Envolverde, Meio Ambiente, Greenpeace, a base online Scielo, que contém artigos científicos sobre diversas áreas do conhecimento. Provém ainda de jornais que, entre suas diversidades temáticas, também abordam a sustentabilidade, como é o caso do Le Monde Diplomatique. O corpus também é composto por teses de doutorado e dissertações de mestrado defendidas na Universidade de São Paulo, especialmente. O material coletado é convertido em .txt e processado pelo programa WordSmith Tools 4.0 para a formação da lista de termos e elaboração de concordâncias (termos em contexto). Cerca de 300 verbetes já elaborados no âmbito do projeto Divulgação da Terminologia do Desenvolvimento Sustentável no Português Brasileiro serão disponibilizados em um glossário online, no site do projeto TermNeo http://www.fflch.usp.br/dlcv/neo.


 

Número do Projeto: 11005– FFLCH– Humanas

ACESSIBILIDADE E PERCEPÇÃO VISUAL NA USP

Coordenador: Maria Célia Pereira Lima Hernandes

 

O projeto tem por objetivo realizar um levantamento de informações sobre cegos e indivíduos com baixa visão, classificados como deficientes visuais, para com eles interagir e captar elementos sobre acessibilidade ligada à mobilidade e à apreensão de conhecimento didático-pedagógico e cultural, identificando e propondo soluções para eventuais dificuldades. Como um efeito desejável está o envolvimento de alunos que estão vinculados à licenciatura refletirem sobre o ensino a grupos restritos, tais como o dos alunos cegos num ambiente em que, normalmente, o ensino e as estratégias didático pedagógicas voltam-se aos alunos “videntes”.

Esse projeto surgiu quando notamos a ausência de deficientes visuais na Universidade de São Paulo. Sendo assim, como embasamento teórico, buscamos materiais de apoio que nos proporcionem discussões acerca da inclusão destes indivíduos no âmbito acadêmico e escolar. Leituras como o livro Percebendo o Ser de Saulo César silva nos permitem perceber o quanto o preconceito é um fator de peso na realidade do deficiente visual, e como o aluno cego torna-se um desafio até mesmo para o professor. Além disso, o próprio trabalho de Sylvia Nunes, intitulado “Desenvolvimento de conceitos em cegos congênitos: caminhos de aquisição de conhecimento” demonstra como é importante o papel da escola no sentido de oferecer o estímulo para que o aluno se desenvolva em termos de cognição e conhecimento. Além disso, nos comprometemo a montar uma  bibliografia que seja voltada para questões da educação, com o intuito de desenvolver estratégias didático-pedagógicas que tornem o ensino mais acessível.


 

Número do Projeto: 11016– FFLCH– Humanas

Formação de professores de francês: elaboração de material didático, atendimento a alunos e desenvolvimento de atividades culturais

Coordenador: Eliane Gouvêa Lousada

 

O projeto tem o objetivo de proporcionar ambientes de apoio aos estudantes dos Cursos Extracurriculares de Francês da FFLCH-USP tanto presencialmente, em plantões de dúvidas oferecidos pelos monitores do projeto, como em meio virtual, pela elaboração de ambientes na plataforma “Moodle Rede Aluno”, na qual são disponibilizadas atividades didáticas que os aprendizes podem acessar de acordo com o seu nível de aprendizagem, priorizando assim a autonomia do aprendiz (Cyr, 1998). No desenvolvimento do projeto, em uma primeira etapa, levantamos dados a respeito das necessidades dos aprendizes dos Cursos Extracurriculares de Francês no que concerne aos conteúdos linguísticos, comunicativos e culturais que estes desejariam aprimorar em atividades on-line de acordo com os níveis do QCER (Quadro Comum Europeu de Referência, Conseil de l’Europe, 2001).

Na etapa seguinte, determinamos quais desses conteúdos eram menos focalizados no material didático adotado e iniciamos pesquisas a fim de identificar sites livres que propusessem atividades didáticas correspondentes aos tópicos elencados no levantamento (Mangenot; Louveau, 2006). Para os níveis subsequentes foi adotado o mesmo método e todos os links que direcionam aos sites selecionados foram adicionados à plataforma. Atualmente, contamos com catorze ambientes disponíveis, cada um correspondendo a um nível do curso. Nessa etapa, a equipe de monitores atualiza os conteúdos disponíveis nas plataformas já criadas e oferece plantões de dúvidas presenciais aos alunos, registrando as suas principais dúvidas.  Esse material tem servido de base à elaboração de um panorama das dificuldades de alunos brasileiros dos cursos de extensão na aprendizagem do francês.

Além disso, foi proposta uma parceria com o Laboratório de Letramento Acadêmico, vinculado ao Departamento de Letras Modernas da FFLCH, no intuito de desenvolver atividades sobre a escrita acadêmica a partir da disponibilização de plantões com as monitoras do programa. O objetivo de tais encontros é auxiliar os alunos a aprimorar sua escrita acadêmica a partir de uma discussão dos aspectos problemáticos dos textos que eles estão produzindo.

Como resultados do projeto, destacamos: a disponibilidade de atividades didáticas on-line para todos os níveis dos Cursos Extracurriculares de Francês na plataforma Moodle Rede Aluno; a pesquisa para conhecimento do público dos cursos extracurriculares; a intensificação da frequência dos alunos nos plantões de dúvidas presenciais; a criação de um ambiente na plataforma Moodle para o Laboratório de Letramento Acadêmico e o oferecimento de plantão de dúvidas ligado ao Laboratório de Letramento Acadêmico.


 

Número do Projeto: 11084– FFLCH– Humanas

DocumentAGRO Série 1 Agroenergia e crise de alimentos: compreendendo a questão Fase 2 Divulgação em escolas da rede pública

Coordenador: Valeria de Marcos

 

O projeto DocumentAGRO consiste na elaboração de um documentário sobre os impactos econômicos e socioambientais do avanço da cultura de cana-de-açúcar no Brasil, impulsionado pela demanda global por alternativas ao consumo de combustíveis fósseis. A despeito do discurso positivo referente à produção do etanol, o filme pretende elucidar as principais questões que estão por trás da expansão das frentes de cana-de-açúcar, problematizando-as e expondo uma perspectiva de análise crítica sobre a temática. A fim de proporcionar ao expectador uma ampla visão sobre os impactos provocados pelo avanço da cana-de-açúcar nos últimos anos, o documentário foi dividido em cinco blocos, cada qual tratando de um desdobramento do tema, a saber,  “Questões Econômicas”, “Questões Ambientais”, “Questões trabalhistas”, “Questões fundiárias” e “Crise de Alimentos”.

Foram realizadas reuniões semanais entre bolsistas, voluntários e a coordenadora do projeto a fim de aprofundar o conhecimento dos participantes sobre as temáticas envolvidas no filme. Após uma primeira visão do documentário ainda em fase de finalização foram realizados grupos de estudos de textos chaves para a compreensão e aprofundamento no tema e, em seguida, de temas relativos à forma de abordagem dos mesmos. Foram também elaboradas atividades a serem realizadas com os estudantes após a apresentação do documentário, visando o aprofundamento das questões por ele trabalhadas. Por fim, foram revistos e atualizados os conteúdos do livreto que acompanha o documentário com o aprofundamento de questões dos principais temas abordados, a ser distribuído aos professores, juntamente com uma cópia do documentário, para que o professor possa continuar trabalhando o tema com os alunos.Foram também levantados outros documentários e filmes que tratam de temáticas agrárias, com breve sinopse, para serem disponibilizados aos professores.

Durante esse ano de realização do projeto, problemas técnicos, alheios à nossa vontade, atrasaram a finalização do documentário. Nesse interim, trabalhamos profundamente na formação dos estudantes, no preparo das atividades de apresentação do documentário nas escolas, na finalização do livreto e no contato com escolas. Realizamos também, no âmbito da XI Semana de Geografia do Departamento de Geografia, uma oficina para professores e alunos do Departamento de Geografia sobre o projeto, onde apresentamos o documentário em fase de finalização e discutimos o processo de produção e aprofundamos alguns pontos de seu conteúdo. No final de setembro iremos iniciar a divulgação do documentário nos cursinhos populares e escolas da rede pública


 

Número do Projeto: 10504– FM– Humanas

Organização do Acervo Histórico do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

Coordenador: Thais Mauad

 

Projeto consistiu na organização e manutenção do arquivo histórico do departamento de patologia da faculdade de medicina da universidade de São Paulo, acervo composto por laudos e tecidos humanos produzidos pela atividade das autopsias desde 1930 a até os dias atuais. Tendo como principais atividades a higienização dos blocos de tecido humano e o remanejamento das caixas arquivo para o melhor aproveitamento do espaço físico, também contou com a atualização das informações inseridas no banco de dados.  A organização foi essencial para que possamos receber as próximas produções dos tecidos das autopsias, pois o arquivo possui características de guarda permanente e acumulativa.


 

Número do Projeto: 11022– FM– Humanas

Rede de sustentação e ações na interface saúde e cultura: acompanhamento terapêutico e agenciamento de redes no PACTO

Coordenador: Elizabeth Maria Freire de Araujo Lima

 

O Programa Composições Artísticas e Terapia Ocupacional (PACTO) desenvolve ações de ensino e extensão junto a pessoas em situação de vulnerabilidade em função de deficiências, sofrimento mental e desvantagem socioeconômica. Esta bolsa oferece a estudantes a oportunidade de participar das ações da Rede de Sustentação do PACTO, desenvolvendo atendimentos através do dispositivo do Acompanhamento Terapêutico (AT), como estratégia de cuidado e agenciamento da participação sociocultural. No ano de 2014/2015, o bolsista colaborou com projetos grupais na interface arte-saúde e com uma Residência Terapêutica, parceiros do PACTO. Além disso, o estudante contribuiu com o processo de reapropriação do espaço urbano e aquisição de autonomia nas diversas tarefas do cotidiano das pessoas que foram acompanhadas, como por exemplo, fazer compras no mercado, se relacionar com o dinheiro, pegar ônibus e negociar suas vontades com a do outro.

A criação de um bom vínculo com as pessoas acompanhadas possibilitou a abertura de brechas em uma rotina que tendia à repetição e monotonia de ações e ofereceu maior confiança para poder explorar a realidade. A escuta qualificada e o discurso acolhedor e sem julgamentos prévios se transformaram em ferramentas na construção de um espaço para que indivíduo consiguisse sentir, dizer e realizar ações no sentido da elaboração de seus medos e aspirações no plano do real.Além disso, a formação das bolsistas para atuar no dispositivo do AT, se deu a partir da realização de supervisões e grupos de estudo, nos quais foram elaborados questionamentos relativos a relação terapêutica, o estabelecimento do vínculo e o manejo do AT em Terapia Ocupacional.


 

Número do Projeto: 10590– FMRP– Humanas

APRENDER NO MUSEU HISTÓRICO DA FMRP-USP.

Coordenador: Anette Hoffmann

 

O projeto visa catalogar os equipamentos do Museu Histórico da FMRP-USP, o que exige o levantamento dos usos e da história dos mesmos na Instituição, com o propósito de permitir o acesso a essas informações pelo público interessado, disponibilizá-los para exposições e futuramento, organizar um museu virtual. Neste trabalho, focamos a atenção no registrador gráfico chamado quimógrafo, usado no estudo de alterações funcionais na doença de Chagas.


 

Número do Projeto: 10599– FMRP– Humanas

História, Cultura e Extensão no Museu Histórico da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo

Coordenador: Antonio Carlos Duarte de Carvalho

 

O Museu Histórico da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – FMRP-USP aborda acervos bibliográficos, fotográficos e de equipamentos que retratam a história desta faculdade. O projeto realiza ações de preservação, conservação e catalogação desse acervo, o que é de grande importância para garantir a divulgação de todo o conhecimento adquirido por meio de pesquisas e trabalhos desenvolvidos ao longo da existência da instituição. Os métodos utilizados para conservação dos papéis são essenciais para aumentar sua vida útil, evitando a degradação por agentes químicos, físicos, mecânicos e biológicos. A higienização, a catalogação e a indexação são fundamentais para identificação, conservação e utilização desses materiais em diversos projetos de pesquisa, cultura e extensão e exposições.


 

Número do Projeto: 10312– FMVZ– Humanas

DIVULGAÇÃO DE PUBLICAÇÕES CIENTÍFICAS ATRAVÉS DE MÍDIAS SOCIAIS E JORNALISMO ESPECIALIZADO.

Coordenador: Solange Maria Gennari

 

O objetivo principal do projeto foi promover a divulgação do Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science (BJVRAS), periódico da FMVZ/USP através de mídias sociais e digitais. Buscou-se, através de linguagem de fácil compreensão e de ferramentas online, uma divulgação mais próxima do grande público e dos meios de comunicação especializados em jornalismo científico. O periódico citado, existente desde 1938 e que oferece acesso livre e imediato ao seu conteúdo, visando maior democratização mundial do conhecimento, passou por mudanças no ano de 2014: novos editores, chefe e científico, possibilitaram alterações nas estratégias da revista, com o objetivo de torná-la mais visível e acessível à comunidade científica nacional e internacional.

Nesse contexto, o bolsista pode desenvolver seu trabalho, contando com o apoio de profissionais da FMVZ que também passaram a se envolver com a revista e de um grupo de pesquisa da UNICAMP, liderado pela Dra. Germana Barata, cujo projeto “Os periódicos científicos brasileiros: estratégias para expandir e melhorar a comunicação com a sociedade” possui objetivos semelhantes. Foram realizados durante o período do projeto: manutenção e aprimoramento dos sites oficiais do BJVRAS (na página da FMVZ e no portal de revistas da USP); criação e elaboração de layout e conteúdo das redes sociais Facebook, Blogspot e YouTube; confecção de vídeos para potencializar a divulgação dos lançamentos de números do periódico; interação com o público destas plataformas digitais; reuniões para traçar estratégias conforme o panorama da revista e os resultados nas redes sociais.

Para medir a eficiência das ações executadas durante o projeto, podem ser analisadas algumas estatísticas e números colhidos nas redes sociais e sites oficiais: mais de 1800 curtidas no Facebook, com posts alcançando entre 800 e 6.000 usuários; mais de 600 visitas ao blog; mais de 500 visualizações do vídeos de divulgação no site Vimeo. Já nos números que se referem diretamente a revista, também aparecem ótimos resultados: crescimento no número de downloads (de 5.800 downloads no 2º semestre de 2014 para mais de 7.000 downloads no 1º semestre de 2015), mais de 125.000 downloads de artigos até maio de 2015.

Estes números e estatísticas atestam um crescimento no potencial divulgador da revista durante o período do projeto e compromisso com o que se refere ao trabalho de manutenção das redes sociais. Pode-se entender que o projeto possibilitou ao bolsista um profundo contato com todo o processo de publicação de um trabalho e sua participação no processo de produção científica, inserção nos procedimentos editoriais da revista desde a submissão de um artigo até a sua publicação e também sua atuação nas mídias sociais modernas visando difusão da ciência. Já ao BJVRAS, possibilitou uma estratégia de divulgação mais atual, produtiva e vinculada aos interesses difusores do novo corpo editorial.


 

Número do Projeto: 10687– FSP– Humanas

Informação em saúde para a população: o papel das redes sociais na divulgação de achados da ciência publicados em revistas científicas.

Coordenador: Angela Maria Belloni Cuenca

 

O estudo verificou a utilização das redes sociais para o desenvolvimento do perfil de uma revista científica – Revista de Saúde Pública para divulgação no Facebook.  O objetivo foi analisar o perfil de revistas e bases de dados em redes sociais. Foram definidos conceitos e realizado estudo pormenorizado de cada uma das bases de dados e revistas científicas nacionais e internacionais para organização dos dados e estudos bibliométricos. O estudo foi realizado com uma base de dados e um portal SciELO (Scientífic Eletronic Library Online) e a PubMed, e duas revistas científicas (Revista The Lancet e a Revista de Medicina da USP). A base de dados e o portal são importantes uma vez que permitem acesso a informações para área da saúde, e as revistas científicas permitem acesso aos artigos divulgados. O resultado deste trabalho é a própria página criada no Facebook para a Revista de Saúde Pública, disponível ainda em fase de testes, conforme as figuras no pôster. As notícias são resultantes de informações contidas em artigos publicados, com release feito em colaboração com uma jornalista. Este projeto permite fazer a interação com a informação científica e a linguagem jornalística acessível para o público. Desta forma, à informação científica pode ser divulgada em diversos meios de comunicação, incluindo as redes sociais.


 

Número do Projeto: 10824– FSP– Humanas

Educação participativa e ambiental: sensibilização por meio de horta comunitária

Coordenador: Claudia Maria Bógus

 

O projeto consistiu-se na realização de diversas e bem variadas atividades. Uma das atividades de maior importância foi a realização de uma pesquisa sobre hortas comunitárias, na qual contou com elaboração de questionário, entrevistas, digitalização e análise dos dados. Os resultados e as conclusões obtidas com a realização da pesquisa foram divulgados por meio de um relatório contendo os pontos principais e mais importantes que foram observados dentre os resultados levantados, esse relatório foi divulgado no Boletim da Faculdade de Saúde Pública.

Uma Roda de Conversa foi realizada a partir dos resultados obtidos na pesquisa, o projeto a organizou e promoveu para abordar a questão de hortas comunitárias na nossa sociedade atual. Dentre as demais atividades o Projeto Horta foi apresentado no evento para a recepção dos alunos ingressantes na Universidade de São Paulo, em que por meio de uma apresentação expositiva foram discutidos a origem, o objetivo e as atividades que o projeto proporciona a toda comunidade FSP/USP. Foi criado um logo para representar o projeto, além da criação de uma página no Facebook e continuidade de uma pagina de Blog.

Concomitantemente a todas as atividades ao longo dos doze meses, uma atividade importante que foi realizada periodicamente, foi o cuidado e a manutenção da Composteira e do Minhocário que também são mantidos pelo projeto. Além da organização e realização de mutirões que também são atividades recorrentes durante todo o ano, ao menos uma vez a cada dois meses eles são organizados, com intuito de reunir a comunidade não só para um momento de trabalho e manutenção da horta, da Composteira e do Minhocário, mas também de convivência e sociabilidade em torno de ações de cultivo e sustentabilidade ambiental, o que tem se tornado cada vez menos frequente em realidades urbanas como a da cidade de São Paulo.


 

Número do Projeto: 11011– IAU– Humanas

Educação patrimonial por meio de sistemas lúdicos interativos (jogos em blocos tridimensionais)

Coordenador: Joubert José Lancha

 

O papel do jogo no processo de aprendizagem infantil tem sido estudado por diversos campos do conhecimento. Mas a ampliação do uso do jogo como uma ferramenta educacional crianças é, ainda hoje, prejudicada, principalmente, pela dificuldade existente de caracterizar este fenômeno, que recebe diferentes definições de acordo com a cultura ou a língua. Diante deste quadro, essa pesquisa busca contribuir para o desenvolvimento deste campo de pesquisa através uma revisão bibliográfica sobre o tema, na tentativa de não apenas esclarecer o conceito de jogo e sua importância na educação infantil, mas também iluminar a diferença entre jogo e outros elementos lúdicos tais como o brinquedo e a brincadeira. Dentre o quadro teórico estudado para o desenvolvimento desta pesquisa, as principais referências adotadas foram: Johan Huizinga, Gilles Brougèree Tizuko Morchida Kishimoto. Usando como base esses estudos teóricos foram produzidos três jogos da família blocos tridimensionais de montar destinado a agirem como facilitadores no processo de educação patrimonial. Os três jogos representam a Fazenda Santa Maria do Monjolinho, um importante patrimônio histórico e cultural do município de São Carlos.


 

Número do Projeto: 11076– IAU– Humanas

Levantamento e sistematização das informações sobre taipa japonesa. Caso: Moradia dos Imigrantes Japoneses do início do século XX no Vale do Ribeira.

Coordenador: Akemi Ino

 

Introdução: A região do Vale do Ribeira, no inicio do século XX, foi o destino de implementação de uma forma não convencional de colonização, um núcleo colonial  planejado e financiado por capital privado além do apoio do governo japonês. Com isso, boa parte das terras da região, no período não cultivadas, acabaram sendo divididas em lotes destinados aos imigrantes japoneses. Destaca-se, portanto, que a cidade, distante das grandes fazendas produtores de café, desempenhava pequena importância econômica e política no cenário estadual, um  legado do período colonial, no qual o esgotamento aurífero diminuiu as atividades de cobrança de impostos da coroa, sua principal atividade econômica. Portanto, os imigrantes japoneses que se instalavam, eram para o estado essenciais para o crescimento e desenvolvimento da cidade.

Apesar das muitas dificuldades encontradas, e contrariando o senso comum nacional, foram concebidas excelentes exemplares  de construções sustentáveis, que constituíram, apos erros e acertos,  um modelo de construção próprio, que utilizou a milenar taipa japonesa tradicional aplicada aos elementos nativos do Brasil. Casas duráveis, sustentáveis e saudáveis foram construídas portanto com a mescla dos saberes japoneses, caboclos e também quilombolas. Assim, essa nova técnica que surgiu na fusão de saberes entre culturas, se provou valoroso para o HABIS, um  grupo de pesquisa antenado aos modelos, novos e tradicionais, de construções sustentáveis. Objetivo: Avaliar e sistematizar os exemplares construídos no século XX no Vale do Ribeira ainda remanescentes. Visando, ainda, traçar um paralelo com os exemplos atuais de construção acompanhados pelo grupo de pesquisa HABIS, em taipa ou em outros materiais não nocivos ao meio ambiente, como forma de trazer para o presente os saberes e técnicas semelhantes aos desenvolvidos com os imigrantes japoneses do Vale do Ribeira.

Metodologia: Em contato com a pesquisa ainda em andamento da Doutorando Akemi Hijioka a respeito da situação de cerca de 500 moradias dos colonos japoneses no Vale do Ribeira, foi planeja uma viagem para pesquisa em campo  na cidade de Registro(SP) a fim de levantar dados, como desenhos, medidas, registros fotográficos e entrevistas referentes a duas construções, a residência  parcialmente preservada nas posses da família Rokugawa e a residência  de moradia atual da família Amaya. Em seguida, sob esse levantamento, iniciou-se a elaboração  dos desenhos de cada habitação com plantas, cortes, isométricas e elevações em paralelo com a elaboração de desenhos técnicos de algumas  construções atuais pré selecionadas para o desenvolvimento do livro de “modelos reduzidos” oferecido pelo HABIS, no qual os exemplares selecionados utilizaram como principio construtivo o uso de materiais e técnicas não nocivas   a natureza, como a própria taipa de mão vista em Registro, além de outras técnicas desenvolvidas posteriormente.


 

Número do Projeto: 10633– ICB– Humanas

Centro de Memória ICB – Uma construção por imagem

Coordenador: Maria Ines Nogueira

 

Objetivos: Com objetivo de mapear historicamente a fundação do Instituto, que em 2014 completou 45 anos de fundação, e seu desenvolvimento, e, principalmente, dar voz aos personagens desse processo, foram pesquisadas e catalogadas imagens históricas junto à AUN-Agência USP de Notícias; e produzidos quatro documentários que visaram dar suporte às complexas narrativas frutos das lembranças e experiências de quatro personagens centrais, todos participantes ativos da construção do ICB-USP.

Ações e detalhamento das atividades: As imagens encontradas na Agencia USP de notícias, entre a própria comunidade do ICB e nas mídias do Estado relativas à criação, inauguração e expansão do ICB, assim como dos eventos e pessoas requisitaram a transposição do material em papel para a versão digitalizada, realizado por estagiária do programa Aprender com CCEx-USP. A produção dos vídeos (DVDs) foi baseada no registro das lembranças e experiências contadas pelos professores eméritos do ICB-USP, Erney Felício Plessmann de Camargo, Flávio Fava de Moraes, Gerhard Malnic e José Carneiro da Silva Filho, enfatizando o resgate histórico para entendimento do Presente da instituição e projeção para o Futuro.

Resultados: O processo de criação do Centro de Memórias do ICB, além de identificar e catalogar diversas imagens da Instituição, gerou discussões e contribuições que resultaram na comemoração dos 45 anos do ICB, bem como a formação do GTMI-ICB, Grupo de Trabalho da Memória Institucional do ICB – GTMI-ICB, que atualmente colabora com a produção de livro institucional relativo à sua história. Alem disso, propiciou a produção do projeto “Memórias do ICB: Um olhar para a história da Ciências Biomédicas no Brasil”, financiado pelo CNPq, que resultou em quatro documentários, de 50 minutos, cada, sobre a trajetória dos professores eméritos entrevistados: perpassando infância, início de suas carreiras, trabalho, amizades e lembranças em torno do ICB-USP. Foram produzidos 250 boxes com os DVD, distribuídos a Bibliotecas, pares da comunidade científica, órgãos de fomento à pesquisa: FAPESP, CAPES e CNPq e imprensa. Para divulgação foi produzido o teaser, com 10 minutos, disponibilizado no canal o oficial do ICBUSP, no YouTube e na TVUSP.

Conclusões: O projeto Centro de Memorias do ICB possibilitou a produção dos documentários dos professores eméritos do ICB-USP, bem como construir o banco de imagens, sendo esses o primeiro grande passo para o resgate e difusão da memória da unidade e parte essencial da estratégica para a compreensão da identidade e história institucional. Importante foi, tambem, ter contribuído para o desenvolvimento de estudantes de graduação do PROGRAMA APRENDER COM CCEX-USP, para a compreensao social do fazer cientifico e da vida do cientista.


 

Número do Projeto: 10817– IF– Humanas

A comunicação pedagógica em um curso de extensão universitária à distância em astronomia

Coordenador: Anne Louise Scarinci Peres

 

O curso de aperfeiçoamento em astronomia é oferecido em uma parceria entre o IAG e o IF, a docentes da Escola Básica. Alunos da graduação podem se beneficiar do curso com aprendizados importantes sobre a divulgação científica e sobre a prática da docência, ao acompanhar as atividades dos tutores e as reuniões de formação. O projeto teve como objetivo que o licenciando pudesse avaliar e auxiliar na elaboração ou adequação de materiais didáticos e também analisar resultados diagnósticos e de aprendizagem, de modo a aprender a auxiliar pedagogicamente os tutores do curso. Alguns dos resultados foram melhor adequação de recursos visuais dos roteiros semanais, auxílio a editores e diagramadores na elaboração de ilustrações e vídeos, e análises de questões diagnósticas e avaliativas, além do acompanhamento das turmas e auxílio aos tutores. Destaca-se a inserção do licenciando a equipes de criação e pedagógica, em um contexto ligado à sua futura profissão, o que proporcionou aprendizados de diversas ordens a todos os envolvidos.


 

Número do Projeto: 10793– IFSC– Humanas

Clubes de Ciências para alunos da rede pública de ensino.

Coordenador: Nelma Regina Segnini Bossolan

O Espaço Interativo de Ciências (EIC), atualmente mantido pela Coordenadoria de Educação e Difusão de Ciências do CIBFar (Centro de Inovação em Biodiversidade e Fármacos, CEPID-FAPESP), desenvolve projetos como o “Clube de Ciências”, que promove a aproximação dos alunos de escolas públicas da cidade de São Carlos com o “mundo científico”. O projeto tem como objetivos principais a formação do aluno, enquanto cidadão; a inserção cultural e científica dos alunos participantes; e oportunizar aos alunos de escolas públicas o contato com um “ensino de ciências ativo”. Os encontros do Clube são semanais, ao longo do ano letivo, e são planejados e ministrados pelos bolsistas do Programa Aprender, com supervisão dos coordenadores.

Os temas abordados nos encontros são iniciados por problematizações e desenvolvidos por meio de atividades experimentais, debates e leituras. A atividade final do Clube consiste na realização de um Workshop, quando os clubistas preparam e apresentam, na forma de pôster, alguns trabalhos desenvolvidos nos encontros. Os clubistas também participam de outras atividades científico-culturais como as viagens didáticas ao Horto Medicinal da UNESP-Araraquara e ao Catavento Cultural e Educacional em São Paulo, e a participação na Semana Nacional da Ciência e Tecnologia 2015.

Neste ano de 2015, o Clube de Ciências foi composto por 15 alunos do ensino fundamental de escolas públicas de São Carlos. Foram realizados 25 encontros, contemplando temas como fermentação, corpo humano, importância da alimentação, células, funcionamento do cérebro, biodiversidade, ácidos e bases, Luas e eclipses.   Ao longo dos 12 primeiros encontros os bolsistas-tutores acompanharam a evolução dos clubistas com relação às suas visões de Ciência, fazendo registros de suas observações e analisando um questionário aplicado aos clubistas para esse fim. Percebeu-se que os clubistas mudaram a visão de cientista que possuíam, mais próxima do senso comum (“pessoa idosa e maluca”), para uma na qual o cientista é uma “pessoa comum” que realiza pesquisas e faz novas descobertas que podem contribuir com a sociedade. A visão deles sobre a Ciência também mudou – passou de uma matéria que compõe a grade escolar para uma forma de atitude, por meio da qual se pode buscar novos conhecimentos. Percebeu-se também que o Clube contribuiu com o desempenho dos clubistas em suas escolas, facilitando a compreensão de certos conteúdos, além do incentivo para o trabalho em equipe.


 

Número do Projeto: 11113– IFSC– Humanas

O Espaço Interativo do CBME-INBEQMeDI: educação e difusão de ciências para São Carlos e região.

Coordenador: Leila Maria Beltramini

 

A Coordenadoria de Educação e Difusão de Ciências do CIBFar (Centro de Inovação em Biodiversidade e Fármacos) mantém um Espaço Interativo de Ciências (EIC), situado na sede da Coordenadoria no centro da cidade de São Carlos, destinados a alunos, professores do ensino básico e sociedade em geral. O EIC é composto por duas salas de exposição com atividades lúdicas e interativas que abordam desde os conceitos básicos dessas áreas, passando por doenças tropicais, até as tecnologias atuais envolvidas no estudo das biomoléculas e biotecnologia. No decorrer do ano de 2014 o EIC atendeu aproximadamente 1160 visitantes entre visitas espontâneas e agendadas. Visando tornar a exposição mais dinâmica e atrativa, foi realizada a adaptação de alguns elementos expositivos de uma das salas de visitação. Um expositor sobre biotecnologia, antes localizado no centro da sala, deu lugar a placas de PVC removíveis utilizando textos em forma de dicas, imagens e uma pequena bancada para suportar alguns objetos da exposição. Para avaliar o impacto das alterações na experiência de visitação, três monitoras responderam um questionário contendo 5 perguntas dissertativas.

Para conseguir dados sob a percepção de uma pessoa externa ao EIC, outro questionário foi aplicado a um docente que tem por tradição trazer seus alunos para a visitação do espaço. As respostas das monitoras mostraram que as alterações possibilitaram uma maior proximidade entre os visitantes e o expositor. Elas também notaram que o público se sente mais envolvido com a atividade, participando mais intensamente, perguntando e fazendo comentários. Quanto ao caráter pedagógico, as atividades sendo trabalhadas da maneira atual, conseguiram modificar a concepção prévia que os visitantes faziam da biotecnologia para uma nova visão de algo que está mais presente no cotidiano deles quanto imaginavam. Segundo análise feita pelo professor, as modificações no espaço representaram numa melhora na forma com que os alunos conseguiram visualizar a atividade, e assim numa melhora na interação deles com os monitores.

O professor ainda destacou que as explicações, os exemplos, e principalmente as atividades realizadas durante a visita possibilitam aos alunos fazer melhores relações do cotidiano com a biotecnologia. O principal foco do EIC é disseminar conhecimento científico com qualidade, de modo atrativo e contextualizado ao mundo atual e de forma interativa. Para garantir que isso aconteça faz-se necessário a reflexão e a melhoria tanto dos dispositivos da exposição, quanto na atuação dos monitores. Portanto a capacitação constante e a reelaboração das atividades são quesitos importantes desse projeto.


 

Número do Projeto: 11115– IFSC– Humanas

Desenvolvimento de aplicativos interativos como ferramentas para educação e difusão de ciências.

Coordenador: Leila Maria Beltramini

 

O CIBFar (Centro de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade e Fármacos) é um dos CEPID/FAPESP que tem entre suas atividades realizar a difusão do conhecimento através de ações de Educação e Divulgação de Ciências. Nesse contexto, o Espaço Interativo de Ciências (EIC) desenvolve recursos pedagógicos com a finalidade de contribuir em atividades didáticas direcionadas aos públicos da educação básica e de instituições de ensino superior. Este projeto tem como objetivo a atualização dos conteúdos do portal EIC, disponibilizando os recursos educativos desenvolvidos para os usuários. Além disso, há o desenvolvimento e disponibilização de mídias interativas que abordam conteúdos inovadores relacionados à descoberta de novos fármacos a partir de plantas dos ecossistemas de nosso Estado.

Atualmente, a equipe do EIC tem desenvolvido um novo Software Educativo (SE) sobre doenças negligenciadas, denominado X5CAD, que tem como público alvo adolescentes. O jogo consiste em uma atmosfera fictícia, representada por um ambiente tridimensional realista onde um turista apresenta sintomas de doença que não é comum em seu país de origem. Neste sentido, o usuário é desafiado a resolver o problema entrando em uma jornada empolgante pelo conhecimento na busca para desvendar a misteriosa doença. Tendo em vista a necessidade de ampliar o acesso da comunidade ao EIC, um aplicativo denominado “EIC Virtual” encontra-se em desenvolvimento. Trata-se de uma Aplicação 3D na forma de passeio virtual que simula um ambiente realista com todas suas características, pessoas, casas, etc. Este software tem como objetivo fornecer aos usuários a experiência de conhecer o EIC, acompanhado de uma personagem fictícia que guiará a visita, além de interagir com todos os dispositivos que compõem esse espaço.

Por fim, a equipe do EIC tem trabalhado em um projeto denominado “Construtor de Jogos”. Trata-se de uma ferramenta que possibilita a criação de novos conteúdos que serão utilizados na confecção dos jogos desenvolvidos pela coordenadoria de difusão do conhecimento. O desenvolvimento de mídias que se adéquam as necessidades atuais faz com que esse projeto seja promissor e com grande capacidade de contribuir para o processo de ensino aprendizagem. Sempre pensando em maneiras inovadoras de se atrair o público, os projetos entram em sua fase de finalização para que enfim cumpram suas funções de extensão e divulgação científica.


 

Número do Projeto: 10335– IP– Humanas

Rede de atenção à pessoa indígena

Coordenador: Danilo Silva Guimarães

 

A rede de atenção à pessoa indígena tem como objetivo contribuir para o campo de referências relacionado às vulnerabilidades psicossociais enfrentadas por indígenas em contexto urbano buscando encontrar, no âmbito da psicologia cultural, estratégias de intervenção e construção de conhecimento de forma conjunta com as comunidades a fim de colaborar no enfrentamento de diversos desafios por eles vivenciados, envolvendo, especialmente, o fortalecimento da auto afirmação étnica, o acesso a direitos à saúde, educação e demarcação do território. Foram desenvolvidas rodas de conversa com mulheres Mbya Guarani; Oficinas de alimentação tradicional, de teatro e de música; Apoiamos a realização do Huvixa Kuery Nhemboaty, encontro de lideranças guarani de diversas aldeias; Foram realizados, periodicamente no IPUSP, fóruns sobre a presença indígena de em São Paulo; Apoio à construção de um projeto de turismo de base comunitária de iniciativa própria dos Guarani.

Trabalhamos de maneira colaborativa com os líderes das comunidades, numa relação dialógica que focaliza as tensões interétnicas (Guimarães, 2014). Na zona de tensão dialógica podemos encontrar as possibilidades de comunicação e de sintonização com os diferentes ritmos presentes na relação com o outro. A entrada em sintonia é condição para a posterior definição de ações conjuntas, na medida em que para compreender a alteridade é preciso adentrar seus ritmos (Guimarães, 2015). Quando nos permitimos essa entrega, podemos coproduzir um ambiente social mais adequado ao diálogo e à promoção de saúde psíquica. Notamos a preocupação das mulheres e jovens Mbya Guarani em relação à preservação da cultura tradicional, sua busca pelo fortalecimento da identidade indígena. Essa preocupação se refletiu nas composições do grupo de RAP OZ Guarani e nas produções cênicas em construção pelos jovens com os quais desenvolvemos atividades.

As discussões fomentadas no 2º Huvixa Kuery Nhemboaty, que contou com dezenas de lideranças de todo o Estado de São Paulo, contribuíram para aumentar a mobilização das comunidades em torno da temática da demarcação de suas terras. A Tekoa Pyau obteve a assinatura da portaria declaratória da demarcação em 2015, após décadas de esforços nessa direção. A participação de indígenas Guaranis e de diversas etnias que habitam o contexto urbano de São Paulo contribuiu para ampliar a visibilidade das reivindicações e para ampliar o conhecimento da comunidade acadêmica sobre a contemporaneidade das reflexões indígenas sobre a sociedade brasileira. Os trabalhos realizados em parceria com as comunidades foram essenciais para a discussão e problematização das diversas questões que continuam a angustiar os indígenas desde o tempo da invasão de suas terras pelos portugueses, no século XV. Da luta pela terra ao reconhecimento de sua própria identidade, o diversos povos indígenas em São Paulo seguem em resistência.


 

Número do Projeto: 10524– IP– Humanas

Plantão Psicológico à comunidade geral HU-USP: prática em instituição em ação

Coordenador: Henriette Tognetti Penha Morato

 

OBJETIVOS: O projeto visa promover ações de atenção psicológica, na forma de plantões psicológicos, aos atores institucionais do HU/USP, a partir da compreensão da instituição hospitalar como espaço marcado por excelência pela manifestação da crise, entendida como ruptura abrupta na malha de sentido na cotidianidade. Fundamentado na perspectiva fenomenológica existencial, o projeto se propõe a oferecer atenção e escuta qualificada às angústias, ao desamparo e aos sofrimentos, em geral, decorrentes desse contexto e situação de necessidades emergenciais, a fim de facilitar o resgate de sentidos e o trânsito em um momento crítico da existência desses atores institucionais.

MÉTODO/PROCEDIMENTO: O projeto se desenvolve por meio de intervenção clínica no campo, atividades de supervisão, discussões teóricas e elaboração de diários de campo. Na intervenção os plantonistas caminham pelas unidades do hospital buscando uma atitude de abertura para a demanda do outro. Ao projeto, são dedicadas oito horas semanais: duas para atendimento (e supervisão de campo), duas de supervisão, duas de aula teórica e duas para a confecção do diário de campo. As supervisões se propõem a discutir os casos de atendimentos, bem como dar suporte e atenção aos plantonistas que também se encontram expostos às angústias e ao desamparo existenciais. O aporte teórico é embasado no aporte da Fenomenologia Existencial e na prática psicológica em instituição; para os diários de campo, elege-se a narrativa como instrumento de promoção de reflexão e elaboração a partir da experiência vivenciada pelos plantonistas.

RESULTADOS: O projeto, à primeira vista, é estranho ao conceito de atendimento psicológico que nos é transmitido tradicionalmente, por ocorrer para além dos muros da universidade ou nos primeiros semestres de graduação. A dúvida sobre como identificar uma crise e iniciar uma conversa num ambiente como o HU – dinâmico, confuso e de pouca privacidade – é intensa no início dos atendimentos. O sentido daquilo que estava sendo feito se constrói aos poucos, com as aulas teóricas e a supervisão para a compreensão daquele espaço e de suas especificidades. Pensar no conceito de crise e em como o hospital se constitui em centro de situações atípicas, que consistem em “uma ruptura na malha de sentido da vida do indivíduo”. 1. foi essencial nesse processo e, portanto, na compreensão do espaço do plantonista no hospital, espaço esse que, como plantonistas nos permitimos ocupar aos poucos, conforme nos tornamos parte daquele ambiente. O plantão difere do atendimento psicológico convencional por seu caráter de encontro único, exponenciado pelo caráter transitório do espaço hospitalar, Para atender, não existe um roteiro: o plantonista abre seus ouvidos àquilo que o sujeito diz, àquilo que constitui seu momento de crise. O caminho possível de atenção e cuidado vai se abrindo aos poucos, conforme os dois atores que constituem esse momento.

CONCLUSÃO: Partindo de uma demanda da própria comunidade HU/USP, o plantão psicológico, realizado no hospital desde 2007, se propõe a ser um espaço de acolhimento, uma via de vazão à grande carga emocional-afetiva inerente ao processo de adoecimento que não encontra lugar dentro da instituição hospitalar, proporcionando um espaço de elaboração da crise que acompanha o humano nessa situação. Contudo, entendendo-se “crise” como também processo de abertura para produção de novos sentidos e possibilidades de existência decorrentes da ruptura, o projeto se propõe a ser um instrumento facilitador ao trânsito do ser humano por acontecimento dramático. Assim, considerando todos as angústias que tal situação implica, essa atividade mostra-se como um ponto interessante ao pensar uma melhor qualidade de vida no espaço hospitalar.

Na contramão, mostra-se um instrumento que vai de encontro a algo que muitas psicologias pregam. Ao trazer a prática como precedente do arcabouço teórico – em oposição a como nosso processo de graduação é estruturado – nosso modo de atuação se constitui de modo pessoal, de acordo com os fenômenos que perpassam o caminho do psicólogo, não sendo restrito a teorias que, muitas vezes, não se propõem a responder às mesmas perguntas que o psicólogo se propões a partir do contexto real de atendimento em ação.


 

 

Número do Projeto: 10616– IP– Humanas

Atenção Psicológica à comunidade do Departamento Jurídico do Centro Acadêmico XI de Agosto da Faculdade de Direito da USP

Coordenador: Henriette Tognetti Penha Morato

 

OBJETIVOS: A partir de pedido da diretoria do Departamento Jurídico do Centro Acadêmico “XI de Agosto”, o projeto se constituiu propondo um trabalho na área de Psicologia voltado à comunidade atendida e também aos estagiários de Direito. Um dos objetivos do projeto era a exploração de possibilidades de atuação da Psicologia Clínica em uma instituição jurídica, visando a uma formação em Psicologia que prioriza a experiência como modo pertinente de construção de teorizações e práticas contextualizadas. Outro norteador do trabalho era a constituição de um espaço de cuidado para a comunidade atendida e para os estagiários de Direito em seus pedidos e queixas, relacionados ou não com o estágio e orientação realizados.

MÉTODO/PROCEDIMENTO: O DJ XI de agosto: O Departamento Jurídico XI de Agosto (o “DJ”) é uma entidade sem fins lucrativos, dirigida pelos alunos da Faculdade de Direito da USP, que atende gratuitamente a população de baixa renda da cidade de São Paulo. Os membros do DJ são divididos de acordo com suas funções em: estagiários administrativos (calouros), estagiários de campo (vareiros), estagiários plantonistas, advogados colaboradores, advogados orientadores, funcionários e diretoria. Além do acompanhamento processual, são oferecidas orientações jurídicas e o serviço de mediação de conflitos, este último em parceira com o Instituto de Mediação e Arbitragem do Brasil (IMAB).

O PLANTÃO: O serviço consiste em uma atenção psicológica a qualquer um dos frequentadores da instituição que o procurar, sejam os estagiários de graduação de Direito, os clientes que a princípio buscam uma atenção jurídica ou funcionários do Departamento. O tempo de atendimento, o número de sessões e o tipo de cuidado nunca são definidos a priori, mas sim de acordo com a necessidade de cada um e os desdobramentos de cada encontro. Os serviços psicológicos não são excludentes aos serviços jurídicos e vice-versa, mas também não se trata de uma Psicologia Jurídica. O cliente do Departamento Jurídico tem acesso aos dois tipos de assistência, sendo que a assistência psicológica pode ser realizada em um encontro pontual com encerramento após algumas horas, desdobrar-se em um acompanhamento do caso ou, quando for tido como necessário, o encaminhamento a outra instituição. Os limites e as possibilidades de atuação são construídos a partir de deslocamento de saberes instituídos, abrindo a possibilidade de uma intervenção instituinte original entre os atores da instituição.

RESULTADOS: Atuando continuamente desde 2009, o projeto tem sido considerado pelos alunos de Direito e pela Diretoria do DJ como bastante satisfatório pela possibilidade de trabalho  interdisciplinar  para clarear  a demanda  jurídica  dos usuários.

CONCLUSÂO: Por meio desse projeto de extensão, o aluno de Psicologia tem a oportunidade de trabalhar em conjunto com alunos e profissionais de outra área do conhecimento, o Direito, refletindo sobre as possíveis diferenças e semelhanças entre esses campos, procurando uma via de comunicação e adaptando-se às mudanças necessárias de paradigma. A prática em instituição permite ao aluno ressignificar os limites de atuação do profissional da Psicologia através de uma experiência clínica pouco ortodoxa e desenvolver o raciocínio clínico em um cenário institucional.  Além disso, a proposta desse tipo de plantão permite ao aluno certo nível de independência para que ele próprio construa sua percepção de como atua um psicólogo plantonista ness perspectiva, favorecendo a autonomia necessária ao futuro exercício profissional.


 

Número do Projeto: 10618– IP– Humanas

Rede de apoio social na prática psicológica em instituições: introduzindo a participação em políticas públicas de saúde.

Coordenador: Henriette Tognetti Penha Morato

 

OBJETIVOS: A importância da construção de uma Rede de Apoio Social foi percebida pelo LEFE, em seus projetos de intervenção em várias instituições em modalidade de Plantão Psicológico. Pela primeira abordagem de conhecimento dos vários serviços do Centro-Escola do Instituto de Psicologia (CEIP) da USP (CHOHFI, 2013) verificou-se como a proposta de rede oferece-se como um terreno fértil para a criação e ampliação de propostas de prática psicológica que garantam um atendimento efetivo às comunidades abarcadas pelos serviços oferecidos pelo CEIP. Práticas oferecidas no IP-USP trazem à tona a dificuldade de encaminhamento de clientes que requeiram outros tipos de atendimento. Desse modo, impõe-se a necessidade da formação de uma Rede de Apoio Social, envolvendo profissionais de saúde, educação e, se possível e necessário, outras áreas de conhecimento e de serviços dentro da USP, como a Terapia Ocupacional, buscando abarcar as demandas surgidas, além de parcerias com órgãos públicos e privados de saúde e educação para contemplar um atendimento de qualidade à comunidade.

Objetivamos possibilitar o contato de graduandos com um modo de estabelecimento de parcerias e de comunicação de serviços oferecidos, buscando um melhor atendimento aos clientes em suas necessidades, bem como uma comunicação mais efetiva entre os serviços do IPUSP e as instituições parceiras; possibilitar também que o aluno pesquisador entre em contato com uma gama variada de serviços e instituições, enriquecendo sua formação ao apresentá-lo a realidades diversas. partir-se, posteriormente, para outros serviços de atendimento existentes dentro da própria Universidade de São Paulo e fora dela.

MÉTODO/PROCEDIMENTO: Num primeiro momento, foi realizado o mapeamento dos vários serviços do CEIP e entrevistas foram gravadas com funcionários (docentes e/ou técnicos) dos serviços e laboratórios existentes dentro do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IPUSP), para conhecimento da prática oferecida em cada um.

RESULTADOS: Após a realização de 26 entrevistas com docentes e técnicos dos serviços/laboratórios do IPUSP e mais aproximadamente cinco fora dele, algumas parcerias foram formalizadas, dentro e fora do IPUSP, ampliando a abrangência da Rede. Além disso, pôde ser observada, através da cartografia, uma ampliação do conhecimento de uma forma geral dentro do IPUSP, uma vez que os laboratórios se deram a conhecer a partir de seus atores sociais, e que os fiadores da rede passaram a entender melhor todo o funcionamento do Instituto, através da criação de um blog.

CONCLUSÃO: Esse conhecimento proporcionou uma maior clareza sobre a necessidade existente em ambos os lados da Rede (serviços e laboratórios – comunidade), uma vez que as parcerias para atender melhor a comunidade contemplam também os serviços e laboratórios oferecendo a possibilidade destes aplicarem seus conhecimentos específicos a esta, consolidando a formação de profissionais qualificados. Por fim, a Rede tem possibilitado uma maior abertura de possibilidades e comunicação entre os laboratórios/serviços e a criação de outros modos de ação para contemplar um melhor atendimento à comunidade, o que foi inicialmente feito através de um blog. Mesmo com a utilização de alguns métodos (blogs, links no portal do IPUSP), para um melhor esclarecimento do que se encontrava nos serviços, dois anos depois, percebemos que ainda há uma escassez de informação em relação a esses serviços; pesquisamos tão quais serviços e laboratórios se encontravam no CEIP no ano de 2014, e como se configuravam para o atendimento.

Para isso foi usado o site oficial do IPUSP, onde se encontra os nomes dos serviços oferecidos à comunidade e suas apresentações. Porém o site não possui uma constante atualização, e apesar da listagem dos serviços, muitos deles são mais desconhecidos por alunos e comunidade, o que torna desconhecidos também os seus funcionamentos, e se ainda estão em pleno funcionamento. Chohfi (2013) realizou, por volta de 2011/2012, vinte e seis entrevistas referentes a vinte e seis serviços/laboratórios encontrados no IPUSP, destes, vinte e um foram gravados e/ou transcritos. Levando em consideração todas as dúvidas relacionadas aos serviços e laboratórios que encontramos em 2014, a proposta é a criação de um formulário para cadastramento dos serviços no IPUSP, o que poderá auxiliar assim a nova gestão do CEIP. O formulário poderá auxiliar também na promoção de informações sobre os serviços presentes no IPUSP para alunos, principalmente de graduação, que iniciam seus estágios no CEIP; e na atualização das informações presentes no site possibilitando um melhor conhecimentos da comunidade que pesquisa sobre o que é oferecido no IPUSP.


 

Número do Projeto: 10928– IP– Humanas

Extensão universitária na constituição de redes de apoio à formação de professores das escolas públicas: contribuições da Psicologia Escolar.

Coordenador: Marilene Proenca Rebello de Souza

 

O objetivo deste projeto de extensão foi o de constituir uma modalidade específica de formação continuada para profissionais da Educação Básica da Rede Municipal de Ensino de São Paulo, de cunho colaborativo, juntamente com estudantes de Graduação e Pós-Graduação, pós-doutorandos, docentes e psicólogos vinculados à Universidade de São Paulo. Nossa proposta de extensão universitária buscou a construção de um espaço institucional para subsidiar a análise de práticas docentes frente aos desafios apresentados pelas políticas públicas em vigor, bem como estudar concepções de aprendizagem e desenvolvimento presentes nas mesmas e no cotidiano escolar. Para tanto, tornou-se importante conhecer as práticas que os educadores desenvolviam no dia a dia e que materiais são produzidos para melhor ensinar crianças nas séries iniciais, destacando o estudo de experiências que buscassem a superação   das dificuldades vividas no processo de escolarização, dialogando com questões apresentadas pelo campo epistemológico da Psicologia Escolar. Esta proposta de Extensão, integrada às atividades do Laboratório Interinstitucional de Estudos e Pesquisas em Psicologia Escolar do IPUSP – LIEPPE/IPUSP visou reforçar os vínculos entre a Universidade e escolas públicas de nossa cidade, por meio da legitimação do saber-fazer docente e incremento da autoridade educativa, buscando agregar melhorias para qualidade do trabalho realizado na Educação Básica.


 

Número do Projeto: 11085– IP– Humanas

Reconhecimento e Memória como formação da cidadania de Jovens na Zona Sul da cidade de São Paulo

Coordenador: Luis Guilherme Galeão da Silva

 

Introdução: Entre novembro de 2014 e abril de 2015 acompanhei o processo de implementação de um Centro de Educação em Direitos Humanos (CEDH) na Zona Sul de São Paulo, que tinha como objetivo a criação de um projeto educacional voltado para a promoção dos direitos humanos na rede de educação municipal da região. De maio a julho de 2015, acompanhei as reuniões com movimentos de moradia do centro da cidade, mais especificamente com a Frente de Luta por Moradia (FLM) e o Movimento de Moradia da Cidade de São Paulo (MMC), realizadas para articular oficinas de memória na Ocupação da Rua Penaforte Mendes.

Metodologia: A pesquisa participante é o método que garante ao pesquisador a oportunidade de se colocar frente a frente ao outro que deseja conhecer. É nesse encontro que o outro deixa de ser somente um objeto de estudo e passa a ser sujeito retentor de um conhecimento, assim como agente de transformações dentro do contexto no qual está inserido. Isso implica que a construção do conhecimento se dá, principalmente, como resultado do diálogo que se estabelece entre pesquisador e pesquisado. (SCHMIDT, 2006). Além disso, outro referencial teórico importante para a adoção da pesquisa participante como método vem da Psicologia Comunitária. Nesse campo, tal método garante a familiarização do pesquisador com a comunidade, assim como a identificação das suas necessidades (MONTERO, 2006), condições necessárias para se aproximar dos moradores e ter legitimidade para propor intervenções – sendo esse um processo conjunto.

Discussão e resultados: Na primeira etapa, acompanhei a grande dificuldade de diálogo entre o CEDH e as Secretarias Municipais. Presenciei atritos entre os representantes do poder público e dos movimentos sociais. Foi interessante notar o quanto os movimentos sociais estão comprometidos com a valorização da região em que atuam, como no caso da eleição da patrona do acervo da biblioteca do CEDH – Dona Lourdes é líder comunitária que batalhou muito pela comunidade. Na segunda etapa, tive a oportunidade de notar as dificuldades enfrentadas por uma comunidade que se consolidou há pouco tempo. As regras de convivência, recentemente gestadas, não eram compreendidas por moradores que não acompanharam a ocupação desde o início. Foi dessa constatação que surgiu a demanda de se realizar uma oficina de memória: criar uma via de diálogo entre os moradores antigos e os novos baseada no resgaste da história da ocupação.

Considerações finais: A participação em dois projetos realizados sob as prerrogativas da Psicologia Comunitária tornou possível compreender melhor como se dá a relação entre a sociedade civil e o poder público. Além disso, pude notar quais os mecanismos utilizados pelos movimentos sociais para exigir do governo a garantia de cidadania para pessoas em situação de vulnerabilidade – seja por vias institucionais ou não. Também foi um grande aprendizado testemunhar como a luta por direitos influencia na construção da identidade dessas pessoas.


 

Número do Projeto: 10476– IRI– Humanas

São Paulo Cosmópolis – os desafios de uma política migratória municipal

Coordenador: Deisy de Freitas Lima Ventura

 

A Coordenação de Políticas para Migrantes da Prefeitura de São Paulo e o Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (IRIUSP) firmaram um convênio de extensão universitária pelo período de dezembro de 2013 a dezembro de 2015, cuja renovação tramita atualmente, com o objetivo de subsidiar a elaboração, a médio prazo, de uma pioneira política municipal para migrantes. O projeto teve como principais ações a criação e manutenção de um portal com estudos sobre as migrações internacionais na cidade de São Paulo, além de notícias, vídeos e eventos, reunindo-os em uma base comum, facilmente acessível para pesquisadores, agentes públicos e cidadãos, especialmente migrantes; e a elaboração de um diagnóstico dos órgãos da Prefeitura que mantêm contato com os migrantes para identificação de atores e atividades, levantamento dos principais problemas e formulação de sugestões. Lançado na Biblioteca Mário de Andrade em agosto de 2014, com o apoio da Fundação Friedrich Ebert (FES), o portal é uma referência para pesquisadores, agentes públicos e cidadãos, especialmente migrantes. O bolsista participou da concepção, implementação e alimentação do portal. Teve formação para pesquisa qualitativa e realizou entrevistas com agentes municipais.


 

Número do Projeto: 10598– IRI– Humanas

Acompanhamento e diagnóstico do Grupo de Análise da Conjuntura Internacional e do Programa de Seminários do Instituto de Relações Internacionais

Coordenador: Felipe Pereira Loureiro

 

Oferecer aos bolsistas uma visão dos grandes temas das relações internacionais, por meio de sua participação no acompanhamento às reuniões do GACInt e do Programa de Seminários de Relações Internacionais. Os monitores terão ainda a função de avaliar o impacto desses eventos para fora da comunidade USP, refletindo sobre formas de potencializar o caráter de extensão dessas atividades. O GACInt, criado em 1989, está vinculado ao IRI desde 2005. Trata-se de seminário fechado do qual fazem parte especialistas do mundo acadêmico, da iniciativa privada e da diplomacia, que se reúnem quinzenalmente para analisar a conjuntura internacional de diferentes ângulos e com uma abordagem pluralista. Sob grandes áreas temáticas como Ásia, África, América Latina, Comércio Internacional, EUA, Europa, Japão, Oriente Médio, Rússia, Segurança Internacional, discutem-se temas como: relações de poder e estratégia no contexto internacional; política externa; papel das organizações internacionais e dos blocos regionais; fluxos de investimento; comercialização e tecnologia; questões militares e de defesa; globalização e suas conseqüências.

Por seu turno, o Programa de Seminários do IRI inclui a disciplina optativa “Seminários de Relações Internacionais”, sob responsabilidade do Prof. Dr. Jacques Marcovitch, e os Fim de Tarde no IRI, sob a coordenação da Profa. Dra. Cristiane Lucena, ambos com palestras abertas ao público. Os Seminários de Relações Internacionais têm periodicidade semanal e contam com a participação de figuras destacadas, cujas atividades estão ligadas às relações internacionais, que falam de sua trajetória profissional e de um tema internacional previamente definido. Participando no suporte das duas atividades, e refletindo sobre a natureza de extensão das mesmas, os bolsistas poderão não somente ampliar suas habilidades e competências como internacionalistas, mas, sobretudo, contribuir para um melhor conhecimento do impacto dessas atividades na sociedade.


 

Número do Projeto: 10574– MAC– Humanas

Programa de Inclusão Socioeducativa e Cultural VIVA ARTE!

Coordenador: Carmen Sylvia Guimaraes Aranha

 

O programa educativo VIVA ARTE! (Programa de Inclusão Socioeducativa e Cultural) do MAC USP tem como objetivo trazer, para vivências no museu, públicos que em seu cotidiano não o frequentam habitualmente, como jovens e adultos integrantes de instituições sociais, ONGs, centros comunitários e instituições de saúde, buscando colaborar com as atividades de terapia ocupacional e geração de renda no intuito de aprimorar o repertório artístico-cultural tendo como base as exposições do museu. O intuito da bolsa neste programa educativo é inserir o graduando no contexto educacional especifico do museu, participando de mediações ao público sobre as exposições e da criação de atividades cuja finalidade é melhorar e expandir a construção do conhecimento a partir das obras.


 

Número do Projeto: 10575– MAC– Humanas

Programas Educativos Interar-te (para famílias) e Arte+Perto (para professores)

Coordenador: Carmen Sylvia Guimaraes Aranha

 

Participei, pelo segundo ano consecutivo, do projeto Programas educativos Interar-te (programa educativo desenvolvido para as famílias) e Arte+Perto (programa de formação para professores e educadores) realizados no Museu de Arte Contemporânea (MAC-USP). Durante a bolsa elaborei atividades desenvolvidas nos respectivos programas educativos, realizando pesquisas referentes aos artistas e obras expostas no museu, bem como estudos sobre Arte-educação, Educação em museus e outros temas pertinentes; auxiliei a educadora durante as visitas à exposição; e com mais autonomia, tive a oportunidade de realizar a mediação das visitas e propor as oficinas nos dias das atividades. Os programas Interar-te e Arte+Perto ocorrem, aproximadamente, uma vez por mês.

A elaboração das atividades acontece no decorrer do mês através de visitas às exposições, reuniões e debates visando definir os temas abordados. Após a definição, elaboramos o roteiro e preparamos o material que será utilizado no dia da atividade. Por exemplo, fizemos uma atividade, em fevereiro de 2015, a partir da exposição Rafael França – entre mídias – a exposição  apresenta um recorte inédito da obra do artista, centrado na experiência que ele realizou com a imagem fotográfica e nas relações desta com o vídeo – selecionamos algumas obras, para analisar com as famílias, e depois realizamos uma oficina sobre o tema. O resultado da oficina foi um vídeo, que posteriormente foi editado e entregue para os participantes. Participar por mais um ano dos projetos, Arte+Perto e Interar-te, foi fundamental para meu futuro profissional e pessoal, pois o contato com a arte, o público e com os métodos de educação não-formal, enriqueceu minha formação como educadora e me tornou uma pessoa mais sensível para com o mundo.


 

Número do Projeto: 10577– MAC– Humanas

Museu: Educação Lúdica – MEL

Coordenador: Katia Canton Monteiro

 

Museu: Educação Lúdica – MELO projeto MEL desenvolve ações educativas utilizando metodologia lúdica, como por exemplo, criando jogos de apoio didático concomitantes às exposições em cartaz no MAC USP. Será objeto de análise neste trabalho de conclusão da Bolsa Aprender com Cultura e Extensão um destes materiais, o jogo de loto Arte Conceitual  desenvolvido para ser explorado na exposição Redes Alternativas, no ano de 2011/2012. Atualmente, o jogo está sendo utilizado na exposição O Agora, O Antes: uma síntese do acervo do MAC USP, pois nesta mostra há duas obras contempladas no jogo e outras que são mencionadas nas fichas desafios que compõem o material.

Com a intenção de analisar esse jogo de loto criamos um questionário que foi respondido por 19 professores participantes do curso oferecido no MAC USP, em julho p.p., após a exploração do material no espaço expositivo. O objetivo do questionário foi documentar as impressões dos jogadores sobre o jogo e verificar qualitativamente e quantitativamente a eficácia do material no que se refere ao ensino e aprendizagem de aspectos da arte conceitual, assim como em relação às experiências que o material pode proporcionar, e se de fato o jogo consegue introduzir a arte conceitual e criar espaços de discussão sobre a mesma. Embora observações anteriores da interação dos participantes com o material sejam notadamente positivas, a intenção foi criar um instrumento adequado para a pesquisa.

Por ser um estudo inicial do questionário foram analisadas apenas as respostas às duas perguntas iniciais, que são referentes aos objetivos almejados citados acima. A análise das respostas à pergunta: “Qual foi a sua impressão sobre o jogo deloto em poucas palavras”, concluiu que 100% dos respondentes escreveram palavras que apresentam significados de positividade para qualificar a sua percepção do material, indicando que o jogo atingiu o objetivo de ser material de apoio didático e lúdico ao ensino e aprendizagem da arte conceitual no espaço expositivo do Museu. As análises iniciais dos dois subgrupos referentes à pergunta: “Você conhecia a arte conceitual antes de jogar?” e comentários positivos nas questões seguintes sobreeles terem aprendido alguns aspectos da arte conceitual (para quem não conhecia sobre o assunto) e acrescentado conhecimento sobre o assunto (para quem conhecia), possibilitam a conclusão de que ambos os grupos adquiriram conhecimentos novos e/ou complementares sobre arte conceitual explorando o jogo de loto.

Os resultados permitem ainda outras análises. O material serviu aos jovens einiciantes professores e também àqueles com muitos anos de experiência. A maioria mencionou ter ficado estimulado com o material e ter a intenção de construir jogos com os seus alunos. O resultado inicial positivo para avaliação do jogo incita futuras pesquisas com alunos de fundamental e médio, para verificar se os resultados obtidos com os professores podem ser refletidos nos alunos.


 

Número do Projeto: 10579– MAC– Humanas

Acervo: Roteiros de Visita

Coordenador: Katia Canton Monteiro

O programa “Acervo: Roteiros de Visita” tem por finalidade estimular a proximidade de professores e alunos com o acervo do MAC-USP através de materiais que auxiliem nas atividades desenvolvidas durante as visitas ao MAC. Para tanto, propõe-se pesquisar possibilidades de aproximações entre as artes visuais e as demais áreas do conhecimento a fim de desenvolver materiais que levem a uma abordagem interdisciplinar das obras e exposições do MAC. Entretanto, essas aproximações precisam ser condizentes com as referências trazidas pelo público. Portanto, é importante para o “Acervo” estabelecer uma rede comunicativa com os professores das escolas visitantes, para conhecer a realidade do currículo dessas instituições e, então, adaptar as intervenções feitas pelo “Acervo” nos atendimentos. Com isso, procura-se viabilizar uma maior autonomia aos grupos escolares visitantes, fazendo-os participantes ativos das discussões promovidas nas exposições. A expectativa é instigar os grupos a prolongarem os debates para além do museu.

O trabalho aqui apresentado é sobre um desdobramento da relação professor/escola com o MAC-USP. Essa interação acabou resultando em uma parceria, levando a uma inversão espacial. O programa Acervo foi à Escola Estadual Santo Dias da Silva (Zona Sul) para uma atividade planejada em conjunto entre a educadora Maria Angela, este bolsista e os professores da escola.           A parceria entre a escola Santo Dias e o MAC-USP teve início no programa Novos Talentos, quando da visita da escola ao museu. Durante o planejamento da visita e das repercussões desta na escola houve a possibilidade de integração entre os conteúdos da arte e daqueles da disciplina ministrada pelo professor Clayton, da E. E. Santo Dias. Programou-se, então, uma continuidade das discussões realizadas no MAC, agora seguindo um direcionamento voltado para a relação entre ciências e artes visuais.

Reconhecendo a importância de estarmos sempre abertos às diferentes possibilidades de leituras das obras de arte, selecionamos algumas do acervo MAC-USP e outras referências que se relacionassem com as ciências naturais. Procuramos destacar os assuntos trabalhados pelo Profº Clayton com suas turmas, construindo um roteiro que promovia um sincretismo entre artes visuais e ciências nas discussões.As obras escolhidas para tal atividade compreendiam fotografias, registros de performances, desenhos, pinturas, exemplos de optical art e instalações, de artistas como Alfred Stieglitz, Brígida Baltar, Carmella Gross, Bruno Dunley, Luiz Sacilloto, Cildo Meireles, Paulo Nenflidio. Esse desdobramento resultou em uma atividade realizada nas dependências da E.E. Santo Dias, no dia 30 de outubro de 2014, com a participação de estudantes do Ensino Médio desta escola que visitaram o MAC-USP, e as presenças do Profº Clayton e alguns de seus colegas.


 

Número do Projeto: 10600– MAC– Humanas

Ver e ler – Programa educativo para jovens e adultos iletrados no MAC

Coordenador: Carmen Sylvia Guimaraes Aranha

 

O programa propõe o desenvolvimento de visitas orientadas às exposições do MAC-USP para alunos de EJA (Educação de Jovens e Adultos) e MOVA (Movimento de Alfabetização), baseado na metodologia de alfabetização de Paulo Freire. Além das visitas orientadas aos alunos, o programa também oferece um curso de formação para professores e coordenadores de EJA para juntos -museu e escola – construirmos um programa de acesso à cultura e de formação de um público ativo, participante e crítico no contexto cultural da cidade. Entre agosto de 2014 e junho de 2015 foram 976 alunos atendidos em visitas noturnas no museu; 37 professores participaram no curso de formação realizado na DOT EJA (Diretoria de Orientação Técnica) e 25 alunos do Curso de Arte na Formação de Jovens e Adultos em Processo de alfabetização:

Entre os Museus e as Salas de Aula no MAC-USP. Essas ações que promovem a apropriação cultural dos espaços públicos e o contato com a arte contemporânea pelos alunos em processo de alfabetização mostram-se como uma das principais metas do projeto que vem sendo aos poucos alcançada. Isso possibilita ver o museu, a educação e a arte contemporânea como espaços propícios ao questionamento e ao rompimento de certas práticas hegemônicas associadas, muitas vezes, a uma determinada classe social. Romper essas barreiras do público com aquilo que encontram no museu é o primeiro passo para se chegar a uma relação que preza pelo diálogo como forma primordial de aprendizagem e formação. Esse trabalho para os estudantes foi de grande importância nos seus processos de aprendizagem-formação, por estar diretamente atrelado com a educação, tanto no âmbito escolar quanto no não escolar, já que a partir do espaço do museu, foi possível discutir, rediscutir e repensar maneiras didático-pedagógicas a serem trabalhadas, ao mesmo tempo em que se pontuava o acesso a essa instituição, sem nenhuma distinção de classe social, raça e gênero, para que todos tenham o direito a esse tipo de cultura.


 

Número do Projeto: 10659– MAC– Humanas

Atendimento de Grupos em Vista ao MAC USP

Coordenador: Carmen Sylvia Guimaraes Aranha

 

Introdução: Este projeto é destinado aos alunos de Graduação da Universidade de São Paulo com o objetivo de oferecer a construção de fundamentos para as ações educativas que se destinam aos diversos públicos que visitam o Museu de Arte Contemporânea da USP. As atividades desenvolvidas acontecem a partir das exposições do MAC, e envolvem as seguintes ações: – Pesquisa e estudo das metodologias de educação em museus e exposições de arte, bem como discussões em grupo sobre arte e educação; – Estudo do acervo e das exposições em cartaz no MAC USP; – Recepção e realização de visitas educativas para grupos que visitam o MAC.

Metodologia: O Programa Atendimento de Grupos em Visita ao MAC USP, busca proporcionar ao estudante bolsista, a aquisição de uma autonomia relativa à experiência didática e pedagógica no museu de arte. Nesse sentido, o grupo de bolsistas do programa, amparado pelas práticas educativas do museu, desenvolveu individualmente quatro pesquisas de mediação, focando em ações e estratégias pessoais de recepção de diferentes grupos visitantes do museu.

Resultados e Conclusões: O aluno, estagiário no programa em questão, tem contato com uma ampla discussão sobre a arte e a cultura, visando ampliar seu conhecimento e as aplicações na sua própria área de atuação, bem como ser favorecido com uma dimensão do pensar interdisciplinar. Ao se envolver com reflexões e práticas sobre a cultura atual, o estudante tem seu repertório cultural ampliado, o que contribui para o aprimoramento de sua relação com a atividade educativa. Assim foi proporcionado ao estudante bolsista os seguintes indicadores: – Compreensão dos fundamentos da linha de pesquisa “Educação em Museus de Arte” e das metodologias derivadas dessas reflexões teóricas; – Conhecimento do Acervo do MAC USP: artistas e obras; – Recepção ao público visitante e realização de visitas.  Como principal resultado é possível avaliar que o aluno estagiário, ao entrar em contato com diversas instâncias da prática educativa, tem sua formação complementada e desenvolve, no âmbito das licenciaturas da USP, uma prática pedagógica, estimulada pelo espaço expositivo do museu, que se configura como uma forma de aprimoramento do ato de educar.


 

Número do Projeto: 10660– MAC– Humanas

LAZER COM ARTE PARA A TERCEIRA IDADE – LAPTI

Coordenador: Katia Canton Monteiro

 

Desde 1989 o Museu de Arte Contemporânea da USP oferece o Programa Lazer com Arte para a Terceira Idade (LAPTI), atual Arte Contemporânea para a Terceira Idade (ACTI),  aproximando esse público da arte moderna e contemporânea através, sobretudo, de atividades práticas em ateliê, não digitais e digitais,  e visitas às exposições do acervo do Museu. A partir da contextualização e de uma apreciação mais acurada, obras e artistas selecionados tornam-se referenciais para a reinterpretação, transformação e interação criativa que vão ajudar na construção das poéticas visuais de cada um dos participantes.Os alunos aprimoram a utilização da digitalidade para o desenvolvimento dos trabalhos, aproximam-se da Arte Contemporânea, satisfazendo-se com o processo criativo realizado.


 

Número do Projeto: 10752– MAC– Humanas

Arte Latino-Americana dos anos 1960-70 no acervo do MAC USP

Coordenador: Maria Cristina Machado Freire

 

Introdução, objetivos específicos e gerais: Com o intuito de legitimar e aprofundar as pesquisas desenvolvidas no Museu de Arte Contemporânea de São Paulo foi organizada a exposição Vizinhos Distantes – Arte da América Latina no MAC USP, sobre artistas latino-americanos contidos no acervo do museu. A base da exposição é fruto do livro Terra Incógnita – Conceitualismos latino americanos no MAC USP, que reúne os artistas conceituais nascidos em países da América Latina excetuando o Brasil, como Horacio Zabala, Eduardo Antônio Vigo, Diego Barboza, entre outros. Dado que o Museu é uma plataforma que dá visibilidade e torna público o trabalho de diversos artistas, decidiu-se ampliar a exposição agregando os grandes artistas modernos como Lucio Fontana e René Portocarrero e artistas contemporâneos como Regina Galindo e Ales Villegas, presentes no acervo do MAC USP, com obras que datam da década trinta até os anos dois mil.

O projeto esteve articulado às atividades do Grupo de Estudos em Arte Conceitual e Conceitualismos (GEACC) coordenado pela Professora Doutora Cristina Freire. Ações de extensão articuladas com a pesquisa e com o ensino – Organização da exposição: seleção dos artistas e obras participantes, elaboração da lista curatorial, fotografação de obras, desenvolvimento do conceito da exposição em geral e de seu projeto museográfico, elaboração de conteúdo como verbetes, organização de material para divulgação.- Auxílio na montagem da exposição;- Desenvolvimento do catálogo da exposição, que vai desde sua produção conceitual gráfica como da fotografação da exposição e de algumas obras.

Metodologia: O projeto da exposição Vizinhos Distantes foi desenvolvido de forma conjunta com diversos setores do Museu, sobretudo os de pesquisa e curadoria e o de produção, sendo esse responsável pelo projeto museográfico da mostra, paralelamente com as pesquisas desenvolvidas pelo GEACC. A interdisciplinaridade e a comunicação entre diversos setores do museu se mostra extremamente importante para a elaboração de um projeto curatorial conciso.

Resultados e Discussão: A pesquisa teve como resultado visível a materialização das obras expostas no Museu, conformando uma mostra que transmite a produção artística latino americana ao longo de aproximadamente oitenta anos. O conjunto de obras não impacta apenas os organizadores, mas também os visitantes, ao perceberem que embora haja proximidade geográfica que favorece diferentes interações artísticas, essa produção ainda se revela pouco conhecida por uma considerável parte da população, tornando uma distância tão próxima, distante.

Conclusão: O Museu público e universitário mostrou-se um espaço gerador de pesquisas e discussões, transmitidas ao público por meio de exposições, publicações, ações-passeio e seminários. O Museu se institui como lugar de pesquisa intensa de seu acervo, permitindo que artistas de grande importância para a Arte Latino americana fossem colocados em evidência.


 

Número do Projeto: 10760– MAC– Humanas

Do Palácio da Agricultura ao Novo MAC: a história de uma edificação-marco da arquitetura moderna em São Paulo

Coordenador: Helouise Lima Costa

 

O projeto relativo a esta bolsa teve como objetivo o levantamento de material bibliográfico e documentos que irão servir de base para a elaboração de uma reflexão crítica sobre a história do edifício que atualmente sedia o MAC USP, antigo Palácio da Agricultura. O projeto objetiva também a elaboração posterior de uma exposição de longa duração, a ser instalada na Nova Sede, que ainda se encontra sem data prevista de realização. As atividades realizadas pelo bolsista Rafaél Cruz tiveram por objetivo a realização de uma pesquisa no acervo do Museu visando a complementação do material levantado pelos bolsistas que anteriormente participaram do projeto. Desse modo, a pesquisa foi direcionada para a organização de um segmento específico da referida exposição com obras do acervo do Museu que tiveram relação direta com as celebrações do IV Centenário da cidade de São Paulo.

Essas obras se relacionam por extensão com o Palácio da Agricultura e ajudam a dar uma dimensão do contexto em que se deu a inauguração do prédio em conjunto com o restante do Parque. Como sabemos, a década de 1950 é fundamental no que tange ao processo de urbanização e modernização da cidade de São Paulo. Muitas das obras do acervo do MAC USP nos permitem refletir sobre esse fenômeno. Os artistas levantados nessa pesquisa foram: Alice Brill, Flávio de Carvalho e Vittorio Gobbis, além daqueles premiados na II Bienal de São Paulo. As atividades desenvolvidas no projeto propiciaram ao bolsista não apenas o conhecimento sobre o tema estudado e a prática de pesquisa voltada para as atividades práticas do Museu, mas também o contato com cotidiano da instituição e seus mecanismos de funcionamento, em especial com o trabalho de documentação e catalogação das obras do acervo.


 

Número do Projeto: 10786– MAC– Humanas

Conservação de obras de arte sobre papel do acervo MAC-USP Arte Conceitual

Coordenador: Maria Cristina Machado Freire

 

Introdução: O MAC-USP abriga cerca de 2000 obras de arte Conceitual em suporte papel. A maioria destes trabalhos apresentam problemas de conservação que podem comprometer, com o passar do tempo, sua integridade física e sua apreciação estética. Frente a isto, essas obras necessitam de tratamentos adequados de conservação preventiva, restauro e salvaguarda de acordo com as suas especificidades.

Objetivo: O projeto teve como foco o tratamento de conservação, restauro e de salvaguarda das obras, que de acordo com o levantamento diagnóstico do seu estado de conservação, apresentaram prioridade de intervenção face as obras selecionadas para a exposição Vizinhos Distantes.

Metodologia: – Pesquisa e leitura de obras de referências que norteiam a arte Conceitual, conservação preventiva, salvaguarda, restauração e conservação do suporte papel em coleções museológicas; – Verificação dos procedimentos para manuseio, organização e localização das obras através dos dados de catalogação na reserva técnica; – Levantamento diagnóstico do estado de conservação das obras pertencentes ao recorte da exposição Vizinhos Distantes; – Avaliação e análise dos dados coletados para a confecção de gráficos e construção de um plano de ações de intervenção das obras que apresentavam prioridades, devido ao seu estado de deterioração; – Tratamentos de conservação-restauro, que ocorreram sob a supervisão das restauradoras do laboratório de papel; – Documentação tanto em planilha como em fichas de tratamento individuais e com registros fotográficos dos processos.

Resultados e discussão: A análise do estado de conservação centrou-se na verificação de 11 causas de deterioração que puderam ser vistas em 68% das obras, já que 32% não necessitaram de intervenção. Sobre o estado de conservação 32,3% apresentavam-se em estado excelente, 51,5% em bom estado, 13,4% satisfatório, 2,3% regular, 0,2% ruim. Os tratamentos realizados foram: imersão aquosa para retirada de fita gomada (0,23%), remoção de sujidades com isopo e álcool 70% (0,4%), recuperação e proteção de grampos de metal  (0,4%), reintegração pictórica (1,1%), suavização de manchas (2,3%), desacidificação aquosa por imersão (5,2%), consolidação de rasgos (5,9%), obturação/enxerto com polpa de papel (8,7%), remoção de fita e/ou resíduo de adesivo (13,0%), umidificação por vapor d’água para planificação em prensa (15,3%) e higienização mecânica a seco (46,6%).

Conclusão: O projeto possibilitou o alargamento dos conhecimentos teóricos e práticos frente as rotinas de conservação e restauro de papel, área pouco explorada na grade dos cursos de graduação da USP, que enriquecem grandemente a formação acadêmica e possibilitam a aquisição de experiências que contribuem para a consolidação da formação profissional de conservadores-restaurados.


 

Número do Projeto: 10648– MAE– Humanas

O MAE USP E O PÚBLICO DEFICIENTE VISUAL

Coordenador: Camilo de Mello Vasconcellos

 

O Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo tem diversas ações que possibilitam o contato do público com suas áreas de pesquisa: Arqueologia, Etnologia e Museologia.  Entre elas visitas orientadas para escolas e instituições, empréstimo de kits pedagógicos, formações de professores, projetos com crianças da comunidade vizinha e com a terceira idade. O trabalho com o público com deficiência visual, iniciado em 2009, a partir de visitas específicas e do uso de maquetes multissensoriais, recurso pedagógico desenvolvido pelos docentes, educadores e parceiros. O trabalho com públicos com necessidades especiais vinha sendo desenvolvido no MAE/USP com o Kit Multissensorial, primeiro material destinado a atividade, e incorporando os Recursos Pedagógicos: Maquetes Táteis, lançados em 2014.

O programa tem como objetivo ampliar o potencial educativo a diferentes públicos em suas áreas de conhecimento. Educadores e bolsistas entram em contato com as instituições que trabalham com o público deficiente visual, visitas às instituições para melhor aproximação também são realizadas. Os recursos pedagógicos trabalham por diferentes linguagens, são maquetes táteis que simulam sítios arqueológicos, mostrando o arqueólogo em campo, possuem legendas em braile, trazem objetos arqueológicos originais do sítio representado, e em alguns casos, uma representação do período correspondente ao material encontrado. Sua utilização é conduzida de muitas formas e ocorre de maneira participativa e investigativa, estimulando a reflexão dos envolvidos sobre diferentes temáticas. Além do contato com a temática, impossibilitado em exposições tradicionais, essas ações demonstram o comprometimento do MAE com a sociedade e a divulgação do conhecimento acadêmico. Dessa forma, ampliam-se os desafios da acessibilidade em museus reforçando a sua função social.O manuseio do material propicia uma experiência muito próxima com o público com deficiência visual, na medida em que explora o tato como sentido primordial. O trabalho educativo parte das experiências dos participantes e, a partir do manuseio, explora os conteúdos relacionados às áreas de pesquisa da instituição aproximando o público com necessidades especiais e proporcionando um contato único com seus campos de conhecimento, enriquecem a experiências dos videntes e contribui de forma grandiosa com a pesquisa e adaptação dos museus a todos públicos e traz, para seus visitantes e funcionários, vivências únicas e real participação na sociedade.

 

 

 

Número do Projeto: 10649– MAE– Humanas

 

A Terceira Idade no MAE: inclusão de públicos diferenciados

 

Coordenador: Camilo de Mello Vasconcellos

 

O projeto teve como principal objetivo a aproximação do público com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos com o museu, desenvolvendo atividades lúdicas que envolveram conceitos de arqueologia, etnologia e museologia, associando-os à memória de cada participante. Esse tipo de trabalho é oferecido pelo educativo desde a década de 1990 e busca ampliar os públicos visitantes de museus. Por meio de encontros semanais, os participantes discutiram os temas propostos e realizaram atividades em grupo, a exemplo da simulação de escavação. Além disso, visitaram outras instituições museológicas da cidade, a Pinacoteca do Estado e o Museus de Anatomia Veterinária da USP, assistiram a palestras de profissionais como arqueólogos e museólogos, e desenvolveram trabalhos manuais individualmente, como desenhos e bordados.  O projeto foi importante para a equipe educativa, que cumpriu o cronograma e concluiu com êxito todas as atividades previstas. A exposição que marcava o encerramento da oficina teve a duração de uma semana e recebeu muitos visitantes, inclusive familiares dos participantes. A experiência significou um grande aprendizado, não somente no sentido profissional, mas também representou um espaço em que ouvi muitas histórias afetivas dos envolvidos.

 

 

 

Número do Projeto: 10651– MAE– Humanas

 

A utilização de recursos pedagógicos no MAE-USP

 

Coordenador: Camilo de Mello Vasconcellos

 

O projeto A Utilização dos Recursos Pedagógicos no MAE-USP tem como objetivo disponibilizar e produzir diferentes recursos para professores e educadores. Esses materiais são emprestados mediante a realização de uma formação no Museu para que esses agentes possam trabalhar com seus alunos em sala de aula. Atualmente, os recursos do Museu são Kit  de Objetos Arqueológicos e Etnográficos, Kit de Brinquedos Infantis Indígenas, a Valise de Origens do Homem e as Maquetes Táteis de Arqueologia Brasileira. Tais materiais contribuem para a ampliação do olhar, para a atuação de professores e alunos, como para a construção de novas interpretações e abordagens por meio da interdisciplinaridade entre as áreas (história, geografia, artes, biologia, arqueologia, entre outras). Em muitos casos os professores fornecem o retorno de que criaram novas estratégias de atuação a partir dos materiais e da formação realizada, apresentando o potencial dos mesmos. Não obstante, a difusão desses reforça o caráter educativo do Museu e incentiva cada vez mais a sociedade a entrar em contato com essas instituições. Amplia-se a relação museu escola.

 

 

 

Número do Projeto: 10654– MAE– Humanas

 

Ação Educativa na Reserva Técnica Visitável – Revelando os bastidores do museu – MAE-USP

 

Coordenador: Camilo de Mello Vasconcellos

 

A implantação da Reserva Técnica Visitável em 2012 no MAE teve como objetivo apresentar ao público o desenvolvimento dos procedimentos curatoriais próprios de uma instituição museológica, especialmente de salvaguarda e comunicação do acervo. Neste espaço está acondicionada uma coleção de arqueologia amazônica. Desta forma, o público tem acesso ao desenvolvimento dos trabalhos técnicos que acontecem nos bastidores de um museu, bem como entrar em contato com o acervo e as pesquisas relacionadas sobre as populações pretéritas que ocuparam a região amazônica. As visitas à RTV são previamente agendadas e o principal público é constituído por escolas de ensino fundamental e médio. É realizado um acolhimento com os alunos, onde são introduzidos conceitos de arqueologia e etnologia, museu e cultura material, assim como a manipulação de objetos arqueológicos. Essa bolsa contribui na elaboração de todos esses momentos da atividade. Com a apresentação desta coleção ao público, o museu está cumprindo seu compromisso de apresentar à sociedade seu acervo e divulgando os trabalhos de pesquisa, ensino e extensão, além de conscientização da preservação do patrimônio arqueológico. Também houve avanços na elaboração de recursos expográficos e educacionais para auxiliar o visitante na compreensão do acervo.

 

 

 

Número do Projeto: 10658– MAE– Humanas

 

O MAE E A INCLUSÃO SOCIAL: COMUNIDADE INFANTIL SÃO REMO – ESCOLA GIRASSOL.

 

Coordenador: Camilo de Mello Vasconcellos

 

Este projeto tem como finalidade ampliar o público de atuação do MAE-USP, atendendo crianças de 6 a 9 anos do Espaço Girassol (Comunidade São Remo). O trabalho foi retomado no ano de 2014 a partir da atuação com um grupo de 15 crianças. Ao longo dos anos 2014, 2015 foram realizados encontros semanais a partir de diferentes estratégias. O Espaço Girassol trabalha com o público da Educação Infantil e busca proporcionar opções sócio educativas no contra turno escolar. A parceria entre as duas instituições remonta a década de 1990. Dessa maneira, também se amplia a função social da instituição, aprofundando a relação desta com as comunidades de seu entorno. Como objetivos do projeto podemos elencar: acentuar a função social de uma instituição museológica mediante o trabalho com públicos inclusivos que geralmente não possuem acessos a esses espaços; contribuir para o aprofundamento da relação entre a Universidade com as comunidades do seu entorno; aprofundar as discussões acerca do conceito de diversidade cultural na perspectiva de que a convivência com as diferenças culturais podem levar a sua compreensão e estabelecer um processo de interação social; abordar a questão da relação com o diferente por meio dos acervos e oficinas com a temática da arqueologia e a etnologia.As atividades realizadas no projeto consolidam a função social do MAE. Colocam também as crianças da comunidade São Remo em contato com as instituições museológicas e a própria USP, a fim de ampliar o caráter acadêmico desta.  Para as crianças o projeto possibilitou ainda o conhecimento em relação a outras culturas (indígenas e africanas), desconstruindo preconceitos e fetichizações atribuídas pelo senso comum. Além de despertar um maior sentimento de pertencimento em relação à própria comunidade São Remo. Foi identificado que o oferecimento de atividades no campus da Universidade, assim como em outras instituições tem um importante papel na ampliação do repertório, assim como na implementação do direito à cidade e todos os seus aparelhos culturais.

 

 

 

Número do Projeto: 10506– MZ– Humanas

 

Memória da Seção de Atividades Educativas do MZUSP: organização e catalogação do material didático

 

Coordenador: Maria Isabel Pinto Ferreira Landim

 

O Museu de Zoologia está situada no bairro do Ipiranga em São Paulo. É referência na pesquisa de diversos grupos zoológicos da fauna Neotropical, além de atuar nas atividades de ensino e extensão,    oferece oportunidades de estágio e orienta alunos de pós-graduação em Zoologia e Museologia. Sua pesquisa aborda temas voltados à taxonomia, sistemática, evolução e biogeografia, com ênfase em suas coleções que compreendem cerca de onze milhões de animais conservados em meio líquido ou a seco. Além de espaço de pesquisa e docência, o Museu de Zoologia é um excelente laboratório para a prática de extensão, educação científica e formação de público.       A conservação preventiva do acervo e precisamente do acervo educativo é parte crucial para que a Seção de Atividades Educativas (SAE) mantenha suas atividades junto ao público e professores, bem como a tabulação das pesquisas relacionadas aos empréstimos, cursos ministrados e exposições itinerantes para que sirvam de referência para novas ações. O presente trabalho de extensão teve como objetivo organizar a memória da Seção de Atividades Educativas do Museu de Zoologia da USP através da tabulação dos dados dos documentos originais de todas as atividades desenvolvidas no setor, organizar   e catalogar o material didático gráfico e zoológico desenvolvido pelo setor, este trabalho   foi concluído de forma satisfatória, agregou valores no campo profissional e pessoal contribuindo também para a conservação de um acervo tão importante como o acervo do SAE do MZUSP, possibilitando a manutenção de suas atividades junto ao público e abrindo novas possibilidades de conhecimento     e carreira para o bolsista.

 

 

 

Número do Projeto: E11328– Núcleo de Pesquisa em Relações Internacionais USP– Humanas

 

Projeto CineGRI – Cinema, Geopolítica e Relações Internacionais

 

Coordenador: Rafael Duarte Villa

 

O Projeto CineGRI – Cinema, Geopolítica e Relações Internacionais – é uma iniciativa de cultura e extensão conduzida pelo NUPRI (Núcleo de Pesquisa em Relações Internacionais) e apoiada pela PRCEU da USP. Suas atividades iniciaram em 1 de agosto de 2015 e a finalização será em 30 de agosto de 2016.Visando estreitar os laços entre o debate acadêmico e a opinião pública acerca da política internacional, a linguagem universalizante da arte cinematográfica torna-se um veículo potencial à extensão universitária. É nessa direção que o Projeto CineGRI pretende articular suas atividades, não apenas a partir da disponibilização do que é produzido pelos outros dois pilares da universidade, a saber, o ensino e a pesquisa, mas também ao possibilitar um intercâmbio de saberes em espaços de discussão, entretenimento e formação.A partir da multiplicidade de recursos estéticos, aspectos indutores da reflexividade que o cinema se utiliza e de sua progressiva popularização, seu potencial de aproximação entre a academia e a sociedade em geral se eleva significativamente. Ao aproveitar este potencial, pretendemos trazer à cena um debate público pouco difundido sobre o papel do Brasil e sua inserção nas RIs, ora como assunto cotidiano, ora como campo do saber científico. Que, por sua vez, quando difundido, apresenta-se pouco aprofundado e carente de criticidade e pluralidade. O propósito é, a partir da linguagem acessível e universal do cinema, tirar o debate público sobre política internacional da superficialidade e conclamar a sociedade em geral a ouvir e problematizar em uma relação dialética o que a academia tem a dizer e ouvir sobre a contemporaneidade geopolítica do mundo. Desta forma, as atividades serão guiadas por temas mensais que remetem tanto ao cotidiano do público quanto às suas projeções do país. Estes temas serão: Cinema como ferramenta geopolítica: Quem são os vilões?; Imperialismo e Hegemonia; Proliferação nuclear e dilema de segurança; ONU e Direitos humanos; Margens e marginalizados: a periferia das Relações Internacionais; Crítica e denúncia social: cores e vozes da América Latina; Sexualidades, Gêneros e as Relações Internacionais; Ditaduras e Instabilidades Políticas; Dos totalitarismos ao ?globalitarismo: a democracia em discussão.É no âmbito destas temáticas que se articularão as bibliografias e filmografias, de modo a orientar as atividades e produções. Para tanto, o CineGRI organizará cineclubes mensais, abertos ao público, com a presença de membros da academia e da comunidade extra universitária para participar dos debates e produzirá um curso on-line em uma plataforma MOOC (Massive Open Online Course) sobre Cinema, Geopolítica e Relações Internacionais latino-americanos, além de organizar uma Mostra de Cinema, a ser realizada em 2016, que contemple as reflexões mensais produzidas ao longo do ano. Já foi criado um blog, que será atualizado semanalmente, para comunicar-se com o público acerca das atividades desenvolvidas pelo CineGRI.

 

 

 

Número do Projeto: 10309– OSUSP– Humanas

 

Nos Bastidores da Orquestra Sinfônica da USP

 

Coordenador: Edson Roberto Leite

 

A Orquestra Sinfônica da Universidade de São Paulo atua ativamente em sua missão de estimular a educação e a cidadania em sentido amplo, incluindo em suas programações repertório de diversos compositores e estilos, concertos educativos e didáticos nas principais salas de concerto e nos campi da Universidade, promovendo o aprimoramento cultural através da música e possibilitando o estímulo estético, a formação do público e a interação entre o saber produzido na Universidade e a sociedade. O Projeto “Nos Bastidores da Orquestra Sinfônica da USP” tem como objetivo propiciar aos alunos envolvidos a possibilidade de participarem da temporada de concertos da Orquestra Sinfônica da USP, como forma de adquirirem a experiência necessária para a prática profissional, especialmente no que se refere à produção de eventos culturais. As principais atividades desenvolvidas foram:divulgação da música coral, sinfônica e camerística através de concertos promovidos pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da Universidade de São Paulo, especialmente a música de concerto brasileira; promoção de concertos com finalidades didáticas nos vários campi da USP; realização de cursos, palestras e festivais divulgando a cultura musical e artística junto à comunidade em geral; apresentação de temporadas anuais de concertos destinados aos professores, alunos e funcionários da Universidade de São Paulo e à comunidade em geral; => realização de série de concertos especiais destinados a professores e alunos da educação infantil e dos ensinos fundamental e médio e aos vários segmentos da comunidade, com palestras e atividades correlatas, visando o aperfeiçoamento cultural e artístico da população beneficiada. Com a participação no Projeto, os alunos envolvidos ajudam na divulgação da música sinfônica e camerística, especialmente a música de concerto brasileira e latino-americana, junto à comunidade em geral; colaboram na promoção de concertos com finalidades didáticas; participam de cursos, palestras e festivais divulgando a cultura musical e artística, visando o aperfeiçoamento cultural e artístico da população beneficiada.

 

 

 

Número do Projeto: 11028– PRCEU– Humanas

 

Atualização do Guia de Solidariedade da USP-Legal-Rede Saci

 

Coordenador: Lucia Vilela Leite Filgueiras

 

Atualização do Guia de Solidariedade da USP Legal/ Rede Saci; por Raíra Santos Torrico; Colaboração: Ana Maria Barbosa; Coordenação: Prof.ª Dr.ª Lucia Vilela Leite Filgueiras. Pró-reitoria de cultura e extensão da Universidade de São PauloPalavras-chave: Acessibilidade nos serviços de: transporte, cultura e arte, moradia, alimentação e práticas esportivas nos campi da USP. Resumo: O guia de Solidariedade desenvolvido pela Secretaria Municipal de Educação reúne informações importantes sobre os serviços e apoios disponíveis para as pessoas com deficiência no estado de São Paulo. Inspirados por esta publicação, o Programa USP Legal propôs-se a realizar a contribuição da USP para esse material, atualizando um inventário já existente de serviços, programas de atenção e recursos para pessoas com deficiência, organizando-as em um formato digital, como um guia eletrônico. Assim, surgiu o Guia de Acessibilidade da USP. Nele, encontram-se informações importantes sobre os serviços e apoios disponíveis da instituição aos alunos, à comunidade universitária e ao público em geral, apresentando-os de uma forma acessível também às pessoas com deficiência. Para isso, está dividido em áreas de interesse de acordo com cada campus, como Alimentação, Cultura e Arte, Esporte, Moradia e Transportes. Objetivos: O manual visa facilitar aos ingressantes, veteranos e também visitantes o acesso às informações sobre descrição dos serviços prestados, localização, e contato dos atendimentos, organizando-os de um modo acessível também às pessoas com deficiência. Metodologia: A metodologia principal utilizada foi através de consulta pelo buscador Google sobre os serviços existentes nos campi de São Paulo, coletando as informações diretamente dos sites oficiais da USP. Também se estabeleceu contato com os devidos setores por email, quando era necessário, para obter informações mais detalhadas sobre os serviços encontrados nos sites, para depois serem organizados e divididos dentro das respectivas áreas do guia. Resultados: Como resultado final, temos um guia atualizado sobre a recepção que os novos discentes, docentes, e demais pessoas podem encontrar nos setores de cada campus, também informações sobre as atividades existentes e serviços acessíveis. Conclusões: Para se chegar aos resultados esperados, foi necessário levantar esses dados e organizá-los em uma guia abrangendo senão todo, a maior parte dessas informações. Houve várias reflexões para a produção final do guia, contribuindo para que os objetivos almejados fossem alcançados, e o guia de acessibilidade da USP pudesse ser concluído para servir como fonte de consultas e pesquisas.

 

 

 

Número do Projeto: 11067– PRCEU– Humanas

 

O ENGENHO SÃO JORGE DOS ERASMOS: HISTÓRIA, LUZ E SOM

 

Coordenador: Vera Lucia Amaral Ferlini

 

Elaboração de Roteiro Histórico a partir de perspectiva audiovisual para compor evento mensal junto ao Monumento Nacional Ruínas Engenho São Jorge Dos Erasmos. Implementação do espetáculo de imagem, luz e som, para difusão de conhecimento da História das Ruínas, através de abordagem pedagógica e dentro de critérios historiográficos rigorosos. O espetáculo, mensal, de início, permitirá aos espectadores acompanhar, a história da criação do engenho, sua relação com a colonização, os processos produtivos e especialmente o sistema de trabalho escravo e o uso dos recursos naturais tendo por cenário. METODOLOGIA A realização desse evento envolve complexo processo de produção, com a colaboração de historiadores, biólogos, arquitetos, técnicos de computação, de vídeo e cenografia. As atividades previstas são: 1. Pesquisa histórica; 2. Estudo do meio ambiente; 3. Elaboração de roteiro geral; 4. Desenho e produção de cenas; 5. Levantamento das condições técnicas; 6. Produção de trilha sonora, etc. RESULTADOS 1. Levantamento de material para 15 cenas; Levantamento dos referenciais de meio ambiente; redação dos textos descritivos; escolha e adequação de músicas e efeitos sonoros; planejamento das áreas de projeção e de acomodação do público; detalhamento de recursos elétrico eletrônicos, de projeção, de som; estabelecimento da logística de apresentação. 2. A elaboração de um roteiro rigoroso e adequado à divulgação de conhecimentos, através desse espetáculo permitirá aos alunos intensificar seus conhecimentos específicos, desenvolver estratégias de veiculação dos mesmos, adaptar tecnologias de comunicação e sensibilização para as questões do conhecimento histórico, ambiental e de preservação do patrimônio. 3. Permite aos alunos intensificar seus conhecimentos específicos, desenvolver estratégias de veiculação dos mesmos, adaptar tecnologias de comunicação e sensibilização para as questões do conhecimento histórico, ambiental e de preservação do patrimônio.

 

 

 

Número do Projeto: 11074– PRCEU– Humanas

 

CULTURAS E SOCIEDADES AÇUCAREIRAS

 

Coordenador: Vera Lucia Amaral Ferlini

 

O projeto desenvolveu atividades de levantamento das temáticas e conteúdos abordados; o estudo sistemático dos temas; sistematização das informações. Para sua implementação, articula-se com as atividades do Engenho São Jorge dos Erasmos, devendo executar a elaboração de roteiros; a escolha de imagens, textos, músicas; e a produção dos eventos. OBJETIVOS: organização de exposições/eventos itinerantes, junto a escolas da rede pública, enfocando a sociedade, a política, os conhecimentos e técnicas, a economia e a cultura das expansões ibéricas. Buscou oferecer ao público – através de mostras, vídeos, apresentações teatrais – informações e reflexões sobre a história dos descobrimentos, a partir dos enfoques e das problematizações mais recentes. METODOLOGIA: Projeto partiu de importante base documental e iconográfica e preparou as seguintes exposições: SOCIEDADES E CULTURAS DO MUNDO DO AÇÚCAR 1. Pesquisa, na documentação, de referências e descrições das diferentes sociedades e culturas envolvidas na produção açucareira; 2. Pesquisa, fotografia e catalogação das imagens; 3. Preparação de roteiro; 4. Preparo das pranchas; 5. Elaboração de cartazes e material áudio visual para totens interativos; ENGENHOS DE AÇÚCAR 1. Pesquisa, nos relatos e na literatura, das referências e descrições. 2. Pesquisa, fotografia e catalogação de imagens; 3. Preparação de roteiro; 4. Preparo das pranchas; 5. Elaboração de cartazes e material áudio visual. RESULTADOS: Elaboração de um roteiro adequado à divulgação de conhecimentos; a elaboração das exposições propiciou aos bolsistas intensificarem seus conhecimentos específicos, desenvolverem estratégias de veiculação dos mesmos, adaptarem tecnologias de comunicação e sensibilização para as questões do conhecimento histórico, ambiental e de preservação do patrimônio.

 

 

 

Número do Projeto: 11098– PRCEU– Humanas

 

Dinâmicas de acessibilidade para combater barreiras atitudinais.

 

Coordenador: Lucia Vilela Leite Filgueiras

 

Dinâmicas de acessibilidade para combater barreiras atitudinais; Bruna de Souza Alves; Sidiane Borges Andrade; Especialista Ana Maria Barbosa; Coord.: Prof.ª Dr.ª Lucia Vilela Leite Filgueiras. Reitoria da Universidade de São Paulo. Palavras-chave: conscientização; dinâmicas de grupo; acessibilidade; barreiras atitudinais; sensibilização; pessoas com deficiência. Resumo: O projeto teve como meta promover uma discussão sobre a temática das barreiras atitudinais geralmente impostas à pessoa com deficiência, almejando promover mudanças nas relações entre pessoas com e sem deficiência. Assim, adotamos a consideração a seguir: “On a practical level, much of the world’s work is done by groups, so by understanding groups we move toward making them more efficient. If we want to improve productivity in a factory, problem solving in a boardroom, or learning in the classroom, we must understand groups. Groups, too, hold the key to solving such societal problem s as racism, sexism, and international conflict. Any attempt to change society will succeed only of the groups within that society change” (FORSYTH, Donelson R. Group dynamics. CengageBrain.com, 2009). Nessa perspectiva, nota-se que a base para promoção de mudanças atitudinais primeiramente perpassa pelo entendimento dos grupos sociais. Deste modo, para viabilizar essa discussão, foi organizado a preparação e a execução de dinâmicas de grupo a serem aplicadas nos docentes e funcionários da Universidade de São Paulo (USP). O projeto em si, foi conduzido pelo programa USP Legal, após observar a existência de demandas de inclusão e a necessidade de mudanças no modo como os indivíduos se relacionam com à pessoa com deficiência no espaço universitário.  Objetivos: planejar e executar dinâmicas de grupo que discutem as barreiras atitudinais comumente impostas à pessoa com deficiência. Metodologia: planejamento e execução de dinâmicas de grupo buscando compreender as barreiras e conflitos experimentados pela pessoa com deficiência, além disso, estabeleceu-se uma parceria com laboratório do Instituto de Psicologia, LAPSO – Laboratório de Estudo em Psicanálise e Psicologia Social, para obter informações de cunho teórico sobre dinâmicas de grupo. Resultados: produção de apostila que além de apresentar o objetivo de cada dinâmica trabalhada, traz orientações sobre execução das mesmas; participação nos cursos de difusão através da aplicação das dinâmicas; elaboração de curso para os servidores públicos da USP referente ao atendimento à pessoa com deficiência na universidade; produção de texto introdutório referente a base teórica de dinâmicas de grupo; e agregação de conhecimentos específicos pelas bolsistas. Discussão: ao longo do projeto constatou-se a relevância de dar seguimento as ações desenvolvidas na Universidade, que proporcionem um ambiente capaz de envolver a comunidade USP com a temática da diversidade humana e as diferentes necessidades das pessoas com deficiência.

 

 

 

Número do Projeto: 10653– PUSP-LQ– Humanas

 

Intervenção Educativa como Ferramenta da Gestão de Resíduos Sólidos no campus Luiz de Queiroz

 

Coordenador: Edson José Vidal da Silva

 

INTERVENÇÃO EDUCATIVA COMO FERRAMENTA DA GESTÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS DO CAMPUS LUIZ DE QUEIROZGabriela Schmidt Menegali, Lívia Duran Previatti de SouzaO Projeto tem por finalidade realizar intervenções educativas e monitoramentos baseados em resultados obtidos através de análises quantitativas e qualitativas dos resíduos sólidos recicláveis e do lixo comum produzidos no Campus Luiz de Queiroz. O índice considerado tolerável é de 5%, tanto de recicláveis presentes no lixo comum, quanto de rejeitos junto aos recicláveis. Caso determinados locais apresentem resultados insatisfatórios, é necessário a intervenção de forma educativa abordando a importância de uma coleta seletiva adequada enfatizando o conceito dos três Rs (reduzir, reutilizar e reciclar), e esclarecendo possíveis dúvidas sobre a separação dos resíduos. Os monitoramentos são processos contínuos que tem o intuito de acompanhar a situação estrutural dos departamentos e setores do campus quanto à coleta seletiva. Essas ações têm como principais intenções a avaliação e melhoramento do sistema de coleta seletiva e a redução da geração de resíduos no campus, usando como ferramenta a educação ambiental.No decorrer do projeto foram realizadas coletas e pesagens dos materiais recicláveis e do lixo comum, os quais eram encaminhados e armazenados no galpão do USP Recicla para depois serem feitas as análises quantitativa e qualitativa através das pesagens (duas pesagens de materiais recicláveis e uma de lixo comum no primeiro semestre do projeto; e uma pesagem dos recicláveis no segundo semestre). Além das pesagens, realizou-se monitoramentos constantes no campus quanto à separação correta dos recicláveis, contínuo contato com trabalhadores responsáveis pela limpeza a fim de adquirir novas sugestões, ademais, foram feitas atividades educativas, intervenções, visitas técnicas, criação de banners e tira dúvidas, entre outras atividades. A partir dos diagnósticos realizados pode-se obter um panorama da produção e destinação dos resíduos. Através dos dados gerados, nota-se que ainda é necessário um maior engajamento da comunidade do Campus com a geração dos resíduos, uma vez que são todos responsáveis pela destinação correta dos resíduos produzidos. No período de realização do projeto (segundo semestre de 2014 e primeiro de 2015), houve uma redução de qualidade na separação dos recicláveis e rejeitos, já que no ano de 2013 a média de rejeitos presentes nos recicláveis foi de 4,21 %, no ano de 2014 essa média aumentou, sendo de 10,5%, em 2015 voltou a cair chegando a 6%, que mesmo com a melhora está acima do tolerável.Verificou-se um decréscimo dos recicláveis gerados no campus e fatores como a redução do quadro de equipes de limpeza influenciaram diretamente nesse processo. Com isso, é necessária a intensificação de mecanismos educativos, de legislação e de políticas institucionais que estimulem na comunidade práticas de redução de consumo e desperdício, reutilização e reciclagem de materiais.

 

 

 

Número do Projeto: 10656– PUSP-LQ– Humanas

 

Contribuições para formação socioambiental de professores da rede pública de Piracicaba e Região

 

Coordenador: Edson José Vidal da Silva

 

O projeto busca auxiliar na formação socioambiental de professores de escolas públicas na cidade de Piracicaba e região. A parceria é realizada com turmas do ensino fundamental e médio e as atividades desenvolvidas são baseadas em metodologias voltadas às questões ambientais, como o desmatamento, a crise da água, poluição, consumo excessivo, geração, destinação e disposição de resíduos sólidos, e a temática dos 3R’s (redução do consumo e reutilização e reciclagem de materiais) é tratada como meio de ajudar a solucionar esses problemas a partir de reflexões e diálogos. Essas discussões têm como objetivo a formação de indivíduos com uma visão mais crítica e construtiva, que busquem mudar seus hábitos individuais e coletivos, adequando-os para um modo de vida mais sustentável e consciente. Ao final de cada encontro, os professores recebem materiais didáticos elaborados pelo próprio Programa USP Recicla e por órgãos municipais de Piracicaba e região, a fim de contribuir para a continuidade do processo educativo socioambiental dos participantes.Espera-se que através desse projeto, os professores possam aperfeiçoar e dar continuidade com o que começamos nos atendimentos. E, com base no mesmo e no material de apoio que pesquisamos e fornecemos, os professores e educadores possam planejar, executar e avaliar ações socioambientais nas instituições, fazendo com que o público atingido reflita mais sobre o mundo ao seu redor e em como suas ações afetam o meio ambiente e as pessoas que nele vivem e, passem a praticar ações em seus cotidianos, que a curto, médio e longo prazo possam melhorar o convívio da sociedade com o meio, tendo sempre em mente uma sociedade mais justa e sustentável.Podemos receber os resultados das ações através da aplicação dos questionários para os participantes ao final de cada encontro e a partir de um contato posterior para verificar se houve influencia no cotidiano e no modo de agir deles. Os resultados das avaliações também permitem que os atendimentos sejam aprimorados visando sempre atingir da melhor forma os objetivos do projeto.  As ações desenvolvidas são muito importantes para a formação socioambiental dos graduandos envolvidos, dessa forma, são realizadas reuniões entre os bolsistas para o estudo de materiais didáticos voltados à temática da educação ambiental e para a análise e interpretação dos questionários aplicados, sendo feitas, se necessárias, mudanças na forma de abordagem nos atendimentos.

 

 

 

Número do Projeto: 10717– PUSP-LQ– Humanas

 

projetos MORADIAS SUSTENTÁVEIS

 

Coordenador: Edson José Vidal da Silva

 

Este projeto visa a formação socioambiental da comunidade Campus “Luiz de Queiroz” e demais interessados por meio do desenvolvimento de práticas voltadas a adoção de tecnologias de baixo custo e reduzido impacto socioambiental. Foram focadas durante o trabalho questões simples e facilmente aplicáveis, ações cotidianas que apesar da pouca atenção recebida, fazem diferença considerável quanto aos aspectos econômicos, sociais e ambientais, além de serem mais efetivas com o objetivo de quebra de paradigma frente ao uso dos recursos naturais, essenciais ao bem estar social e ambiental.MetodologiaA ideia era propor aos palestrantes que trabalhassem tanto com a teoria quanto com a prática na abordagem do tema em questão. Esse formato se mostrou muito eficaz e identificamos a preferência do público, em sua maioria, pela parte prática. Colocando a “mão na massa”, com o uso de ferramentas e materiais utilizados por todos os participantes. Como na realização de minhocários domésticos, sistemas de captação de água da chuva e hortas verticais com materiais reutilizáveis.Notamos a importância de se começar e se finalizar o que se propunha nas oficinas no mesmo dia, pois acreditamos que isso fosse um fator preponderante para que as pessoas de fato agregassem conhecimento, enxergando a força da construção coletiva para que se atinja objetivos.ResultadosAtividades Realizadas e Resultados Alcançados:Atividades Realizadas em 2014OFICINA SIGA – Oficina de hortas verticais e minhocárioEDUCAR NA PRAÇA, Estação paulista – Atividades de compostagemMUTIRÕES DE IMPLANTAÇÃO DE SISTEMAS DE COLETA DE ÁGUA DA CHUVA – Vila Estudantil e na Sede do Centro Acadêmico Luiz de QueirozCONSELHO DE REPÚBLICAS – Conscientização sobre a importância da separação dos resíduos nas repúblicas, entrega de material informativo e disponibilização do itinerário nos bairros do caminhão de coleta seletivaPALESTRA DE APROVEITAMENTO INTEGRAL DE ALIMENTOS – Palestra com a convidada Jocemeire ,Nutricionista – SESI. Participação das funcionárias do RUCAS e do SAMAMOFICINA DE PLANTAS MEDICINAISAtividades Realizadas em 2015SEMANA DE RECEPÇÃO – Organização da semana de recepção dos ingressantes; WORKSHOP RECURSOS HÍDRICOS – Organização do workshop da comissão de recursos hídricos; FEIRA DA BARGANHA – Organização da feira da barganha; PARCERIA COM A PUSP – Contato e parceria com a prefeitura do campus para sistemas de coleta de água da chuva CONCURSO “ÁGUA, RACIONAR OU RACIONALIZAR” – Desenvoltura de projeto baseado em pesquisa e disponibilização de material sobre sistemas de coleta de água da chuva (cartilhas e vídeos didáticos) OFICINAS E IMPLANTAÇÃO DE SISTEMAS DE CAPTAÇÃO DE ÁGUA DA CHUVA – Casa do núcleo de agroecologia; Workshop da Comissão de Recursos hídricos; Oficina para funcionários da ESALQ; CCIn (creche); Seção de Pintura – ESALQ;

 

 

 

Número do Projeto: 10516– PUSP-RP– Humanas

 

Integração Multicultural no Campus da USP em Ribeirão Preto

 

Coordenador: Osvaldo Luiz Bezzon

 

Com um histórico de 32 anos de atividade, o Coral da USP Ribeirão Preto é um catalizador de múltiplas ações que contemplam a ótica do canto coral nos seus aspectos musicais e cênicos no Campus da USP de Ribeirão Preto. Disponibilizando meios para que a comunidade interna  (docentes, discentes e funcionários) e externa à USP tenha acesso a essas atividades, suas ações se projetam com o diferencial da práxis, tendo como referencial as universidades de todo o mundo e os melhores trabalhos realizados no país. Nesse sentido, no projeto foram desenvolvidas atividades técnico-administrativas pelos monitores, que abrangem desde aulas de canto como também apoio ao maestro Sergio Alberto-de-Oliveira na organização dos ensaios e das apresentações, ajudando a viabilizar a missão da propagação da cultura e extensão realizada na Universidade de São Paulo tendo como matriz o exercício da excelência técnica e humana.Além da integração multicultural, também se encaixam como objetivos a elevação do potencial artístico-musical dos grupos e monitores; o desenvolvimento de um senso crítico estético, habilidades musicais teóricas e práticas, e de atividades de impacto social por meio de apresentações e criação artística em diversos meios e das próprias ações internas de cada grupo -Madrigal Revivis, Zênite, Sathya Sai e Cia. Canto de Riscos.O trabalho consistiu na monitoria dos grupos corais, com cada monitor atuando na sua área de estudo, ampliado para aspectos de produção, ensaios e formulações dos programas artísticos. A técnica do Bel Canto foi utilizada na  preparação vocal dos grupos Madrigal Revivis e Zênite, que contemplaram aspectos como: respiração, projeção, articulação, etc. No grupo Cia. Canto de Riscos o trabalho se ateve à consolidação do canto a mais vozes. No Projeto Ribeirão Verde (Coral Jovem Sathya Sai) a ação principal foi a questão de comportamental e conquista de repertório musical e sociocultural.Aspectos positivos: integração de alunos, professores e funcionários de diversas unidades do Campus;  contato com os diversos repertórios musicais; experiência em performance e produção; trabalho coletivo; contato com professor de canto de outra nacionalidade – Davide Rocca (Italia); parceria com a Rede Cultural Luther King de São Paulo (Prêmio APCA); programação artística em âmbito regional e estadual (participação na I Virada Cultural Coral e Cruzeiro Coral entre outros). Estabelece-se dessa forma um repertório e consequentes ações de forma ampla e sem dogmatismos, de acordo com os princípios estéticos e filosóficos conduzidos pelo Maestro Sergio Alberto-de- Oliveira.Conclui-se que o período de execução do projeto propiciou o estímulo à criatividade e força de produção dos monitores e demais pessoas envolvidas; o desenvolvimento de habilidades específicas para o trabalho artístico em grupo e experiência  integrativa multicultural. Tais resultados  projetam-se através das diversas apresentações realizadas nos campi da USP, Ribeirão Preto e região.

 

 

 

Número do Projeto: 10610– PUSP-RP– Humanas

 

Xadrez – A Ginástica da Inteligência: Esporte, Cultura e Extensão no Centro de Educação Física, Esportes e Recreação – CEFER-USP – Ribeirão Preto – SP

 

Coordenador: Antonio Carlos Duarte de Carvalho

 

Segundo Goethe (1786) o jogo de Xadrez pode ser considerado como a “Ginástica da Inteligência”. No campo educacional, estudos tem destacado a possibilidade de utilização do jogo no desenvolvimento de habilidades cognitivas e sociais no indivíduo e também sua potencialidade para desenvolver habilidades matemáticas e no desenvolvimento da imaginação, criatividade e melhora da leitura. No campo social o jogo de xadrez é considerado como uma importante ferramenta socializadora. Além disso, é um jogo que utiliza uma linguagem universal permitindo que indivíduos de diferentes procedências, idades, nacionalidades e condições sociais, possam relacionar-se. Vários autores destacam que, devido a sua natureza esportiva, científica e cultural, a prática do enxadrismo pode contribuir para o desenvolvimento do raciocínio lógico, da capacidade de análise, síntese, resolução de problemas, abstração, objetividade, autocontrole, autocrítica, autoavaliação e autoestima.Foi oferecido: 1 – Curso de xadrez para iniciantes. Neste curso, além das regras do jogo e do estudo dos seus fundamentos, pretende-se o desenvolvimento de algumas competências e habilidades: a – Competências Comunicativas, Lingüística e Audiovisual – Será trabalhado a compreensão e a expressão oral do enxadrista (entender e explicar o que entendeu). Serão realizadas atividades escritas sobre o conteúdo, assim leituras sobre o jogo; b – Competência Artística e Cultural – A capacidade artística é algo inerente ao jogo de xadrez, pois para realizar uma jogada é preciso criar e imaginar; c – Competências Metodológicas – Tratamento da Informação e Competência Digital – Os alunos serão estimulados e orientados na busca, seleção, classificação e interpretação de informações, assim como a uma atitude crítica e reflexiva em relação a elas; d – Competência Matemática – No xadrez usamos constantemente estratégicas matemáticas de diferentes tipos como o cálculo, a orientação espacial, a linguagem simbólica, a resolução de problemas. Esta é a competência melhor trabalhada através do xadrez; e – Competência de Aprender a Aprender – Os alunos serão estimulados a perceber que podem aprender com os próprios erros e que não devem ter uma atitude negativa diante da derrota ou do erro; f – Competência de Autonomia e Iniciativa Pessoal – Trabalharemos valores como a responsabilidade, perseverança, auto-estima, conhecimento de si mesmo, criatividade, autocrítica, controle emocional, tomada de decisão, capacidade de empreender uma ação assumindo o risco, e capacidade de aprender com os erros; g – Competência Social e Cidadania – O xadrez ajuda a trabalhar a convivência entre as pessoas e a capacidade de superar os conflitos usando o juízo ético baseado em valores, as regras e as práticas democráticas. Atuar com critério próprio, manter uma atitude construtiva e solidária, aceitar os adversários e ajudar os que não sabem tanto são habilidades a desenvolver. 2 – Eventos culturais e esportivos de Xadrez.

 

 

 

Número do Projeto: 10054– PUSP-SC– Humanas

 

DESENVOLVIMENTO DE ATIVIDADES CULTURAIS, LÚDICAS E DE INCLUSÃO DIGITAL EM BIBLIOTECA INFANTO JUVENIL

 

Coordenador: Marco Henrique Terra

 

“DESENVOLVIMENTO DE ATIVIDADES CULTURAIS, LÚDICAS E DE INCLUSÃO DIGITAL EM BIBLIOTECA INFANTO JUVENIL”,O presente projeto tem por objetivo o atendimento em ambiente de biblioteca, dos alunos inscritos no Projeto Pequeno Cidadão, Campus de São Carlos.O Projeto Pequeno Cidadão é realizado através de uma parceria entre a USP e a Empresa KPMG Auditores Independentes, atende crianças entre 10 e 14 anos, em situação de vulnerabilidade sócio econômica, da periferia de São Carlos e do entorno do Campus São Carlos.Nas dependências do Projeto Pequeno Cidadão, existe uma Biblioteca Infanto- Juvenil, que atende além da das crianças inscritas no Projeto Pequeno Cidadão, também a comunidade externa.Percebeu-se a necessidade de atendimento na formação dessas crianças e jovens no direcionamento do tempo passado no espaço da Biblioteca, visando além de entretenimento e lazer, a orientação adequada para uso da internet e  jogos disponíveis.Percebe-se através da observação contínua que essas crianças e jovens possuem pouco ou nenhuma orientação familiar sobre o uso consciente de redes sociais e outros aplicativos, que conhecem pouco sobre literatura infanto- juvenil e não possuem hábitos de leitura. A atividade realizada pelos bolsistas consiste em encontros semanais orientados pela coordenação do Projeto Pequeno Cidadão.  As principais atividades têm como eixo central o resgate da cidadania e o processo responsável  uso de recursos tecnológicos (tablets, notebooks, aplicativos, sites e etc), além de oficinas de leitura e outros.O processo é frequentemente monitorado pela coordenação do Projeto Pequeno Cidadão, que através de reuniões observa mudanças nos hábitos das crianças e jovens atendidos.

 

 

 

Número do Projeto: 10062– PUSP-SC– Humanas

 

ATIVIDADES DE CRIAÇÃO DE MATERIAL DE ESTUDOS COM CRIANÇAS EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE SOCIO ECONÔMICA

 

Coordenador: Marco Henrique Terra

 

ATIVIDADES DE CRIAÇÃO DE MATERIAL DE ESTUDOS COM CRIANÇAS EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE SÓCIO  ECONÔMICA. O Projeto Pequeno Cidadão é realizado através de uma parceria entre a USP e a Empresa KPMG Auditores Independentes atende crianças entre 10 e 14 anos, de baixa renda. Através do  presente projeto é proporcionado as crianças e jovens atendidos, o incentivo ao ensino das linguagens de conteúdo formal.De forma lúdica e diversificada o projeto tem como o objetivo facilitar o aprendizado, promover o desenvolvimento de habilidades e aprimorar o conhecimento. Também é possibilitado aos alunos incentivo à prática de bons valores como a união, autoestima, autonomia, cooperação, dedicação e participação. No início de cada ano, antes que as crianças sejam  submetidas a qualquer processo educativo, é realizada uma avaliação informal das disciplinas básicas fundamentais, com o objetivo de detectar possíveis dificuldades. Posteriormente, é definido o planejamento dos encontros semanais, abordando conteúdos direcionados as principais dificuldades apresentadas pelos alunos, de forma a promover o desenvolvimento contínuo destes. As aulas, que ocorrem durante a semana, são compostas por conteúdos multidisciplinares, envolvendo as áreas de Português, Matemática e Ciências. As atividades possuem objetivos claros de incentivo a aprendizagem e diversificam-se em contextos dinâmicos e lúdicos, intercalando teoria e prática. Como resultado, espera- se, com o diagnóstico do desempenho dos alunos, um despertar no interesse em  adquirir novos conhecimentos e assim evoluir quantitativamente de maneira progressiva e positiva, além do processo  colaborar para melhoria no rendimento e notas escolares.

 

 

 

Número do Projeto: 10093– RUSP– Humanas

 

Giro Cultural USP

 

Coordenador: Ricardo Ricci Uvinha

 

O projeto Giro Cultural USP criado em 2012, se consolidou como um dos principais canais de acesso da comunidade externa à Universidade, o aumento das visitas e as avaliações positivas dos visitantes em relação ao projeto confirmam a consolidação do projeto.

 

 

 

Número do Projeto: 10976– RUSP– Humanas

 

Material didático acessível para uso na USP

 

Coordenador: Lucia Vilela Leite Filgueiras

 

Material Didático Acessível para Universidade de São Paulo; Jennifer Terriaga; Coord.: Prof.ª Dr.ª Lucia Vilela Leite Filgueiras. Reitoria da Universidade de São Paulo. Palavras-chave: acessibilidade, deficientes auditivos, material didático, inclusão, web. Resumo: Ao buscar alternativas com o uso de tecnologias assistivas para diminuir a lacuna existente, quando o assunto é a inclusão de alunos com deficiência na Universidade de São Paulo, foi desenvolvido o projeto de cultura e extensão voltado para a busca de plataformas digitais que convertessem e/ou adaptassem o material disponibilizado ao longo da formação do discente, auxiliando então não somente o aluno mas também o docente. Quando trabalhamos com materiais que auxiliam as pessoas com deficiência dentro de nossa comunidade, tratamos de ampliadores de tela, leitores de tela, métodos como o braile, Daisy, mapas táteis e recursos de acessibilidade que plataformas como o Pacote Office oferecem, além de extensões que foram desenvolvidas para melhorar o desempenho e possibilitar a convergência das informações tornando-as mais acessíveis possíveis. Assim, dentro do período do projeto trabalhamos e testemos técnicas voltadas para a inserção de facilidades matemáticas para os alunos, portanto três frentes foram fundamentais para guiar nosso foco: tabelas, equações e gráficos. Esta necessidade surgiu da dificuldade observada ao longo do tempo com alunos que fazem o uso regular dessas ferramentas conseguirem compreender o conteúdo que o docente disponibiliza em aulas, devido à falta de recursos para conversão e/ou adaptação. Metodologia: primeiramente trabalhamos com a definição e o foco do trabalho para que ele abrangesse de forma consistente o que foi considerado. Em seguida foi necessário criar materiais acessíveis para que pudéssemos então realizar testes e desenvolver os tutoriais; Resultados: Como principais resultados do projeto de acessibilidade digital, tivemos com a busca tanto na bibliografia existente quanto com testes realizados no USP Legal, o desenvolvimento de um tutorial para conversão e utilização de recursos como gráficos, tabelas e equações e também a realização do curso de difusão intitulado “Práticas de Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência: Preparação de Material Didático Acessível”. Discussão: Fundamentalmente, tivemos contato com questões não somente práticas como a busca incessante por soluções para a diminuição do déficit existente, quando tratamos de recursos que abranjam este assunto, mas também pudemos aprender e ter contato com a real dificuldade vivida pela comunidade com deficiência da Universidade de São Paulo e notamos que há um longo caminho a ser percorrido. Encaramos então que o surgimento e o prosseguimento de projetos como este, voltado para pesquisa de tecnologias inclusivas, como essencial para demonstrar que a Universidade esta cada dia mais empenhada em diminuir a falta de acesso, informação e inclusão dentro de todo o seu ambiente acadêmico e científico.

 

 

 

Número do Projeto: 10617– SAS– Humanas

 

Música é Cultura na SAS

 

Coordenador: Waldyr Antônio Jorge

 

Projeto “Música é Cultura” na SAS Projeto n° 10617 Coordenador do Projeto: Prof. Dr. Waldyr Antônio Jorge Introdução O projeto visa à participação de funcionários da Superintendência de Assistência Social (SAS) em atividades musicais, coordenadas e dirigidas por pessoal especializado nessa área. O projeto foi desenvolvido por aluna do Curso de Música da ECAUSP. Atividades desenvolvidas – elaboração de didática para organização, formação e regência do Coro da SAS, desenvolvendo seleção e adaptação de músicas; – capacitação de funcionários na área musical; -programação e organização de apresentações musicais dos funcionários da SAS à comunidade USP. Metodologia Período: agosto de 2014 a março de 2015 -Elaboração de didática para organização, formação e regência de Coro; -Seleção e adaptação de músicas; -Organização de apresentações para Coro Resultados – Formação do Coro da SAS – realização de 20 ensaios do Coro da SAS, sendo 4 ensaios mensais, com 2 horas de duração cada, durante 5 meses para 15 participantes; – organização de 2 apresentações musicais realizadas em eventos da SAS; – apresentação de apresentação musical na Ágora da SAS para a comunidade USP. Conclusões Para os funcionários envolvidos, o Projeto proporcionou: – desenvolvimento da capacidade e da aptidão das manifestações culturais e talentos, aprimorando seus conhecimentos musicais; – harmonia do grupo e do local de trabalho; – despertar do interesse dos funcionários da SAS para músicas; – satisfação, valorização e melhoria da autoestima dos funcionários. Para o aluno, o Projeto proporcionou: – interação com funcionários da USP, com difusão de seus conhecimentos musicais especializados (Atividades de extensão), desenvolvendo sua habilidade de liderança em grupos e convivência com equipes; – aplicação prática de seus conhecimentos musicais adquiridos em atividades acadêmicas.

 

 

 

Número do Projeto: 10622– SAS– Humanas

 

Nossa Língua Portuguesa

 

Coordenador: Waldyr Antônio Jorge

 

Projeto Nossa Língua PortuguesaProjeto n° 10622Coordenador do Projeto: Prof. Dr. Waldyr Antônio Jorge       Introdução O Projeto visa à qualificação dos funcionários administrativos e operacionais na utilização da Língua Portuguesa, promovendo melhoria no desempenho de suas atividades no serviço de alimentação. Metodologia O projeto foi desenvolvido entre agosto2014 a abril2015, nos Restaurantes Central, Física, PUSP-C e Clube da Universidade, da Divisão de AlimentaçãoNutrição da Superintendência de Assistência Social (SAS).O Projeto ofereceu Curso de Português aos funcionários dos restaurantes, um Curso para cada restaurante. O Curso promoveu uma aula semanal em cada um dos restaurantes. O desenvolvimento do plano de aulas foi personalizado para os funcionários da SAS.  O Curso foi dividido em dez aulas. O conteúdo foi aplicado de acordo com o desenvolvimento de cada turma. Para o desenvolvimento do plano de aulas, o aluno realizou uma ?Entrevista de apresentação. Trata-se de uma dinâmica para um primeiro contato entre o professor e os alunos. O professor apresenta-se tendo em mente cinco questões básicas: Quem sou eu? Com quem e onde vivo? O que gosto de fazer nas horas livres? Quais são meus interesses culturais? Qual meu objetivo de vida? Em seguida, pede que os alunos façam duplas e entrevistem um ao outro. A seguir, os alunos elaboram uma redação da entrevista, cujo tema é a pessoa entrevistada pelo aluno. Essa redação serviu como ferramenta para identificação das dificuldades de escrita dos alunos, permitindo ao professor elaborar metodologias e estratégias para sanar essas dificuldades.Foi elaborado o Plano de Aulas, a seguir:Aula 1: Apresentação do curso (Entrevista)Aula 2:Acento ou assento?Aula 3 :Havia ou haviam?Aula 4: Por ora ou por hora?Aula 5 :Por que, porque, por quê ou porquê?Aula 6 :Novo Acordo OrtográficoAula 7 :Gerundismo       Aula 8 :Oxítona,paroxítona e proparoxítonaAula 9 :S,ss ou ç?Aula 10: A ou há?O cronograma de aulas foi baseado no Calendário USP.Resultados e discussãoPara os funcionários: – dezesseis funcionários participaram de quatro turmas – aprendizado da Língua Portuguesa- valorização do momento do aprendizado em meio às atividades cotidianas dos restaurantes- despertar do interesse dos funcionários para a Língua Portuguesa- satisfação, valorização e melhoria da autoestima dos funcionários.Para o aluno:- desenvolvimento da capacidade de adaptação de modelos de aprendizado à realidade de ensino da Língua Portuguesa para adultos – interação com funcionários da USP, pela transmissão de conhecimentos acadêmicos (Atividades de extensão)- desenvolvimento da habilidade de liderança e convivência com equipesConclusões Em relação ao objetivo como projeto de extensão, obteve-se a capacitação do aluno em adaptação de modelos de aprendizado à realidade do ensino para adultos.A capacidade de planejamento e a didática do aluno bolsista foram os destaques do Projeto.

 

 

 

Número do Projeto: 10704– SAS– Humanas

 

Inclusão digital para funcionários

 

Coordenador: Waldyr Antônio Jorge

 

Projeto “Inclusão Digital para Funcionários” Projeto n° 10704 Coordenador do Projeto: Prof. Dr. Waldyr Antônio Jorge Introdução O projeto tem como objetivo atender as necessidades e reivindicações dos funcionários da Superintendência de Assistência Social (SAS), em relação às inovações do mundo digital, por meio da transmissão de conhecimentos na área de informática e computadores. Metodologia O projeto desenvolveu-se entre novembro de 2014 a julho de 2015. As aulas foram semanais, sendo 4 turmas com 1 a 2 horas aula. Local: Sala MultiUso do Restaurante Central da Divisão de AlimentaçãoNutrição da SAS, equipada com computadores e Internet. O conteúdo englobou digitação e técnicas para Word, Excel e Internet. As aulas foram direcionadas a funcionários do Restaurante Central (auxiliares de cozinha, cozinheiros e funcionários administrativos). Resultados e discussão Seleção de alunos e escolha do conteúdo personalizado; Elaboração de material didático incluindo navegação, janelas, aplicativos, configurações básicas e digitação; Permanência do único aluno bolsista durante todo o período de duração do projeto; Capacitação de 10 funcionários operacionais, em 25 horas aula; Capacitação de 3 funcionários administrativos na elaboração de documentos utilizados no trabalho rotineiro, aprimorando a qualidade do serviço. As aulas eram ministradas no local de trabalho. Cada funcionário participou de 20 aulas de 2 horas cada; Iniciou-se o treinamento com teorias de digitação. O conteúdo variou entre poemas e cartas, de modo que os participantes tomaram contato com as normas ortográficas da Língua Portuguesa; Os participantes familiarizaram-se com a Internet, enfatizando-se a comunicação pelo correio eletrônico da USP; Os participantes tiveram a oportunidade de aprender a acessar os sistemas USP, como o Marteweb. Isso é muito importante uma vez que atualmente os dados funcionais são digitais; Interesse dos participantes no curso e no prosseguimento do Projeto para o próximo ano. Conclusões Importância de um projeto de capacitação técnica baseado na reivindicação dos funcionários, que frequentaram as aulas durante o horário de almoço, por iniciativa própria; Interação entre aluno (bolsista PRCEU) e funcionários, com divulgação dos conhecimentos acadêmicos (atividades de extensão universitária); 100% de assimilação em conteúdos de digitação e compreensão do pacote Office; Inclusão dos funcionários no mundo digital; Importância do bolsista ser graduando do Curso de Letras da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), com conhecimento em informática e habilidade pedagógica; O aluno teve a oportunidade de aplicar seu aprendizado acadêmico em atividades práticas. Destacou-se a necessidade de reconstruir o aprendizado para a realidade dos participantes do curso, considerando a dificuldade dos funcionários em se familiarizar com a linguagem da informática, sendo necessária a repetição dos ensinamentos, mesmo os mais básicos.

 

 

 

Número do Projeto: 10708– SAS– Humanas

 

Mãe Cruspiana

 

Coordenador: Waldyr Antônio Jorge

 

Projeto: MÃE CRUSPIANA Autora: Fernanda Elis RibeiroPalavras-chave:  Saúde, Segurança, Mãe, CRUSPObjetivos: O projeto tem por objetivos: conhecer os moradores do CRUSP com filhos; verificar as condições em que vivem e como articulam seus diversos papéis; envolver as mães e pais nas atividades desenvolvidas e nas ações de melhoria do espaço a fim de torná-lo mais adequado para receber família com filhos; desenvolver atividades de educação em saúde por meio de oficinas, murais e panfletos. Material, métodos e ações desenvolvidas:As atividades são desenvolvidas, por meio de oficinas, reuniões, palestras e debates junto aos moradores do alojamento das mães. Tais atividades se utilizam de materiais audiovisuais, cartazes, panfletos, palestras e movimentações artísticas.Resultados:Desde a implantação do Projeto Mãe Cruspiana tem-se observado que os moradores do alojamento das mães vêm se identificando com o espaço em que vivem, fazendo dele um local mais adequado e agradável para as crianças e familiares. As atividades de promoção à saúde e de segurança para as crianças têm surtido efeito, pois se observa práticas mais saudáveis na moradia.Conclusões parciais:O Projeto Mãe Cruspiana tem promovido um ambiente de melhor qualidade de vida acadêmica aos moradores do CRUSP com filhos e ainda transformado o alojamento das mães em um espaço acolhedor e adequado às crianças. As atividades socioeducativas têm promovido a integração das famílias no sentido de serem agentes de transformação da realidade em que estão inseridas.Considerações finais:Algumas estudantes se defrontam com a gravidez não planejada, fenômeno que representa um grande desafio para essas mulheres que passam a assumir diversos papéis: estudante universitária, trabalhadora, dona-de-casa e mãe. No final da década de 1990, foi criado o alojamento das mães no Conjunto Residencial da USP (CRUSP), por uma iniciativa conjunta da Superintendência de Assistência Social (SAS) e das estudantes. Frente ao exposto, o projeto tem desenvolvido atividades socioeducativas alcançando os resultados esperados na melhoria da qualidade de vida acadêmica dos alunos com filhos, na transformação do alojamento em um espaço acolhedor e adequado ao desenvolvimento infantil e na integração das famílias com seus filhos.Referências Bibliográficas:CARVALHO, Maria do Carmo Brant. O lugar da família na política social. In: A família em perspectiva: situação atual e tendências. Modus Faciendi: desenvolvimento social e ação educativa.DIOGO, José. M.L. Parceria escola-família: a caminho de uma educação participada. Porto (Portugal): Porto Editora, 1998MELO, Sylvia Leser de. Família: perspectiva teórica e observação factual. In: A família contemporânea em debate. Maria do Carmo Brant de Carvalho (org).São Paulo: EDUC/Cortez, 1995. 2. Ed.

 

 

 

Número do Projeto: 10709– SAS– Humanas

 

Na Boca do CRUSP Prevenção e Acolhimento

 

Coordenador: Waldyr Antônio Jorge

 

Projeto: NA BOCA DO CRUSP – PREVENÇÃO E ACOLHIMENTOAções/Atividades envolvidas:- Elaboração de informativos bi/trimestrais distribuídos em todo o CRUSP (08 blocos de moradia) e na EACH, com tiragem de 1.500 exemplares, e também enviados para as Unidades de Ensino, contendo matérias direta ou indiretamente relacionadas a pesquisas e informações sobre drogas lícitas ou ilícitas, em todo o mundo, além de assuntos relacionados à Doenças Sexualmente Transmissíveis.- Distribuição de preservativos masculinos e femininos disponibilizados pela Secretaria da Saúde por meio de convênio, com o objetivo de orientar e incentivar práticas de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.- Participação no Simpósio Aprender com Cultura. Problemas enfrentados:- O tema é de difícil abordagem no espaço estudantil, e o planejamento das atividades conta com o enfrentamento de resistência por parte da população. Para lidar com essa problemática, os alunos bolsistas e moradores do CRUSP procuram traduzir a mensagem que o projeto deseja passar em um diálogo compatível com os moradores. Resultados Alcançados:O projeto elaborou os informativos, com a SAS proporcionando o pagamento do material em gráfica; durante todo o ano foram distribuídos preservativos masculinos, obtidos  por meio de convênio com a Secretaria da Saúde – esses preservativos têm grande aceitação e são procurados com bastante freqüência pelos moradores, atingindo assim plenamente um de nossos objetivos que é incentivar o uso de preservativos no CRUSP e demais ambientes da Universidade.

 

 

 

Número do Projeto: 10714– SAS– Humanas

 

SOS Mulher

 

Coordenador: Waldyr Antônio Jorge

 

ID 10714                                       PROJETO SOS MULHER                              Unidade: SASSilva, Karina Barbosa 1; Jorge, Waldyr Antonio2; Franzoi, Neusa Maria3; Dearo, Rosangela Lucheta4Palavras-Chave: Violência Contra Mulher, Violência de Gênero e Violência Doméstica e Sexual Contra Mulher.Introdução:Cada dia mais mulheres ingressam no ensino superior e ganham mais espaço em Universidades. No entanto, denúncias de violência contra as estudantes na Universidade de São Paulo (USP), uma das maiores instituições de ensino superior da América Latina, têm aumentado. Contudo, o número exato de agressão que ocorrem na USP é desconhecido, pois a maioria dos casos não são registrados. Na Universidade há o Conjunto Residencial da USP (CRUSP), onde residem cerca de 1400 alunos da graduação e pós, 42% mulheres e 58% homens. Por ser um espaço residencial, acentuam-se casos de violência doméstica, assim para atender as moradoras do Crusp originou-se o SOS Mulher.Objetivo geral e específicos:Atender, acolher, orientar e encaminhar a recursos especializados alunas do Crusp que vivem relações de violência; promover sua autonomia; prevenir a violência com atividades educativas e criar um espaço para debate acerca do tema.Ações:O projeto insere-se na comunidade por meio de apresentação de trabalhos em Congressos, seminários, simpósios, grupo de discussão e promoção de eventos em datas alusivas.Metodologia:Acolhimento e escuta especializada, intervenções de acordo com a demanda trazida, também ações protetivas. No seguimento dos casos busca-se: empoderamento gradativo; diálogo contracultural a respeito de culpa, vergonha, medo e afeto. Reflexão a respeito das relações; incentivo a denúncia nas Delegacias da Mulher e mediação de conflito.Resultados e discussão:Observamos nos últimos 5 anos que as situações relacionais envolvem: admiração intelectual; amor romântico; violência na família; homens com repertório machista, que não aceitam negativas das mulheres; problemas psiquiátricos, uso de drogas e álcool; coexistência de concepções potencialmente transformadoras com outras conservadoras. A maioria das mulheres efetua o B.O. e apesar da violência vivida se mantêm na academia. No seguimento de casos, observa-se a recuperação da autonomia, da autoestima e um novo pensar sobre suas relações e na melhora do desempenho acadêmico e profissional. Conclusão: Considerando as concepções de gênero existentes na nossa sociedade, alguns homens em detrimento do diálogo reagem com violência frente a atitudes emancipatórias das mulheres. Na USP há falta de rede de apoio para enfrentar o problema, porém esta questão está sendo amplamente discutida no meio acadêmico, isso possibilitará ações mais contundentes. Sob os aspectos protetor e preventivo, a USP pode e deve significar um apoio importante para as mulheres que a frequentam. Por ser um locus educativo e reflexivo há muita potência para a transformação das relações. O progresso acadêmico das mulheres agredidas é um medidor, demonstrando que a maioria delas, estão cursando a graduação ou a pós graduação. O Programa tem como meta que a mulher frequentadora da Universidade de São Paulo se reconheça como cidadã de direitos, restabelecendo sua dignidade, pois no nosso entendimento, a impunidade incentiva a violência.

 

 

 

Número do Projeto: 11004– TUSP– Humanas

 

Aprender com Cultura e Extensão no Teatro da USP: Maria Antônia

 

Coordenador: Ferdinando Crepalde Martins

 

O Programa TUSP de Leituras Públicas, do Núcleo de Experiência e Apreciação Teatral, entre outras coisas, propõe uma aproximação do público com o universo do teatro, por meio de leituras participativas realizadas em espaços públicos.Este Ciclo Especial, Diversidades no Teatro Mexicano Contemporâneo, foi diferente dos outros em vários aspectos. O principal deles foi a intertextualidade, o diálogo com outras artes e espaços, numa tentativa de englobar outros significantes aos textos teatrais em voga. Partindo de ações correlatas, como o espetáculo Frida Kahlo – calor e frio, de Viviane Dias, que integrava a comunidade do Largo do Arouche num cortejo que desembocava no Museu da Diversidade, onde se encontrava a intervenção fotográfica Todos Podem Ser Frida, de Camila Fontenele, em que o visitante se transformava na própria Frida e, depois, tinha seu retrato incluso na exposição. O Ciclo Especial de Leituras Públicas foi um fio condutor entre várias linguagens artísticas, unindo a divulgação da arte e do teatro mexicano à discussão social, sexual e de gênero.Na conjuntura de um Acordo de Cooperação Acadêmica acadêmico entre a Universidade de São Paulo e a Universidade Nacional do México, a proposta de cooperação cultural e de extensão do Prof. Dr. Ferdinando Crepalde Martins se realizou neste Programa das Leituras Públicas.O objetivo do programa é colocar o público numa experiência de plateia diferente da tradicional, permitindo a participação e a identificação com o texto proposto. A criação de um corpus poético permite que o público se coloque numa posição ativa frente à vivência estética teatral, tornando os temas mais pungentes e próximos. É a apropriação do espaço público por meio da tomada de voz.Também é um dos objetivos dos Ciclos Especiais de Leituras Públicas a contraposição de culturas e sociedades diferentes por meio dos textos teatrais, permitindo uma percepção mais acurada dos problemas do próprio meio e uma perspectiva internacional das questões sociais.Participar do Projeto  Aprender com Cultura e Extensão no Teatro da USP foi uma experiência importante na minha formação e interessante para meu próprio processo de pensamento sobre o teatro e a sociedade. Importante para a minha formação na área de Letras, principalmente pela sistematização da leitura de peças teatrais e a preocupação com aspectos extratextuais, que abriu meus olhos para novas maneiras de apreensão desse tipo de literatura e suas particularidades. Além disso, também foi importante para minha formação humana, no sentido em que foi possível perceber o que o empoderamento do público pode criar, em termos poéticos e políticos. A partir daí, foi possível repensar a relação ator e público, teatro e sociedade, cultura e política, nacional e internacional.

 

 

 

Número do Projeto: 11008– TUSP– Humanas

 

Aprender com Cultura e Extensão no Teatro da USP: São Carlos

 

Coordenador: Ferdinando Crepalde Martins

 

O TUSP – Teatro da USP, como órgão de cultura e extensão desta Universidade objetiva somar ao trabalho de ação cultural que já acontece no Campus, trabalhando em parceria com as assessorias de cultura e extensão dos campi do interior e propiciar espaços profícuos de diálogo, a partir das perspectivas do Teatro feito hoje no âmbito universitário. A proposta é uma tentativa de estabelecer áreas de fricção e criação de sentidos entre as áreas, aproximando assim os estudantes destas áreas e as linguagens artísticas, na perspectiva de uma formação potencializada do estudante da Universidade de São Paulo, certo é que a Arte torna-se instrumento inegável para um olhar complexo do sujeito em formação para a sociedade a qual compõe.O bolsista do projeto atuou na organização das atividades realizadas pelo TUSP São Carlos, desde a pré-produção até a finalização das ações.Durante o período foram realizados dois ciclos do Programa TUSP de Leituras Públicas, um Circuito TUSP de Teatro, uma ação na finalização do processo do Núcleo TUSP ao final de 2014 denominada “Sarau Censurado”, participação no projeto “TUSP na semana de recepção aos calouros”, além dos encontros semanais do Núcleo TUSP.

 

 

 

Número do Projeto: 11015– TUSP– Humanas

 

Aprender com Cultura e Extensão no Teatro da USP: Ribeirão Preto

 

Coordenador: Ferdinando Crepalde Martins

 

Introdução:O Teatro da USP (TUSP) é um órgão ligado a Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária. Atua como polo gerador de cultura, provocando o surgimento de novas idéias, debate, a reflexão sobre as questões do fazer teatral do Brasil.O objetivo do órgão é difundir e divulgar as artes cênicas nas suas mais diferentes manifestações e formas de expressão, estimular a criação e o desenvolvimento de grupos teatrais em todos os Campi da USP e propiciar, através do teatro, a integração entre as comunidades interna e externa da Universidade. Realiza, com projetos próprios e em parceria com as unidades afins, encontros, palestras, seminários, mostras, festivais, e circuitos universitários.Objetivo:O projeto tem por objetivo especifico levar à comunidade interna e externa do Campus a possibilidade de experiência cênica através de aulas de teatro, debates, bate-papos mediados, apreciação dos espetáculos do Circuito TUSP e outros, saraus e leituras cênicas, entre outros. Também visa uma integração entre os alunos das diferentes graduações ao promover atividades artísticas em diferentes locais do campus.Metodologia:Durante o período foram desenvolvidas as seguintes atividades:Circuito TUSP: é um programa semestral de ação continuada para a difusão das artes cênicas. Em Ribeirão Preto conta com a parceria de Seção de Atividades Culturais do campus. É uma semana que compreende apresentação de três ou mais espetáculos teatrais selecionados por edital ou convidados, além de debates e oficinas de formação teatral abertos  ao publico interessado.Ciclo de Leituras Públicas: Apresentou, a cada ciclo, o dizer de peças de autores eminentes do teatro. Ao longo de cada semestre, um conjunto de obras selecionadas foram lidas pelos participantes, atividade que visa proporcionar o contrato com obras teatrais e estimular a leituras de autores teatrais.Núcleo Tusp de teatro: foram realizados semanalmente encontros nos quais os participantes realizam atividades expressivas, jogos teatrais, leituras dramáticas entre outras atividades. O Núcleo Tusp é um espaço de troca, de processos criativos voltado para interessados em teatro com ou sem experiência anterior.Conclusão:As ações culturais desenvolvidas pelo projeto mostraram atingir os objetivos propostos no que tange a proporcionar o acesso à fruição, criação e reflexão sobre o teatro através de ações realizadas. As ações se interagem, pois compreendem:a-  A fruição de espetáculos com o Circuito Tusp;b-   A criação de experimentação, com o Núcleo TUSP e oficinas dentro do Circuito;c-       A reflexão através de rodas de conversa e debates após as peças e Leituras Públicas, além das rodas de conversa.A adesão tanto da comunidade interna quanto externa do campus foi demonstrada pela freqüência com o qual os participantes retornaram às diversas atividades propostas, que obtiveram um número crescente de participações. Isso demonstra a importância das ações em extensão cultural ocorrerem de forma continua.

 

 

 

Número do Projeto: E11306– Universidade de São Paulo– Humanas

 

Elaboração de manual operacional do software educativo PInE

 

Coordenador: Profª Drª Elysandra Figueredo Cypriano

 

O projeto educacional ?Telescópios na Escola (TNE), coordenado pelo IAG, disponibiliza em seu site um software para fins didáticos, o ?Processamento de Imagens na Escola (PInE). Nosso objetivo foi elaborar um manual de apoio ao software, com informação precisa e que forneça subsídios para o desenvolvimento de atividades práticas de ensino.O enfoque metodológico é o de pesquisa bibliográfica relacionada ao uso de software na educação e análise da proposta didática do PInE. Durante o desenvolvimento do manual foram estabelecidos os requisitos e a forma de apresentação das funcionalidades do sistema, tendo como referência ?Avaliação da Qualidade de Software Educacional (Campos e Bernardino, 1993). Os Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN (Brasil, 1998) recomendam que as estratégias de ensino sejam diversificadas, com temas contextualizados e abordagem interdisciplinar. Neste sentido, o PInE permite a contextualização através da experimentação, ao tratar das imagens astronômicas, capturadas por telescópios, propicia aos alunos a construção de habilidades e competências próprias da Astronomia. Este software pode ser classificado como simulador, pois permite a aquisição de dados e interpretação de fenômenos através do tratamento e análise de imagens, o controle da atividade está com o aprendiz (Giordan, 2005). O manual do sistema foi elaborado e ficará disponível no site do projeto TNE para professores e alunos construírem suas atividades de ensino.O manual de funcionamento é uma ferramenta que amplia as formas de interação com os usuários, permitindo melhor entendimento das possibilidades e condições de uso do PInE. Desta forma, auxilia na elaboração de atividades didáticas mais adequadas ao nível escolar e a maturidade do estudante. Também oferece condições para que os usuários interpretem e correlacionem melhor os seus resultados. Porém há limites em seu uso, o professor deve avaliar e adequar as práticas segundo os seus objetivos de ensino, e acompanhar ativamente a construção elaborada pelo aluno.Referências Bibliográficas:BRASIL. Ministério da Educação (1998). Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental. Brasília: MECSEF. Disponível em: http:portal.mec.gov.brsebarquivospdfciencias.pdf Acesso em: 10 jun 2015.CAMPOS, G. H. B.; Rocha, A.R. Avaliação da qualidade de Software Educacional. Brasília, ano 12, n. 57, jan mar 1993. Disponível http:emaberto.inep.gov.brindex.phpemabert oarticleviewFile845757 Acesso em: 10 jun 2015.GIORDAN, M. O computador na educação em Ciências: Breve revisão crítica acerca de algumas formas de utilização. Ciência e Educação, v. 11, n. 2, p. 279-304, 2005.

 

 

 

Número do Projeto: E11313– Universidade de São Paulo– Humanas

 

(RE) Conhecendo a USP ? contribuições da pesquisa e da extensão no campo das deficiências

 

Coordenador: Shirley Silva

 

O presente projeto tem como objetivo realizar levantamento junto aos programas vinculados as Pró-Reitorias de Graduação (Ensinar com Pesquisa) e de Extensão (Aprender com Cultura e Extensão), no período de 2008 a 2013, visando elencar aqueles nos quais a temática teve como foco questões relativas às pessoas com deficiência. Pretende-se analisar quais foram os eixos teóricos e metodológicos dos projetos selecionados; sistematizar e correlacionar a produção dos mesmos; propor a criação de uma plataforma de divulgação dos mesmos a comunidade da graduação, mas inclusive, a sociedade, visando dar visibilidade aos trabalhos desenvolvidos. Pretende-se que este projeto possa ser o início de possíveis parcerias com profissionais e pesquisadores da USP que têm se dedicado a trabalhos de docência, pesquisa e extensão com foco nas deficiências, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades. Analisar a possibilidade de criação de rede de informações entre os profissionais e perspectiva de pesquisas em conjunto possibilitando a formação de um programa que facilite o acesso ao conhecimento produzido nesta área na USP aos alunos da graduação. Para se atingir o objetivo proposto será necessário o contato com as duas Pró-Reitorias para a devida disponibilização dos projetos contemplados por seus programas para que se possa fazer a triagem inicial; posteriormente os alunos vinculados ao presente projeto realizarão a leitura dos mesmos visando atender a análise teórica e composição referencial dos mesmos. Como etapa seguinte se organizará um encontro para o qual os responsáveis dos programas selecionados serão convidados a participar e será apresentado o estudo realizado com o intuito da criação da rede de informações.

 

 

 

Número do Projeto: E11325– Universidade de São Paulo– Humanas

 

OFICINA MULTIPROFISSIONAL PARA IDOSOS DO MUNICÍPIO DE ANANÁS-TO

 

Coordenador: Auro Nomizo

 

OFICINA MULTIPROFISSIONAL PARA IDOSOS DO MUNICÍPIO DE ANANÁS-TOIntrodução: O Projeto Rondon tem como objetivo a inclusão de estudantes universitários em áreas assistidas do território brasileiro. Em julho de 2015 o projeto promoveu a operação Itacaiúnas, contando com a parceria do município de Ananás-TO juntamente com a Universidade de São Paulo campus Ribeirão Preto. Objetivo Geral: Promoção de saúde e cidadania para a população da terceira idade do Município de Ananás-ToObjetivo Específico: Integrar os alunos universitários em ações comunitárias; promover um espaço de discussão para que estudantes de diferentes áreas do conhecimento elaborarem estratégias para os problemas enfrentados pela população envolvida ;e contribuir para a formação do universitário como cidadão.Método: A oficina foi feita por um grupo de 6 alunos das áreas de: Enfermagem, Direito, Psicologia, Ciências Farmacêuticas e Odontologia. Inicialmente foi acordado com a Instituição CRAS que oferecia divulgação e espaço para a oficina ocorrer. Foi escolhida a população idosa, pelo fato desse público precisar de maior atenção para as necessidades de saúde, mas também compor uma faixa etária excluída socialmente apesar do grande potencial de união e atuação junto à comunidade. A oficina teve início com um alongamento seguido por uma atividade de dança. Em seguida foram esclarecidos a respeito dos temas de saúde, começando pela discussão das doenças de maior incidência entre os idosos e as formas de organizar, consumir e armazenar os medicamentos. Posteriormente foram tiradas as dúvidas a respeito dos direitos da população de terceira idade, órgãos responsáveis pela garantia dos direitos e as formas de acesso a esses órgãos. Foi esclarecido a respeito da necessidade de atividades que promovam o fortalecimento da capacidade cognitiva a fim de minimizar impactos decorrentes do envelhecimento. E por fim foi esclarecido a respeito da escovação de dentes e próteses, com a distribuição de kits de higienização bucal. Resultados: A partir das observações e relatos a oficina mostrou-se uma boa forma de trabalho com a população idosa. Contando com a participação de mais de 20 idosos, a oficina despertou interesse e incentivou os idosos na criação de novas oficinas de atividades comunitárias. Posteriormente foi possível realizar outras oficinas com a mesma população, objetivando a participação dos idosos em atividades de cultura e meio ambiente. Os resultados foram vistos também na atuação conjunta dos estudantes universitários, que conseguiram montar um plano de atuação integral de saúde e direito para atuação em outras áreas e públicos do município de Ananás-TO. Conclusão: A partir do encontro promovido pelo Projeto Rondon a oficina conseguiu cumprir com os objetivos e mostrou ser um bom espaço de integração, aprendizado e promoção de qualidade de vida.

 

 

 

Número do Projeto: E11320– Universidade de São Paulo  Centro de Divulgação Cientifica e Cultural– Humanas

 

Exposição Itinerante Bicho: quem te viu, quem te vê!

 

Coordenador: Silvia Aparecida Martins dos Santos

 

A exposição foi financiada pela PRCEUUSP e teve como objetivo principal discutir a fragmentação das áreas naturais no interior do estado de São Paulo e, como consequência, a perda de animais silvestres por atropelamentos e outros conflitos. O fortalecimento de ações de intercâmbio com instituições atuantes na área de educação ambiental relacionadas à conservação da biodiversidade regional foi também buscado. Para a sua elaboração, produção e itinerância o CDCCUSP se aliou aos seguintes parceiros: Laboratório de Educação Ambiental do Departamento de Ciências Ambientais da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar); Instituto Florestal (IF) por meio da Estação Experimental de Itirapina e Estação Experimental de Luiz Antonio; Fundação Florestal (FF), por meio da Estação Ecológica de Jataí, Parque Estadual de Vassununga e Parque Estadual de Porto Ferreira. O IF e FF estão vinculados à Secretaria de Estado do Meio Ambiente de São Paulo. Quanto ao conteúdo, a exposição aborda, por meio de painéis, registros fotográficos, ilustrações, sons, jogos e reportagens, como se deu a evolução da ocupação dos ambientes naturais do interior paulista e a perda da biodiversidade durante esse processo. Ao longo da Exposição o visitante tem a oportunidade de conhecer animais, que foram taxidermizados, como o lobo-guará, a jaguatirica, a onça-parda, o sauá e o macaco prego, que frequentemente são atropelados na região. A partir deste contexto, discutimos o que tem sido feito para minimizar tais perdas. Ao final, cada visitante é convidado a tomar suas próprias atitudes para conservar as espécies da rica fauna brasileira. De março a agosto de 2015 mais de 10 mil pessoas visitaram a exposição, incluindo público escolar e espontâneo, em sete locais de diferentes municípios do estado de São Paulo (CDCCUSP – São Carlos; Câmara Municipal de Itirapina; Câmara Municipal de Santa Rita do Passa Quatro; Anfiteatro Municipal Isaltino Casemiro de Porto Ferreira; Departamento Municipal de Educação de Luiz Antônio; Shopping Center Iguatemi São Carlos e; Tenda da SBPC Jovem – UFSCar). Como parte do cronograma de 2015 a exposição ficará exposta nos seguintes locais: de 1409 a 1511, na Biblioteca do ICMCUSP – São Carlos; de 1711 a 1811, no Centro de EventosUSP – São Carlos (5º Simpósio Aprender com Cultura e Extensão) e, a partir desta data, seguirá para o Horto Florestal em São Paulo. Temos percebido a grande aceitação do público e dos educadores pelo fato da exposição ser um tema atual, conflituoso e, principalmente, pela falta de outros recursos didáticos que abordam o assunto. Como desdobramentos na área de pesquisa em educação ambiental e ensino de ciências, duas pós-doutorandas atuam no âmbito do projeto e a equipe vem elaborando artigos para revistas e eventos científicos sobre os temas: análise do processo participativo; avaliação da exposição pelo público visitante e pela equipe que a idealizou; processo de formação de monitores.

 

 

 

Número do Projeto: E11312– Universidade de São Paulo EACH USP– Humanas

 

Capas de livros adaptados em filmes: um estudo sobre a preferência do consumidor

 

Coordenador: Sandra Reimão

 

A constante busca por entretenimento tomou grandes proporções na sociedade contemporânea e se consolidou como uma indústria em ascensão. Desta forma, a transposição do papel para a tela garante a continuação do entretenimento na medida em que proporciona ao público uma nova representação da história de sucesso. No presente estudo, temos como objetivo estudar se essa forma de adaptação aumenta o consumo de um livro e quais fatores que geram interesse na compra das capas. Ainda, buscamos identificar qual capa – adaptada ou original desperta maior interesse no momento da compra, e entender os motivos.Os livros analisados foram: A Culpa é das Estrelas, O Lobo de Wall Street, O Hobbit e A Menina que Roubava Livros.A partir dos dados obtidos, foi visto que a intenção de compra é maior pela capa adaptada do que pela original, sendo que os motivos  predominantes foram o uso de imagens e melhor representação do livro. Outra constatação foi que 85% dos respondentes alegaram que a capa do livro influencia na compra e 76% já compraram um livro pela capa. No que se refere ao local de compras de livros, a maioria dos respondentes (40%) afirmaram comprar livros nas livrarias. A Internet foi a segunda colocada com 31% das respostas, seguida por Feiras de Livros e Sebos com 15% e 14% respectivamente.Dos respondentes que declararam não sofrer influência da capa, 46% informaram que o conteúdo e o tema da obra literária são mais importantes, e que apenas pela capa é difícil obter informações, visto que usualmente apresentam dados mais concisos e bastante conteúdo imagético.Ainda, 15% revelou que críticas e indicações a respeito da obra norteiam a compra, e sendo assim, a capa não importa durante o processo de aquisição. Já 7% mencionou o fato de apenas comprar os livros que já tem em mente, sem ao menos saber como é sua capa. Logo, esta se torna irrelevante. Outros 14% disseram que o nome da obra atrai mais do que a capa, assim como a busca por conhecimento.Por outro lado, grande maioria confessou que a capa influencia a compra de obras literárias. Sendo assim, destes, 56% dissertaram que a capa é o principal chamariz do livro, sendo o primeiro contato com o leitor. Também, dentre as inúmeras opções de obras com diversos temas e abordagens nos pontos de venda, a capa é o que as diferencia, além de que pode39instigar sobre o conteúdo, dando vida a historia, e ainda causam sentimentos nos consumidores, como de curiosidade, por exemplo.Já 35% dos entrevistados afirmaram que a capa apresenta uma prévia e a essência da história. Ainda, foi dito que o uso de cores e estilo das letras também podem revelar a categoria da obra, como por exemplo, histórias de drama são relacionadas com cores escuras. Por fim, os 8% restantes mencionaram que a capa demonstra o gosto e cuidado do editor, passando credibilidade à obra.

 

 

 

Número do Projeto: E11290– Universidade de São Paulo Faculdade de Direito de Ribeirão Preto– Humanas

 

Direito e Cinema – Debates sobre Direito, Filosofia, Ética, Política e História

 

Coordenador: Nuno Manuel Morgadinho dos Santos Coelho

 

O projeto consiste na exibição de filmes para fins didáticos, seguida de debates, com professores e estudantes da USP, e especialistas convidados. As exibições são semanais e ocorrerão no anfiteatro da FDRP e em escolas do Ensino Médio da cidade de Ribeirão Preto, concebendo-se como contribuição da FDRP ao desenvolvimento do Ensino Básico.